quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Câncer de mama: vários aliados em uma única luta


As ONGs que atuam em prol da luta contra o câncer de mama possuem um papel fundamental em todos os aspectos da doença. Para entender melhor a função e a luta dessas organizações, entrevistamos a Dra. Maira Caleffi, médica mastologista e presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA).

A FEMAMA é uma associação civil, sem fins econômicos, presente em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal, por meio de 60 ONGs associadas, e propõe o alinhamento dos objetivos de entidades filantrópicas voltadas à saúde da mama de todo o país, a fim de aumentar a influência destas perante o poder público. Assim, é possível que as reivindicações, consistentes e apoiadas por instituições de todas as regiões brasileiras, desencadeiem as transformações que podem salvar a vida de muitas mulheres.

“Quando nos unimos para lutar pelos mesmos objetivos, temos mais poder para influenciar a formação de políticas públicas voltadas para a saúde da mulher, melhorando as condições de acesso ao diagnóstico precoce de qualidade e ao tratamento ágil e adequado”, adiciona Dra. Maira.

O papel das ONGs que atuam prol da luta contra o câncer de mama


Segundo Dra. Maira, as ONGs têm um papel importante para as mulheres com câncer de mama, no sentido de orientá-las durante o processo de enfrentamento da doença. Tanto pacientes quanto familiares e cuidadores podem obter informações e apoio que podem ser determinantes para que esse processo se torne um pouco mais leve. Dividir as experiências e encontrar orientações sobre o que vai acontecer e quais as possibilidades à disposição pode fazer toda a diferença.

Além disso, a mastologista também informa que as ONGs representam a voz das pacientes. São elas que conhecem a história e as dificuldades das mulheres que passam pelo câncer e podem, enquanto instituições da sociedade civil organizada, exercer o controle social e lutar de forma mais efetiva pelos direitos dessas pessoas.

As ONGs associadas à FEMAMA, por exemplo, têm atuação local própria e podem oferecer uma série de serviços diferentes, de acordo com sua direção de atuação como, por exemplo, ajudar as mulheres a conseguirem uma melhor navegação no sistema de saúde para buscar agilidade nesse trâmite, assim como oferecer perucas, lenços e atividades ocupacionais, como coral e artesanato ou espaço para troca de experiências. Elas também podem prover apoio psicológico, fisioterapia, aulas sobre nutrição e assistência jurídica. “O que une todas as ONGs da rede é o conceito de advocacy, uma preocupação permanente por lutar pelo direito das pacientes, com influência em políticas públicas”.

Buscando ajuda


Receber o diagnóstico de um câncer de mama não é fácil, além de todas as dúvidas que surgem, existem o medo e o turbilhão de sentimentos que rondam a mulher que precisa enfrentar a doença.

Para ajudar nesse sentido, a FEMAMA criou o site Batalhadoras (http://www.batalhadoras.org.br/), desenvolvido especialmente para ajudar todas as mulheres que passam por esee momento, seus familiares que querem estar bem informados para apoiá-la durante o tratamento, cuidadores, educadores e todos que têm interesse em saber mais sobre o câncer de mama.

O site traz informações acessíveis sobre sintomas, diagnóstico, tipos, tratamentos e outros aspectos técnicos da doença, além de compartilhar dicas para que a paciente tenha mais qualidade de vida, esclarecer dúvidas e expor a experiência de outras mulheres que passam pela mesma situação.

A Federação também disponibiliza o portal Para Todas as Marias (http://www.paratodasasmarias.com.br/), que trata sobre o direito de pacientes com câncer.

O site da FEMAMA (http://www.femama.org.br/novo/) ainda traz a lista completa das 60 ONGs associadas, assim as mulheres podem pesquisar por estado para entrar em contato com a instituição mais próxima, receber acompanhamento e tirar suas dúvidas.

Na luta contra o câncer de mama


Maira conta que, na última década, a FEMAMA participou, ao lado de suas ONGs associadas em todo o País, de importantes decisões que mudaram o cenário a favor das pacientes no Brasil. São mudanças que dizem respeito à ampliação do acesso ao diagnóstico rápido e ao tratamento ágil e adequado do câncer de mama como por exemplo:

- Lei 11.664/08 que determina a realização de mamografias periódicas pelo SUS para mulheres a partir dos 40 anos;

- Lei 12.732/12 que assegura aos pacientes com câncer o início do tratamento no SUS em no máximo 60 dias após confirmação da doença;

- Lei 12.802/13 que determina que a mama deve ser reconstruída na mesma cirurgia em que foi feita a retirada do tumor sempre que houver condições clínicas;

- Lei 12.880/13 que inclui medicamentos orais na lista básica de cobertura dos planos de saúde.

“Esses são alguns exemplos que refletem a luta e mostram as mudanças no cenário do atendimento oncológico no país”, adiciona.

Porém, a médica ressalta que, apesar dessas conquistas, ainda há um longo caminho pela frente. Mais do que lutar pela efetivação desses direitos conquistados, tirando as leis do papel e garantindo sua implementação em todo o território nacional sem restrições, é preciso unir esforços pela ampliação dos direitos das pacientes.

“Um exemplo é o PL 3752/12, que institui o prazo de 30 dias para o diagnóstico de câncer no SUS após a primeira suspeita. Junto com a lei dos 60 dias, que ainda enfrenta dificuldades para ser implementada de fato no sistema público, esse dispositivo traria um diagnóstico mais ágil que faria toda a diferença no cenário do câncer de mama. Outro exemplo é a inclusão de novos tratamentos para pacientes com câncer de mama metastático no SUS, para permitir o melhor controle da doença quando ela se encontra no estágio mais avançado. Hoje nem mesmo tratamentos que compõem a lista básica da OMS para orientar governos sobre a oferta mínima a ser feita a pacientes oncológicos estão disponíveis”, complementa.

Outras lutas contínuas da FEMAMA incluem também o tratamento multidisciplinar para pacientes oncológicos, a inclusão de testes genéticos para mutação em BRCA1 e BRCA2 no SUS, a valorização do controle social da saúde exercido pelas ONGs entre outras.

Lidando com a doença


Dra. Maira explica que cada pessoa lida com a doença de uma forma diferente. A principal dica dada pela médica é a busca por apoio. Seja de um cônjuge, amigos, familiares ou de associações de pacientes, esse apoio é fundamental para quem luta contra o câncer. “A busca por apoio também passa pela procura de informações sobre a doença e dos direitos dessas mulheres. Quanto mais informadas, mais empoderadas elas estarão. Nessa condição, batalhadoras e vitoriosas possuirão mais confiança para lutar contra a doença, participar das decisões de seu tratamento e fazer valer os seus direitos”.

A mastologista ainda frisa que a agilidade no diagnóstico e no início do tratamento são medidas imprescindíveis para garantir maiores taxas de sobrevivência ao câncer de mama e permitir processos terapêuticos menos agressivos e dispendiosos. Além disso, pacientes com câncer de mama metastático (quando a doença encontra-se no estágio mais avançado) precisam contar com o direito de controlar a doença com dignidade e com o melhor prognóstico para o seu caso, com acesso aos medicamentos adequados no SUS.

“A campanha nacional de Outubro Rosa da FEMAMA, #AcessoJá, traz justamente as essas principais reivindicações: diagnóstico do câncer em até 30 dias no SUS, o início do tratamento do câncer em até 60 dias e inclusão de tratamentos para pacientes com câncer de mama metastático no SUS. Acreditamos que apenas com acesso ágil ao diagnóstico e tratamento e às terapias mais adequadas em todas as fases da doença, mais mulheres sairão vitoriosas da luta contra o câncer de mama”, finaliza.

E com essa matéria finalizamos o nosso Especial Outubro Rosa. Esperamos que vocês tenham gostado e espalhado essas informações tão relevantes que podem ajudar a salvar vidas. E fique de olho no nosso blog, pois em novembro teremos o Especial Novembro Azul totalmente dedicado ao câncer de próstata.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Mastectomia: como lidar com esse tipo de cirurgia?



Mastectomia. Esse é um termo que assusta e mexe com a autoestima de muitas mulheres que estão passando pelo tratamento do câncer de mama.

Para tirar suas dúvidas sobre o tema, conversamos com o mastologista Dr. José Luís Esteves, membro da Sociedade Brasileira de Mastologista, o qual nos explicou que o câncer de mama pode necessitar de vários tipos de tratamento. O principal e que causa maior impacto na chance de cura ainda é a cirurgia.

O médico comenta que são várias as técnicas cirúrgicas que vão desde a retirada simples do tumor (tumorectomia), a setorectomia (retirada do tumor com uma margem mais ampla), mastectomia (retirada da mama toda, inclusive pele e complexo aréolo-papilar, com preservação ou não dos músculos peitorais) e mastectomia preservadora do complexo aréolo-papilar (retirada total do tecido glandular com preservação da pele e complexo aréolo-papilar). “A mastectomia radical hoje é restrita ao casos em que a dimensão do tumor não permite realizar qualquer outra técnica em que se preserve a estética da mama com manutenção das margens cirúrgicas livres da doença (segurança oncológica)”, adiciona.

Quando a mastectomia é necessária


De acordo com o Dr. José Luís, receber a notícia de que deverá fazer uma mastectomia não é fácil para a mulher. Porém, ele ressalta que o médico que acompanha a paciente deve orientar que a cirurgia é importante para a sua cura. Além disso, é preciso tranquilizar a pessoa tirando todas as dúvidas, esclarecendo com dados cientificamente baseados. “Não se deve esconder da paciente a sua doença. O apoio familiar é importantíssimo. E ter fé, é muito relevante que a paciente tenha fé na medicina e na sua crença espiritual”.

O mastologista ainda informa que o SUS oferece todos os tipos de tratamento do câncer de mama, até mesmo a reconstrução imediata, inclusive com prótese de silicone se necessário. “O problema do atendimento via SUS é que não são todas as instituições vinculadas que oferecem o tratamento completo e no tempo correto”.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Mastologista, até cinco anos atrás, toda mulher que precisava retirar a mama por conta do câncer de mama tinha que aprender a viver sem uma ou as duas mamas. Poucas eram as pacientes que conseguiam colocar um implante no ato da cirurgia. Já o médico, era visto como o profissional que retirava o tumor, mas não reconstruía a mama imediatamente. A partir de 2012 esse cenário começou a mudar. O governo federal sancionou a Lei Nº 12.802/2013, que garante às mulheres mastectomizadas o direito de ter suas mamas reconstruídas no mesmo ato cirúrgico. E, embora a reconstrução mamária em mulheres atendidas pelo SUS tenha aumentado no período entre 2008 e 2014, de 15% para 29,2%, cerca de 7,6 mil mulheres tratadas pelo SUS em 2014 não puderam ser beneficiadas pela Lei.

Com relação ao pós-operatório, Dr. José Luís ressalta que os cuidados dependem do tipo de cirurgia realizada, mas no geral a recomendação é repouso relativo, sem esforços com o membro superior do lado afetado, alimentação saudável, não fumar, controlar outras patologias pregressas como, por exemplo, hipertensão arterial e diabetes, e manter limpa e higienizada a área operada. O apoio psicológico pode ser essencial para determinadas pacientes.

“Apesar do câncer de mama ser uma doença grave, não é um bicho de sete cabeças. Com os avanços tecnológicos no diagnóstico, tratamento cirúrgico, medicamentos e radioterapia, as chances de cura estão aumentando, com menos efeitos colaterais graves e melhores resultados estéticos”, finaliza Dr. José Luís. 

Continue acompanhando o nosso blog. Na próxima semana teremos mais conteúdos relacionados ao câncer de mama.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Câncer de mama: você sabe quais são os seus direitos?


Você sabe como funciona o rastreamento do câncer de mama no Sistema Único de Saúde? E sobre os direitos sociais da paciente com a doença?

Segundo Mônica Assis, sanitarista da Divisão de Detecção Precoce e apoio à Organização de Rede do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Unidade Básica de Saúde deve identificar a mulher na faixa etária recomendada para o rastreamento, de 50 a 69 anos, e solicitar a mamografia, orientando a paciente quanto aos benefícios e riscos do exame. O agendamento é feito conforme a organização do sistema de saúde local. “Em muitos casos, a mulher já sai da Atenção Primária à Saúde (Saúde da Família) com o agendamento para o exame. Após pegar o resultado, o médico solicitante reavalia e orienta a mulher conforme o resultado. Havendo suspeita de câncer de mama, a mesma é referida para avaliação especializada no nível secundário de atenção, que pedirá novos exames para confirmação diagnóstica”.

Caso o resultado seja positivo, Mônica informa que a mulher deve ser encaminhada ao hospital referência em sua região para o tratamento. A sanitarista ainda adiciona que os hospitais do Sistema Único de Saúde que tratam o câncer oferecem os recursos terapêuticos e os medicamentos definidos como padrão para o tratamento da doença. E esses recursos são disponibilizados a todos os pacientes.

Direitos sociais


Seja qual for o tipo de câncer, os pacientes com a doença possuem direitos sociais que são analisados caso a caso. Por isso, reunimos alguns deles para que você possa se informar e divulgar essas informações que são muito importantes para todos.

Saque do FGTS
Na fase sintomática da doença, o trabalhador cadastrado no FGTS que tiver neoplasia maligna (câncer) ou que tenha dependente portador de câncer poderá fazer o saque do FGTS.

Uma das documentações exigidas é o atestado médico com validade não superior a trinta dias, contados a partir de sua expedição, firmado com assinatura sobre carimbo e CRM do médico responsável pelo tratamento, contendo diagnóstico no qual relate as patologias ou enfermidades que molestam o paciente, o estágio clínico atual da moléstia e do enfermo. Mais informações sobre as demais documentações podem ser encontradas no site da Caixa Econômica Federal.

Saque do PIS/PASEP
O PIS pode ser retirado na Caixa Econômica Federal e o PASEP no Banco do Brasil pelo trabalhador cadastrado no PIS/PASEP antes de 1988 que tiver neoplasia maligna (câncer), na fase sintomática da doença, ou que possuir dependente portador de câncer. Sobre o valor, o trabalhador receberá o saldo total de suas quotas e rendimentos. A relação dos documentos necessários para o saque do PIS também pode ser encontrada no site da Caixa Econômica Federal.

Auxílio-Doença
É um benefício mensal a que tem direito o segurado quando esse fica temporariamente incapaz para o trabalho em virtude de doença por mais de 15 dias consecutivos. O portador de câncer terá direito ao benefício, independente do pagamento de 12 contribuições, desde que esteja na qualidade de segurado. A incapacidade para o trabalho deve ser comprovada por meio de exame realizado pela perícia médica do INSS. Para conseguir o benefício, a pessoa deve comparecer à agência da Previdência Social mais próxima de sua residência ou ligar para 135 solicitando o agendamento da perícia médica. É indispensável carteira de trabalho ou documentos que comprovem a contribuição ao INSS, além de declaração ou exame médico (com validade de 30 dias) que descreva o estado clínico do segurado.

Aposentadoria por Invalidez
A aposentadoria por invalidez é concedida desde que a incapacidade para o trabalho seja considerada definitiva pela perícia médica do INSS. Tem direito ao benefício o segurado que não esteja em processo de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência (independente de estar recebendo ou não o auxílio-doença). O portador de câncer terá direito ao benefício, independente do pagamento de 12 contribuições, desde que esteja na qualidade de segurado.

Terá direito ao acréscimo de 25% na aposentadoria por invalidez o segurado do INSS que necessitar de assistência permanente de outra pessoa. O valor da aposentadoria por invalidez poderá ser aumentado em 25% nas situações previstas no anexo I, do Decreto 3.048/99.

Tratamento Fora de Domicílio (TFD) no Sistema Único de Saúde (SUS)
A Portaria SAS nº 055, de 24 de fevereiro de 1999, dispõe sobre a rotina de Tratamento Fora de Domicílio. Essa normatização tem por objetivo garantir o acesso de pacientes de um município a serviços assistenciais em outro município, ou ainda, em caso especiais, de um Estado para outro Estado. O TFD pode envolver a garantia de transporte para tratamento e hospedagem, quando indicado. O TFD será concedido, exclusivamente, a pacientes atendidos na rede pública e referenciada. Nos casos em que houver indicação médica, será autorizado o pagamento de despesas para acompanhante.

Isenção do Imposto de Renda na aposentadoria
Os pacientes com câncer estão isentos do imposto de renda relativo aos rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, inclusive as complementações (RIR/1999, art. 39, XXXIII; IN SRF nº 15, de 2001,art. 5º, XII). Mesmo os rendimentos de aposentadoria ou pensão recebidos acumuladamente não sofrem tributação, ficando isento quem recebeu os referidos rendimentos (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV).

Para solicitar a isenção a pessoa deve procurar o órgão pagador da sua aposentadoria (INSS, Prefeitura, Estado etc.) munido de requerimento fornecido pela Receita Federal. A doença será comprovada por meio de laudo médico, que é emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, sendo fixado prazo de validade do laudo pericial, nos casos passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30; RIR/1999, art. 39, §§ 4º e 5º; IN SRF nº 15, de 2001, art. 5º, §§ 1º e 2º).

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Lembre-se que o mês de outubro será totalmente dedicado ao Outubro Rosa. Fique atento ao nosso blog!

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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer de mama


Dando continuidade ao nosso Especial Outubro Rosa, a matéria dessa semana traz para você um panorama geral sobre o câncer de mama com uma entrevista com a patologista Cristiane Nimir, especialista em mama e integrada ao núcleo de mastologia do hospital Sírio-Libânes.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no Brasil, acometendo, em média, cerca de 56 mulheres/100mil, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma, que são os cânceres de pele relacionados à exposição solar.

Esse tipo de câncer pode ser detectado em fases iniciais, na maior parte dos casos, o que aumenta as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é ou não normal em suas mamas com o autoexame. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Confira todos os detalhes na entrevista e espalhe essas informações. A luta contra o câncer de mama é de todos nós!

O que é o câncer de mama e como ele se desenvolve?


O câncer de mama é a proliferação desregulada das células do tecido mamário culminando com a formação do nódulo (massa tumoral). Essa proliferação sem controle faz com que o nódulo cresça, infiltrando outros órgãos saudáveis do organismo. Durante esse processo, a doença acaba consumindo nutrientes e a vitalidade do corpo para favorecer o seu crescimento.

Quais os principais tipos de câncer de mama?


Existem vários tipos de câncer de mama. Antigamente, eram separados de acordo com a forma de suas células apenas. Atualmente, usamos a biologia molecular para interpretá-los da melhor maneira. Assim, os classificamos em:

  • Tumores Luminais: geralmente menos agressivos, presentes especialmente em mulheres mais velhas (acima dos 50 anos) e que respondem ao tratamento com bloqueio hormonal;
  • Tumores Her-2 enriquecido: o gene Her-2 é um dos principais controladores da proliferação da célula dos ductos da mama. Assim, uma mutação pode levar à sua hiperatividade. Os cânceres com essa mutação geralmente são mais agressivos. No entanto, já existe hoje para o seu tratamento uma medicação capaz de atuar exatamente nessa mutação;
  • Tumores “basal-like”: mais comuns em pacientes mais jovens, antes da menopausa. São mais agressivos, pois as células se multiplicam mais rápido e dependem exclusivamente da cirurgia, quimioterapia e radioterapia para serem tratados.

É muito importante hoje saber que o tratamento para o câncer de mama não é tão mutilante como antes. Vários estudos científicos desenvolvem medicamentos cada vez mais específicos para tratar os diferentes tipos de cânceres de mama. É o que chamamos de terapia-alvo.

Além disso, a biologia molecular e o estudo do comportamento do tumor específico em cada paciente é uma ferramenta extremamente importante na decisão do melhor tratamento para cada um. Esses exames, antes só realizados fora do país, hoje são feitos no Brasil e com relativo acesso à população.

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?


Além das condições comuns a todos os tipos de câncer como exposição a fatores cancerígenos como radiação, hábito de fumar, especificamente em relação ao câncer de mama temos:

  • Uso prolongado de terapia hormonal (anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal);
  • Obesidade/sobrepeso, especialmente abdominal;
  • Sedentarismo;
  • História familiar de câncer de mama, e de ovário em pacientes jovens (abaixo de 50 anos) da mesma família.

Quais são os principais sinais e sintomas desse tipo de câncer?


Dentre os sinais do aparecimento do câncer de mama estão:

  • Presença de nódulo ou caroço endurecido em qualquer região do seio;
  • Alteração na textura da pele, geralmente mais endurecida e com sinais inflamatórios como vermelhidão e aumento da temperatura;
  • Secreção cristalina eliminada pelo mamilo;
  • Sensação de coceira e vermelhidão junto ao mamilo.

O câncer de mama pode aparecer em qualquer idade?


Sua incidência aumenta após os 50 anos. No entanto, os cânceres com origem familiar, por alterações hereditárias, geralmente aparecem entre 20-40 anos.

Com qual idade as mulheres devem começar a fazer os exames preventivos de câncer de mama? Somente a mamografia é necessária?


A orientação atual do Ministério da Saúde é que as mulheres entre 50-69 anos devem fazer a mamografia a cada 2 anos. No entanto, para nossa realidade e tipos de cânceres existentes em nosso país, as mulheres deveriam fazer, pelo menos, um exame de imagem (ultrassonografia ou mamografia) uma vez por ano. Essa medida consegue detecção precoce em cerca de 20-30% dos casos de câncer de mama em pacientes mais jovens.

Qual a importância da detecção precoce?


A detecção aumenta, e muito, a chance de cura. Pacientes com detecção precoce tem cerca de 90-95% de chance de cura completa da doença.

Qual é a previsão de casos de câncer de mama no Brasil ainda em 2016? Uma parte deles poderia ser evitado?


Temos uma previsão de quase 58.000 novos casos de câncer de mama em 2016 e uma parte deles poderia ser evitado.

Poderíamos diminuir a incidência do câncer de mama em quase 30% das mulheres com mudanças de hábitos de vida como:

  • Alimentação saudável, evitando-se o sobrepeso;
  • Atividade física regular;
  • Uso hormonal regulado e exclusivo aos casos de necessidade com acompanhamento rigoroso;
  • Acompanhamento de pacientes com história familiar positiva e, dentro do possível, a pesquisa de alterações genéticas na família propensas ao desenvolvimento do câncer.

É possível prevenir o câncer de mama? Como?


Na maior parte dos casos, sim. Como dito acima, a mudança de hábitos de vida com alimentação saudável, prática de esportes, evitar o uso abusivo de hormônios, é capaz de reduzir em até 30% o risco de chance de se ter o câncer de mama.

Quer saber mais sobre o câncer de mama? Fique de olho no nosso blog. Ao longo desse mês traremos diversas matérias sobre o tema para você!

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