segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Câncer de próstata X doenças cardiovasculares


Você sabia que cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata possuem doenças cardiovasculares associadas (1)?

Dra. Ariane Macedo, cardiologista e vice-presidente do Grupo de Estudos em Cardio-Oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica que tanto o câncer de próstata quanto os problemas cardíacos compartilham alguns fatores de risco em comum como, por exemplo, o tabagismo, sedentarismo, obesidade, alimentação inadequada. Além disso, a terapia de bloqueio hormonal, um dos tratamentos utilizados para o câncer de próstata em estágio avançado, juntamente com todos esses fatores citados pela médica, pode ocasionar problemas no coração em pacientes que já tenham a doença cardiovascular mesmo que oculta e sem sintomas.

“Quando temos um homem com câncer de próstata cujo tratamento indicado é a terapia de bloqueio hormonal, precisamos nos preocupar com os riscos cardíacos já que esse indivíduo pode ter alguma doença cardíaca oculta que, caso não for cuidada, pode evoluir com complicações durante o tratamento do câncer, tendo que por vezes suspendê-lo, o que não é ideal”, salienta a médica.

Alerta para os pacientes e para os médicos


Por conta desse significativo número de homens com câncer de próstata com doenças cardiovasculares associadas, Dra. Ariane conta que o grupo de cardio-oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) tem feito um alerta aos médicos, principalmente aos urologistas e oncologistas, e, também, aos pacientes, sobre a importância de uma avaliação cardiológica para evitar problemas durante o tratamento do câncer.

“Quando identificamos uma pessoa com maior risco cardíaco, estudamos junto com os urologistas e oncologistas outras alternativas também de bloqueio hormonal. Hoje, alguns estudos têm mostrado que já existem terapias que fazem o bloqueio da testosterona de forma potencialmente mais segura com relação ao risco cardiovascular, portanto podemos optar, em alguns casos, por esse tipo de tratamento. Há pesquisas em andamento nos EUA e Canadá que estão avaliando de maneira prospectiva, que é quando acompanhamos o indivíduo desde o início e ao longo de todo o tratamento para verificar se realmente existe essa segurança maior em relação ao risco cardíaco. O ideal é sempre fazer essa avaliação para verificar como está o coração do paciente e discutir com os médicos envolvidos a melhor estratégia. E, além disso, ainda tratar em paralelo o problema cardíaco, bem como outras patologias que o homem possuir”, afirma a cardiologista.

Opção de tratamento


Estima-se que cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata possuam doenças cardíacas associadas (1). E, nesses casos, estudos mostram que o tratamento hormonal antagonista (degarelix) – um bloqueador dos receptores de GnRH – demonstrou a redução do risco de eventos cardiovasculares em 56% quando comparado às terapias agonistas através de uma metanálise.

O degarelix, administrado como monoterapia, atua por meio do bloqueio direto da testosterona, fazendo com que o nível de supressão seja atingido dentro de um prazo de três dias após o início do tratamento (2,3), ao contrário dos agonistas que demoram, em média, de três a quatro semanas para suprimir a testosterona. (4, 5, 6)

“O tratamento com o bloqueador degarelix proporciona diversos benefícios aos pacientes, como supressão rápida da testosterona e não ocorrência do flare clínico, ou seja, picos de hormônios que causam dores ósseas, compressão medular e outros comprometimentos de saúde resultantes do câncer de próstata avançado”, explica João Carvalho, urologista do Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ).

Dra. Ariane finaliza informando que é muito importante lembrar que tanto o câncer de próstata quanto os problemas no coração são frequentes e prevalentes e a ideia do acompanhamento cardiológico é totalmente preventivo. “O que nós queremos é que a terapia hormonal flua e o que o paciente se cure do câncer, mas também não podemos deixá-lo sofrer um evento cardíaco que comprometa sua vida e o seu tratamento oncológico. Vale lembrar que as doenças cardíacas são as que mais matam no mundo”, adiciona a médica.

E essa foi a última matéria do nosso Especial Novembro Azul. Esperamos que vocês tenham gostado e se informado um pouco mais sobre esse tema tão importante para a saúde masculina.

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Outras fontes consultadas: Ferring Pharmaceuticals.
Referências – Fornecidas pela Ferring Pharmaceuticals
1. Albertsen PA, Klotz L, Tombal B, et al. Cardiovascular Morbidity Associated with Gonadotropin Releasing Hormone Agonists and an Antagonist. Eur Urol 2014;65(3):565-73. PMID: 24210090
2. Klotz L, Boccon-Gibod L, Shore ND, et al. The efficacy and safety of degarelix: a 12-month, comparative, randomized, open-label, parallel-group phase III study in patients with prostate cancer. BJU Int 2008;102 (11):1531-8. PMID: 19035858
3. AWMSG secretariat assessment report (full submission). Advice No. 4112. Degarelix (Firmagon)80mg and 120mg injection (based on evidence submitted by Ferring Pharmaceuticals (UK) on 6 July 2012). Disponível em: http://www.awmsg.org/awmsgonline/app/appraisalinfo/755. Acesso em 24/02/2015
4. Rick FC, Block NL, Schally AV. An update on the use of degarelix in the treatment of advanced hormone-dependent prostate cancer. Onco Target and Therapies 2013;6:391-402. PMID: 23620672
5. European Medicines Agency. Assessment Report for Firmagon. Doc.Ref: EMEA/CHMP/635761/2008. Disponível em: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Public_assessment_report/human/000986/WC500023256.pdf. Acesso em 24/02/2015
6. AWMSG secretariat assessment report (full submission). Advice No. 4112. Degarelix (Firmagon) 80mg and 120mg injection (based on evidence submitted by Ferring Pharmaceuticals (UK) on 6 July 2012). Disponível em: http://www.awmsg.org/awmsgonline/app/appraisalinfo/755. Acesso em 24/02/2015

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Câncer de próstata: vencer o preconceito salva vidas


Apesar do esclarecimento de grande parte da população sobre a importância da prevenção do câncer de próstata, o exame de toque retal ainda é um assunto que incomoda alguns homens.

Para o Dr. Gustavo Carvalhal, membro do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), uma das coisas que também impede o homem de consultar o médico muitas vezes é o medo de fazer o exame de toque retal. “Alguns homens acreditam que ao mexer na região anal vai interferir na sua sexualidade ou até mesmo machucar, mas não é nada disso. Esse é um procedimento simples, rápido e indolor como escutar o coração ou olhar a garganta. Ele é importante, pois pelo intestino conseguimos palpar bem a zona periférica da próstata que é onde os cânceres normalmente surgem. Faz parte da avaliação do paciente”.

O médico explica que o toque retal é bem menos específico e sensível do que o exame de sangue (antígeno prostático específico - PSA), porém existem situações que o PSA não vai alterar e pode ser possível fazer o diagnóstico de algum tumor pelo toque retal. “Do ponto de vista de acurácia, o exame de sangue é superior. O PSA é capaz de diagnosticar tumores que não trazem alteração no toque retal em uma quantidade de vezes muito grande. Porém os dois devem ser feitos sempre juntos, pois 1 em cada 5 câncer não vão alterar o PSA nos primeiros anos e o toque retal pode mostrar essas alterações”.

Dr. Renato Prado Costa, médico responsável pelo setor de urologia do Hospital Amaral Carvalho, complementa informando que o PSA trouxe uma revolução nas possibilidades do diagnóstico precoce do câncer de próstata, porém afirma que há uma confusão entre as pessoas em achar que só porque há a possibilidade de fazer esse exame não é preciso se submeter ao toque retal. “Isso não é verdade, a prevenção constitui-se com o toque retal mais a coleta do PSA”.

Como é realizado o exame de toque retal


O urologista do Hospital Amaral Carvalho informa que o exame de toque retal é muito simples sendo realizado no próprio consultório com o uso de luvas e lubrificante. “Esse procedimento não demora sequer um minuto e, junto com a dosagem do PSA, fazemos a avaliação. Quando os dois estão normais é marcado o retorno do paciente após um ano, intervalo desejável para fazer a prevenção”.

Dr. Gustavo ainda ressalta que o toque retal é capaz de diagnosticar outras coisas como a prostatite, que é uma inflamação na próstata ou até mesmo para avaliar o tamanho da glândula.

Deixar o preconceito de lado salva vidas


O médico da SBU explica que hoje as pessoas estão vivendo cada vez mais e isso dá oportunidade para que esses tumores, que não eram tão comuns, começarem a aparecer no organismo dos indivíduos. “A prevenção da doença por meio do exame de sangue (PSA) e de toque é fundamental para evitarmos uma morte por esse tipo de tumor que, no Brasil, ainda é a segunda causa de mortalidade por câncer. O homem precisa saber que a realização do exame de próstata não é nada doloroso, que é simples de ser realizado e que se houver alguma alteração, será feita uma biópsia para descobrir se há a doença e qual a sua gravidade. Vale lembrar que nem todo câncer de próstata vai precisar de tratamento em um primeiro momento, alguns casos só acompanhamos”.

Para o Dr. Renato a questão do diagnóstico precoce permite fazer tratamentos menos agressivos, com elevadas taxas de curabilidade. “O câncer de próstata quando diagnosticado em fases iniciais, temos praticamente 98% de chance em curá-lo”, finaliza o urologista.

Continue acompanhando nosso blog e fique por dentro desse assunto tão importante para a saúde da população masculina.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Você sabe como funciona a prostatectomia?


Com certeza, ao falar sobre câncer de próstata, você já deve ter escutado o termo prostatectomia.

Dr. André Guilherme Cavalcanti, urologista, especialista em infertilidade masculina e professor adjunto de Urologia da UniRio, explica que a prostatectomia radical é o tratamento cirúrgico do câncer de próstata e consiste na retirada da próstata, vesículas seminais e da linfadenectomia (retirada de linfonodos na pelve).

O médico afirma que a indicação clássica para este tipo de tratamento é a doença localizada (confinada à próstata) em pacientes com uma expectativa de vida igual ou superior a 10 anos. Mas hoje em dia, já se trabalha com resultados animadores para este tipo de tratamento mesmo em pacientes com doença localmente avançada (que ultrapassa os limites da próstata) e mesmo naqueles com doença metastática (restrito nesse caso para focos pequenos de metátases).

“Nessas duas últimas indicações, a cirurgia pode ser associada a outros metódos como a radioterapia e o bloqueio hormonal, o que chamamos de terapia multimodal. Apesar de existir grande discussão sobre o tratamento desse tipo de câncer, o conceito do Tratamento Personalizado vem ganhando força em diversos centros de referência. Consiste em definir a abordagem mais adequada às características de cada paciente e da doença que possui, já que sabemos que o câncer de próstata não tem um tratamento uniforme entre os pacientes”, complementa Dr. André.

Tipos de cirurgia e os riscos envolvidos


Segundo o Prof. Dr. Sergio Bisogni, médico urologista e professor do curso de medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, existem vários tipos de acesso para a execução desse tipo de cirurgia:

- Via Retropúbica: feita a partir de uma incisão acima do púbis e abaixo do umbigo.

- Via Perineal: feita por meio de incisão na região perineal, que fica entre o saco escrotal e o ânus. Esse tipo de acesso é o menos utilizado em escala mundial.

- Via Percutânea: feita a partir de “furos” no abdômen e com uso de imagens guiando o procedimento. Por essa via, pode-se fazer as cirurgias: laparoscópica e robótica.

“A indicação de cada via de acesso depende da experiência de cada cirurgião e da disponibilidade dos equipamentos de cada serviço, isso significando diferentes custos para cada um dos métodos”.

Dr. Sergio ainda ressalta que todos os tipos podem desencadear efeitos colaterais e deixarem sequelas transitórias ou definitivas que dependem das condições de cada paciente, antes do procedimento, e das dificuldades técnicas que a cirurgia pode apresentar. Em geral, quanto mais precocemente for diagnosticado e tratado o câncer, melhor a evolução pós-operatória. As complicações mais frequentes informadas por Dr. Sergio são:

- Incontinência urinária: perda de urina sem controle pleno, a qual pode ser transitória (período de adaptação pós-cirúrgica) ou definitiva (quando o sistema responsável pelo controle da urina não funciona efetivamente após a reconstrução cirúrgica).

- Disfunção erétil (D.E.): conhecida por impotência sexual, a qual também pode se transitória (dura alguns meses após cirurgia) ou definitiva (quando houve dano cirúrgico ao plexo vasculho-nervoso, responsável pelo controle da ereção).

Dr. Eliney Ferreira Faria, urologista do Hospital de Câncer de Barretos, doutor pela USP e pós-doutor pelo MD Anderson, complementa informando que nos casos de tumores iniciais, é possível fazer uma cirurgia mais preservadora e as chances do pacientes ficar incontinente e/ou impotente são menores. Porém, se o procedimento for realizado em uma fase mais avançada, é preciso fazer uma cirurgia mais alargada e menos preservadora, gerando mais riscos ao homem. “Por isso a importância da campanha Novembro Azul para a realização do diagnóstico precoce, pois nas fases iniciais conseguimos realizar tratamentos com menos sequelas”.

O urologista do Hospital de Câncer de Barretos conta que existem maneiras de tratar ambos os problemas, mas que a incontinência urinária é pouco frequente de acontecer. “Somente 5% dos pacientes acabam ficando com o que a gente chama de incontinência urinária permanente. Grande parte fica com uma perda urinária transitória que melhora posteriormente com fisioterapia e com a cicatrização”.

Quer saber mais sobre os tratamentos para disfunção erétil nos casos de câncer de próstata? Confira em nossa matéria.

O pós-operatório da prostatectomia


Dr. André informa que a maioria dos pacientes tem uma recuperação bastante boa no pós-operatório. Normalmente uma sonda ficará posicionada na uretra por uma a duas semanas e, posteriormente, o paciente já inicia o retorno as suas atividades na dependência principalmente do grau de incontinência (perda de urina) após a retirada da sonda.

“É certo que as técnicas minimamente invasivas apresentam resultados marcantes nessa recuperação. Bastante fundamental é a orientação e a discussão pré-operatória sobre o tratamento, uma vez que o paciente deve entender claramente cada passo da sua recuperação e que expectativas ter sobre o resultado final. Quando sentimos que o impacto psicológico for importante, um apoio especializado deve ser sempre utilizado”, salienta Dr. André.

Para Dr. Eliney o homem tem entender que os efeitos colaterais podem acontecer, mas que são em prol da cura do câncer. Por isso, o cirurgião e o paciente precisam juntos fazer um equilíbrio entre o que é qualidade vida e o que é cura oncológica. “É fundamental lembrar que hoje em dia existe a medicina personalizada que é tratar o paciente individualmente, pois cada pessoa é única. Temos que olhar caso a caso. E é o que fazemos aqui em Barretos, medicina personalizada. Além disso, quero ressaltar que o Novembro Azul também serve para que homens cuidem integralmente da sua saúde e não somente da próstata”.

Dr. Sergio finaliza deixando claro que a prostatectomia é exclusiva para os casos diagnosticados como câncer de próstata. Quando o diagnóstico for de hiperplasia prostática benigna (aumento de volume com disfunção urinária), a conduta é outra. “Devo realçar que o importante nesse tipo de câncer é tentar a qualquer custo obter a cura do paciente. Eventuais sequelas ou complicações poderão ser tratadas depois do resultado ter sido alcançado”.

Esse foi mais um tema do Especial Novembro Azul. Fique atento ao nosso blog que teremos mais matérias sobre o câncer de próstata.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Câncer de próstata X sexualidade


Muitas dúvidas rondam os pacientes com câncer de próstata principalmente quando o assunto é a vida sexual após o surgimento da doença. Para sanar todos os seus questionamentos sobre o tema, entrevistamos o Dr. Gustavo Carvalhal, membro do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

De acordo com Dr. Gustavo, o câncer de próstata é o tumor maligno mais comum na população masculina depois câncer de pele e que pode afetar profundamente a sexualidade do homem.

Segundo o médico, ao ser diagnosticado, o paciente se sente preocupado com o que pode acontecer já que o câncer de próstata pode progredir e ser letal, afetando o psicológico. Além disso, os tratamentos utilizados para tentar a cura da doença podem afetar de maneira importante a sexualidade masculina como, por exemplo, a prostatectomia (independente da técnica) que pode deixar isquêmicos os nervos do pênis causando uma disfunção erétil e a radioterapia, já que a radiação na pelve pode prejudicar a inervação que também vai até o órgão masculino e provocar a impotência.

Dr. Gustavo ressalta que nos casos dos homens que estão tratando um câncer na próstata já avançado e com metástase, uma parte fundamental do tratamento é o uso do bloqueio hormonal, para inibir a ação da testosterona, que pode levar a perda da libido e da ereção. “Os tratamentos para esse tipo de câncer podem vir acompanhados de disfunções na área da ereção, mas existem alternativas para reverter esses quadros em todas as situações”.

Tratamentos para disfunção erétil nos casos de câncer de próstata


O médico explica que existem diversas maneiras de tratar a disfunção erétil associada ao tratamento do câncer de próstata. Uma delas é o uso das medicações orais que facilitam a ereção. Para os pacientes que não respondem a terapia oral, é possível fazer o uso de medicações injetáveis (intracavernosas) que produzem a ereção no momento que são aplicadas. E quando as alternativas medicamentosas não funcionam, ainda existe a opção da colocação de uma prótese peniana que deixa o homem pronto para ter relação sexual. “É essencial saber que a prótese só é indicada em último caso quando a pessoa não responde aos demais tratamentos. A maioria das situações conseguimos reverter com medicamentos”.

Dr. Gustavo ainda ressalta uma questão muito importante: o diagnóstico do câncer de próstata não significa que o paciente terá que necessariamente tratá-lo. O médico explica que grande parte dos tumores encontrados são de baixo risco de progressão (40%), ou seja, a doença está em seu estágio inicial e pode levar anos para progredir. “Nesses casos, o tratamento sugerido no começo é somente o acompanhamento com os exames de PSA, toque retal e ressonâncias para não deixar o problema avançar. Só iremos tratar realmente os tumores que tiverem potencial de evoluir clinicamente. Ao descobrir o câncer de próstata não quer dizer que o homem necessariamente vai ter que passar por algum tratamento mais agressivo ou que vai ter uma alteração na sua função sexual”.

O médico conta que muitas vezes os pacientes acham que ao descobrirem um câncer de próstata ficarão impotentes. “O fundamental é saber que o diagnóstico pode salvar vidas. Vale lembrar que, em um primeiro momento, pode ser que o problema não precise ser tratado e, se houver necessidade, o tratamento não estará necessariamente associado as alterações na sexualidade. E sempre temos condições de reverter complicações eventuais nessa área. O homem pode ter atividade sexual até o fim de sua vida”, finaliza Dr. Gustavo.

Fique de olho no nosso blog. Ao longo desse mês teremos várias matérias sobre o câncer de próstata.

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Câncer de próstata: um panorama geral sobre a doença


Novembro chegou e agora é o momento de chamar a atenção para a saúde masculina com relação ao câncer de próstata. Por isso, assim como foi para o câncer de mama, em outubro, esse mês faremos diversas matérias totalmente dedicadas ao câncer de próstata. Não deixe de conferir!

Câncer de próstata: um panorama geral sobre a doença


Durante todo o mês de novembro é realizado o movimento Novembro Azul, maior campanha de combate ao câncer de próstata no Brasil e que tem como missão orientar a população masculina a cuidar melhor da sua saúde.

Esse tipo de câncer é o mais frequente nos homens após o câncer de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 61 mil casos novos de câncer de próstata para o Brasil em 2016.

Dr. Rafael Coelho, coordenador do serviço de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), explica que a próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino cuja função basicamente é a produção do líquido seminal. E o câncer de próstata é uma proliferação descontrolada de células dessa glândula. Segundo o médico, esse tipo de câncer tem diferentes graus de agressividade indo de 6 a 10, (6 - tumor menos agressivo /10 – mais agressivo), porém todos malignos. “Como todo câncer é uma célula que começa a se multiplicar dentro da próstata de uma maneira descontrolada podendo se disseminar para outros órgãos”.

Fatores de riscos, sintomas e exames


De acordo com Dr. Rafael, os principais fatores de risco são a idade e a hereditariedade. Quanto mais velho o homem, maior a incidência que começa a aumentar a partir dos 40 anos. O médico também informa que o câncer de próstata não tem idade mínima para aparecer, porém é raro em pacientes jovens.

O coordenador do ICESP ressalta que o problema nesse tipo de câncer é que ele é assintomático no estágio inicial. Os sintomas aparecem quando a doença já está disseminada: ao atingir os ossos ou até mesmo quando o tumor é grande dificultando a micção.

Dr. Cristiano Gomes, urologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo complementa informando que, em geral, o câncer de próstata apresenta crescimento muito lento, podendo levar anos para causar algum dano mais sério. Nas fases iniciais, não causa nenhum sintoma específico. Com seu crescimento, podem aparecer sintomas urinários (como diminuição do jato urinário, aumento da frequência urinária, urgência para urinar). Em casos mais avançados, pode acometer órgãos vizinhos como a bexiga, ureteres ou reto, o que pode causar sintomas como dor pélvica, sangue na urina, dor lombar e inchaço das pernas. A maioria das metástases ocorre nos ossos, principalmente na coluna, quadril e costelas, o que pode ocasionar dor localizada nessas áreas.

“Como inicialmente não há sintomas, recomenda-se que todos os homens a partir dos 50 anos sejam avaliados anualmente pelos exames de toque retal e da dosagem sanguínea de PSA (antígeno prostático específico). Aqueles com história de câncer de próstata na família (pai, irmãos, tios paternos) e os homens negros devem iniciar essa avaliação aos 45 anos, devido ao maior risco. Nas fases mais avançadas, o diagnóstico pode ser suspeitado pela presença dos sintomas já descritos. Outros exames de laboratório e de imagem podem ser necessários após a detecção da doença”, adiciona Dr. Cristiano.

Para Dr. Rafael, a idade recomendada para o início dos exames varia de uma sociedade para outra, porém o ideal é que aos 40 anos, os exames façam o PSA, pois esse exame serve para estratificar o risco de câncer ao longo da vida.

Tratamentos


Segundo Dr. Cristiano, a escolha do tratamento depende de vários fatores, mas principalmente do estágio (localizado, localmente avançado ou avançado). Outros aspectos importantes são a idade do paciente e suas condições clínicas.

Naqueles com doença inicial, localizada na próstata, as principais opções são:

A) Vigilância ativa: indicada somente nos casos iniciais e de características de baixa agressividade. Consiste em apenas acompanhar a evolução do quadro e, caso a doença demonstre sinais de progressão, mudar para tratamento ativo;

B) Cirurgia de prostatectomia radical, ou seja, a retirada da próstata;

C) Radioterapia (externa ou braquiterapia).

Nos casos do estágio localmente avançado, alguma forma de combinação de cirurgia, radioterapia externa e bloqueio dos hormônios pode ser realizada objetivando a cura do paciente. Já nos avançados, o tratamento tem a intenção de estagnar a doença pelo maior tempo possível. Pode-se incluir a terapia de bloqueio hormonal ou a quimioterapia. Em alguns casos, procedimentos cirúrgicos para melhorar os sintomas urinários ou medicações para proteção óssea podem ser indicados.

“O estágio inicial é, sem dúvida, um dos mais importantes. Pode-se dizer, de modo geral, que a chance de cura nos casos iniciais é de cerca de 90%. Trata-se, portanto, de um dos tipos de câncer com maior chance de cura. Ainda assim, o problema permanece sendo uma importante causa de morte na nossa população e em todo o mundo”, adiciona o urologista do Hospital das Clínicas.

Dr. Rafael conta que o ICESP realiza entre 600 e 700 cirurgias de prostatectomia assistida por robô que é uma maneira menos invasiva de realizar o procedimento e que minimiza os efeitos colaterais que podem surgir como o risco de incontinência e impotência. “O ICESP é único serviço público da cidade de São Paulo que possui essa tecnologia.

Prevenção


Dr. Cristiano informa que a prevenção do câncer de próstata ainda não é possível. Porém, acredita-se que manter um estilo de vida saudável, evitando o excesso de peso, mantendo o hábito de exercícios físicos frequentes e dieta balanceada com baixa ingestão de gorduras possa ser benéfico. “A detecção precoce, entretanto, é possível e deve ser realizada notadamente nos homens com risco aumentado para apresentar a doença”, finaliza o urologista.

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