segunda-feira, 28 de março de 2016

9 problemas causados por excesso de exposição ao sol.

Tomar sol é uma prática saudável e milenar. Além de ser gostoso, estudos mostram que tomar sol melhora a imunidade e ajuda a prevenir doenças, sendo que esses benefícios são em grande parte devido à produção da vitamina D. Entretanto, o excesso da radiação solar tem efeitos contrários e graves para a saúde. Leia nossas dicas para conhecer quais os malefícios que a exposição excessiva de sol causa e saiba tomar aproveitar o melhor da luz solar.

1. Queimaduras. Os raios solares causam queimaduras solares ou eritema, principalmente em crianças e pessoas de pele clara. As queimaduras podem ser muito dolorosas e para evitá-las use sempre protetor solar no corpo todo e evite os horários de maior incidência solar, entre as 10 da manhã e 4 da tarde. Dias nublados também podem queimar, uma vez que os raios UV atravessam as nuvens.



2. Envelhecimento precoce. A exposição excessiva ao sol sem proteção causa aparecimento de rugas e manchas na pele que são características do envelhecimento precoce, também chamado de foto envelhecimento. Para isso, nunca saia de casa sem protetor solar e roupas adequadas, sobretudo se você tem pele clara.

3. Problemas de visão. O excesso de luminosidade pode causar problemas de visão, como catarata, pterígio e até câncer de pele nas pálpebras. Os problemas de visão são muitas vezes causados por queimadura da córnea. Para se proteger, use sempre óculos escuros com bons filtros de absorção de radiação UVA/UVB, e bonés para proteção dos olhos.

4. Herpes. O vírus do herpes não tem cura e ele é reativado por alguns fatores, como exposição excessiva ao sol. Se você teve algum caso de herpes, evite se expor excessivamente à luz solar e tome banhos de sol antes das 10 da manhã ou depois das 4 da tarde.


5. Acne. A exposição excessiva ao sol causa irritação (queimadura e vermelhidão) na pele, que faz com que ela produza mais sebo. Além disso, a sudorese excessiva cria um ambiente propício para o crescimento de bactérias e fungos que causam a acne. Para evitar isso, use protetores solares sem óleo (oil free) e lave o rosto com frequência para eliminar impurezas.

6. Alergia ao sol. Estima-se que de 5 a 10% da população apresentem alergia ao sol, que se manifesta por vermelhidão, coceira, erupção cutânea (na forma de urticária) e fotossensibilidade. Se você tem essa condição, evite ao máximo tomar sol sem filtro solar. O médico também pode indicar medicamentos adequados para o tratamento da alergia.

7. Melasmas. Os melasmas são manchas de cor marrom causadas pela exposição excessiva e prolongada ao sol durante toda a vida. Os melasmas aparecem geralmente nas mãos, braços e rosto. Para evitar, use sempre protetor solar e bonés.


8. Queratose. A queratose se caracteriza por feridas ásperas e pequenas que nunca saram e normalmente aparecem após a exposição ao sol. A chance de uma queratose virar câncer de pele é de cerca de 20%.

9. Câncer de pele. Esta é certamente a condição mais terrível e perigosa da exposição ao sol. O câncer de pele é uma neoplasia que atinge a derme e pode se dividir em carcinoma basocelular, carcinoma epidermoide e melanoma, sendo esta última uma das doenças mais letais da humanidade. A melhor maneira de prevenir é evitar o sol nos horários mais fortes (das 10-16h, a partir das 9h no Nordeste) e sempre usar protetor solar, especialmente se você tem a pele clara.


É sempre importante lembrar que pessoas de pele clara devem ter cuidado extra ao tomar sol e usar protetores solares com alto fator de proteção solar. Consulte o seu médico dermatologista para saber qual o melhor tipo de filtro solar para o seu tipo de pele.

Fonte: Cria Saúde

segunda-feira, 21 de março de 2016

Um remédio para o envelhecimento da mente? Coração Saudável

Ter um coração saudável ajuda a preservar o processamento cerebral e a função cognitiva ao longo do tempo. A conclusão é de um estudo publicado no periódico científico Journal of the American Heart Association.


Pesquisadores da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, analisaram dados de saúde cardíaca e função cerebral de 1.000 voluntários. Seis anos depois, eles foram submetidos aos mesmos testes. Os resultados mostraram que aqueles que tinham melhor saúde cardíaca apresentaram menor declínio cognitivo. Já se sabia da associação, mas não que ela era tão direta.


Os marcadores de saúde cardíaca avaliados pelos pesquisadores foram: pressão sanguínea, colesterol, nível de açúcar no sangue, prática de atividade física, alimentação, peso e tabagismo. Já os testes cerebrais analisaram a memória e as habilidades de processamento cerebral.

Fonte: Veja Online - Saúde

quinta-feira, 17 de março de 2016

Filhos com câncer? Acalme-se.

Se o seu filho acabou de receber o diagnóstico de câncer, calma, não se desespere! Por pior que possa parecer, a situação não está perdida.


As chances de cura ou de boa qualidade de vida são altíssimas para as crianças com câncer. Assim como vocês, muitos pais quando passam por essa situação, de terem um filho com o diagnóstico de câncer, preferiam que o câncer fosse para si e não para a criança. Imagino que vocês estão se perguntando onde falharam, como isso poderia ter sido evitado e etc. Infelizmente, essa situação não pode ser alterada. É muito importante que vocês saibam que não falharam em nada com relação ao desenvolvimento do câncer do seu filho. Com certeza, não foi o cuidado de vocês (a mais ou de menos), nem tão pouco as brigas e os castigos em casa que fizeram com que seu filho ficasse doente.

Entendendo e compreendendo as diferenças

O câncer em um filho, ou em qualquer pessoa da família, afeta, em maior ou menor grau todos os membros da família. Cada um vai entender e vivenciar o câncer do parente próximo dependendo do tipo de vínculo que tem com o paciente. Provavelmente, os pais irão lidar de uma forma com o câncer do filho, enquanto que tios mais distantes podem ficar abalados de outra maneira. Ao mesmo tempo, cada pessoa vai entender a gravidade da situação e lidar com ela dependendo da sua idade e grau de compreensão sobre a própria vida. Os avôs, por exemplo, vão entender e se preocupar com o câncer de um neto de um modo bastante diferente dos irmãos do paciente. Não há um jeito certo ou errado de encarar e enfrentar a nova realidade, o importante é estarmos atentos às diferentes formas de lidar com a situação, sempre buscando o modo mais apropriado de fazê-lo.


As diferentes idades

As crianças merecem saber o que está acontecendo com elas. Até mais ou menos 7 anos a criança não entende a morte como irreversível e nem a gravidade do câncer como uma doença potencialmente fatal. Expliquem que ela está com um bichinho malvado, que precisa ir embora. Digam que o bichinho é forte e para combatê-lo ela vai ter que tomar remédios mais fortes que ele, por exemplo. Fale que esse remédio pode deixá-la um pouco "molinha”, que o cabelo pode cair. Não privem as crianças das alterações concretas que seu corpo poderá sofrer com o tratamento.
As crianças vivem mais intensamente o presente e menos o futuro. Suas preocupações são com as coisas concretas, com aquelas que elas podem ver e sentir, como a picada de agulha, a queda do cabelo, se sentirem enjoadas, irritadas e etc.

Desmitificando o câncer

Outra dica diz respeito aos comentários sobre a doença e o tratamento que possam surgir. Não vamos fazer da doença um tabu ou algo que não possa ser falado. Tanto para o filho doente, como para os demais é importante que eles sintam um canal aberto de comunicação; que eles fiquem à vontade para perguntar o que quiserem, para chorarem de medo ou de tristeza, e até mesmo para rirem de situações engraçadas que podem acontecer, porque não?

Lembre-se - Dividir esses sentimentos e percepções é muito saudável!


Todos precisam de cuidado

Abalados e preocupados com o filho doente, muitos pais acabam passando, neste primeiro momento, mais tempo com este filho, no hospital, fazendo exames, iniciando o tratamento, do que com os outros filhos. É verdade que a preocupação é grande e que muitas medidas têm que serem tomadas rapidamente, mas não vamos esquecer os outros filhos.

Pais - Os irmãos precisam saber o que está acontecendo, qual o motivo de tanta preocupação e mudança na rotina. A criança vai ser capaz de entender e compreender a nova realidade dependendo da idade e do grau de maturidade que ela tiver. Dê explicações simples e compatíveis com a sua capacidade de compreensão. E mais, sempre que possível, sentem e conversem carinhosamente com os filhos saudáveis.

Dividindo as tarefas

Será preciso que vocês se organizem para que outros adultos, uma tia, os avôs ou os padrinhos cuidem mais de perto da rotina dos irmãos, garantindo que eles continuem frequentando a escola, o futebol, etc. Também é muito importante que os irmãos tenham a chance de visitar, ou pelo menos de falar por telefone com o irmão que ficou doente. Gostaria de pedir que não isolem nem o filho doente e nem os irmãos desses encontros.

Algumas precauções

Enquanto seu filho estiver fazendo quimioterapia e os leucócitos estiverem baixos, evite levá-lo a lugares com muita gente ou pouco ventilados. Prefira levá-lo à casa de um amigo, ou convide alguns amigos para virem até sua casa.

Não é interessante que seu filho tenha contato com pessoas gripadas e/ou com tosse. Quando a saudade apertar de alguma pessoa que está com gripe use o telefone ou a Internet, por exemplo.
É comum as plaquetas oscilarem e até ficarem bem baixas em algumas fases do tratamento; nestas fases a criança, se possível, não deve cair ou se machucar. Ofereça brincadeiras mais calmas como jogos de mesa, quebra-cabeças, livros, desenhos, assistir um DVD, brincar no computador...

Essas são algumas dicas para tornar o seu dia-a-dia um pouco mais leve enquanto seu filho estiver em tratamento. Cada criança reage de um modo diferente, e na sua casa as reações podem ser diferentes das mostradas aqui. Não hesitem em tirar qualquer tipo de dúvida, mesmo àquelas que vocês acham bobas, com o médico, a enfermeira, a psicóloga ou algum outro profissional que vocês se sintam à vontade. E mais, não se esqueçam que a equipe do hospital existe para te ajudar!


Fonte: Instituto Oncoguia
Fernanda Rizzo di Lione

segunda-feira, 14 de março de 2016

Como funciona a quimioterapia.

Composta por uma combinação de medicamentos, a quimioterapia procura conter o avanço do câncer, atacando a multiplicação descontrolada das células doentes. No corpo humano, toda célula saudável se divide e cresce continuamente, mas com morte programada.


O problema é que nas células cancerosas esse relógio biológico não funciona e elas se tornam imortais, espalhando-se rapidamente pelo corpo. Os remédios quimioterápicos impedem que as células doentes se multipliquem, fazendo o tumor morrer. Como cada droga combate uma etapa diferente do crescimento das células do câncer, é comum que os médicos receitem um coquetel de medicamentos para vencer a doença. "Procuramos combinar remédios que funcionem bem em cada tipo de câncer, compondo uma mistura que não traga muitos efeitos colaterais", diz o oncologista Daniel Luiz Gimenes, do Hospital do Câncer de São Paulo.

Mesmo assim, em boa parte dos casos o paciente não escapa de problemas como perda de cabelo, diarreia, vômitos, aftas e queda no sistema imunológico - que defende o nosso corpo de doenças. "Isso acontece porque os quimioterápicos não atacam somente as células do câncer, mas agem em todas as células que se multiplicam rapidamente, como as da mucosa intestinal e as dos pêlos do corpo", afirma Daniel.

Em geral, as aplicações são feitas em intervalos que variam entre uma e quatro semanas para dar tempo ao corpo de se recuperar. Desde que começou a ser usada no combate ao câncer, na década de 40, a terapia ficou mais eficiente com a descoberta de novos medicamentos. "Mas falta explicar, por exemplo, por que alguns pacientes se curam com a quimioterapia e outros não", diz o oncologista.

Luta microscópica

A divisão celular tem várias etapas e os remédios contra o tumor agem em algumas delas.

1. ETAPA DA DIVISÃO:

O primeiro momento da divisão celular é a duplicação do DNA, a imensa hélice dupla no núcleo da célula que carrega as informações genéticas da pessoa. Aqui, a hélice começa a se abrir para que cada cópia dela dê origem a duas novas células.

No início da divisão, componentes químicos que garantem a união das hélices do DNA se desprendem, possibilitando sua abertura e o início da multiplicação.

COMO AGE O REMÉDIO:

Quimioterápicos conhecidos como agentes alquilantes tornam as ligações entre os componentes químicos tão estáveis que é impossível separar as hélices do DNA. Outro remédio, a adriamicina, inibe a produção de uma enzima que promove a abertura da hélice. Os dois medicamentos atrapalham o início da duplicação celular das células cancerosas.

2. ETAPA DA DIVISÃO:

O DNA passa a ter formato mais adequado para a divisão, deixando de parecer um novelo de lã enrolado para começar a se separar em 23 pares de cromossomos. O núcleo da célula perde sua forma. Os dois centríolos - que ajudarão a formar os núcleos das novas células - desenvolvem os chamados fusocelulares, espécies de braços que, numa etapa posterior, servirão para puxar os cromossomos.

COMO AGE O REMÉDIO:

Um quimioterápico chamado vincristina impede a formação dos fusocelulares e, mais tarde, os cromossomos não poderão ser puxados para as novas células, impedindo a continuidade da divisão.

3. ETAPA DA DIVISÃO:

Os 23 pares de cromossomos estão prontos para se separar. Nessa fase, os fusocelulares se unem a eles e se preparam para puxar metade dos cromossomos para perto de cada centríolo.

4. ETAPA DA DIVISÃO:

Aqui os 23 cromossomos já estão totalmente separados de seus respectivos pares pela ação dos fusocelulares. Cada lado da célula inicial está pronto para gerar uma nova célula.

COMO AGE O REMÉDIO:

Medicamentos como os taxanos agem nos fusocelulares já formados, impedindo-os de puxar os cromossomos para as novas células.

5. ETAPA DA DIVISÃO:

Atraídos por seus respectivos centríolos, os grupos de 23 cromossomos começam a se embolar novamente em enormes hélices duplas de DNA, que serão os núcleos das novas células. É aqui também que os centríolos se duplicam.

6. ETAPA DA DIVISÃO:


Os núcleos já tomaram forma e as duas novas células, idênticas, vão se separando. Se as células com câncer completarem essa etapa da divisão, é sinal de que o tratamento não está funcionando.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Você conhece seu rim?

Quais as funções dos rins?

Os rins são dois órgãos localizados em ambos os lados da coluna vertebral, atrás das últimas costelas, e medem aproximadamente 12 centímetros. Pesam cerca de 150 gramas cada. Os ureteres são prolongamentos em forma de tubos que levam a urina dos rins para a bexiga.

São três as principais funções dos rins:

Eliminar as toxinas ou dejetos resultantes do metabolismo corporal: ureia, creatinina, ácido úrico, etc.;

Manter um constante equilíbrio hídrico do organismo, eliminando o excesso de água, sais e eletrólitos, evitando, assim, o aparecimento de edemas (inchaços) e aumento da pressão arterial;
Atuar como órgãos produtores de hormônios: eritropoetina, que participa na formação de glóbulos vermelhos; a vitamina D, que ajuda a absorver o cálcio para fortalecer os ossos; e a renina, que intervém na regulação de pressão arterial.


O que é insuficiência renal crônica?

Como o próprio nome indica com a incidência da doença os rins passam a desempenhar suas funções de maneira insuficiente. Como o processo se desenvolve de maneira lenta e gradual, diz-se que a doença é crônica.

Durante este processo o organismo procura se adaptar de múltiplas formas para sobreviver e a insuficiência renal pode manter-se assintomática, permitindo ao paciente uma vida normal durante muito tempo.

Os sintomas ou moléstias mais conhecidos são: hipertensão arterial, urina com sangue, urina com espuma (presença de proteínas na urina), edemas, eliminação de urina muito clara (como água), anemia (palidez, cansaço, dor no peito e sonolência).

Quando a enfermidade está muito avançada, pode haver perda do apetite, náuseas, vômitos, cãibras, prurido (coceira), perda de memória, falta de concentração, tremores, insônia ou sonolência.

Quais as doenças que podem levar à insuficiência renal?

No Brasil, a inflamação crônica dos rins - ou nefrite - ainda é a principal causa de insuficiência renal, seguida do diabetes e da hipertensão arterial (pressão alta). Cálculos renais (pedras nos rins), infecções urinárias de repetição e doenças menos frequentes, como a doença policística dos rins, também podem gerar a insuficiência. 

Ao contrário do que se pensam muitas dessas doenças podem se manifestar já na infância.

Por que a pessoa com insuficiência renal fica pálida?

Porque o rim normalmente produz um hormônio chamado eritropoietina, que regula a produção de sangue na medula óssea. Quando os rins estão cronicamente doentes, diminuem de tamanho e passam a produzir menos hormônios, causando a anemia.


Como eu descubro se meus rins estão funcionando bem?

Se você apresentar sintomas como edema (inchaço) nos pés e pernas, aumento da pressão arterial (pressão alta), palidez (anemia) e sangue na urina, os seus rins podem estar com problemas. Neste caso, procure orientação médica ou peça maiores informações na Fundação Pró-Renal.

O que eu faço se meus rins já estiverem deficientes?

Existem alguns cuidados que você deve tomar para evitar maior perda de função:

Se a sua pressão estiver alta é importante normalizá-la através da redução do peso, redução do sal na dieta, de exercícios físicos e medicamentos.

Reduza a ingestão de proteínas, principalmente as de origem animal. Isto poderá ser feito com o auxílio de uma nutricionista.

Quais exames podem avaliar a condição dos meus rins?

Um simples exame de urina já vai nos mostrar se há perda de proteína na urina, sangue ou células inflamatórias. Através de um exame de sangue podemos determinar a concentração de ureia e creatinina, substâncias cujas concentrações se elevam quando os rins estão insuficientes.

Para um exame mais preciso é colhida à urina de um dia (24h) efeito um exame chamado de clearance de creatinina, que nos dá uma ideia melhor do funcionamento dos rins. Um simples exame de ultrassonografia também pode ajudar a verificar o tamanho dos rins, formato e qualquer outra alteração significativa.


Fonte: Pró Renal

quinta-feira, 10 de março de 2016

Medicina e fé.

A "briga” é antiga, mas ganhou força especialmente a partir da segunda metade do último século. De um lado, os cientistas, arrimados no conceito de que todos os fenômenos químicos, físicos e psíquicos observados no mundo se resolveriam a partir de fórmulas e experiências, notadamente no campo da medicina. De outro, os grandes profetizadores da fé, que sustentam ideologia diametralmente oposta, de que tudo se explica a partir dos desígnios de Deus, líderes ou energias superiores que se encaixem na nomenclatura extraterrena.

Ah, a medicina... A ela certamente devemos o aumento da nossa expectativa de vida e a esperança no enfrentamento de moléstias e doenças que a cada dia nos apavora mais.


Sai pra lá, Zica!

 E como não falar da fé, a nossa principal armadura para resistirmos à agressividade dos tratamentos e ao peso dos estigmas que acompanham os diagnósticos mais difíceis.

Mas, por mais esforço que faça, não consigo entender a fé como algo carimbado, necessariamente ligado ao campo extraterreno. A fé pode sim estar revelada no temor a Deus – é o meu caso, mas também se expressa de outras múltiplas formas, como em um líder, um orixá, uma energia, um pé de coelho ou mesmo um sentimento. E porque não na fé na própria medicina? Sim, é uma legítima representação de fé para aquele que crê que terá sua cura revelada pela própria ciência dos homens.
Sabe o que isso significa? Que até mesmo o ateu possui a sua fé, ainda que sua crença seja justamente a descrença no sobrenatural – confesso, já flertei com o ceticismo até entender que fé não é sinônimo de escuridão intelectual. Ou seja, o paciente ateu em dia com sua própria convicção professa sua fé a seu modo, e disso certamente se beneficiará em alguma medida.

Ficou confuso? Tento explicar, ou mais que isso... Faço uma proposta. Seja qual for sua predileção religiosa, e independentemente se você possui alguma, esteja em dia com a SUA fé, a SUA verdade. Se você não sente esse "fervor” brotando da boca do estômago, procure alternativas, não tenha medo de mudar. Não tenha medo de errar. ACREDITE!


O meu testemunho pessoal é de uma experiência muito rica com Deus, e foi alicerçado nesta fé que "atravessei o meu deserto”. Mas para outras pessoas, que professam outros tipos (legítimos) de fé (todos o são), os resultados seriam os mesmos? A resposta, acreditem, vem da ciência dos homens, da mais pura estatística.

Esta é a conclusão de pesquisa científica do psicólogo Harold Koenig recentemente divulgada em matéria intitulada "Medicina de mãos dadas com a fé” pelo Jornal O Globo, que indica que pessoas dotadas de fé saem com fantásticos 29% de chance maior de cura em relação às pessoas que não possuem essa palavrinha monossílaba tônica como força motriz interna para enfrentamento de um tratamento médico. Vejam que legal a perspectiva trazida pelo médico:

"Não vou deixar a situação definir quem eu sou. Eu vou definir a situação”. É essa força mental que, associada à fé — seja ela de qual religião for — dá, logo de cara, 29% mais chances de sucesso em qualquer tratamento médico, de acordo com pesquisa do psicólogo Harold Koenig, especialista nos efeitos da religiosidade na medicina (...)”

Então que me perdoem aqueles que veem a medicina e a fé em campos opostos. São irmãs, daquelas siamesas, que unidas são capazes de deixar embasbacados até mesmo os mais radicais que tentam impor um (inexistente) precipício entre os dois institutos. Como boas irmãs, muitas vezes brigam ou se veem em condições de aparente conflito, mas no encontro da dosimetria entre a medicina e a fé pode estar a trilha de sucesso para enfrentamento da sua luta, e para encontro da sua VERDADE.

Quando falamos em radicalismo, o mesmo é observado em ambos os lados. Desde as crenças que limitam (ou até proíbem) seus fiéis do acesso a tratamentos médicos, até autoridades médicas que consideram a espiritualidade como um entrave para suas céticas e cartesianas intervenções. Mais uma vez, a conciliação é a palavra chave. 


Essa tendência de se buscar uma maior simbiose entre a Medicina e a Fé já levam mais de 70% das universidades americanas a ter ao menos uma disciplina dedicada a conciliá-las na prática médica. Que nesse ponto a globalização funcione para que os nossos médicos também sejam formados com esses conceitos arraigados. 

Ganha o paciente, ganha o médico, ganham as famílias. A vida agradece...
Fiquei tergiversando sobre como terminar este artigo, mas encontrei na genialidade das palavras do maior dos cientistas o conforto para poder despedir-me de vocês com sentimento de dever minimamente cumprido, resumindo tudo que falamos em uma única frase: "Quanto mais acredito na Ciência mais acredito em Deus” (Albert Einstein). 

Boa FÉ a todos e até a próxima!


Fonte: Instituto OncoGuia - Gabriel Massote

quarta-feira, 9 de março de 2016

Os 10 principais sintomas de câncer que as mulheres precisam saber.

Cânceres ginecológicos podem apresentar sintomas logo no início da doença. Embora os sintomas descritos abaixo possam estar presentes em cânceres ginecológicos, a sua presença de maneira alguma é um indicativo absoluto da doença. É muito importante que a mulher esteja sempre atenta ao seu corpo e frente a qualquer sintoma suspeito persistente, procure seu médico.


Dor Pélvica

Dor pélvica é uma dor ou pressão abaixo do umbigo. Pode ser persistente e não ocorre apenas durante o período pré-menstrual. A dor pélvica pode estar associada a vários tipos de câncer, como o câncer de endométrio, câncer de ovário, câncer de colo do útero, câncer de vagina e câncer das trompas de Falópio.

Inchaço Abdominal

O inchaço abdominal e flatulência são sintomas que podem estar presentes em casos de câncer de ovário. Esses sintomas costumam ser os mais ignorados pelas mulheres, apesar de causar bastante incômodo.

Dores nas Costas

Um dos sintomas do câncer de ovário pode ser a dor lombar persistente, na parte inferior das costas, e algumas mulheres a descrevem como uma dor intensa, semelhante ao trabalho de parto.

Sangramento Vaginal Anormal

O sangramento vaginal anormal é o sintoma mais comum dos cânceres ginecológicos como câncer de colo de útero e câncer de endométrio. Menstruações muito intensas, sangramento entre os períodos menstruais, além de sangramento durante e após a relação sexual são considerados anormais. Esse tipo de sangramento pode estar associado ao câncer de colo do útero, câncer de útero e mais raramente câncer de ovário.


Febre

Uma febre persistente, que dura mais de 7 dias, deve ser investigada. Além de ser um sintoma de várias doenças infecciosas, a febre persistente pode ser também um sintoma de câncer, embora relativamente raro.

Dores de Estômago ou Alterações Intestinais

Uma mudança significativa e súbita no habito intestinal, como sangue nas fezes, gases, prisão de ventre ou diarreia, pode ser sintoma de câncer de colorretal ou algum outro câncer ginecológico.

Perda de Peso

Perder 10 kg ou mais sem estar fazendo uma dieta até pode ser uma surpresa agradável, mas não costuma ser normal. Embora o peso possa flutuar ao longo do mês, mudanças muito pronunciadas precisam ser investigadas.

Anormalidades na Vulva ou Vagina

Anormalidades como feridas, bolhas ou alterações na cor da pele devem sempre ser investigadas. Fique de olho, e se surgir alguma alteração na vulva ou vagina, procure um médico.


Alterações na Mama

Faça o autoexame das mamas mensalmente, e se notar alguma alteração como nódulos, dor, secreção, ondulações, vermelhidão ou inchaço ou inversão do mamilo, procure seu médico o mais rápido possível.

Fadiga


A fadiga é o sintoma mais comum de qualquer tipo de câncer, embora seja muito comum em diversas doenças não cancerosas. Costuma ser mais frequente quando a doença está num estágio mais avançado, mas às vezes pode ocorrer em fases iniciais. Fadiga que impeça realizar as atividades normais do dia a dia precisa ser avaliada por um médico.

Fonte: Instituto OncoGuia

segunda-feira, 7 de março de 2016

Alimentação Saudável durante o Tratamento.

Se você está se recuperando de uma cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou algum outro tratamento, seu objetivo principal é a cura. Uma boa alimentação nesse período vai ajudá-lo a se manter forte, dando ao seu corpo os nutrientes que ele necessita.

Os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa, porém sua saúde e peso acabam influenciando. Tenha um plano flexível de alimentação, e esteja preparado para as alterações no apetite.
Uma dieta saudável, que inclua frutas, vegetais e proteínas, irá lhe fornecer os nutrientes que o seu corpo precisa para se manter forte mesmo durante o tratamento. Essas reservas de nutrientes ajudam a reconstruir os tecidos do seu corpo e a manter o sistema imunológico preparado para combater possíveis infecções.

Planeje as Refeições


Se você planejar com antecedência, não terá problemas com a sua alimentação. Alguns dias você pode não se sentir bem e não ter vontade de cozinhar. Deixe comidas congeladas para esses dias, e tenha sempre contato de restaurantes que entregam em casa.

Dicas de outros pacientes:

Faça valer a pena: escolha alimentos com bastante nutrientes, mas tente evitar os muito calóricos. Lasanha de legumes ou salada são escolhas melhores do que batata frita e refrigerante. Tente evitar as calorias vazias.

Use uma cadeira para cozinhar, assim você pode sentar e descansar enquanto prepara os alimentos caso se sinta cansada.

Tenha sempre à mão alimentos fáceis e rápidos de preparar, como legumes lavados, porções individuais, nozes e passas.


Tome multivitamínicos ou suplemento de proteína, caso não consiga se alimentar direito. Peça ao seu médico algumas indicações.

Converse com um nutricionista caso tenha dúvidas se a sua dieta está balanceada.

Use serviço de entrega quando for ao mercado, ou compre pela internet. Evite carregar peso.
Faça estoque de comida. Aproveite os dias que se sente bem para ir às compras. Mantenha um estoque em casa de alimentos não perecíveis, para os dias que você não esteja se sentindo bem para ir às compras.

Peça ajuda para levar as compras para o carro. Muitas lojas possuem carregadores, ou então peça a algum amigo que vá com você para ajudar.

Como pedir ajuda

Não se sinta constrangido ao pedir ou aceitar ajuda para cozinhar ou fazer compras. Às vezes seus amigos ou familiares apenas não sabem que você está precisando de ajuda, por isso, não tenha vergonha de pedir, quando necessário. Algumas dicas para facilitar quando você precisar de ajuda:
Mantenha uma lista de supermercado sempre a mão.

Elabore cardápios para várias refeições, incluindo as receitas, quando necessário, para facilitar quem for lhe ajudar.


Faça uma lista de alimentos que você tolera melhor para os dias que não estiver se sentindo tão bem.

Fonte: Instituto OncoGuia

sexta-feira, 4 de março de 2016

DEZ MOTIVOS para cortar o REFRIGERANTE da sua vida.

Conhecidos com bebidas de calorias vazias, os refrigerantes não oferecem nenhum benefício ao nosso organismo além do prazer de ingeri-lo. "Além do açúcar em grande quantidade, os refrigerantes contém sódio e diversas substâncias artificiais que não fazem bem à nossa saúde", explica a endopediatra Denise Ludovico, da ADJ Diabetes Brasil.

Como se o fato de não acrescentar nenhum valor nutricional à dieta não fosse suficiente, os refrigerantes também levam a uma diminuição do consumo de água e sucos naturais, que são fundamentais em uma alimentação equilibrada. Achou pouco? Então confira todas as vantagens que o seu corpo aproveita quando você elimina a bebida do cardápio:


Evita a obesidade e ajuda a emagrecer

"Sabe-se que, hoje em dia, o consumo de refrigerantes é um dos principais contribuintes para a epidemia de obesidade", ressalta a endocrinologista Andressa Heimbecher, de São Paulo. O refrigerante está relacionado à obesidade uma vez que é uma bebida extremamente calórica e geralmente consumida em grande quantidade, levando ao ganho de peso principalmente por excesso de calorias. "Além disso, os refrigerantes têm um alto teor de açúcar, que está diretamente ligado ao aumento de peso", explica a endocrinopediatra Denise Ludovico, da ADJ Diabetes Brasil.

Outro ponto a se considerar é que o consumo de refrigerantes pode fazer com que você sinta fome antes da hora. Quando absorvidos no intestino, os refrigerantes liberam grande quantidade de açúcar na corrente sanguínea de uma só vez, o que faz com que o pâncreas libere mais insulina. "Essa insulina excessiva leva à fome, a fim de nos fazer consumir mais açúcar para manter o equilíbrio metabólico", explica Denise. No caso dos refrigerantes sem diet ou zero, esse mecanismo pode ser explicado da seguinte forma: apesar de não conterem açúcar, eles possuem sabor doce conferido pelos adoçantes.

Segundo a especialista, isso pode fazer com que nosso cérebro registre a mensagem de que estamos consumindo doces, e isso provocar uma maior liberação de insulina para metabolizar esse açúcar, surgindo fome. "O consumo constante de bebidas artificialmente adoçadas confunde a habilidade natural do organismo de controlar o consumo de calorias, pois o corpo identifica que está com fome reunindo informações sobre o sabor doce do alimento e seu valor calórico", explica Andressa. "Como o sabor não vem acompanhado de calorias, existe um efeito rebote, que determina mais fome e mais vontade de consumir esses alimentos".

Afasta doenças cardíacas

Com o aumento da pressão arterial consequente, dentre outras coisas, do excesso de sódio ingerido, temos também um risco aumentado para doenças cardiovasculares. "A retenção de sódio também causa um aumento do volume corporal, levando a uma sobrecarga cardíaca", explica a endocrinopediatra Denise. E dois estudos recentes, um feito com homens e outro com mulheres, só comprovam essa relação.

O primeiro foi desenvolvido na Harvard School of Public Health (EUA), acompanhou durante 22 anos 43 mil homens e concluiu que os homens que bebiam um copo de refrigerante por dia tinham um risco 20% maior de sofrer uma doença cardíaca do que os demais. A segunda pesquisa é do Centro de Saúde da Universidade de Oklahoma (EUA), foi feito com quatro mil pessoas, incluindo homens e mulheres. Ao final da análise, constatou-se que as mulheres que bebiam pelo menos duas bebidas adoçadas com açúcar por dia ? como refrigerantes - tinham quatro vezes mais chances de desenvolver níveis de gorduras no sangue acima do normal, fator de risco conhecido para doenças cardiovasculares.


Protege do cálculo renal

Um estudo publicado do periódico Clinical Journal of the American Society of Nephrology afirma que consumir refrigerantes e outras bebidas adocicadas pode aumentar de 23% a 33% os riscos de formação de pedras no rim. O trabalho analisou 194.095 voluntários em um período de mais de oito anos. "Isso acontece porque os refrigerantes possuem em sua composição fosfatos, substância que se consumidas diariamente favorecem a formação de cálculos renais", afirma a endocrinopediatra Denise. O fosfato é uma substância que interfere na absorção do cálcio, e quando ela está em nosso organismo em grandes quantidades favorece a excreção de cálcio para urina - fator esse de risco para cálculo renal. 

Previne diabetes

Por seu alto teor de açúcar e consumo de excessivo de calorias vazias, os refrigerantes levam ao aumento de peso, e consequentemente aumentam o risco de diabetes. Segundo um amplo estudo europeu, desenvolvido pelo Imperial College London, o consumo diário de 340 ml refrigerante por dia, o equivalente a uma lata, aumenta em 22% o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Os pesquisadores contaram com dados de 350 mil pessoas de oito países europeus diferentes. "Abolir o refrigerante da alimentação é a primeira e mais eficiente medida para reduzir o consumo de açúcar", afirma a nutricionista Amanda Epifânio, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), em São Paulo. Segundo a profissional, beber uma latinha de refrigerante todos os dias resulta na ingestão de um quilo de açúcar no fim do mês.


Controla a pressão arterial

Reduzir o consumo de refrigerantes e outras bebidas ricas em açúcar pode ajudar a reduzir a pressão sanguínea, segundo pesquisa realizada pela Universidade do Estado da Louisiana (EUA). O estudo, publicado na revista Circulation, avaliou dados de 810 pessoas com idades entre 25 e 79 anos que eram hipertensas ou estavam com a pressão no limite. Reduzindo o consumo dessas bebidas pela metade, após 18 meses, tanto a pressão sistólica quanto a diastólica reduziram consideravelmente. "Os refrigerantes podem favorecer a hipertensão devido principalmente ao seu alto teor de sódio", explica a nutricionista Amanda. Cortando essa bebida, diminuímos a ingestão de sódio, o que diminuirá o risco de hipertensão e também ajudará a controlar um quadro já instalado. 

Combate o inchaço e retenção de líquidos

"Os refrigerantes possuem grande quantidade de sódio, principalmente os zero e light, e por isso aumentam a retenção de líquidos", explica a endocrinopediatra Denise. Isso acontece porque nosso organismo precisa manter um equilíbrio entre sódio e água - por isso, quanto mais sódio no corpo, mais água ele retém. A sensação de barriga inchada também ocorre pela presença de gás nessas bebidas e também pelo excesso de açúcar. "O açúcar causa uma fermentação no intestino, aumentando a produção de gases e consequentemente, o inchaço", completa a nutricionista Amanda.

Melhora o trânsito intestinal

"Refrigerantes são ricos em açúcar e diversas substâncias químicas que prejudicam a atuação das bactérias benéficas do intestino, e favorecem a proliferação de bactérias perigosas", alerta a nutricionista Gabriela Calsing, da clínica Salus Nutrição, em Brasília. Sucos naturais, por outro lado, podem ter efeito laxante, estimulando o funcionamento desse órgão. "Invista em opções com grande porcentagem de água, como o melão, a melancia e o mamão", recomenda.

Protege o fígado

Os refrigerantes, quando absorvidos no intestino, liberam uma grande quantidade de açúcar, ácido fosfórico e substancias tóxicas que sobrecarregam o fígado, transformando o açúcar em gordura. "Esse processo, em longo prazo, até poderia levar a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado)", explica a endocrinopediatra Denise.


Preserva o esmalte dos dentes

Os refrigerantes - principalmente aqueles à base de cola - possuem fosfato em sua composição, o que pode levar a desmineralização óssea, gerando desgaste dos dentes. "Aqueles que contêm açúcar aumentam a chance de ter cáries, e as versões diet ou light possuem ácidos que podem estragar o esmalte dos dentes", ressalta Denise Ludovico. Um estudo da Temple University School os Dentistry, na Filadélfia (EUA), descobriu que os refrigerantes podem danificar os dentes tanto quanto o uso de crack e da metanfetamina. 

Passa longe da depressão


 Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde da Carolina do Norte (EUA) verificou uma possível ligação entre o consumo de bebidas diet e um maior risco de depressão. Os autores analisaram os dados de 264 mil pessoas com mais de 50 anos de idade durante dez anos. A análise revelou que pessoas que bebiam mais de quatro latas ou copos de refrigerante diet por dia tinham um risco cerca de 30% maior de desenvolver depressão do que aqueles que não ingeriam esse tipo de bebida. 

Quem bebia refrigerante tradicional apresentou um risco 22% maior. Os especialistas afirmam que os refrigerantes são ricos em substâncias que podem interferir nas atividades do nosso organismo de forma negativa, favorecendo o aparecimento de doenças como depressão. 

Fonte: MinhaVida - Alimentação

Verdades e mitos sobre Leucemia

Ainda que bastante conhecida pelo público em geral, a leucemia - câncer mais incidente nas crianças - é cercada de mitos relacionados aos seus fatores de risco. Para ajudar a solucionar as principais dúvidas, Dr. Jayr Schmidt Filho, médico titular do Departamento de Oncologia Clínica, respondeu algumas das perguntas mais ouvidas durante as consultas.

Confira.


A anemia pode se transformar em leucemia?

Mito. A anemia pode ser um sintoma, mas não um fator de risco para o desenvolvimento da leucemia.

As causas mais comuns de anemia na população são as carenciais, ou seja, relacionadas à ausência de algum elemento no organismo. A mais comum é por deficiência de ferro, que pode estar relacionada à dieta ou por perda crônica de sangue. A anemia hemolítica (doença autoimune onde os anticorpos atacam os glóbulos vermelhos do próprio organismo) também não predispõe à leucemia.

No entanto, a exceção à regra ocorre somente se o paciente tiver uma síndrome mielodisplásica, doença da medula óssea que se inicia como anemia e posteriormente pode se desenvolver em uma leucemia.

Medula espinhal e medula óssea é a mesma estrutura?

Mito. Quando se ouve a expressão "doação da medula óssea", costuma-se associar à estrutura localizada na região das costas, por dentro das vértebras. No entanto, essa é a medula espinhal - uma continuação do Sistema Nervoso Central.

A medula óssea está na parte de dentro de todos os ossos, em uma região conhecida como tutano. Atua na fabricação de todos os componentes celulares do sangue e, caso sua produção seja danificada, pode desencadear em doenças como a leucemia. A doação de medula óssea também pode ser importante para o tratamento desse câncer.


Somente quem mexeu com produtos químicos desenvolve leucemia?

Mito. A exposição a produtos químicos, como agrotóxicos, pesticidas e herbicidas, pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da leucemia. Porém, principalmente em casos de pacientes que vivem em centros urbanos, esse contato não ocorre. Outras causas, como síndromes hereditárias e o tabagismo, também podem predispor a esse câncer hematológico, que ainda apresenta muitos casos de origem desconhecida.

A alimentação não interfere no risco de leucemia?

Verdade. Apesar de os hábitos alimentares saudáveis serem importantes para a prevenção de tumores sólidos, como no intestino, na mama e no abdômen, não há estudos que apresentam a ligação da dieta com o risco de desenvolver leucemia. De qualquer modo, a alimentação balanceada colabora para a saúde como um todo e permanece como questão importante no cotidiano.

O tabagismo aumenta a predisposição para leucemia?

Verdade. Entre as diversas substâncias tóxicas encontradas no cigarro, algumas podem aumentar a incidência de cânceres hematológicos, como a leucemia. Elementos como metais pesados e o benzeno são os principais influenciadores. O tabagismo durante a gravidez pode influenciar no desenvolvimento dessas doenças para os filhos.

Dr. Jayr Schmidt Filho - CRM 127063

Médico Titular do Departamento de Oncologia Clínica
Fonte: A.C Camargo

quinta-feira, 3 de março de 2016

O mito do câncer "bonzinho".

Uma das coisas que mais enganam ao público em geral é acreditar que determinados tipos de câncer são "mais bonzinhos" do que outros.

Em pelo menos duas ocasiões, recebi comentários mencionando que o câncer de testículo é um câncer "bonzinho", devido à alta taxa de cura. Honestamente, não fiquei ofendido por tais comentários porque eu sei que se eles não passaram por isso, é simplesmente impossível saber o que sente quando se é diagnosticado com câncer, nem em tudo o que isso implica!

Independentemente do tipo de câncer, se inicial ou avançado, o fato é que o câncer vira sua vida de cabeça para baixo. Especialmente para nós, adultos jovens, que temos tanto por viver e nos perguntamos se nunca seremos capazes de viver nossas esperanças e sonhos. O câncer coloca uma nuvem negra sobre nós, e é uma adaptação difícil de fazer quando se supõe que devíamos estar repletos de otimismo quanto ao nosso futuro. 

Nada foi fácil nos últimos 5 meses de tratamentos tóxicos e cirurgias avassaladoras que tive que suportar para superar meu câncer estágio II. Também não foi nada fácil tolerar a dor e a fadiga muscular crônica, junto com a fraqueza que sentia devido à toxicidade dos tratamentos. Eu também sofri a perda da minha fertilidade após a cirurgia que ajudou a me curar, o que também não foi fácil. Combater o câncer deixou meu corpo com cicatrizes permanentes de dezenas de maneiras.

As cicatrizes reais, no entanto, foram internas. É difícil pensar que você tem a vida inteira pela frente, mas se ainda será uma pessoa livre ou terá uma vida para viver apenas se seus próximos exames estiverem normais. Nós queremos ser livres e queremos saber que nossos corpos também estarão livres do câncer para sempre, mas nunca se sabe. A incerteza pode te comer por dentro e, problemas como depressão, são comuns. 

A ansiedade sobre o câncer tende a se agravar nos primeiros anos após o tratamento, porque vivemos nossas vidas olhando constantemente por cima dos nossos ombros. Preocupamo-nos com cada pequena dor, porque uma vez que você já teve câncer, cada dor pode significar a possibilidade de que a doença voltou...

Em determinado momento, senti medo de que o câncer voltasse, e então, abriu-se as portas para todas as terríveis emoções que tinha mantido trancadas enquanto lutava contra a doença. Comecei a sofrer de estresse pós-traumático, o que coloca dentro de você um sentimento de pânico, como se sua casa estivesse pegando fogo e você não tivesse para onde ir sem nenhuma rota de fuga. Meu corpo me traiu na mais terrível das maneiras, me levando à morte a uma idade tão jovem. Eu tinha pavor de viver na minha própria pele e corpo. Eu queria fugir de tudo, mas como fugir de seu próprio corpo? 


Você não pode escapar, ou poderia?

Eu estava sofrendo tanto por dentro que via o suicídio como um meio de fuga. Minha esposa precisava de mim. Meus filhos precisavam de mim. Minha família e amigos precisavam de mim. Eu não fiz isso, mas eu tinha que encontrar uma maneira de acabar com esta dor, e fazer isso também não foi fácil.  Foi preciso o apoio de outros pacientes e grupos de apoio, de alguns amigos maravilhosos que amarei pelo resto da minha vida, o amor incondicional da minha esposa que nunca deixou de estar ao meu lado, minha família e meus dois filhos totalmente incríveis para ajudar a me puxar de tão terrível desgraça.

Não há um único aspecto que eu passei que poderia ser considerado fácil. Tudo tem sido difícil, e eu tive que me reinventar três vezes mais desde que minha luta contra o câncer acabou, tudo a partir de um câncer em estágio inicial, de baixo risco, com uma taxa de cura de 95%. Uma taxa de cura elevada é maravilhosa, mas encontrar meu caminho através destes últimos 5 anos foi o mais difícil de minha vida. Não existe um câncer bonzinho.


Fonte: Instituto OncoGuia

Câncer. Porque eu?

"Por que eu?" Ou apenas "por quê?" São talvez as primeiras perguntas que surgem pra quem recebe o diagnóstico de câncer, principalmente quando se é mais jovem. As causas do câncer ainda são na sua imensa maioria um grande mistério. É claro que praticar exercícios com regularidade, ter uma alimentação saudável e atentar para a qualidade de vida diminuem as chances não só de desenvolver câncer, mas de várias outras doenças. Mas, em geral não é possível definir uma relação de causa e efeito para essa doença, a não ser a quantidade de anos vividos.


Ou seja, quanto mais velho, maior a probabilidade. Daí o espanto, não só da família, mas das pessoas em geral, quando se descobre o câncer em um jovem adulto, responsável por apenas 4% dos casos.
Tentar buscar uma causa é inevitável, mas na maioria das vezes infrutífero. Mesmo fatores de risco conhecidos como exposição excessiva à radiação e infecção por HPV ou HIV provavelmente são responsáveis por uma pequena fração dos diagnósticos. No caso da minha esposa Karla, diagnosticada com câncer colorretal aos 33 anos, fica difícil imaginar algo diferente do que um imenso azar. Era uma pessoa de hábitos saudáveis, sem histórico na família, não fumava, e ainda assim algumas células de seu corpo resolveram se reproduzir de forma desordenada e migrar para outras partes do corpo.

Diante dessa constatação, nossa tentativa foi de imediatamente focar no prognóstico, no tratamento, na possibilidade de cura. Isso não elimina de forma alguma os momentos de raiva, de não aceitação, de incredulidade com a situação, mas não há dúvidas de que essa postura orientada para o futuro, e não para as possíveis e indecifráveis causas, nos ajudou muito a encarar o dia-a-dia com mais serenidade.


Até porque, no limite, outra forma de olhar o contexto é se perguntar "por que não eu?" Não somos melhores do que ninguém, e estamos sujeitos aos mesmos acasos que outras pessoas. Além disso, apesar de ser um grupo menos sujeito ao câncer, estima-se que mais de 60 mil pessoas de 20 a 39 anos são diagnosticadas todo ano só nos Estados Unidos segundo a American Câncer Society. Definitivamente não se está sozinho nessa.

O que não ameniza o fato de ser uma doença estúpida, gravíssima, com um tratamento em geral bastante pesado e que afeta drasticamente a rotina da família. Mas, pelo menos nos dá uma motivação diferente para lidar com a doença e seguir com a vida e com o que ela tem de melhor.


Comecei falando em azar, mas com muito esforço talvez consigamos ver sorte. Depois do diagnóstico, pudemos ainda viver juntos por três anos e meio e acompanhar os primeiros passos da nossa filha, hoje com quatro anos. Muitas outras pessoas com câncer ou outras enfermidades não tiveram a mesma possibilidade. Com todas as dificuldades desse período, pudemos educar viajar, trabalhar, namorar, celebrar. Mesmo com ausências frequentes, Karla pôde conviver intensamente com a Clarice, a ponto dela sempre lembrar de situações e aprendizados que teve com a mãe.

Nada pode apagar esses 17 anos vividos como casal e os três e meio como pais, nem o câncer. Espero um dia conseguir encontrar algum sentido para algo tão injusto e inacreditável, e de genuinamente mudar a pergunta: de "por que" para "para que".

Fonte: Instituto OncoGuia