terça-feira, 26 de julho de 2016

Doença renal nos diabéticos: uma complicação associada que merece a sua atenção



Você sabia que o diabetes já é considerado como uma das maiores emergências de saúde global e tem crescido de forma muito rápida no mundo inteiro?

Conforme dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF), hoje há 415 milhões de pessoas no mundo com a doença e estima-se que em 2020, serão 642 milhões.

Se não tratado de forma correta, ao longos dos anos, podem surgir diversas complicações e entre elas está a doença renal. Porém, é importante lembrar que o monitoramento da taxa de glicemia reduz drasticamente o risco de desenvolver não só a doença nos rins, mas como os demais problemas associados ao diabetes.

Entendendo a doença renal no diabetes


Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os rins são uma espécie de filtro compostos por milhões de vasos sanguíneos (capilares) os quais removem os resíduos do sangue. E o diabetes pode trazer danos ao órgão, afetando a sua capacidade de filtragem.

O processo de digestão dos alimentos gera resíduos. As substâncias que não serão usadas pelo corpo, geralmente, têm moléculas bem pequenas as quais passam pelos capilares e vão compor a urina. Já os elementos que são úteis, a exemplo das proteínas, têm moléculas maiores e continuam circulando pelo sangue.

O problema é que os altos níveis de açúcar fazem com que os rins filtrem muito sangue, sobrecarregando o órgão e fazendo com que as moléculas de proteína acabem sendo perdidas na urina. Essa presença de pequenas quantidades de proteína na urina é chamada de microalbuminúria.

De acordo com a SBD, quando diagnosticada precocemente, durante a microalbuminúria, diversos tratamentos podem evitar o agravamento. Mas quando é detectada mais tarde, já na fase da macroalbuminúria, a complicação já é considerada como doença renal terminal.

Com o tempo, o estresse da sobrecarga faz com que os rins percam a capacidade de filtragem e os resíduos começam a acumular-se no sangue e, finalmente, o órgão falha. A pessoa na fase terminal vai precisar de um transplante ou de sessões regulares de hemodiálise.

A SBD lembra que nem todas as pessoas que possuem diabetes a desenvolverão. Fatores como a genética, baixo controle da taxa glicêmica e da pressão arterial favorecem o aparecimento da complicação.

Os sinais da doença renal


A SBD informa que os sintomas da doença renal nos diabéticos não são específicos e, por isso, podem ser confundidos com outros problemas. Dentre os mais comuns estão: inchaço, perda de sono, falta de apetite, dor de estômago, fraqueza e dificuldade de concentração. Vale ressaltar que, geralmente, os sinais só aparecem quando o quadro está mais grave.

A orientação é que todo paciente com diabetes, tanto no tipo 1 quanto no tipo 2, deve fazer um exame que pesquisa a microalbuminúria pelo menos uma vez por ano. Se surgir alguma alteração, o exame deverá ser repetido. Ao ser confirmado, a pessoa deverá receber o tratamento adequado. Portanto, é fundamental consultar o médico regularmente.

Evitando a complicação


O primeiro passo é controlar a glicose. Gerenciando bem a taxa glicêmica, o risco de desenvolver microalbuminúria cai 33%. Fazer um controle bem rígido pode reverter a situação ou, pelo menos, impedir a evolução para a doença renal terminal.

Cuidar da pressão arterial também é importante, pois o descontrole pode acelerar o progresso da doença. Algumas indicações para o controle são: perder peso, comer menos sal, evitar álcool e tabaco e fazer exercícios com frequência. Se essas medidas não forem suficientes, existem medicamentos específicos para pessoas com diabetes e hipertensão.

Porém, um alerta: diabéticos não devem tomar medicamentos sem consultar o seu médico, pois eles podem elevar a glicose no sangue.

E não se esqueça: além da área de nefrologia, aqui na Singular Medicamentos trabalhamos com medicamentos especiais para diversas especialidades como oncologia, infectologia, reumatologia e muito mais.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Julho Verde: previna o câncer de cabeça e pescoço



Nesse mês é realizada a Campanha Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço, conhecida como Julho Verde. A iniciativa nasceu em 2015 pela Federação Internacional das Sociedades de Oncologia de Cabeça e Pescoço (IFHNOS.org) para conscientizar a população sobre a doença, seus principais fatores de risco e prevenção.

O câncer de cabeça e pescoço é a quinta neoplasia mais comum no mundo e a incidência global chega a 780 mil casos por ano. Esse tipo pode atingir boca, garganta, laringe (cordas vocais), nariz, seios nasais e ao redor dos olhos.

De acordo com o Dr. Erivelto Volpi, médico cirurgião de cabeça e pescoço e membro do Comitê Internacional da Campanha Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço da International Federation of Head and Neck Oncologic Societies, esse tipo de câncer, incluindo boca, garganta e seios paranasais, é mais comum em homens a partir dos 50 anos de idade, mas pode se apresentar em algumas formas menos comuns em pacientes jovens e mulheres, por isso é muito importante a prevenção.

As principais causas do câncer de cabeça e pescoço estão relacionadas principalmente ao uso de cigarro e ingestão de bebidas alcoólicas, especialmente os destilados (cachaça, whisky, conhaque). “É fundamental salientar que se o paciente é tabagista e etilista, o risco de desenvolver câncer de cabeça e pescoço aumenta cerca de quatro vezes. Outro importante fator para o desenvolvimento desse tipo é o HPV, hoje presente em cerca de 20% das pessoas com câncer dessa região”, afirma o médico.

Um dos grandes desafios é a realização do diagnóstico precocemente, pois, segundo estudos do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 70% das pessoas com câncer de cabeça e pescoço são diagnosticadas tardiamente já que os sintomas são geralmente vagos. Porém, é preciso ficar atento aos seguintes sinais:

· Câncer de seios nasais: feridas que não cicatrizam, sangramento nasal ou obstrução nasal.

· Câncer de nasofaringe: nódulos ou massas no pescoço em 90% dos casos; otites crônicas, cefaleia, alterações neurológicas.

· Câncer de cavidade oral: feridas ou elevações que não cicatrizam, alterações dentárias, dificuldade em fixar próteses dentárias.

· Câncer de laringe: rouquidão, tosse.

· Câncer de orofaringe: nódulos no pescoço, dificuldade de engolir alimentos, dor no ouvido.

Câncer de laringe: alta representatividade


O câncer da laringe (pregas vocais ou cordas vocais) corresponde a 25% dos tumores diagnosticados de câncer de cabeça e pescoço e 2% de todas as doenças malignas. De acordo com o INCA, em 2015, foram registrados no Brasil 6.870 casos de câncer de laringe em homens e 770 em mulheres. A estimativa para 2016 é que sejam computados 7.350 novos casos, sendo 6.360 em homens e 990 em mulheres.

Dr. Erivelto explica que esse tipo tem uma alta representatividade porque a laringe é um órgão bastante sensível à agressão causada pelo tabaco. A imensa maioria dos pacientes com esse câncer são tabagistas há mais de 15 anos.

“Esse tipo de câncer é extremamente relacionado com o álcool e o fumo. Fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolvê-lo. Em pessoas que associam o fumo e bebidas alcoólicas, esse número sobe para 43. Má alimentação, estresse e mau uso da voz também são prejudiciais. Outros fatores como inalação de substâncias nocivas, lesões crônicas da laringe, como por exemplo, por refluxo gastro-esofágico, praticamente não tem relação com o desenvolvimento desses tumores”.

O médico ainda informa que o grande fator para suspeita de câncer de laringe é a rouquidão. Todo paciente que apresenta esse sintoma há mais de três semanas sem melhora, especialmente para pessoas que possuem mais de 50 anos e é tabagista há mais de 15 anos, deve procurar o serviço médico. “Outros sintomas associados, como nódulos cervicais endurecidos e indolores, dor e dificuldade para engolir, além de emagrecimento sem causa aparente são fatores que podem sugerir tumores malignos não somente da laringe, mas também de outros locais”, complementa Dr. Erivelto.

A relação com o HPV


Até bem pouco tempo, os tumores (língua, céu da boca, faringe, laringe e amígdala) eram mais comuns entre homens com mais de 50 anos, fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas. Porém, mais atualmente, estão sendo diagnosticados em pessoas mais jovens, entre 30 e 45 anos, e estudos publicados mundialmente identificaram o papilomavírus humano, o HPV, como um dos principais agentes causador.

O microrganismo tem sido o causador de infecções que facilitam a formação desses tumores. Estima-se que de 25% a 50% das mulheres e 50% dos homens estejam infectados pelo HPV em todo o mundo. O fato do vírus estar sendo associado a tumores na região da cabeça e do pescoço se deve possivelmente a práticas sexuais, nesses casos principalmente sexo oral.

“O HPV é transmitido pelo contato direto com a pele infectada e, muitas vezes, pode se esconder em áreas não cobertas pelo preservativo. A falta de higiene íntima e bucal aumenta o risco de transmissão do vírus e de desenvolvimento de tumores na região bucal. A infecção por HPV causa pequenas lesões (verrugas) na região da garganta que têm tendência a se tornarem malignas com o tempo”, salienta Dr. Erivelto.

O médico ressalta que essa relação é a mesma que o HPV tem com o colo do útero. “Na realidade, a prevalência do HPV na população mundial é bastante alta, estima-se que cerca de metade da população adulta mundial já tenha tido contato com o vírus. Isso não quer dizer que todos vão desenvolver câncer de colo de útero ou de cabeça e pescoço, porém é um fator que favorece o desenvolvimento dessas doenças”.

Além da verrugas que podem aparecer na garganta ou na boca, outros sinais são: dificuldade para mastigar, rouquidão, dor na língua e mau hálito constante. A vacinação é a melhor forma de prevenção bem como o sexo seguro, alimentação balanceada, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas e ter uma boa higiene oral.

Prevenção


A principal dica dada pelo Dr. Erivelto para a prevenção do câncer de cabeça e pescoço é não fumar e ingerir bebidas alcoólicas com moderação. Além disso ter hábitos de vida saudáveis, boa alimentação e buscar orientação de um profissional de saúde na presença de qualquer alteração suspeita. 

“Vale salientar que qualquer lesão na boca (aftas ou manchas brancas ou avermelhadas) que não melhorem em até 15 dias após serem descobertas devem ser avaliadas por um profissional de saúde (médico ou dentista), pois podem ser um tumor maligno em fase inicial. Se descobertos e tratados nessa fase, os índices de cura são praticamente de 100% com tratamentos bastante simples e quase sem seqüelas”, finaliza o médico.

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terça-feira, 12 de julho de 2016

Comemore o Dia do Homem cuidando da sua saúde


No dia 15 de julho é comemorado o Dia do Homem. Um dos principais objetivos da criação da data é chamar a atenção para a saúde desse público. E por que não aproveitar essa comemoração para se cuidar mais?

Para os homens, fazer consultas periodicamente ao urologista é fundamental, principalmente após os 45 anos que é a idade na qual alguns problemas crônicos como diabetes, hipertensão, colesterol alto e o hipogonadismo, também conhecido como andropausa, podem ocorrer.

Os exames preventivos são muito importantes principalmente quando se trata do câncer de próstata. Esse tipo da doença é a quarta causa de morte entre o público masculino e o segundo mais frequente. O perigo é que no início o câncer não apresenta sintomas e, ao se manifestar, já está em um estágio avançado com menos chances de cura. Se você tem 45 anos não deixe de procurar o seu médico para realizar um check-up. Para quem tem antecedentes familiares, a recomendação é a partir dos 40 anos.

Além disso, a prática regular de atividades físicas, ter uma boa alimentação e controlar o estresse também são importantes para um bom equilíbrio do corpo e da mente. O estilo de vida masculino pode influenciar na produção da testosterona, hormônio que é responsável por diversas funções, inclusive pelo desempenho sexual.

E por falar em cuidados com a saúde, aqui na Singular Medicamentos você encontra diversos medicamentos nas áreas de oncologia, nefrologia, reumatologia, infectologia e angiologia. Conte conosco.

Fontes: Bayer para Homens | Dr. Paulo Egydio, urologista e andrologista.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Inverno: cuide da alimentação e emagreça!


O inverno chegou trazendo aquela sensação aconchegante, porém desafiadora: como ter uma alimentação adequada com tantas opções disponíveis deliciosas (e calóricas!) junto com o aumento da fome?

Com as temperaturas mais baixas, o organismo gasta mais calorias para manter o corpo aquecido, por isso sentimos mais fome. E essa mistura de mais fome com o desejo por comidas quentes e muitas vezes gordurosas acaba pesando na balança. Mas nem tudo está perdido! Todo esse processo de queima de calorias também acaba facilitando o emagrecimento. Porém, para isso acontecer, é preciso cuidar da alimentação.

Considerando-se o gasto e a necessidade calórica maior, é possível reduzir o peso gradativamente por meio de alimentos estratégicos: caldos, sopas e chás emagrecedores podem turbinar esse processo e, ao mesmo tempo, manter o corpo quente. A boa notícia é que isso não implica obrigatoriamente em fazer dieta, mas sim, optar por refeições saudáveis e aproveitar a termogênese para acelerar o metabolismo.


De olho na alimentação
A recomendação para manter uma alimentação saudável e saborosa no inverno é a mesma para qualquer época do ano, ou seja, equilíbrio! Ter uma dieta balanceada e o mais natural possível é a chave para preservar o corpo aquecido, nutrido e controlar a ingestão calórica.

Como o corpo precisa de mais energia, os carboidratos são fundamentais, porém, deve-se dar preferência pelo tipo complexo. “É possível fazer substituições saudáveis como a troca da batata inglesa pela doce, por exemplo. Optar por carboidratos complexos ajuda no controle da absorção de glicose no organismo, pois esse tipo de alimento libera açúcar de forma mais lenta, prolongando a oferta de energia e reduzindo a fome abrupta”, explica a nutricionista Sinara Menezes da Nature Center.

Optar por pães e massas integrais também é uma forma de ingerir carboidratos de uma forma mais saudável. Além disso, muitos deles contêm fibra que auxiliam na regulação do intestino e proporcionam digestão mais lenta, favorecendo a sensação de saciedade.

Outra dica é apostar nas sopas e caldos, mas tomar cuidado com os ingredientes e acompanhamentos. “O principal conselho é evitar o abuso de alimentos com amido na preparação dessas refeições. Se for preparar uma sopa de carne com macarrão, por exemplo, evite o uso da batata. Controlar os acompanhamentos também é importante. O pãozinho, o azeite e o queijo ralado podem transformar uma refeição leve em uma bomba calórica. O ideal é utilizar legumes e verduras menos calóricos e mais fibrosos. Uma ótima ideia é combinar vegetais funcionais como o aipo, a couve e o pepino nessas preparações, pois possuem efeito detox e potencializam o emagrecimento”, complementa a nutricionista.

O desejo por doces também está ligado à queda da produção de serotonina (hormônio responsável pela sensação de bem estar) durante o inverno e os alimentos açucarados estimulam sua secreção. Para driblar essa carência vale investir nas frutas. “A maçã ou banana assadas e polvilhadas com canela são boas opções de sobremesa. Além de contarem com o efeito termogênico da especiaria que favorece o metabolismo. Os chás são ótimas opções para turbinar a perda de peso e substituir bebidas calóricas. Infusões como o chá verde, de hibisco e de gengibre são capazes de estimular a queima calórica e acelerar o metabolismo e ainda ajudam na hidratação”, finaliza Sinara.

Diga sim aos exercícios físicos
O inverno também pode ser o seu aliado na hora de praticar atividades físicas. De acordo com o Diretor de Pesquisas do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), Luis Carlos de Oliveira, fazer exercícios no frio pode aumentar, em média, até 30% o gasto calórico. Mas vale lembrar que tudo depende do peso de cada pessoa e a intensidade da atividade.

“Somando essa necessidade de uma temperatura corporal maior, um aumento do custo energético para digerir o próprio alimento com a atividade física temos um benefício adicional, e é por isso que gastamos mais energia fazendo exercícios no inverno”, ressalta Luis.

Aproveite esse grande benefício e troque já o edredom pelo tênis.

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