segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O consumo de derivados do tabaco causa cerca de cinquenta doenças diferentes. Fique longe desse mal!


No dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Criado em 1986, a data tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população brasileira para todos os danos que o tabaco traz.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)(1), o consumo de derivados do tabaco como cigarro, charuto e narguilé, causa cerca de cinquenta doenças diferentes como as cardiovasculares (infarto, angina), câncer, e as respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite).

O tabagismo irrita as vias aéreas e causa a secreção, conhecida como pigarro, que também é um dos sintomas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)(2), nome usado hoje para denominar o que antes era chamado de bronquite crônica e enfisema pulmonar. O tabagismo é o principal responsável pela DPOC, 5ª causa de morte no mundo(3). Quer saber mais sobre a doença? Confira em nossa matéria.

Segundo o Dr. Tiago Kenji, oncologista do Hospital Santa Paula, o hábito de fumar traz diversos perigos. O médico conta que o tabaco possui diversas substâncias cancerígenas. Essas moléculas provocam danos que predispõem a formação de células defeituosas que podem se tornar câncer. “As dez doenças mais comuns incluem problemas no pulmão, na boca, derrame, infarto, impotência sexual, envelhecimento precoce, menopausa precoce, trombose, dor de cabeça e catarata”.

Veja o que acontece no seu organismo quando você fuma

Cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas. As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea), o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo, e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Dr. Tiago explica que as substâncias cancerígenas do cigarro, como as nitrosaminas e benzopireno, entram na corrente sanguínea e alcançam todas as células do corpo. A ação da nicotina é permanente no cérebro.

Já as glicoproteínas presentes no produto inflamam as mucosas da face e são as alterações na produção de muco que levam a infecções e provocam a dor típica da sinusite. “A acetona do cigarro inflama os brônquios. Para evitar que mais substâncias tóxicas invadam o corpo, o pulmão aciona um mecanismo de defesa e diminui o fluxo de ar e, assim, surge a crise asmática e a sensação de sufocamento. Além disso, a falta de oxigênio leva à necrose”, complementa o médico.

E ainda tem mais. O monóxido de carbono liberado pela fumaça tem afinidade química 250 vezes maior para se ligar à hemoglobina do que o oxigênio. Com isso, todos os órgãos têm sua oxigenação prejudicada.

A nicotina também inflama o endotélio, parede interna dos vasos, e estimula a produção de catecolaminas, substâncias liberadas no sistema nervoso simpático, que estreitam as veias e artérias e, com isso, a passagem do sangue fica bem complicada. O cigarro desregula as plaquetas, o que ao mesmo tempo leva à formação de trombos e facilita, ainda, a de coágulos. Ambos podem levar ao entupimento dos vasos e impedem o fornecimento de oxigênio.

O oncologista salienta que o tabaco é responsável por 70% dos casos de aborto espontâneo. O embrião sem oxigênio sofre de má nutrição e vai enfraquecendo, até morrer de uma espécie de falência geral. “Se a gravidez for levada até o fim, o bebê pode nascer com baixo peso ou com imaturidade pulmonar, o chamado “bebê chiador”, e com problemas respiratórios como a bronquite. Quando falta oxigênio no sangue da mãe, o feto é quem mais sofre. Além de levar à má nutrição, o carbono no sangue pode provocar o descolamento da placenta”.

Já nos homens, para que a ereção ocorra, é necessário um intenso fluxo sanguíneo na região peniana, o que não é permitido pela nicotina. A boa notícia é que isso só acontece a longo prazo e, também, dependerá da vulnerabilidade de cada pessoa. Além disso, o corpo percebe a baixa concentração de oxigênio e começa a produzir mais hemácias, o que deixa o sangue mais viscoso e dificulta a circulação dentro do pênis.

Quer parar de fumar? Siga as dicas do médico e confira quantos benefícios a sua saúde ganhará de imediato!


De acordo com o Dr. Tiago, em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pela pessoa. Hoje, por exemplo, existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar quem deseja parar de fumar. O oncologista ainda informa que no Brasil, o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos e goma de mascar.

A dica dada pelo médico é evitar bebidas alcoólicas e café, pois ambas estimulam a vontade de fumar. “A abstinência é normal e dura somente alguns minutos, nesse momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete, comer algum doce ou até mesmo mexer entre os dedos uma caneta ou palito, simulando o cigarro. A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo. Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas”, complementa Dr. Tiago Kenji.

Os benefícios para quem para de fumar são imediatos:

• Após 20 minutos a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;

• Após 2 horas não tem mais a presença de nicotina no sangue;

• Após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza;

• Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta a comida melhor;

• Após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora;

• Após 5 anos a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou;

• Custo financeiro: atualmente, os maços de cigarro custam, em média, R$ 7,00. Se uma pessoa fumar um maço por dia, dá o equivalente a R$ 2.555 por ano. Uma grande economia ao deixar de fumar!

Cuide da sua saúde e fique longe desse mal! E sempre que precisar, conte com a Singular Medicamentos Especiais. Possuímos medicamentos de diversas especialidades com entregas para todo o Brasil.

Outras fontes consultadas: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)| Boehringer Ingelheim do Brasil.

Referências – Fornecidas pela Boehringer Ingelheim do Brasil
(1) Doenças associadas ao tabagismo. Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva [Internet- Acesso em 04/Agosto/2016].
(2) Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global Strategy for the Diagnosis, Management and Prevention of COPD [Internet] 2016. [Acesso em 04/Agosto/2016].
(3) World Health Organization. Chronic of respiratory disease. Burden of COPD. [Internet]. [Acesso em 04/Agosto/2016].

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Mitos e verdades da reumatologia


Muito se fala em reumatismo, mas poucas pessoas sabem realmente o que é. Para esclarecer essa questão e ainda mostrar os principais mitos e verdades do problema, entrevistamos a Dra. Tatiana Molinas Hasegawa, reumatologista do Centro de Qualidade de Vida (CQV) e mestre em reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A Dra. Tatiana explica que reumatismo é o conjunto de doenças que afetam o sistema musculoesquelético. A médica ainda ressalta que o termo reumatismo é usado erroneamente, pois a forma correta de se dizer é doença reumática.

As doenças reumáticas são enfermidades que atingem as articulações, os ossos e os músculos. Além dessas partes do corpo, podem aparecer nas vísceras, coração, pulmão, rins, sistema nervoso central, pele, cartilagem, sangue dentre outros.

Entre as principais doenças reumáticas estão as autoinflamatórias (autoimunes) como a artrite reumatoide, lúpus, gota, espondilite anquilosante, osteoartrite e a osteoporose.

Segundo a médica, as doenças reumáticas, por serem crônicas e de difícil diagnóstico, causam na pessoa que sente dores fortes uma sensação de conformismo com esse sofrimento. “Isso não deve acontecer. A causa da doença deve ser descoberta e o tratamento ideal deve ser feito para que as dores sejam controladas e para que não haja deformidades nas articulações. O reumatologista é o profissional apto para ajudar esses pacientes que podem e devem buscar uma melhor qualidade de vida”, complementa Dra. Tatiana.

Confira os principais mitos e suas verdades sobre a reumatologia.


“Reumatismo é doença de velho”.
Verdade: essa doença pode acometer pessoas de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes.

“Reumatismo tem cura”.
Verdade: reumatismo não tem cura, tem controle por meio de medicamentos, atividade física adequada para cada tipo de doença reumática, acupuntura, academia terapêutica, fisioterapia dentre outros. 

“Reumatismo sempre aparece no sangue”.
Verdade: 80% dos pacientes têm ele positivo no sangue, mas 20% não tem.

“O reumatismo leva à invalidez física”.
Verdade: a doença não leva à incapacidade e à invalidez. Fazendo o tratamento adequado, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, a doença pode se manter controlada.

“O fator antinúcleo positivo significa que tenho lúpus”.
Verdade: o FAN (fator antinúcleo) é um exame muito pedido pelos médicos para diagnosticar doenças reumáticas, mas o fato do resultado dar positivo, não quer dizer que a pessoa tenha lúpus. Estima-se que 25% da população mundial apresente o FAN positivo, mas isso não tem, necessariamente, um significado patológico.

“A gota causa coceira nas mãos”.
Verdade: não existe nenhuma relação da doença com coceiras nas mãos ou pés.

“A infiltração piora as dores nas juntas”.
Verdade: a infiltração não piora as dores nas juntas e não leva a sequelas como ressecamento ou atrofia. Na realidade, a infiltração (o ato de introduzir um remédio dentro da articulação inflamada) leva a uma diminuição da dor e do tecido inflamatório.

“A osteoporose é um doença só de mulheres”.
Verdade: os homens também podem ser acometidos com a doença e as causas podem estar relacionadas à andropausa, ao etilismo, ao tabagismo, à desnutrição dentre outras.

“Cálcio e vitamina D são remédios de uso habitual e devem ser prescritos para todos”.
Verdade: esses remédios devem ser prescritos com cautela. São necessários exames para que seja avaliado a quantidade que o paciente precisa para que não haja dosagem tóxica. Atualmente, o uso de cálcio e vitamina D virou uma “febre” entre as pessoas, mas não se deve tomá-los sem prescrição médica.

E lembre-se sempre que aqui na Singular Medicamentos Especiais, você encontra as melhores marcas na área de reumatologia, além de diversas outras especialidades como nefrologia, oncologia, angiologia e muito mais.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Frequentou os Jogos Olímpicos ou ainda vai assistir as Paralímpiadas? Previna-se contra as doenças que podem ocorrer


A Olimpíada chegou trazendo com ela toda a empolgação para torcer pelos atletas dos mais diversos países. Porém, a vinda de diversos turistas pode trazer um aumento na circulação de vírus e bactérias, favorecendo a transmissão de doenças de baixa incidência ou já erradicadas no Brasil. Vale lembrar que muitos desses visitantes, além de assistir às competições no Rio de Janeiro, devem também conhecer outras regiões do Brasil, o que intensificará o fluxo de estrangeiros.

Esse é o caso da poliomielite, que continua ativa em países da Ásia. Controlado no País, o sarampo também pode ser uma ameaça à saúde dos brasileiros, pois ainda é frequente na Europa e nos Estados Unidos.

Outra enfermidade que preocupa os médicos é a meningite bacteriana associada à bactéria Neisseria meningitidis, ou meningococo, que pode levar à morte ou provocar sequelas neurológicas irreversíveis se não for tratada rapidamente. Isso porque a forte presença de estrangeiros de diferentes continentes pode aumentar a circulação de sorogrupos da bactéria que hoje são pouco expressivos no Brasil, como o tipo A, que tem alto potencial epidêmico e grande circulação na China, África e Índia. É possível ainda a ocorrência de casos provocados pelos sorogrupos Y, que circula nos Estados Unidos, e W-135, comum na Argentina e África do Sul. Já no Brasil, em geral a vacinação é feita contra o meningococo C, que é o mais prevalente no País.

A meningite meningocócica é transmitida por pessoas portadoras da bactéria que, embora não apresentem sintomas, são capazes de infectar os demais. Assim, quando um portador tosse ou espirra, pode transmitir o micro-organismo às pessoas suscetíveis, principalmente quando há convívio ou proximidade com o indivíduo. Por isso, o risco de contágio da meningite meningocócica durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos é maior entre as pessoas que irão compartilhar a hospedagem em hostels, alojamentos, casas e apartamentos, segundo o infectologista Jessé Alves, chefe do Núcleo de Medicina de Viajantes do Instituto Emílio Ribas e membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Viagem. Os atletas, os voluntários e os profissionais que irão trabalhar no evento também estarão expostos. “É preciso lembrar ainda que a transmissão da meningite pode ocorrer por contato íntimo, como beijos”, afirma o médico.

As pessoas também devem ficar atentas à gripe, que costuma ser subestimada, mas pode desencadear complicações e evoluir para quadros importantes, como a pneumonia. “No inverno, a aglomeração de pessoas em locais fechados, como ginásios, bares e restaurantes, pode favorecer a transmissão”, reforça o infectologista.

Como se proteger


A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra as doenças infectocontagiosas. Por isso, o médico recomenda aos brasileiros para atualizarem seu calendário de vacinação e adotarem medidas para se proteger das doenças de fácil transmissão, evitar aglomerações e lavar bem as mãos.

Além de se imunizar contra a gripe, também é importante se proteger contra a pneumonia, principalmente em relação aos quadros causados pela bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida como pneumococo. Três em cada dez casos de pneumonia bacteriana diagnosticados são provocados por esse micro-organismo.

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Fonte: Pfizer

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Fique alerta: câncer de colo de útero é o terceiro mais comum entre as brasileiras



Um dado alarmante: a cada 90 minutos uma mulher morre por causa do câncer de colo de útero no Brasil.

Esse tipo de câncer é o terceiro mais comum entre as brasileiras. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), serão 16.340 novos casos em 2016(1), um aumento de 4,8% na incidência (15.590 registrados em 2015). Estima-se ainda que mais de 5 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença, o que totaliza uma morte a cada 90 minutos(2).

De acordo com o médico oncologista e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dr. Gustavo Fernandes, o cenário da doença no País é grave, pois as taxas de sobrevivência no Brasil estão abaixo daquelas observadas em países desenvolvidos(3), refletindo um diagnóstico tardio e falhas no tratamento.

Apesar da alta incidência e mortalidade, pouco se fala sobre a doença, principalmente na fase avançada. Uma pesquisa realizada recentemente pelo Instituto Datafolha constatou que 73% dos brasileiros não conhecem pessoas que tenham ou que já tiveram câncer de colo do útero(4).

O desconhecimento da doença justifica sua alta incidência


Especialistas alegam que o conhecimento insuficiente sobre esse tipo de câncer e das ferramentas para sua prevenção e tratamento justificam as altas taxas de incidência, morbidade e mortalidade no País. O câncer de colo de útero é causado pela infecção, persistente e não tratada adequadamente, por alguns tipos de vírus, entre eles o HPV, mal que atinge 685,4 mil pessoas no Brasil(5), um problema que pode ser evitado.

“Muitas vezes, barreiras culturais, como a vergonha de realizar exame ginecológico ou proibição por parte de companheiros, se somam à falta de informação. Por isso, a disseminação das ferramentas de controle, como vacina, exame preventivo de papanicolaou e avanços no tratamento precisam ser globalmente difundidos na população”, explica Dr. César Eduardo Fernandes, presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

No Brasil, 77% das pacientes com esse tipo de câncer são diagnosticadas já em fases mais avançadas6, quando começam a surgir os primeiros sintomas como sangramentos e dores pélvicas. Diante desse cenário, a paciente passa a ser uma figura ignorada pela sociedade, muitas vezes abandonada pelos seus parceiros e tratada com terapias insuficientes na saúde pública. Sem voz para lutar pelos seus direitos, essas mulheres jovens e economicamente ativas partem precocemente, deixando filhos sem amparo.

Tratamento


Um estudo brasileiro, publicado em 2014, com mais de 51 mil mulheres, evidenciou que 20% das brasileiras com câncer de colo do útero apresentam resposta terapêutica inadequada as tecnologias utilizadas atualmente(6).

Devido aos avanços científicos, existem novos recursos da medicina que podem aumentar a expectativa de vida mesmo com o diagnóstico avançado. A escolha da terapia ideal dependerá do estágio da doença e condições clínicas de cada paciente. Em muitos casos, os tratamentos oferecidos contemplam apenas as combinações de cirurgia, quimioterapia isolada ou radioterapia, deixando de lado o uso de terapias mais inovadores, que podem proporcionar maiores benefícios às pacientes que hoje já têm a doença e que muitas vezes não tiveram acesso às estratégias de prevenção.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), aprovou recentemente a indicação de um medicamento biológico já utilizado em outros países e recomendado com alto nível de evidência científica, o bevacizumabe, como a primeira terapia-alvo oferecida para o tratamento do câncer de colo do útero e o único avanço nos últimos 10 anos para tratar a doença em seu estágio mais grave. Trata-se do primeiro medicamento biológico que trouxe o benefício de taxa de sobrevida global sem redução da qualidade de vida das pacientes.

Atualmente, diversas ações já foram implementadas no Brasil para o combate ao câncer de colo do útero, desde a vacina contra o HPV até o aprimoramento da qualidade do papanicolaou e a cirurgia de lesões precursoras. Porém, especialistas, como o médico oncologista Dr. Fernando Maluf, defendem que são necessários avanços em todas as etapas da doença, incluindo novas alternativas medicamentosas no SUS, para que os médicos do setor público também possam prescrever o tratamento mais adequado para suas pacientes.

Prevenção


De acordo com o doutor Armândio Soares, médico oncologista da Oncomed BH, a relação com múltiplos parceiros é um dos principais fatores de risco. “O vírus HPV e os comportamentos relacionados à atividade sexual favorecem a sua infecção. Desta forma, o início precoce da vida sexual, a existência de múltiplos parceiros sexuais, a história clínica de DSTs e o relacionamento sexual com parceiro promíscuo, devem ser considerados fatores de risco para a doença”.

Estudos comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas, por um ou mais tipos de HPV, em algum momento de suas vidas. Por isso, o médico alerta com relação à prevenção. “O uso do preservativo (camisinha) é recomendado em todas as relações sexuais como método preventivo, mas ele sozinho não é capaz de evitar completamente a contaminação. Atualmente, existem duas vacinas contra o HPV aprovadas e que estão disponíveis comercialmente e nos postos de saúde. Mas não há, até o momento, evidência científica de benefício estatisticamente significativo em vacinar mulheres previamente expostas ao HPV. Isso quer dizer que algumas mulheres podem se beneficiar e outras não”, explica o médico oncologista.

Assim, um dos melhores meios de se prevenir é fazendo o exame preventivo do câncer do colo do útero, conhecido como papanicolaou, que é a principal estratégia para detectar lesões precursoras. “Por meio dele o diagnóstico da doença tem sido mais precoce, isto é, no estágio denominado in situ, quando o tumor ainda não se tornou invasivo. Isso ajuda no tratamento e diminui significativamente o número de vítimas. Por isso a sua importância”, finaliza.

Perfil da mulher brasileira com câncer de colo de útero


Entre as pacientes que lutam contra a doença estão jovens, média de idade de 49 anos(7), com baixa escolaridade e casadas. São mulheres que enfrentam a realidade do diagnóstico do câncer de colo de útero e dão início a uma jornada com pouca informação, dificuldade de encaminhamento e acesso às inovações em tratamento.

A previsão é que apenas daqui a 18 anos a vacinação contra o HPV, amplamente disponível desde 2014, ajude na redução efetiva do número de casos desse tipo de câncer, causados pelo papilomavírus (HPV). Até 2034, para muitas mulheres, esse câncer ainda poderá ser uma realidade, e o acesso à saúde integral da mulher é elemento estratégico para a inclusão social, busca de equidade e fortalecimento do sistema público de saúde.

Movimento Força Amiga


A sociedade médica, ONGs e especialistas lançam neste mês de agosto a campanha Força Amiga, que entrará na vida dos brasileiros para a conscientização sobre o câncer de colo de útero. A força destas instituições levará pelo País inteiro ações para chamar a atenção do brasileiro para este tipo de câncer e, principalmente, dar voz e apoio às mulheres que enfrentam o tema.

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Fontes: Roche e Oncomed

Referências:
1. Taxa de mortalidade no Brasil pelo do Instituto Nacional do Câncer (INCA) -http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_nacional_controle_cancer_colo_utero/conceito_magnitude
2. Incidência do Câncer no Brasil pelo do Instituto Nacional do Câncer (INCA) - http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/tabelaestados.asp?UF=BR
3. Fundação Oswaldo Cruz A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. / Fundação Oswaldo Cruz... [et al.]. Rio de Janeiro: Fiocruz/Ipea/ Ministério da Saúde/Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, 2012.
4. Pesquisa Datafolha.
5. Incidência de Infecção por vírus do HPV no Brasil pelo Ministério da Saúde - http://www.aids.gov.br/pagina/dst-no-brasil
6. Nogueira-Rodrigues et al, Gynecol Oncol. 2014.
7. Thuler LCS, Bergmann A, Casado L. Perfil das Pacientes com Câncer do Colo do Útero no Brasil, 2000-2009: Estudo de Base Secundária. Rev Brasileira de Cancerologia 2012; 58(3):351-357.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Você sabe o que é DPOC?


Tosse, chiado no peito, falta de energia e de ar, e dificuldade para realizar atividades diárias também são indícios da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), denominação usada para classificar a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.

A DPOC é uma doença que atinge 7 milhões de pessoas no País(2) e é a 5ª causa de morte no mundo(1). Além da dificuldade de respirar, leva ao cansaço progressivo e constante, o que impossibilita uma série de atividades de rotina(3).

De acordo com a pesquisa nacional Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro, realizada com 2.010 pessoas em 2015, 55% dos entrevistados dizem não saber nada a respeito da DPOC.

Segundo Dr. Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, é comum que as pessoas atribuam a falta de ar, tosse frequente e aumento na produção de muco como sinais comuns do envelhecimento, mas podem ser indícios do desenvolvimento de DPOC. “Como se trata de uma doença que não tem cura, é recomendado que, com a persistência desses sintomas, o paciente procure a ajuda de especialistas com antecedência, para que o diagnóstico seja realizado antes que a capacidade pulmonar seja comprometida e para que o tratamento se inicie imediatamente”.

Dentre os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento estão o tabagismo e a exposição à diversos poluentes(3). Gilberto Pucca, presidente da Associação Brasileira de Pacientes Portadores de DPOC (ABP-DPOC), chama atenção para a importância da conscientização sobre o tema: “Auxiliamos centenas de pacientes e observamos que conforme a DPOC evolui, a função pulmonar piora, prejudicando a qualidade de vida do paciente. Trata-se de uma doença que limita a vida das pessoas, impedindo que elas possam aproveitar momentos de alegria com a família”.

Fases da doença


Em seu primeiro estágio, chamado de GRAU LEVE, o paciente apresenta uma limitação leve no fluxo de ar, seguido de tosse e expectoração, porém a doença não afeta sua rotina.

Já no GRAU MODERADO, pode-se observar o aumento da falta de ar durante a realização de esforço físico, além da frequência da tosse e expectoração, sendo geralmente a fase em que o paciente procura um especialista.

O GRAU GRAVE segue como uma continuação do anterior, com progressiva diminuição da função pulmonar e aparecimento de surtos de infecção pulmonar, chamada de exacerbação.

E no último estágio, GRAU MUITO GRAVE, o paciente apresenta menos de 50% da função esperada do pulmão, dificuldade extrema em respirar, inclusive durante tarefas diárias, fadiga e exacerbações mais frequente.

Tabagismo


Apesar de ser provocado por diferentes tipos de fumaça, o principal agente causador da DPOC continua sendo o cigarro. A fumaça do cigarro não compromete apenas o fumante, mas também aqueles que estão ao seu redor. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a fumaça liberada pela ponta do cigarro contém três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça inalada pelo fumante.

Vale lembrar que o tabagismo não causa somente a DPOC, mas também pode ser um dos fatores para o câncer de cabeça e pescoço. Confira em nossa matéria.

Tratamento


Apesar de não ter cura, é possível preservar a qualidade de vida do paciente por meio de um tratamento individual com diferentes especialistas, como pneumologista, fisioterapeuta e nutricionista. No entanto, é de extrema importância a interrupção do tabagismo e procurar evitar a inalação de poeira e poluentes.

"O tratamento medicamentoso é aconselhado de acordo com o grau apresentado pelo paciente. Na fase inicial são utilizados broncodilatadores, que relaxam a musculatura ao redor do aparelho respiratório, facilitando a respiração", afirma Dr. José Jardim, Pneumologista, e Professor-Livre Docente da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP.

Cuide da sua saúde! E se precisar de medicamentos nas áreas de oncologia, nefrologia, reumatologia, infectologia e angiologia conte com a Singular Medicamentos Especiais.

Fontes: Boehringer Ingelheim do Brasil| Bayer.
Referências – Informadas pela Boehringer Ingelheim do Brasil.
(1) World Health Organization. Chronic of respiratory disease. Burden of COPD. [Acesso em 07/abril/2016] 
(2) Ministério da Saúde do Brasil. [Acesso em 13/Abril/2016] 
(3) Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global Strategy for the Diagnosis, Management and Prevention of COPD  [Acesso em 07/Abri/2016]