quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Aids: previna-se e fique longe dessa doença que já afeta quase 37 milhões de pessoas no mundo


Estabelecido em 1988 e lembrado mundialmente em 1º de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids é uma oportunidade para as pessoas em todo o mundo lutar contra o HIV e mostrar o seu apoio para aqueles que vivem com o vírus.

Para o médico infectologista e coordenador do PrEP Brasil, no Hospital das Clínicas da USP, Dr. Ricardo Vasconcelos, é sempre muito importante conversar sobre o HIV e sua prevenção para que o assunto deixe se ser motivo de constrangimento. Segundo o infectologista, o HIV pode infectar pessoas de qualquer grupo social e é somente mantendo-se atualizado e atento às medidas de prevenção disponíveis que é possível ficar livre desse vírus. “Falando abertamente e sem julgamento sobre esse tema podemos também lutar contra o maior inimigo da saúde e do sucesso nessa doença que é o preconceito. O preconceito é fruto da desinformação e pode tanto atrapalhar muito a vida de um paciente que vive com HIV quanto aumentar a vulnerabilidade de quem ainda não foi infectado. Faz parte da luta contra o HIV enfrentar o preconceito que existe com os soropositivos”.

De acordo com Dr. Ricardo, a Aids é a doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Quando uma pessoa se infecta e não se trata, aos poucos tem suas defesas do corpo destruídas e, dentro de alguns anos, se torna vulnerável a diversas doenças chamadas de infecções oportunistas, problemas esses que não desenvolveriam se o indivíduo estivesse com sua imunidade funcionando bem. “Depois de infectada, por anos a pessoa vai viver com o vírus sem nenhum sintoma ou doença, fase denominada apenas de soropositiva. Somente quando a imunidade estiver acometida, depois de anos, quando surgirem as infecções oportunistas, é que dizemos que o paciente desenvolveu a Aids”.

Formas de contágio


Segundo Dr. Ricardo, no Brasil, mais de 90% dos novos casos de infecção por HIV são transmitidos por via sexual desprotegida. Porém existem outras duas maneiras de se contrair essa infecção: a primeira delas é a partir de uma gestante com HIV para o bebê que está em sua barriga, chamada de transmissão vertical. Já a outra forma, denominada transmissão parenteral, se dá pelo contato com sangue ou tecidos contaminados como no caso de uma transfusão de sangue doado por um indivíduo que vive com HIV, pelo compartilhamento de seringas de drogas injetáveis, de agulhas ou equipamentos de tatuagem ou piercing não esterilizados adequadamente ou ao se transplantar um órgão ou tecido de um doador soropositivo. “Atualmente temos quase 37 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo e, desses, quase 800.000 estão no Brasil”.

O médico ainda explica que o diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de sorologias que identificam anticorpos positivos para esse vírus no sangue de um indivíduo. Esses exames podem ser feitos em laboratórios e na forma de testes rápidos em centros de testagem do sistema público da saúde. “Em breve teremos no Brasil os autotestes que poderão ser feitos em casa pelo próprio usuário, utilizando-se a saliva. Vale ressaltar que os exames de HIV devem ser feitos a cada 3 a 6 meses por todos aqueles que têm vida sexual ativa e que passam por alguma situação com risco de transmissão como uma relação sexual desprotegida com uma parceria casual ou de sorologia desconhecida”

Principais sintomas


O infectologista salienta que, ao se infectar com o HIV, pode-se ou não apresentar imediatamente os sintomas. Ao sentir alguma coisa, os sinais são semelhantes a uma virose comum como febre, cansaço, dor de garganta, gânglios aumentados e manchas na pele. Segundo Dr. Ricardo, essas manifestações se resolvem espontaneamente e se inicia um período que pode durar anos em que não existe nenhum sintoma muito característico ou algo que faça a pessoa procurar um médico. “Nessa fase dizemos que o indivíduo é apenas um soropositivo, sem o problema. Somente quando o vírus tiver destruído as defesas do paciente e começarem a surgir as doenças oportunistas é que aparecerão os sinais. São comuns nesse estágio o emagrecimento, diarreia, tosse, cansaço, gânglios aumentados, dor de cabeça, manchas na pele e fraqueza, e é nessa etapa que dizemos que a pessoa desenvolveu a Aids”.

Estou com HIV e agora?


Dr. Ricardo alerta que, ao descobrir que se está com HIV, o indivíduo deve buscar por um médico infectologista ou algum serviço de saúde que faça o atendimento desse tipo de demanda. A recomendação é que se inicie o mais rapidamente possível o acompanhamento com exames periódicos e com o uso da terapia antirretroviral. “Quando esses medicamentos são tomados de maneira adequada, não existe progressão da infecção para a Aids, fazendo com que a pessoa passe a vida inteira com saúde, sem doenças oportunistas e ainda por cima reduzindo significativamente as chances de transmissão do seu vírus”.


Uso do preservativo: melhor forma de prevenção


Para se evitar a transmissão sexual do HIV, que é a forma mais frequente no Brasil, a principal recomendação é o uso de preservativo nas relações sexuais, principalmente com parcerias casuais ou de sorologias desconhecidas.

“Se por um acaso, em um acidente, o preservativo rompeu ou não foi utilizado, o indivíduo pode usar, em até 72 horas da relação sexual, a Profilaxia Pós Exposição (PEP). Trata-se de um esquema de medicamentos que é tomado por 28 dias com o objetivo de reduzir significativamente o risco de contrair o HIV naquele acidente. A PEP pode ser obtida com um médico infectologista ou em algum serviço do sistema público de saúde que faça esse atendimento. Já, se uma pessoa não consegue só com a camisinha se proteger do HIV e tem com frequência relações desprotegidas, pode usar a Profilaxia Pré Exposição (PrEP). Trata-se do uso diário de um medicamento que diminui significativamente o risco de infecção pelo HIV. A PrEP pode ser obtida com um médico infectologista e, em breve, teremos a estratégia disponível também pelo sistema público de saúde”, finaliza Dr. Ricardo.

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Outras fontes consultadas: Organização Mundial da Saúde (OMS).

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