sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Como evitar o resultado falso-negativo no câncer de mama?


Especial Outubro Rosa


A Singular apoia o Outubro Rosa. Por isso, ao longo do mês, nossas matérias serão totalmente dedicadas ao câncer de mama para levar informação ao público e ajudar ainda mais na divulgação desse assunto tão importante que diz respeito a todos!

Para a primeira matéria desse especial, entrevistamos a médica radiologista Dra. Vivian Schivartche, especialista no diagnóstico da mama do CDB Premium, sobre o resultado falso-negativo nos exames de câncer de mama. Confira!

Como evitar o resultado falso-negativo no câncer de mama?


Anualmente, mulheres com mais de 40 anos devem procurar um ginecologista para realizar os exames de rotina incluindo a mamografia que ainda é considerada padrão-ouro quando se trata do diagnóstico precoce de câncer de mama.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), para o Brasil, em 2016, são esperados quase 58 mil novos casos, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres.

Entre os sintomas, o mais comum é o surgimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, porém há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama incluem dor, descamação, ulceração ou alterações da pele que reveste o mamilo, além de secreção papilar. Podem surgir também linfonodos palpáveis na axila. Apesar de não muito frequente, o resultado falso-negativo ainda preocupa os médicos por dar uma falsa sensação de segurança para a paciente.

De acordo com a médica radiologista Dra. Vivian Schivartche, especialista no diagnóstico da mama do CDB Premium, o falso-negativo resulta da dificuldade de identificar determinados tumores em fase inicial.

A médica afirma que não existe método de diagnóstico perfeito em medicina e todos terão o seu grau de sensibilidade. No caso da mamografia, por exemplo, é realizado uma compressão leve da mama na qual o feixe do raio-x atravessa todo o tecido e tudo que está na mama será sobreposto. Dra. Vivian explica que, normalmente, acha-se tumores na mama das seguintes formas: calcificações agrupadas; nódulos que, em geral, são mais densos que o restante da mama ou como uma alteração de arquitetura.

“Dependendo da composição da mama, ou seja, quando se tem mais tecido de sustentação e glandular, chamadas de mamas densas, há mais sobreposição de estruturas e menos contraste, limitando a sensibilidade do exame. Quando a mama é inteira gordurosa, ela é transparente para o raio-x, então fica mais fácil de vermos alguma alteração, mas nas mamas densas existe uma dificuldade. Às vezes, no meio desse tecido, pode haver um nódulo ou área de distorção que não aparece e isso é o que chamamos de resultado falso-negativo. Hoje, a detecção da mamografia é de 85% e os demais 15% não conseguimos visualizar por essas razões”, complementa a médica.

Demais exames usados no rastreamento do câncer de mama


Segundo Dra. Vivian, em qualquer exame pode-se ter o resultado falso-negativo. O ultrassom, que é um excelente método, sozinho também só chega a 85% de sensibilidade. Esse exame consegue visualizar bem nódulos e alterações de arquitetura, mas não calcificações agrupadas que só são vistas na mamografia. Porém, quando junta-se os dois tipos de exame, ultrassom e mamografia, consegue-se ter 90% de sensibilidade.

Já no caso da ressonância magnética, outro método também utilizado, a taxa de detecção fica em torno de 92%. Porém, a médica salienta que a ressonância só é indicada em casos especiais de rastreamento, pois é um tipo de exame complexo e com contraindicações. Na ressonância magnética é usado contraste intravenoso que circula na mama para mostrar as áreas que têm aumento de vascularização. Conforme explicado pela médica, é um exame que, segundo a Associação Americana de Câncer (protocolo utilizado no mundo inteiro), é indicado para pacientes considerados com alto risco (acima de 20% ao longo da vida). Existem algumas fórmulas para calcular o risco que são utilizadas por mastologistas, geneticistas e oncologistas.

Dra. Vivian ainda acrescenta que os casos que são indicados para fazer mamografia, ultrassom e mais a ressonância anualmente são: mulheres com mutação genética do gene BRCA 1 e 2, aquelas com parentes de 1º grau com mutação genética e que não realizaram o teste, mulheres que fizeram radioterapia no tórax (após 10 anos da radiação) e pacientes com outras síndromes genéticas raras. “Vale lembrar que a ressonância é um exame de alto custo e com disponibilidade limitada, então usamos nesses casos especiais de rastreamento e em diagnóstico”.

Nova tecnologia no rastreamento do câncer de mama


Para Dra. Vivian, as opções ideais para se fazer o rastreamento do câncer de mama seriam a mamografia 3D juntamente com o ultrassom. Ambos chegam a quase 95% de detecção.

Recente no Brasil, começando a ser utilizada em 2010, o aparelho de mamografia 3D gira em arco em volta da mama fazendo várias imagens com baixa dose de radiação. Essas imagens são reconstruídas em fatias de 1 mm cada. Segundo Dra. Vivian, toda a sobreposição que existe na mamografia comum desaparece, pois a mama é analisada em fatias individuais, facilitando a identificação das alterações de arquitetura, nódulos, definição de contorno e calcificações pequenas que não apareciam na mamografia convencional. “Só com a mudança da tecnologia, tivemos um aumento de 30% na detecção do câncer de mama e o resultado falso-negativo fica em torno de 5 a 8%. Além disso, a mamografia 3D tem como vantagem uma dose menor de radiação e ainda é mais confortável para a mulher, pois é um exame mais rápido que a mamografia convencional”.

Porém, a radiologista ressalta aos médicos a importância de solicitar especificamente pela mamografia 3D por ser um modelo mais recente, além de não ser disponibilizado por todos os laboratórios.

Outra recomendação dada pela Dra. Vivian aos médicos com relação aos exames de câncer de mama é começar o rastreamento das mulheres a partir dos 40 anos, solicitando a mamografia anual, se possível o tipo 3D e em locais em que a mulher tenha acesso, ter um bom histórico clínico da paciente e da família para avaliação de riscos. Com essas informações é possível definir se, além da mamografia, estão indicados ultrassom e ressonância magnética. “No momento da consulta, se o profissional palpar um nódulo, a primeira coisa a se fazer é solicitar um ultrassom. Para nódulos palpáveis sempre se inicia com esse exame, pois é o método mais rápido e acessível. Com o ultrassom, ao achar uma área suspeita, já é possível realizar punção ou biopsia, adiantando o diagnóstico”, finaliza a médica radiologista Dra. Vivian Schivartche.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Conheça mais sobre as doenças vasculares



Você sabia que os problemas vasculares englobam as doenças venosas, arteriais e linfáticas?

Dr. Roberto Sacilotto, diretor científico da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), explica que as artérias são vasos que saem do coração e distribuem o sangue para todo o organismo. O grande vaso que sai do coração chama-se aorta que percorre todo o tórax e abdômen lançando ramos para o intestino, fígado, pâncreas e outros órgãos e posteriormente se divide em artérias ilíacas que distribuem o sangue para os membros inferiores.

Já as veias são vasos que trazem o sangue de volta ao coração, o qual depois bombeia aos pulmões para serem oxigenados. Incluem vasos importantes como as veias femorais, ilíacas e cava. A veia safena, conhecida pelas pontes no coração, é uma veia superficial e acessória que percorre toda a perna e coxa, finalizando na veia femoral.

Os vasos linfáticos são finos e existentes em todo o organismo e que nos membros inferiores e superiores têm a função maior de retirar o líquido e proteínas que se acumulam e devolver ao nível do coração.

Principais doenças vasculares


De acordo com Dr. Roberto, as doenças venosas são as mais comuns destacando-se as varizes de membros inferiores e as tromboses venosas profundas com suas complicações.

Entre as doenças arteriais, o médico chama atenção para os aneurismas de aorta os quais podem surgir no tórax, abdômen ou em ambos os segmentos, os estreitamentos das artérias carótidas, que podem acarretar o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e os estreitamentos das artérias dos membros inferiores os quais podem levar a obstruções e ao aparecimento de necroses ou gangrenas de extremidades muito comum nos pacientes diabéticos.

Já no caso das doenças linfáticas, as principais ocorrem nos membros inferiores que se manifestam com inchaço no tornozelo e nos pés chamados de linfedema.

Dr. Roberto ressalta que o angiologista é o especialista que trata as doenças vasculares clínicas realizando pequenos procedimentos, mas não opera, por exemplo, as varizes, aneurismas ou outras doenças cirúrgicas. Já o cirurgião vascular realiza todos os tipos de cirurgia e, também, trata as patologias. Vale lembrar que a especialidade é conhecida como uma só, denominada Angiologia e Cirurgia Vascular.

Quer saber mais detalhes sobre os vários tipos das doenças vasculares? Fique atento ao blog da Singular Medicamentos Especiais que traremos mais informação sobre o assunto para você.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Setembro Dourado: um alerta para o câncer infantojuvenil


A Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) lançou no dia 1º de setembro a campanha Setembro Dourado, criada para chamar a atenção, por meio de ações preventivas e educativas, para os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil e a importância do seu diagnóstico precoce.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (7% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos para todas as regiões. Estima-se que ocorrerão cerca de 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no país em 2016 e 2017. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos seguidas pelas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.

Para tentar reverter esse prognóstico, as instituições trabalham na divulgação dos principais sinais e sintomas do câncer infantojuvenil. Segundo o INCA, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados, obtendo uma boa qualidade de vida.

Segundo Rilder Campos, presidente do CONIACC, a Confederação e suas filiadas estão realizando mais uma vez o Setembro Dourado como forma de conscientizar a população e desenvolver em todo o Brasil a cultura de detectar precocemente os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil. “Esperamos contar com a colaboração, e mais que isso, com a mobilização de toda a sociedade no sentido de que o câncer em crianças e adolescentes possa ser detectado o mais cedo possível e, assim, que seja alcançada a cura. A gente precisa virar multiplicador, fazer com que a sociedade se mobilize em torno dessa informação. Temos que pensar que qualquer pessoa pode ter o seu filho com câncer, mas que, com o diagnóstico precoce, ele pode se tornar um adulto curado e sem sequelas”, adiciona o presidente.

Entendendo o câncer infantojuvenil


De acordo com a Dra. Fernanda Tibúrcio, médica oncopediatra da Oncomed-BH, o câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais comuns na infância são as leucemias, tumores do sistema nervoso central, tumores abdominais e tumores ósseos.

O presidente do CONIACC acrescenta que os tipos neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (o qual afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e os sarcomas (tumores de partes moles) também podem acometer crianças e adolescentes.

Tanto a Dra. Fernanda quanto Rilder Campos alertam para os principais sinais e sintomas que incluem:
  •  Febre
  •  Palidez repentina
  •  Perda de peso
  •  Fraqueza
  •  Irritabilidade
  •  Manchas roxas na pele
  •  Cefaléia e vômitos
  •  Alterações no equilíbrio e na visão
  •  Dor óssea não relacionada a fraturas, quedas e traumas
  •  Dor abdominal
  •  Massas ou nódulos palpáveis
  •  Dor ou aumento na barriga
  •  Pressão alta
  •  Ínguas ou nódulos, principalmente nas axilas, pescoço e virilha
  •  Mancha branca na pupila (reflexo de olho de gato)
  •  Convulsões
  •  Alteração na fala e no andar
  •  Sangramento em geral

Com relação ao tratamento, a médica oncopediatra informa que é sempre multidisciplinar e requer um grande envolvimento da família. “O tratamento é composto de quimioterapia, cirurgia e radioterapia e deve ser instituído o mais precoce possível para que aumente as chances de cura. E não há exames ou tratamentos preventivos”, finaliza Dra. Fernanda.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Câncer: uma relação de confiança entre o médico e o paciente


O diagnóstico de um câncer também não é fácil para o médico. Além de precisar escolher as palavras certas para dar a notícia ao seu paciente, o profissional tem que estar preparado para todos os tipos de reações não só da pessoa que está doente, mas da família e, ainda, ter paciência para tirar todas as dúvidas que surgem ao longo do tratamento. 


Para a Dra. Anna Flávia, oncologista da Oncomed-BH, o diagnóstico de neoplasia ainda possui um grande estigma e implica em grandes mudanças na vida do indivíduo. É um processo bastante delicado e o médico deve estar capacitado a lidar com reações naturais como a negação, depressão, revolta, desconfiança e a raiva. “O médico deve transmitir ao seu paciente segurança de que, apesar de um diagnóstico de uma patologia grave, pode haver cura ou controle da doença”.

A oncologista complementa que, para as pessoas para as quais o profissional julgue não ter condições clínicas e emocionais para receber o diagnóstico, o Código de Ética Médica relata no art. 59 que: “É vedado ao médico deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta ao mesmo possa provocar-lhe dano, devendo, nesse caso, a comunicação ser feita ao responsável legal” - reforçando mais uma vez a necessidade de uma boa relação tanto com os pacientes quanto com os familiares.

A importância da relação entre o médico e o paciente no tratamento do câncer


A Dra. Anna Flávia explica que a relação médico-paciente necessita de muita confiança, honestidade, empatia, respeito, compreensão, franqueza e humanidade. Devido ao elevado número de consultas, algumas vezes semanalmente, e a fragilidade da pessoa nesse momento, essa relação vai ficando, ao longo do tempo, mais estreita criando com o profissional um vínculo. “Algumas vezes é difícil separar consultório/vida pessoal”, comenta a médica.

Além do paciente, a relação com os familiares necessita de muita honestidade. A oncologista conta que muitas vezes é desumano e inaceitável informar ao indivíduo sobre a incurabilidade e a gravidade da doença. Portanto, é necessário que os familiares estejam sempre cientes do prognóstico e das avaliações da evolução da doença. O vínculo de confiança criado com a pessoa vai se desenvolvendo também com os seus familiares.

A médica ainda salienta que a comunicação entre paciente-família-médico é pré-requisito para um tratamento tranquilo e bem sucedido. “Como o paciente aceitará receber um remédio que pode induzir vômitos, causar fraqueza, queda da imunidade sem confiar em quem está prescrevendo?”.

Para os profissionais que querem ajudar os seus pacientes a aderirem ainda mais ao tratamento, a dica dada pela Dra. Anna Flávia é que o oncologista tente ao máximo criar um bom vínculo com a pessoa para que o ato de ir ao consultório e realizar o tratamento se torne menos angustiante e assustador.

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