quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Projeto ano novo para uma vida mais saudável



Mais um ano chegando, mas algumas resoluções nunca mudam e, emagrecer, está entre elas. Porém, algumas pessoas se preocupam com o excesso de peso só por conta de estética, mas nem imaginam que ele pode estar associado a diversas doenças.

E que tal encarar esse projeto ano novo para dar início a hábitos mais saudáveis e levá-los para a vida toda? Para te ajudar nessa questão, entrevistamos diversos especialistas os quais nos contaram que se alimentar bem e praticar atividades físicas trazem muitas vantagens para a sua saúde que vão muito além da estética.

De olho na alimentação


Todo mundo sabe que para emagrecer um dos pilares é investir em uma boa alimentação, porém, para correr atrás do prejuízo, algumas pessoas acabam cometendo certas loucuras que podem ocasionar muitos malefícios. Dra. Flávia Rezende, médica especialista em endocrinologia explica que há várias complicações envolvidas nessas dietas “malucas” que muitos recorrem para a perda de peso imediata. Uma é o uso indevido de medicamentos para emagrecer, inclusive, sem comprovação científica, que podem prejudicar a saúde, levando à depressão, arritmias cardíacas, trombose, hipertensão, desnutrição. “O paciente ainda poderá se sentir muito frustrado e desestimulado a seguir um programa de emagrecimento”.

A nutricionista Andréa Farah complementa informando que o emagrecimento imediato não faz bem para ninguém. O ideal é contar sempre com refeições regulares e saudáveis. Andréa ainda ressalta que, após um dia de alimentação saudável, com frutas, verduras, legumes, carnes, já é possível sentir os benefícios no corpo, com uma sensação de leveza, já que o organismo começa a eliminar excessos de líquidos e toxinas. “Em longo prazo, essa percepção de leveza e de sentir mais saudável acontece porque o organismo está absorvendo mais vitaminas e minerais por conta da diminuição da ingestão de açúcares e carboidratos simples (pães, massas, arroz entre outros), a produção de insulina se normaliza e os níveis de energia melhoram muito”.

Dra. Flávia destaca que, para quem quer investir em uma alimentação mais saudável, o recomendado é buscar o acompanhamento de um profissional especializado o qual, junto com um médico, ajudará a detectar doenças antes desconhecidas pelo paciente, se houver, e propor um programa de emagrecimento adequado à rotina, necessidade e perfil.

“Uma dieta pode funcionar para uma pessoa, mas não para outra. Uma recomendação que sempre passo para os pacientes é ter hábitos saudáveis, ou seja, evitar alimentos ricos em gorduras como os salgadinhos, frituras, refrigerantes, achocolatados (são ricos em açúcares) e bebidas alcoólicas, produtos industrializados e embutidos; ter uma alimentação rica em carnes magras (frango sem pele, peixe, alcatra, patinho) e em fibras (massas integrais, legumes e verduras); optar por alimentados assados e cozidos; apostar em frutas (de três a seis por dia) de preferência com casca/bagaço; comer leguminosas (grão-de-bico e ervilha), comer um carboidrato por refeição; beber bastante água durante o dia (2 a 3 litros), mas não durante a refeição; e evitar pratos volumosos porque o excesso de nutrientes pode virar gordura corporal”, adiciona a endocrinologista.

Andréa salienta que, para todos aqueles que querem eliminar peso, junto com um nutricionista, é importante procurar um educador físico, para que se tenha um plano de exercício adequado a idade e estilo de vida. “Temos que ter equilíbrio e disciplina sempre. Se você começa uma reeducação alimentar e está regrado fazendo tudo certinho e de repente dá uma ‘escorregada’, não desanime, levante e continue, não pare. Procure sempre um profissional antes de começar qualquer dieta. E se você quer comer melhor, comece descascando mais e desembalando menos”.

Os perigos da obesidade


De acordo com Priscilla Olim de Andrade Mattar, endocrinologista e gerente de grupo médico da Novo Nordisk, a obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica que necessita de tratamento de longo prazo. “O excesso de peso aumenta as chances de desenvolver mais de 20 patologias, entre elas o diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol alto, doenças do coração, artrite e problemas nas articulações, apneia do sono (dificuldades para respirar enquanto dorme) e alguns tipos de câncer, além de impactar na expectativa de vida”.

Priscilla ainda chama a atenção para a prevalência global do problema que cresceu de forma significativa nos últimos 30 anos. De acordo com a OMS, a obesidade atingiu proporções de epidemia, com mais de 1.9 bilhão de adultos com sobrepeso em todo o mundo, dos quais cerca de 600 milhões foram diagnosticados com obesidade (ou seja, IMC ≥30). Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso e desses, 17,9% têm obesidade.

“Estudos indicam que, independentemente do peso inicial, uma perda de 5% a 10% do peso em pessoas com obesidade já traz benefícios expressivos à saúde, incluindo melhoras dos níveis de glicemia sanguínea, da pressão arterial, dos níveis de colesterol e da apneia obstrutiva do sono e da qualidade de vida relacionada à saúde. Esse dado é importante para quebrar o paradigma de que, quando um indivíduo está com excesso de peso, é necessário perder 50kg de uma única vez. Estabelecer metas reais de perda de peso (começando com 5kg, depois 10kg, depois mais 5kg) já traz benefícios para a saúde e, por ser mais ‘palpável’, há mais chances do paciente ter sucesso. Vale lembrar que a obesidade é uma doença e suas causas são complexas e multifatoriais, sendo influenciada por fatores fisiológicos, psicológicos, ambientais, socioeconômicos e genéticos. Por isso, o tratamento da obesidade deve ser individualizado e levar em consideração diversos fatores”, complementa a endocrinologista e gerente de grupo médico da Novo Nordisk.

Benefícios das atividades físicas


Assim como uma boa alimentação, a prática de atividades físicas também traz inúmeros benefícios para a saúde. Segundo Pedro Rotondo Víncula, educador físico do EstudioPass, já é possível sentir alguns efeitos logo no início como o aumento do tônus muscular; redução de medidas, do estresse e da insônia; melhora da autoestima, das funções cognitivas e da socialização. Já em longo prazo, os benefícios são muito maiores:

- Diminuição da gordura corporal;
- Aumento da massa muscular;
- Aumento da força muscular;
- Aumento da densidade óssea;
- Aumento da flexibilidade;
- Diminuição da frequência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo;
- Aumento da potência aeróbica;
- Aumento da ventilação pulmonar;
- Diminuição da pressão arterial;
- Melhora do perfil lipídico;
- Melhora da sensibilidade à insulina.

E para os sedentários que estão empolgados com a virada do ano e já querem partir para os exercícios para correr atrás do tempo perdido, o educador físico dá um alerta: “A escolha uma atividade física inadequada para atingir os objetivos a curtíssimo prazo, sem que o indivíduo conheça seus limites e histórico clínico, pode acarretar em possíveis lesões e frustrações. A melhor opção é procurar um profissional de educação física e realizar os exames e avaliações recomendadas para a escolha da melhor atividade de acordo com o perfil corporal. Caso a pessoa possua alguma doença cardiorrespiratória ou lesão crônica, um médico deve ser consultado”.

Pedro ainda lista as vantagens que a prática de exercícios físicos regulares, e não só no início do ano, trazem para a saúde:

- Mudança positiva na autopercepção e bem-estar;
- Melhoria na autoconfiança e da consciência;
- Mudança positiva no humor;
- Alívio da tensão e de sentimentos como a depressão e a ansiedade;
- Influência na amenização da tensão pré-menstrual;
- Aumento da sensação de bem-estar mental, do estado de prontidão, da energia e na habilidade de lidar com a atividade diária;

E ainda tem mais, o educador físico conta que se mexer ainda ajuda a controlar e até prevenir doenças como o diabetes e a hipertensão, por exemplo. “O diabetes é um problema que não tem cura, mas pode ser tratado e prevenido. A atividade física é importantíssima no controle, pois melhora a capacidade da insulina de transportar a glicose para as células e, ao praticar exercícios, o corpo necessita de glicose para gerar energia e assim a taxa de glicose no sangue diminui. Já as pessoas que apresentam hipertensão devem praticar atividades físicas regularmente, mas desde que façam partes de programas monitorados por profissionais, sendo sempre submetidos à avaliação clínica prévia”, afirma Pedro.

A redução de dores na coluna também entra na lista de benefícios, já que as atividades físicas são aliados importantes tanto para quem já sofre com o problema quanto para ajudar a prevenir. “O fortalecimento dos músculos abdominais e paravertebrais, além dos exercícios de alongamento para membros superiores e inferiores, promovem o equilíbrio adequado para a redução das dores e melhora da qualidade de vida”, adiciona o educador físico.

Aline Barbosa, fisioterapeuta e consultora em fisioterapia musculoesquelética, comenta que a má postura é a principal causa de problemas de coluna. Isso ocorre porque o corpo é uma estrutura que sofre remodelação com os hábitos repetidos, ou seja, sentar errado causa deformação no tecido articular levando a dores e até compressões neurais. “Sentar em boa postura é uma solução simples e fácil. Se o indivíduo possui dificuldade com essa habilidade, vale procurar um fisioterapeuta para ensinar no processo de reeducação. E dependendo do período que se passou sentando errado, será necessário trabalhar os tecidos com técnica específica e, com o tempo, capacitar a pessoa a essa mudança”.

E para quem quiser manter os exercícios físicos para o resto da vida e não só nos primeiros meses do ano, a dica dada pela fisioterapeuta é que a pessoa sinta prazer na atividade realizada. “Escolha aquilo que combina com sua personalidade. Atualmente temos várias opções, busque por algo que te faz bem, assim aumenta a chance de resistir até durante o inverno. Também vale contratar um personal trainer, pois esse profissional estimula o aluno por meio de técnicas específicas. O sistema de saúde no Brasil é baseado na crença da doença. Minha sugestão é abrir os olhos para um estilo de vida mais preventivo. Alimentação saudável, atividade física e pensamento positivo. Somos corpo, mente e espírito. A manutenção precisa ser completa”, finaliza Aline.

E com essa matéria encerramos as postagens de 2016. A equipe da Singular Medicamentos Especiais deseja para você e sua família um ano novo cheio de realizações. Até 2017!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Doenças de verão: conheça as principais e previna-se!


O mês de dezembro representa uma das épocas mais legais do ano: verão, festas de fim de ano, férias. Mas também é nesse período, por conta da saída da rotina, que a saúde pode ser prejudicada com os problemas típicos da temporada.

Por isso, conversamos com o Dr. José Ribamar Branco, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, que nos contou quais são as doenças mais comuns do verão e como preveni-las.

Insolação


Ocorre com a exposição prolongada a ambientes quentes e secos, envolvendo geralmente contato direto com a luz solar. Para evitá-la, a recomendação do médico é consumir cerca de três litros de água por dia e aplicar o protetor solar antes de se expor ao sol, repassando, se possível, a cada duas horas, sempre com a pele seca.

Desidratação


Na desidratação o corpo perde, de forma excessiva, líquidos e sais minerais (mais de 2,5 litros de água por dia) por meio da saliva, suor, urina e fezes. Esse problema pode acontecer pela transpiração, diarreia ou vômitos. “Para prevenir a desidratação, é importante consumir líquidos frescos, alimentos leves, vestir-se com roupas leves e ficar, preferencialmente, em ambientes com sombra e arejados”, salienta o infectologista.

Micoses


As micoses, infecções dermatológicas causadas pela proliferação de fungos em algumas partes do corpo, também são comuns na estação. As partes afetadas são geralmente as mais quentes e úmidas, que oferecem as condições ideais para a reprodução dos fungos. O verão favorece esse processo, pois a temperatura corporal tende a aumentar, além das pessoas frequentarem mais os ambientes molhados. Uma forma de evitar as micoses, segundo Dr. José, é manter todas as dobras do corpo higienizadas e secas, não compartilhar toalhas e calçados com terceiros, não vestir sapatos fechados em dias muito quentes e não andar descalço em ambientes públicos.

Dengue, chikungunya e zica


De acordo com o infectologista, as três doenças são virais e transmitidas pelo Aedes aegypti, mosquito que se reproduz preferencialmente em ambientes quentes e úmidos, característicos do verão. É preciso estar duas vezes mais atento a febres, manchas e dores no corpo, que podem ser sintomas das patologias. Como prevenção, é fundamental acabar com todo o foco de reprodução do mosquito. Além disso, o uso de repelentes contra insetos também pode evitar as picadas que possam transmitir o vírus.

Intoxicação alimentar


Também chamadas de infecções gastrointestinais, podem ter origem bacteriana ou viral e normalmente são originadas por conta da ingestão de comidas mal conservadas ou mal higienizadas. Portanto, todo cuidado é pouco na hora de comer fora de casa.

Conjuntivite


A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana que reveste o globo ocular. Segundo Dr. José, a doença pode ter como origem agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Durante o verão, a mais comum é a bacteriana, uma vez que as bactérias causadoras se propagam na água. Caso aconteça a contaminação, o importante é não compartilhar objetos de higiene pessoal, não coçar os olhos e lavar as mãos e rosto com frequência.

Além de seguir as dicas de higiene e cuidados detalhados acima, o infectologista ressalta que é fundamental buscar cuidados médicos, sempre evitando a automedicação, caso os sintomas dessas ou de outras patologias apareçam e se intensifiquem.

“A alta incidência solar, falta de higiene e de saneamento são os principais responsáveis pelo aumento dos casos dessas doenças. O calor e a umidade facilitam a proliferação dos vírus e bactérias responsáveis por essas enfermidades. Com isso em vista, tanto a higiene pessoal quanto alimentar merecem atenção redobrada nessa época do ano”, finaliza Dr. José.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Dezembro Laranja: cuidado com os danos causados pelo sol


O verão é uma das melhores épocas para se divertir com a família. Porém, nesse período, a exposição solar é maior e tomar cuidado com o excesso de sol é fundamental para evitar diversos problemas, principalmente o câncer de pele.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o fotodano gerado pelo sol é a principal causa do envelhecimento cutâneo. A exposição excessiva pode causar sardas, rugas, melasma, queimaduras e evoluir para a mais perigosa consequência que é o câncer de pele.

Para alertar a população sobre a prevenção do câncer de pele, a SBD promove o Dezembro Laranja. A campanha chama a atenção para esse tipo da doença que é o mais incidente no país, com 176 mil novos casos ao ano.

O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Gabriel Gontijo, afirma o quanto é importante fazer consultas periódicas com um dermatologista associado à SBD e ainda reforça a necessidade de se adotar medidas simples de fotoproteção como usar filtro solar, chapéu, óculos e, ainda, evitar o excesso ao sol ficando atento aos horários mais adequados para a exposição: antes das 10h e depois das 16h.

O que você precisa saber sobre o câncer de pele


A dermatologista do Instituto de Oncologia Santa Paula (IOSP), Mônica de Mello, explica que o câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil e sua prevalência cresce anualmente. Ele responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no país e está dividido em dois tipos: melanoma e não melanoma. “O excesso de exposição ao sol é a principal causa da doença, uma vez que a radiação ultravioleta é a maior responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos. Se detectado precocemente, pode ser curado com facilidade”.

Segundo a SBD, o câncer de pele pode assemelhar-se a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Vale lembrar que somente um exame clínico realizado por um médico especializado ou uma biópsia pode diagnosticar o problema, mas é fundamental estar sempre de olho em alguns sintomas como:

- Lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;

- Pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;

- Mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia ainda informa que a regra do ABCDE ajuda na suspeita de uma lesão maligna alertando que um dermatologista deve ser procurado.

A = lesão assimétrica

B = bordas irregulares

C = alteração de cor

D = diâmetro maior que 6 mm

E = evolução ou modificação da lesão

Prevenção é o melhor remédio


Para prevenir esse tipo de câncer é preciso evitar a exposição excessiva ao sol e proteger-se da radiação UV seja qual for o fototipo da pele já que a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta. Conforme informações da SBD, os grupos de maior risco são os do fototipo I e II: pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além deles, pessoas que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.

Quer curtir o verão com muito mais saúde? Siga as recomendações da SBD e fique longe desse tipo de câncer e de outros males que o excesso de sol pode causar:

- Usar chapéus, camisetas e protetores solares;

- Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão);

- Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material;

- Usar filtros solares diariamente e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço. Na Singular Medicamentos você encontra as principais marcas de protetores solares do mercado, confira e aproveite;

- Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas;

- Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo;

- Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Aids: previna-se e fique longe dessa doença que já afeta quase 37 milhões de pessoas no mundo


Estabelecido em 1988 e lembrado mundialmente em 1º de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids é uma oportunidade para as pessoas em todo o mundo lutar contra o HIV e mostrar o seu apoio para aqueles que vivem com o vírus.

Para o médico infectologista e coordenador do PrEP Brasil, no Hospital das Clínicas da USP, Dr. Ricardo Vasconcelos, é sempre muito importante conversar sobre o HIV e sua prevenção para que o assunto deixe se ser motivo de constrangimento. Segundo o infectologista, o HIV pode infectar pessoas de qualquer grupo social e é somente mantendo-se atualizado e atento às medidas de prevenção disponíveis que é possível ficar livre desse vírus. “Falando abertamente e sem julgamento sobre esse tema podemos também lutar contra o maior inimigo da saúde e do sucesso nessa doença que é o preconceito. O preconceito é fruto da desinformação e pode tanto atrapalhar muito a vida de um paciente que vive com HIV quanto aumentar a vulnerabilidade de quem ainda não foi infectado. Faz parte da luta contra o HIV enfrentar o preconceito que existe com os soropositivos”.

De acordo com Dr. Ricardo, a Aids é a doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Quando uma pessoa se infecta e não se trata, aos poucos tem suas defesas do corpo destruídas e, dentro de alguns anos, se torna vulnerável a diversas doenças chamadas de infecções oportunistas, problemas esses que não desenvolveriam se o indivíduo estivesse com sua imunidade funcionando bem. “Depois de infectada, por anos a pessoa vai viver com o vírus sem nenhum sintoma ou doença, fase denominada apenas de soropositiva. Somente quando a imunidade estiver acometida, depois de anos, quando surgirem as infecções oportunistas, é que dizemos que o paciente desenvolveu a Aids”.

Formas de contágio


Segundo Dr. Ricardo, no Brasil, mais de 90% dos novos casos de infecção por HIV são transmitidos por via sexual desprotegida. Porém existem outras duas maneiras de se contrair essa infecção: a primeira delas é a partir de uma gestante com HIV para o bebê que está em sua barriga, chamada de transmissão vertical. Já a outra forma, denominada transmissão parenteral, se dá pelo contato com sangue ou tecidos contaminados como no caso de uma transfusão de sangue doado por um indivíduo que vive com HIV, pelo compartilhamento de seringas de drogas injetáveis, de agulhas ou equipamentos de tatuagem ou piercing não esterilizados adequadamente ou ao se transplantar um órgão ou tecido de um doador soropositivo. “Atualmente temos quase 37 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo e, desses, quase 800.000 estão no Brasil”.

O médico ainda explica que o diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de sorologias que identificam anticorpos positivos para esse vírus no sangue de um indivíduo. Esses exames podem ser feitos em laboratórios e na forma de testes rápidos em centros de testagem do sistema público da saúde. “Em breve teremos no Brasil os autotestes que poderão ser feitos em casa pelo próprio usuário, utilizando-se a saliva. Vale ressaltar que os exames de HIV devem ser feitos a cada 3 a 6 meses por todos aqueles que têm vida sexual ativa e que passam por alguma situação com risco de transmissão como uma relação sexual desprotegida com uma parceria casual ou de sorologia desconhecida”

Principais sintomas


O infectologista salienta que, ao se infectar com o HIV, pode-se ou não apresentar imediatamente os sintomas. Ao sentir alguma coisa, os sinais são semelhantes a uma virose comum como febre, cansaço, dor de garganta, gânglios aumentados e manchas na pele. Segundo Dr. Ricardo, essas manifestações se resolvem espontaneamente e se inicia um período que pode durar anos em que não existe nenhum sintoma muito característico ou algo que faça a pessoa procurar um médico. “Nessa fase dizemos que o indivíduo é apenas um soropositivo, sem o problema. Somente quando o vírus tiver destruído as defesas do paciente e começarem a surgir as doenças oportunistas é que aparecerão os sinais. São comuns nesse estágio o emagrecimento, diarreia, tosse, cansaço, gânglios aumentados, dor de cabeça, manchas na pele e fraqueza, e é nessa etapa que dizemos que a pessoa desenvolveu a Aids”.

Estou com HIV e agora?


Dr. Ricardo alerta que, ao descobrir que se está com HIV, o indivíduo deve buscar por um médico infectologista ou algum serviço de saúde que faça o atendimento desse tipo de demanda. A recomendação é que se inicie o mais rapidamente possível o acompanhamento com exames periódicos e com o uso da terapia antirretroviral. “Quando esses medicamentos são tomados de maneira adequada, não existe progressão da infecção para a Aids, fazendo com que a pessoa passe a vida inteira com saúde, sem doenças oportunistas e ainda por cima reduzindo significativamente as chances de transmissão do seu vírus”.


Uso do preservativo: melhor forma de prevenção


Para se evitar a transmissão sexual do HIV, que é a forma mais frequente no Brasil, a principal recomendação é o uso de preservativo nas relações sexuais, principalmente com parcerias casuais ou de sorologias desconhecidas.

“Se por um acaso, em um acidente, o preservativo rompeu ou não foi utilizado, o indivíduo pode usar, em até 72 horas da relação sexual, a Profilaxia Pós Exposição (PEP). Trata-se de um esquema de medicamentos que é tomado por 28 dias com o objetivo de reduzir significativamente o risco de contrair o HIV naquele acidente. A PEP pode ser obtida com um médico infectologista ou em algum serviço do sistema público de saúde que faça esse atendimento. Já, se uma pessoa não consegue só com a camisinha se proteger do HIV e tem com frequência relações desprotegidas, pode usar a Profilaxia Pré Exposição (PrEP). Trata-se do uso diário de um medicamento que diminui significativamente o risco de infecção pelo HIV. A PrEP pode ser obtida com um médico infectologista e, em breve, teremos a estratégia disponível também pelo sistema público de saúde”, finaliza Dr. Ricardo.

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Outras fontes consultadas: Organização Mundial da Saúde (OMS).

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Câncer de próstata X doenças cardiovasculares


Você sabia que cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata possuem doenças cardiovasculares associadas (1)?

Dra. Ariane Macedo, cardiologista e vice-presidente do Grupo de Estudos em Cardio-Oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica que tanto o câncer de próstata quanto os problemas cardíacos compartilham alguns fatores de risco em comum como, por exemplo, o tabagismo, sedentarismo, obesidade, alimentação inadequada. Além disso, a terapia de bloqueio hormonal, um dos tratamentos utilizados para o câncer de próstata em estágio avançado, juntamente com todos esses fatores citados pela médica, pode ocasionar problemas no coração em pacientes que já tenham a doença cardiovascular mesmo que oculta e sem sintomas.

“Quando temos um homem com câncer de próstata cujo tratamento indicado é a terapia de bloqueio hormonal, precisamos nos preocupar com os riscos cardíacos já que esse indivíduo pode ter alguma doença cardíaca oculta que, caso não for cuidada, pode evoluir com complicações durante o tratamento do câncer, tendo que por vezes suspendê-lo, o que não é ideal”, salienta a médica.

Alerta para os pacientes e para os médicos


Por conta desse significativo número de homens com câncer de próstata com doenças cardiovasculares associadas, Dra. Ariane conta que o grupo de cardio-oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) tem feito um alerta aos médicos, principalmente aos urologistas e oncologistas, e, também, aos pacientes, sobre a importância de uma avaliação cardiológica para evitar problemas durante o tratamento do câncer.

“Quando identificamos uma pessoa com maior risco cardíaco, estudamos junto com os urologistas e oncologistas outras alternativas também de bloqueio hormonal. Hoje, alguns estudos têm mostrado que já existem terapias que fazem o bloqueio da testosterona de forma potencialmente mais segura com relação ao risco cardiovascular, portanto podemos optar, em alguns casos, por esse tipo de tratamento. Há pesquisas em andamento nos EUA e Canadá que estão avaliando de maneira prospectiva, que é quando acompanhamos o indivíduo desde o início e ao longo de todo o tratamento para verificar se realmente existe essa segurança maior em relação ao risco cardíaco. O ideal é sempre fazer essa avaliação para verificar como está o coração do paciente e discutir com os médicos envolvidos a melhor estratégia. E, além disso, ainda tratar em paralelo o problema cardíaco, bem como outras patologias que o homem possuir”, afirma a cardiologista.

Opção de tratamento


Estima-se que cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata possuam doenças cardíacas associadas (1). E, nesses casos, estudos mostram que o tratamento hormonal antagonista (degarelix) – um bloqueador dos receptores de GnRH – demonstrou a redução do risco de eventos cardiovasculares em 56% quando comparado às terapias agonistas através de uma metanálise.

O degarelix, administrado como monoterapia, atua por meio do bloqueio direto da testosterona, fazendo com que o nível de supressão seja atingido dentro de um prazo de três dias após o início do tratamento (2,3), ao contrário dos agonistas que demoram, em média, de três a quatro semanas para suprimir a testosterona. (4, 5, 6)

“O tratamento com o bloqueador degarelix proporciona diversos benefícios aos pacientes, como supressão rápida da testosterona e não ocorrência do flare clínico, ou seja, picos de hormônios que causam dores ósseas, compressão medular e outros comprometimentos de saúde resultantes do câncer de próstata avançado”, explica João Carvalho, urologista do Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ).

Dra. Ariane finaliza informando que é muito importante lembrar que tanto o câncer de próstata quanto os problemas no coração são frequentes e prevalentes e a ideia do acompanhamento cardiológico é totalmente preventivo. “O que nós queremos é que a terapia hormonal flua e o que o paciente se cure do câncer, mas também não podemos deixá-lo sofrer um evento cardíaco que comprometa sua vida e o seu tratamento oncológico. Vale lembrar que as doenças cardíacas são as que mais matam no mundo”, adiciona a médica.

E essa foi a última matéria do nosso Especial Novembro Azul. Esperamos que vocês tenham gostado e se informado um pouco mais sobre esse tema tão importante para a saúde masculina.

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Outras fontes consultadas: Ferring Pharmaceuticals.
Referências – Fornecidas pela Ferring Pharmaceuticals
1. Albertsen PA, Klotz L, Tombal B, et al. Cardiovascular Morbidity Associated with Gonadotropin Releasing Hormone Agonists and an Antagonist. Eur Urol 2014;65(3):565-73. PMID: 24210090
2. Klotz L, Boccon-Gibod L, Shore ND, et al. The efficacy and safety of degarelix: a 12-month, comparative, randomized, open-label, parallel-group phase III study in patients with prostate cancer. BJU Int 2008;102 (11):1531-8. PMID: 19035858
3. AWMSG secretariat assessment report (full submission). Advice No. 4112. Degarelix (Firmagon)80mg and 120mg injection (based on evidence submitted by Ferring Pharmaceuticals (UK) on 6 July 2012). Disponível em: http://www.awmsg.org/awmsgonline/app/appraisalinfo/755. Acesso em 24/02/2015
4. Rick FC, Block NL, Schally AV. An update on the use of degarelix in the treatment of advanced hormone-dependent prostate cancer. Onco Target and Therapies 2013;6:391-402. PMID: 23620672
5. European Medicines Agency. Assessment Report for Firmagon. Doc.Ref: EMEA/CHMP/635761/2008. Disponível em: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Public_assessment_report/human/000986/WC500023256.pdf. Acesso em 24/02/2015
6. AWMSG secretariat assessment report (full submission). Advice No. 4112. Degarelix (Firmagon) 80mg and 120mg injection (based on evidence submitted by Ferring Pharmaceuticals (UK) on 6 July 2012). Disponível em: http://www.awmsg.org/awmsgonline/app/appraisalinfo/755. Acesso em 24/02/2015

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Câncer de próstata: vencer o preconceito salva vidas


Apesar do esclarecimento de grande parte da população sobre a importância da prevenção do câncer de próstata, o exame de toque retal ainda é um assunto que incomoda alguns homens.

Para o Dr. Gustavo Carvalhal, membro do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), uma das coisas que também impede o homem de consultar o médico muitas vezes é o medo de fazer o exame de toque retal. “Alguns homens acreditam que ao mexer na região anal vai interferir na sua sexualidade ou até mesmo machucar, mas não é nada disso. Esse é um procedimento simples, rápido e indolor como escutar o coração ou olhar a garganta. Ele é importante, pois pelo intestino conseguimos palpar bem a zona periférica da próstata que é onde os cânceres normalmente surgem. Faz parte da avaliação do paciente”.

O médico explica que o toque retal é bem menos específico e sensível do que o exame de sangue (antígeno prostático específico - PSA), porém existem situações que o PSA não vai alterar e pode ser possível fazer o diagnóstico de algum tumor pelo toque retal. “Do ponto de vista de acurácia, o exame de sangue é superior. O PSA é capaz de diagnosticar tumores que não trazem alteração no toque retal em uma quantidade de vezes muito grande. Porém os dois devem ser feitos sempre juntos, pois 1 em cada 5 câncer não vão alterar o PSA nos primeiros anos e o toque retal pode mostrar essas alterações”.

Dr. Renato Prado Costa, médico responsável pelo setor de urologia do Hospital Amaral Carvalho, complementa informando que o PSA trouxe uma revolução nas possibilidades do diagnóstico precoce do câncer de próstata, porém afirma que há uma confusão entre as pessoas em achar que só porque há a possibilidade de fazer esse exame não é preciso se submeter ao toque retal. “Isso não é verdade, a prevenção constitui-se com o toque retal mais a coleta do PSA”.

Como é realizado o exame de toque retal


O urologista do Hospital Amaral Carvalho informa que o exame de toque retal é muito simples sendo realizado no próprio consultório com o uso de luvas e lubrificante. “Esse procedimento não demora sequer um minuto e, junto com a dosagem do PSA, fazemos a avaliação. Quando os dois estão normais é marcado o retorno do paciente após um ano, intervalo desejável para fazer a prevenção”.

Dr. Gustavo ainda ressalta que o toque retal é capaz de diagnosticar outras coisas como a prostatite, que é uma inflamação na próstata ou até mesmo para avaliar o tamanho da glândula.

Deixar o preconceito de lado salva vidas


O médico da SBU explica que hoje as pessoas estão vivendo cada vez mais e isso dá oportunidade para que esses tumores, que não eram tão comuns, começarem a aparecer no organismo dos indivíduos. “A prevenção da doença por meio do exame de sangue (PSA) e de toque é fundamental para evitarmos uma morte por esse tipo de tumor que, no Brasil, ainda é a segunda causa de mortalidade por câncer. O homem precisa saber que a realização do exame de próstata não é nada doloroso, que é simples de ser realizado e que se houver alguma alteração, será feita uma biópsia para descobrir se há a doença e qual a sua gravidade. Vale lembrar que nem todo câncer de próstata vai precisar de tratamento em um primeiro momento, alguns casos só acompanhamos”.

Para o Dr. Renato a questão do diagnóstico precoce permite fazer tratamentos menos agressivos, com elevadas taxas de curabilidade. “O câncer de próstata quando diagnosticado em fases iniciais, temos praticamente 98% de chance em curá-lo”, finaliza o urologista.

Continue acompanhando nosso blog e fique por dentro desse assunto tão importante para a saúde da população masculina.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Você sabe como funciona a prostatectomia?


Com certeza, ao falar sobre câncer de próstata, você já deve ter escutado o termo prostatectomia.

Dr. André Guilherme Cavalcanti, urologista, especialista em infertilidade masculina e professor adjunto de Urologia da UniRio, explica que a prostatectomia radical é o tratamento cirúrgico do câncer de próstata e consiste na retirada da próstata, vesículas seminais e da linfadenectomia (retirada de linfonodos na pelve).

O médico afirma que a indicação clássica para este tipo de tratamento é a doença localizada (confinada à próstata) em pacientes com uma expectativa de vida igual ou superior a 10 anos. Mas hoje em dia, já se trabalha com resultados animadores para este tipo de tratamento mesmo em pacientes com doença localmente avançada (que ultrapassa os limites da próstata) e mesmo naqueles com doença metastática (restrito nesse caso para focos pequenos de metátases).

“Nessas duas últimas indicações, a cirurgia pode ser associada a outros metódos como a radioterapia e o bloqueio hormonal, o que chamamos de terapia multimodal. Apesar de existir grande discussão sobre o tratamento desse tipo de câncer, o conceito do Tratamento Personalizado vem ganhando força em diversos centros de referência. Consiste em definir a abordagem mais adequada às características de cada paciente e da doença que possui, já que sabemos que o câncer de próstata não tem um tratamento uniforme entre os pacientes”, complementa Dr. André.

Tipos de cirurgia e os riscos envolvidos


Segundo o Prof. Dr. Sergio Bisogni, médico urologista e professor do curso de medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, existem vários tipos de acesso para a execução desse tipo de cirurgia:

- Via Retropúbica: feita a partir de uma incisão acima do púbis e abaixo do umbigo.

- Via Perineal: feita por meio de incisão na região perineal, que fica entre o saco escrotal e o ânus. Esse tipo de acesso é o menos utilizado em escala mundial.

- Via Percutânea: feita a partir de “furos” no abdômen e com uso de imagens guiando o procedimento. Por essa via, pode-se fazer as cirurgias: laparoscópica e robótica.

“A indicação de cada via de acesso depende da experiência de cada cirurgião e da disponibilidade dos equipamentos de cada serviço, isso significando diferentes custos para cada um dos métodos”.

Dr. Sergio ainda ressalta que todos os tipos podem desencadear efeitos colaterais e deixarem sequelas transitórias ou definitivas que dependem das condições de cada paciente, antes do procedimento, e das dificuldades técnicas que a cirurgia pode apresentar. Em geral, quanto mais precocemente for diagnosticado e tratado o câncer, melhor a evolução pós-operatória. As complicações mais frequentes informadas por Dr. Sergio são:

- Incontinência urinária: perda de urina sem controle pleno, a qual pode ser transitória (período de adaptação pós-cirúrgica) ou definitiva (quando o sistema responsável pelo controle da urina não funciona efetivamente após a reconstrução cirúrgica).

- Disfunção erétil (D.E.): conhecida por impotência sexual, a qual também pode se transitória (dura alguns meses após cirurgia) ou definitiva (quando houve dano cirúrgico ao plexo vasculho-nervoso, responsável pelo controle da ereção).

Dr. Eliney Ferreira Faria, urologista do Hospital de Câncer de Barretos, doutor pela USP e pós-doutor pelo MD Anderson, complementa informando que nos casos de tumores iniciais, é possível fazer uma cirurgia mais preservadora e as chances do pacientes ficar incontinente e/ou impotente são menores. Porém, se o procedimento for realizado em uma fase mais avançada, é preciso fazer uma cirurgia mais alargada e menos preservadora, gerando mais riscos ao homem. “Por isso a importância da campanha Novembro Azul para a realização do diagnóstico precoce, pois nas fases iniciais conseguimos realizar tratamentos com menos sequelas”.

O urologista do Hospital de Câncer de Barretos conta que existem maneiras de tratar ambos os problemas, mas que a incontinência urinária é pouco frequente de acontecer. “Somente 5% dos pacientes acabam ficando com o que a gente chama de incontinência urinária permanente. Grande parte fica com uma perda urinária transitória que melhora posteriormente com fisioterapia e com a cicatrização”.

Quer saber mais sobre os tratamentos para disfunção erétil nos casos de câncer de próstata? Confira em nossa matéria.

O pós-operatório da prostatectomia


Dr. André informa que a maioria dos pacientes tem uma recuperação bastante boa no pós-operatório. Normalmente uma sonda ficará posicionada na uretra por uma a duas semanas e, posteriormente, o paciente já inicia o retorno as suas atividades na dependência principalmente do grau de incontinência (perda de urina) após a retirada da sonda.

“É certo que as técnicas minimamente invasivas apresentam resultados marcantes nessa recuperação. Bastante fundamental é a orientação e a discussão pré-operatória sobre o tratamento, uma vez que o paciente deve entender claramente cada passo da sua recuperação e que expectativas ter sobre o resultado final. Quando sentimos que o impacto psicológico for importante, um apoio especializado deve ser sempre utilizado”, salienta Dr. André.

Para Dr. Eliney o homem tem entender que os efeitos colaterais podem acontecer, mas que são em prol da cura do câncer. Por isso, o cirurgião e o paciente precisam juntos fazer um equilíbrio entre o que é qualidade vida e o que é cura oncológica. “É fundamental lembrar que hoje em dia existe a medicina personalizada que é tratar o paciente individualmente, pois cada pessoa é única. Temos que olhar caso a caso. E é o que fazemos aqui em Barretos, medicina personalizada. Além disso, quero ressaltar que o Novembro Azul também serve para que homens cuidem integralmente da sua saúde e não somente da próstata”.

Dr. Sergio finaliza deixando claro que a prostatectomia é exclusiva para os casos diagnosticados como câncer de próstata. Quando o diagnóstico for de hiperplasia prostática benigna (aumento de volume com disfunção urinária), a conduta é outra. “Devo realçar que o importante nesse tipo de câncer é tentar a qualquer custo obter a cura do paciente. Eventuais sequelas ou complicações poderão ser tratadas depois do resultado ter sido alcançado”.

Esse foi mais um tema do Especial Novembro Azul. Fique atento ao nosso blog que teremos mais matérias sobre o câncer de próstata.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Câncer de próstata X sexualidade


Muitas dúvidas rondam os pacientes com câncer de próstata principalmente quando o assunto é a vida sexual após o surgimento da doença. Para sanar todos os seus questionamentos sobre o tema, entrevistamos o Dr. Gustavo Carvalhal, membro do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

De acordo com Dr. Gustavo, o câncer de próstata é o tumor maligno mais comum na população masculina depois câncer de pele e que pode afetar profundamente a sexualidade do homem.

Segundo o médico, ao ser diagnosticado, o paciente se sente preocupado com o que pode acontecer já que o câncer de próstata pode progredir e ser letal, afetando o psicológico. Além disso, os tratamentos utilizados para tentar a cura da doença podem afetar de maneira importante a sexualidade masculina como, por exemplo, a prostatectomia (independente da técnica) que pode deixar isquêmicos os nervos do pênis causando uma disfunção erétil e a radioterapia, já que a radiação na pelve pode prejudicar a inervação que também vai até o órgão masculino e provocar a impotência.

Dr. Gustavo ressalta que nos casos dos homens que estão tratando um câncer na próstata já avançado e com metástase, uma parte fundamental do tratamento é o uso do bloqueio hormonal, para inibir a ação da testosterona, que pode levar a perda da libido e da ereção. “Os tratamentos para esse tipo de câncer podem vir acompanhados de disfunções na área da ereção, mas existem alternativas para reverter esses quadros em todas as situações”.

Tratamentos para disfunção erétil nos casos de câncer de próstata


O médico explica que existem diversas maneiras de tratar a disfunção erétil associada ao tratamento do câncer de próstata. Uma delas é o uso das medicações orais que facilitam a ereção. Para os pacientes que não respondem a terapia oral, é possível fazer o uso de medicações injetáveis (intracavernosas) que produzem a ereção no momento que são aplicadas. E quando as alternativas medicamentosas não funcionam, ainda existe a opção da colocação de uma prótese peniana que deixa o homem pronto para ter relação sexual. “É essencial saber que a prótese só é indicada em último caso quando a pessoa não responde aos demais tratamentos. A maioria das situações conseguimos reverter com medicamentos”.

Dr. Gustavo ainda ressalta uma questão muito importante: o diagnóstico do câncer de próstata não significa que o paciente terá que necessariamente tratá-lo. O médico explica que grande parte dos tumores encontrados são de baixo risco de progressão (40%), ou seja, a doença está em seu estágio inicial e pode levar anos para progredir. “Nesses casos, o tratamento sugerido no começo é somente o acompanhamento com os exames de PSA, toque retal e ressonâncias para não deixar o problema avançar. Só iremos tratar realmente os tumores que tiverem potencial de evoluir clinicamente. Ao descobrir o câncer de próstata não quer dizer que o homem necessariamente vai ter que passar por algum tratamento mais agressivo ou que vai ter uma alteração na sua função sexual”.

O médico conta que muitas vezes os pacientes acham que ao descobrirem um câncer de próstata ficarão impotentes. “O fundamental é saber que o diagnóstico pode salvar vidas. Vale lembrar que, em um primeiro momento, pode ser que o problema não precise ser tratado e, se houver necessidade, o tratamento não estará necessariamente associado as alterações na sexualidade. E sempre temos condições de reverter complicações eventuais nessa área. O homem pode ter atividade sexual até o fim de sua vida”, finaliza Dr. Gustavo.

Fique de olho no nosso blog. Ao longo desse mês teremos várias matérias sobre o câncer de próstata.

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Câncer de próstata: um panorama geral sobre a doença


Novembro chegou e agora é o momento de chamar a atenção para a saúde masculina com relação ao câncer de próstata. Por isso, assim como foi para o câncer de mama, em outubro, esse mês faremos diversas matérias totalmente dedicadas ao câncer de próstata. Não deixe de conferir!

Câncer de próstata: um panorama geral sobre a doença


Durante todo o mês de novembro é realizado o movimento Novembro Azul, maior campanha de combate ao câncer de próstata no Brasil e que tem como missão orientar a população masculina a cuidar melhor da sua saúde.

Esse tipo de câncer é o mais frequente nos homens após o câncer de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 61 mil casos novos de câncer de próstata para o Brasil em 2016.

Dr. Rafael Coelho, coordenador do serviço de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), explica que a próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino cuja função basicamente é a produção do líquido seminal. E o câncer de próstata é uma proliferação descontrolada de células dessa glândula. Segundo o médico, esse tipo de câncer tem diferentes graus de agressividade indo de 6 a 10, (6 - tumor menos agressivo /10 – mais agressivo), porém todos malignos. “Como todo câncer é uma célula que começa a se multiplicar dentro da próstata de uma maneira descontrolada podendo se disseminar para outros órgãos”.

Fatores de riscos, sintomas e exames


De acordo com Dr. Rafael, os principais fatores de risco são a idade e a hereditariedade. Quanto mais velho o homem, maior a incidência que começa a aumentar a partir dos 40 anos. O médico também informa que o câncer de próstata não tem idade mínima para aparecer, porém é raro em pacientes jovens.

O coordenador do ICESP ressalta que o problema nesse tipo de câncer é que ele é assintomático no estágio inicial. Os sintomas aparecem quando a doença já está disseminada: ao atingir os ossos ou até mesmo quando o tumor é grande dificultando a micção.

Dr. Cristiano Gomes, urologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo complementa informando que, em geral, o câncer de próstata apresenta crescimento muito lento, podendo levar anos para causar algum dano mais sério. Nas fases iniciais, não causa nenhum sintoma específico. Com seu crescimento, podem aparecer sintomas urinários (como diminuição do jato urinário, aumento da frequência urinária, urgência para urinar). Em casos mais avançados, pode acometer órgãos vizinhos como a bexiga, ureteres ou reto, o que pode causar sintomas como dor pélvica, sangue na urina, dor lombar e inchaço das pernas. A maioria das metástases ocorre nos ossos, principalmente na coluna, quadril e costelas, o que pode ocasionar dor localizada nessas áreas.

“Como inicialmente não há sintomas, recomenda-se que todos os homens a partir dos 50 anos sejam avaliados anualmente pelos exames de toque retal e da dosagem sanguínea de PSA (antígeno prostático específico). Aqueles com história de câncer de próstata na família (pai, irmãos, tios paternos) e os homens negros devem iniciar essa avaliação aos 45 anos, devido ao maior risco. Nas fases mais avançadas, o diagnóstico pode ser suspeitado pela presença dos sintomas já descritos. Outros exames de laboratório e de imagem podem ser necessários após a detecção da doença”, adiciona Dr. Cristiano.

Para Dr. Rafael, a idade recomendada para o início dos exames varia de uma sociedade para outra, porém o ideal é que aos 40 anos, os exames façam o PSA, pois esse exame serve para estratificar o risco de câncer ao longo da vida.

Tratamentos


Segundo Dr. Cristiano, a escolha do tratamento depende de vários fatores, mas principalmente do estágio (localizado, localmente avançado ou avançado). Outros aspectos importantes são a idade do paciente e suas condições clínicas.

Naqueles com doença inicial, localizada na próstata, as principais opções são:

A) Vigilância ativa: indicada somente nos casos iniciais e de características de baixa agressividade. Consiste em apenas acompanhar a evolução do quadro e, caso a doença demonstre sinais de progressão, mudar para tratamento ativo;

B) Cirurgia de prostatectomia radical, ou seja, a retirada da próstata;

C) Radioterapia (externa ou braquiterapia).

Nos casos do estágio localmente avançado, alguma forma de combinação de cirurgia, radioterapia externa e bloqueio dos hormônios pode ser realizada objetivando a cura do paciente. Já nos avançados, o tratamento tem a intenção de estagnar a doença pelo maior tempo possível. Pode-se incluir a terapia de bloqueio hormonal ou a quimioterapia. Em alguns casos, procedimentos cirúrgicos para melhorar os sintomas urinários ou medicações para proteção óssea podem ser indicados.

“O estágio inicial é, sem dúvida, um dos mais importantes. Pode-se dizer, de modo geral, que a chance de cura nos casos iniciais é de cerca de 90%. Trata-se, portanto, de um dos tipos de câncer com maior chance de cura. Ainda assim, o problema permanece sendo uma importante causa de morte na nossa população e em todo o mundo”, adiciona o urologista do Hospital das Clínicas.

Dr. Rafael conta que o ICESP realiza entre 600 e 700 cirurgias de prostatectomia assistida por robô que é uma maneira menos invasiva de realizar o procedimento e que minimiza os efeitos colaterais que podem surgir como o risco de incontinência e impotência. “O ICESP é único serviço público da cidade de São Paulo que possui essa tecnologia.

Prevenção


Dr. Cristiano informa que a prevenção do câncer de próstata ainda não é possível. Porém, acredita-se que manter um estilo de vida saudável, evitando o excesso de peso, mantendo o hábito de exercícios físicos frequentes e dieta balanceada com baixa ingestão de gorduras possa ser benéfico. “A detecção precoce, entretanto, é possível e deve ser realizada notadamente nos homens com risco aumentado para apresentar a doença”, finaliza o urologista.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Câncer de mama: vários aliados em uma única luta


As ONGs que atuam em prol da luta contra o câncer de mama possuem um papel fundamental em todos os aspectos da doença. Para entender melhor a função e a luta dessas organizações, entrevistamos a Dra. Maira Caleffi, médica mastologista e presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA).

A FEMAMA é uma associação civil, sem fins econômicos, presente em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal, por meio de 60 ONGs associadas, e propõe o alinhamento dos objetivos de entidades filantrópicas voltadas à saúde da mama de todo o país, a fim de aumentar a influência destas perante o poder público. Assim, é possível que as reivindicações, consistentes e apoiadas por instituições de todas as regiões brasileiras, desencadeiem as transformações que podem salvar a vida de muitas mulheres.

“Quando nos unimos para lutar pelos mesmos objetivos, temos mais poder para influenciar a formação de políticas públicas voltadas para a saúde da mulher, melhorando as condições de acesso ao diagnóstico precoce de qualidade e ao tratamento ágil e adequado”, adiciona Dra. Maira.

O papel das ONGs que atuam prol da luta contra o câncer de mama


Segundo Dra. Maira, as ONGs têm um papel importante para as mulheres com câncer de mama, no sentido de orientá-las durante o processo de enfrentamento da doença. Tanto pacientes quanto familiares e cuidadores podem obter informações e apoio que podem ser determinantes para que esse processo se torne um pouco mais leve. Dividir as experiências e encontrar orientações sobre o que vai acontecer e quais as possibilidades à disposição pode fazer toda a diferença.

Além disso, a mastologista também informa que as ONGs representam a voz das pacientes. São elas que conhecem a história e as dificuldades das mulheres que passam pelo câncer e podem, enquanto instituições da sociedade civil organizada, exercer o controle social e lutar de forma mais efetiva pelos direitos dessas pessoas.

As ONGs associadas à FEMAMA, por exemplo, têm atuação local própria e podem oferecer uma série de serviços diferentes, de acordo com sua direção de atuação como, por exemplo, ajudar as mulheres a conseguirem uma melhor navegação no sistema de saúde para buscar agilidade nesse trâmite, assim como oferecer perucas, lenços e atividades ocupacionais, como coral e artesanato ou espaço para troca de experiências. Elas também podem prover apoio psicológico, fisioterapia, aulas sobre nutrição e assistência jurídica. “O que une todas as ONGs da rede é o conceito de advocacy, uma preocupação permanente por lutar pelo direito das pacientes, com influência em políticas públicas”.

Buscando ajuda


Receber o diagnóstico de um câncer de mama não é fácil, além de todas as dúvidas que surgem, existem o medo e o turbilhão de sentimentos que rondam a mulher que precisa enfrentar a doença.

Para ajudar nesse sentido, a FEMAMA criou o site Batalhadoras (http://www.batalhadoras.org.br/), desenvolvido especialmente para ajudar todas as mulheres que passam por esee momento, seus familiares que querem estar bem informados para apoiá-la durante o tratamento, cuidadores, educadores e todos que têm interesse em saber mais sobre o câncer de mama.

O site traz informações acessíveis sobre sintomas, diagnóstico, tipos, tratamentos e outros aspectos técnicos da doença, além de compartilhar dicas para que a paciente tenha mais qualidade de vida, esclarecer dúvidas e expor a experiência de outras mulheres que passam pela mesma situação.

A Federação também disponibiliza o portal Para Todas as Marias (http://www.paratodasasmarias.com.br/), que trata sobre o direito de pacientes com câncer.

O site da FEMAMA (http://www.femama.org.br/novo/) ainda traz a lista completa das 60 ONGs associadas, assim as mulheres podem pesquisar por estado para entrar em contato com a instituição mais próxima, receber acompanhamento e tirar suas dúvidas.

Na luta contra o câncer de mama


Maira conta que, na última década, a FEMAMA participou, ao lado de suas ONGs associadas em todo o País, de importantes decisões que mudaram o cenário a favor das pacientes no Brasil. São mudanças que dizem respeito à ampliação do acesso ao diagnóstico rápido e ao tratamento ágil e adequado do câncer de mama como por exemplo:

- Lei 11.664/08 que determina a realização de mamografias periódicas pelo SUS para mulheres a partir dos 40 anos;

- Lei 12.732/12 que assegura aos pacientes com câncer o início do tratamento no SUS em no máximo 60 dias após confirmação da doença;

- Lei 12.802/13 que determina que a mama deve ser reconstruída na mesma cirurgia em que foi feita a retirada do tumor sempre que houver condições clínicas;

- Lei 12.880/13 que inclui medicamentos orais na lista básica de cobertura dos planos de saúde.

“Esses são alguns exemplos que refletem a luta e mostram as mudanças no cenário do atendimento oncológico no país”, adiciona.

Porém, a médica ressalta que, apesar dessas conquistas, ainda há um longo caminho pela frente. Mais do que lutar pela efetivação desses direitos conquistados, tirando as leis do papel e garantindo sua implementação em todo o território nacional sem restrições, é preciso unir esforços pela ampliação dos direitos das pacientes.

“Um exemplo é o PL 3752/12, que institui o prazo de 30 dias para o diagnóstico de câncer no SUS após a primeira suspeita. Junto com a lei dos 60 dias, que ainda enfrenta dificuldades para ser implementada de fato no sistema público, esse dispositivo traria um diagnóstico mais ágil que faria toda a diferença no cenário do câncer de mama. Outro exemplo é a inclusão de novos tratamentos para pacientes com câncer de mama metastático no SUS, para permitir o melhor controle da doença quando ela se encontra no estágio mais avançado. Hoje nem mesmo tratamentos que compõem a lista básica da OMS para orientar governos sobre a oferta mínima a ser feita a pacientes oncológicos estão disponíveis”, complementa.

Outras lutas contínuas da FEMAMA incluem também o tratamento multidisciplinar para pacientes oncológicos, a inclusão de testes genéticos para mutação em BRCA1 e BRCA2 no SUS, a valorização do controle social da saúde exercido pelas ONGs entre outras.

Lidando com a doença


Dra. Maira explica que cada pessoa lida com a doença de uma forma diferente. A principal dica dada pela médica é a busca por apoio. Seja de um cônjuge, amigos, familiares ou de associações de pacientes, esse apoio é fundamental para quem luta contra o câncer. “A busca por apoio também passa pela procura de informações sobre a doença e dos direitos dessas mulheres. Quanto mais informadas, mais empoderadas elas estarão. Nessa condição, batalhadoras e vitoriosas possuirão mais confiança para lutar contra a doença, participar das decisões de seu tratamento e fazer valer os seus direitos”.

A mastologista ainda frisa que a agilidade no diagnóstico e no início do tratamento são medidas imprescindíveis para garantir maiores taxas de sobrevivência ao câncer de mama e permitir processos terapêuticos menos agressivos e dispendiosos. Além disso, pacientes com câncer de mama metastático (quando a doença encontra-se no estágio mais avançado) precisam contar com o direito de controlar a doença com dignidade e com o melhor prognóstico para o seu caso, com acesso aos medicamentos adequados no SUS.

“A campanha nacional de Outubro Rosa da FEMAMA, #AcessoJá, traz justamente as essas principais reivindicações: diagnóstico do câncer em até 30 dias no SUS, o início do tratamento do câncer em até 60 dias e inclusão de tratamentos para pacientes com câncer de mama metastático no SUS. Acreditamos que apenas com acesso ágil ao diagnóstico e tratamento e às terapias mais adequadas em todas as fases da doença, mais mulheres sairão vitoriosas da luta contra o câncer de mama”, finaliza.

E com essa matéria finalizamos o nosso Especial Outubro Rosa. Esperamos que vocês tenham gostado e espalhado essas informações tão relevantes que podem ajudar a salvar vidas. E fique de olho no nosso blog, pois em novembro teremos o Especial Novembro Azul totalmente dedicado ao câncer de próstata.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Mastectomia: como lidar com esse tipo de cirurgia?



Mastectomia. Esse é um termo que assusta e mexe com a autoestima de muitas mulheres que estão passando pelo tratamento do câncer de mama.

Para tirar suas dúvidas sobre o tema, conversamos com o mastologista Dr. José Luís Esteves, membro da Sociedade Brasileira de Mastologista, o qual nos explicou que o câncer de mama pode necessitar de vários tipos de tratamento. O principal e que causa maior impacto na chance de cura ainda é a cirurgia.

O médico comenta que são várias as técnicas cirúrgicas que vão desde a retirada simples do tumor (tumorectomia), a setorectomia (retirada do tumor com uma margem mais ampla), mastectomia (retirada da mama toda, inclusive pele e complexo aréolo-papilar, com preservação ou não dos músculos peitorais) e mastectomia preservadora do complexo aréolo-papilar (retirada total do tecido glandular com preservação da pele e complexo aréolo-papilar). “A mastectomia radical hoje é restrita ao casos em que a dimensão do tumor não permite realizar qualquer outra técnica em que se preserve a estética da mama com manutenção das margens cirúrgicas livres da doença (segurança oncológica)”, adiciona.

Quando a mastectomia é necessária


De acordo com o Dr. José Luís, receber a notícia de que deverá fazer uma mastectomia não é fácil para a mulher. Porém, ele ressalta que o médico que acompanha a paciente deve orientar que a cirurgia é importante para a sua cura. Além disso, é preciso tranquilizar a pessoa tirando todas as dúvidas, esclarecendo com dados cientificamente baseados. “Não se deve esconder da paciente a sua doença. O apoio familiar é importantíssimo. E ter fé, é muito relevante que a paciente tenha fé na medicina e na sua crença espiritual”.

O mastologista ainda informa que o SUS oferece todos os tipos de tratamento do câncer de mama, até mesmo a reconstrução imediata, inclusive com prótese de silicone se necessário. “O problema do atendimento via SUS é que não são todas as instituições vinculadas que oferecem o tratamento completo e no tempo correto”.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Mastologista, até cinco anos atrás, toda mulher que precisava retirar a mama por conta do câncer de mama tinha que aprender a viver sem uma ou as duas mamas. Poucas eram as pacientes que conseguiam colocar um implante no ato da cirurgia. Já o médico, era visto como o profissional que retirava o tumor, mas não reconstruía a mama imediatamente. A partir de 2012 esse cenário começou a mudar. O governo federal sancionou a Lei Nº 12.802/2013, que garante às mulheres mastectomizadas o direito de ter suas mamas reconstruídas no mesmo ato cirúrgico. E, embora a reconstrução mamária em mulheres atendidas pelo SUS tenha aumentado no período entre 2008 e 2014, de 15% para 29,2%, cerca de 7,6 mil mulheres tratadas pelo SUS em 2014 não puderam ser beneficiadas pela Lei.

Com relação ao pós-operatório, Dr. José Luís ressalta que os cuidados dependem do tipo de cirurgia realizada, mas no geral a recomendação é repouso relativo, sem esforços com o membro superior do lado afetado, alimentação saudável, não fumar, controlar outras patologias pregressas como, por exemplo, hipertensão arterial e diabetes, e manter limpa e higienizada a área operada. O apoio psicológico pode ser essencial para determinadas pacientes.

“Apesar do câncer de mama ser uma doença grave, não é um bicho de sete cabeças. Com os avanços tecnológicos no diagnóstico, tratamento cirúrgico, medicamentos e radioterapia, as chances de cura estão aumentando, com menos efeitos colaterais graves e melhores resultados estéticos”, finaliza Dr. José Luís. 

Continue acompanhando o nosso blog. Na próxima semana teremos mais conteúdos relacionados ao câncer de mama.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Câncer de mama: você sabe quais são os seus direitos?


Você sabe como funciona o rastreamento do câncer de mama no Sistema Único de Saúde? E sobre os direitos sociais da paciente com a doença?

Segundo Mônica Assis, sanitarista da Divisão de Detecção Precoce e apoio à Organização de Rede do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Unidade Básica de Saúde deve identificar a mulher na faixa etária recomendada para o rastreamento, de 50 a 69 anos, e solicitar a mamografia, orientando a paciente quanto aos benefícios e riscos do exame. O agendamento é feito conforme a organização do sistema de saúde local. “Em muitos casos, a mulher já sai da Atenção Primária à Saúde (Saúde da Família) com o agendamento para o exame. Após pegar o resultado, o médico solicitante reavalia e orienta a mulher conforme o resultado. Havendo suspeita de câncer de mama, a mesma é referida para avaliação especializada no nível secundário de atenção, que pedirá novos exames para confirmação diagnóstica”.

Caso o resultado seja positivo, Mônica informa que a mulher deve ser encaminhada ao hospital referência em sua região para o tratamento. A sanitarista ainda adiciona que os hospitais do Sistema Único de Saúde que tratam o câncer oferecem os recursos terapêuticos e os medicamentos definidos como padrão para o tratamento da doença. E esses recursos são disponibilizados a todos os pacientes.

Direitos sociais


Seja qual for o tipo de câncer, os pacientes com a doença possuem direitos sociais que são analisados caso a caso. Por isso, reunimos alguns deles para que você possa se informar e divulgar essas informações que são muito importantes para todos.

Saque do FGTS
Na fase sintomática da doença, o trabalhador cadastrado no FGTS que tiver neoplasia maligna (câncer) ou que tenha dependente portador de câncer poderá fazer o saque do FGTS.

Uma das documentações exigidas é o atestado médico com validade não superior a trinta dias, contados a partir de sua expedição, firmado com assinatura sobre carimbo e CRM do médico responsável pelo tratamento, contendo diagnóstico no qual relate as patologias ou enfermidades que molestam o paciente, o estágio clínico atual da moléstia e do enfermo. Mais informações sobre as demais documentações podem ser encontradas no site da Caixa Econômica Federal.

Saque do PIS/PASEP
O PIS pode ser retirado na Caixa Econômica Federal e o PASEP no Banco do Brasil pelo trabalhador cadastrado no PIS/PASEP antes de 1988 que tiver neoplasia maligna (câncer), na fase sintomática da doença, ou que possuir dependente portador de câncer. Sobre o valor, o trabalhador receberá o saldo total de suas quotas e rendimentos. A relação dos documentos necessários para o saque do PIS também pode ser encontrada no site da Caixa Econômica Federal.

Auxílio-Doença
É um benefício mensal a que tem direito o segurado quando esse fica temporariamente incapaz para o trabalho em virtude de doença por mais de 15 dias consecutivos. O portador de câncer terá direito ao benefício, independente do pagamento de 12 contribuições, desde que esteja na qualidade de segurado. A incapacidade para o trabalho deve ser comprovada por meio de exame realizado pela perícia médica do INSS. Para conseguir o benefício, a pessoa deve comparecer à agência da Previdência Social mais próxima de sua residência ou ligar para 135 solicitando o agendamento da perícia médica. É indispensável carteira de trabalho ou documentos que comprovem a contribuição ao INSS, além de declaração ou exame médico (com validade de 30 dias) que descreva o estado clínico do segurado.

Aposentadoria por Invalidez
A aposentadoria por invalidez é concedida desde que a incapacidade para o trabalho seja considerada definitiva pela perícia médica do INSS. Tem direito ao benefício o segurado que não esteja em processo de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência (independente de estar recebendo ou não o auxílio-doença). O portador de câncer terá direito ao benefício, independente do pagamento de 12 contribuições, desde que esteja na qualidade de segurado.

Terá direito ao acréscimo de 25% na aposentadoria por invalidez o segurado do INSS que necessitar de assistência permanente de outra pessoa. O valor da aposentadoria por invalidez poderá ser aumentado em 25% nas situações previstas no anexo I, do Decreto 3.048/99.

Tratamento Fora de Domicílio (TFD) no Sistema Único de Saúde (SUS)
A Portaria SAS nº 055, de 24 de fevereiro de 1999, dispõe sobre a rotina de Tratamento Fora de Domicílio. Essa normatização tem por objetivo garantir o acesso de pacientes de um município a serviços assistenciais em outro município, ou ainda, em caso especiais, de um Estado para outro Estado. O TFD pode envolver a garantia de transporte para tratamento e hospedagem, quando indicado. O TFD será concedido, exclusivamente, a pacientes atendidos na rede pública e referenciada. Nos casos em que houver indicação médica, será autorizado o pagamento de despesas para acompanhante.

Isenção do Imposto de Renda na aposentadoria
Os pacientes com câncer estão isentos do imposto de renda relativo aos rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, inclusive as complementações (RIR/1999, art. 39, XXXIII; IN SRF nº 15, de 2001,art. 5º, XII). Mesmo os rendimentos de aposentadoria ou pensão recebidos acumuladamente não sofrem tributação, ficando isento quem recebeu os referidos rendimentos (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV).

Para solicitar a isenção a pessoa deve procurar o órgão pagador da sua aposentadoria (INSS, Prefeitura, Estado etc.) munido de requerimento fornecido pela Receita Federal. A doença será comprovada por meio de laudo médico, que é emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, sendo fixado prazo de validade do laudo pericial, nos casos passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30; RIR/1999, art. 39, §§ 4º e 5º; IN SRF nº 15, de 2001, art. 5º, §§ 1º e 2º).

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Lembre-se que o mês de outubro será totalmente dedicado ao Outubro Rosa. Fique atento ao nosso blog!

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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer de mama


Dando continuidade ao nosso Especial Outubro Rosa, a matéria dessa semana traz para você um panorama geral sobre o câncer de mama com uma entrevista com a patologista Cristiane Nimir, especialista em mama e integrada ao núcleo de mastologia do hospital Sírio-Libânes.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no Brasil, acometendo, em média, cerca de 56 mulheres/100mil, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma, que são os cânceres de pele relacionados à exposição solar.

Esse tipo de câncer pode ser detectado em fases iniciais, na maior parte dos casos, o que aumenta as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é ou não normal em suas mamas com o autoexame. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Confira todos os detalhes na entrevista e espalhe essas informações. A luta contra o câncer de mama é de todos nós!

O que é o câncer de mama e como ele se desenvolve?


O câncer de mama é a proliferação desregulada das células do tecido mamário culminando com a formação do nódulo (massa tumoral). Essa proliferação sem controle faz com que o nódulo cresça, infiltrando outros órgãos saudáveis do organismo. Durante esse processo, a doença acaba consumindo nutrientes e a vitalidade do corpo para favorecer o seu crescimento.

Quais os principais tipos de câncer de mama?


Existem vários tipos de câncer de mama. Antigamente, eram separados de acordo com a forma de suas células apenas. Atualmente, usamos a biologia molecular para interpretá-los da melhor maneira. Assim, os classificamos em:

  • Tumores Luminais: geralmente menos agressivos, presentes especialmente em mulheres mais velhas (acima dos 50 anos) e que respondem ao tratamento com bloqueio hormonal;
  • Tumores Her-2 enriquecido: o gene Her-2 é um dos principais controladores da proliferação da célula dos ductos da mama. Assim, uma mutação pode levar à sua hiperatividade. Os cânceres com essa mutação geralmente são mais agressivos. No entanto, já existe hoje para o seu tratamento uma medicação capaz de atuar exatamente nessa mutação;
  • Tumores “basal-like”: mais comuns em pacientes mais jovens, antes da menopausa. São mais agressivos, pois as células se multiplicam mais rápido e dependem exclusivamente da cirurgia, quimioterapia e radioterapia para serem tratados.

É muito importante hoje saber que o tratamento para o câncer de mama não é tão mutilante como antes. Vários estudos científicos desenvolvem medicamentos cada vez mais específicos para tratar os diferentes tipos de cânceres de mama. É o que chamamos de terapia-alvo.

Além disso, a biologia molecular e o estudo do comportamento do tumor específico em cada paciente é uma ferramenta extremamente importante na decisão do melhor tratamento para cada um. Esses exames, antes só realizados fora do país, hoje são feitos no Brasil e com relativo acesso à população.

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?


Além das condições comuns a todos os tipos de câncer como exposição a fatores cancerígenos como radiação, hábito de fumar, especificamente em relação ao câncer de mama temos:

  • Uso prolongado de terapia hormonal (anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal);
  • Obesidade/sobrepeso, especialmente abdominal;
  • Sedentarismo;
  • História familiar de câncer de mama, e de ovário em pacientes jovens (abaixo de 50 anos) da mesma família.

Quais são os principais sinais e sintomas desse tipo de câncer?


Dentre os sinais do aparecimento do câncer de mama estão:

  • Presença de nódulo ou caroço endurecido em qualquer região do seio;
  • Alteração na textura da pele, geralmente mais endurecida e com sinais inflamatórios como vermelhidão e aumento da temperatura;
  • Secreção cristalina eliminada pelo mamilo;
  • Sensação de coceira e vermelhidão junto ao mamilo.

O câncer de mama pode aparecer em qualquer idade?


Sua incidência aumenta após os 50 anos. No entanto, os cânceres com origem familiar, por alterações hereditárias, geralmente aparecem entre 20-40 anos.

Com qual idade as mulheres devem começar a fazer os exames preventivos de câncer de mama? Somente a mamografia é necessária?


A orientação atual do Ministério da Saúde é que as mulheres entre 50-69 anos devem fazer a mamografia a cada 2 anos. No entanto, para nossa realidade e tipos de cânceres existentes em nosso país, as mulheres deveriam fazer, pelo menos, um exame de imagem (ultrassonografia ou mamografia) uma vez por ano. Essa medida consegue detecção precoce em cerca de 20-30% dos casos de câncer de mama em pacientes mais jovens.

Qual a importância da detecção precoce?


A detecção aumenta, e muito, a chance de cura. Pacientes com detecção precoce tem cerca de 90-95% de chance de cura completa da doença.

Qual é a previsão de casos de câncer de mama no Brasil ainda em 2016? Uma parte deles poderia ser evitado?


Temos uma previsão de quase 58.000 novos casos de câncer de mama em 2016 e uma parte deles poderia ser evitado.

Poderíamos diminuir a incidência do câncer de mama em quase 30% das mulheres com mudanças de hábitos de vida como:

  • Alimentação saudável, evitando-se o sobrepeso;
  • Atividade física regular;
  • Uso hormonal regulado e exclusivo aos casos de necessidade com acompanhamento rigoroso;
  • Acompanhamento de pacientes com história familiar positiva e, dentro do possível, a pesquisa de alterações genéticas na família propensas ao desenvolvimento do câncer.

É possível prevenir o câncer de mama? Como?


Na maior parte dos casos, sim. Como dito acima, a mudança de hábitos de vida com alimentação saudável, prática de esportes, evitar o uso abusivo de hormônios, é capaz de reduzir em até 30% o risco de chance de se ter o câncer de mama.

Quer saber mais sobre o câncer de mama? Fique de olho no nosso blog. Ao longo desse mês traremos diversas matérias sobre o tema para você!

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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Como evitar o resultado falso-negativo no câncer de mama?


Especial Outubro Rosa


A Singular apoia o Outubro Rosa. Por isso, ao longo do mês, nossas matérias serão totalmente dedicadas ao câncer de mama para levar informação ao público e ajudar ainda mais na divulgação desse assunto tão importante que diz respeito a todos!

Para a primeira matéria desse especial, entrevistamos a médica radiologista Dra. Vivian Schivartche, especialista no diagnóstico da mama do CDB Premium, sobre o resultado falso-negativo nos exames de câncer de mama. Confira!

Como evitar o resultado falso-negativo no câncer de mama?


Anualmente, mulheres com mais de 40 anos devem procurar um ginecologista para realizar os exames de rotina incluindo a mamografia que ainda é considerada padrão-ouro quando se trata do diagnóstico precoce de câncer de mama.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), para o Brasil, em 2016, são esperados quase 58 mil novos casos, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres.

Entre os sintomas, o mais comum é o surgimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, porém há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama incluem dor, descamação, ulceração ou alterações da pele que reveste o mamilo, além de secreção papilar. Podem surgir também linfonodos palpáveis na axila. Apesar de não muito frequente, o resultado falso-negativo ainda preocupa os médicos por dar uma falsa sensação de segurança para a paciente.

De acordo com a médica radiologista Dra. Vivian Schivartche, especialista no diagnóstico da mama do CDB Premium, o falso-negativo resulta da dificuldade de identificar determinados tumores em fase inicial.

A médica afirma que não existe método de diagnóstico perfeito em medicina e todos terão o seu grau de sensibilidade. No caso da mamografia, por exemplo, é realizado uma compressão leve da mama na qual o feixe do raio-x atravessa todo o tecido e tudo que está na mama será sobreposto. Dra. Vivian explica que, normalmente, acha-se tumores na mama das seguintes formas: calcificações agrupadas; nódulos que, em geral, são mais densos que o restante da mama ou como uma alteração de arquitetura.

“Dependendo da composição da mama, ou seja, quando se tem mais tecido de sustentação e glandular, chamadas de mamas densas, há mais sobreposição de estruturas e menos contraste, limitando a sensibilidade do exame. Quando a mama é inteira gordurosa, ela é transparente para o raio-x, então fica mais fácil de vermos alguma alteração, mas nas mamas densas existe uma dificuldade. Às vezes, no meio desse tecido, pode haver um nódulo ou área de distorção que não aparece e isso é o que chamamos de resultado falso-negativo. Hoje, a detecção da mamografia é de 85% e os demais 15% não conseguimos visualizar por essas razões”, complementa a médica.

Demais exames usados no rastreamento do câncer de mama


Segundo Dra. Vivian, em qualquer exame pode-se ter o resultado falso-negativo. O ultrassom, que é um excelente método, sozinho também só chega a 85% de sensibilidade. Esse exame consegue visualizar bem nódulos e alterações de arquitetura, mas não calcificações agrupadas que só são vistas na mamografia. Porém, quando junta-se os dois tipos de exame, ultrassom e mamografia, consegue-se ter 90% de sensibilidade.

Já no caso da ressonância magnética, outro método também utilizado, a taxa de detecção fica em torno de 92%. Porém, a médica salienta que a ressonância só é indicada em casos especiais de rastreamento, pois é um tipo de exame complexo e com contraindicações. Na ressonância magnética é usado contraste intravenoso que circula na mama para mostrar as áreas que têm aumento de vascularização. Conforme explicado pela médica, é um exame que, segundo a Associação Americana de Câncer (protocolo utilizado no mundo inteiro), é indicado para pacientes considerados com alto risco (acima de 20% ao longo da vida). Existem algumas fórmulas para calcular o risco que são utilizadas por mastologistas, geneticistas e oncologistas.

Dra. Vivian ainda acrescenta que os casos que são indicados para fazer mamografia, ultrassom e mais a ressonância anualmente são: mulheres com mutação genética do gene BRCA 1 e 2, aquelas com parentes de 1º grau com mutação genética e que não realizaram o teste, mulheres que fizeram radioterapia no tórax (após 10 anos da radiação) e pacientes com outras síndromes genéticas raras. “Vale lembrar que a ressonância é um exame de alto custo e com disponibilidade limitada, então usamos nesses casos especiais de rastreamento e em diagnóstico”.

Nova tecnologia no rastreamento do câncer de mama


Para Dra. Vivian, as opções ideais para se fazer o rastreamento do câncer de mama seriam a mamografia 3D juntamente com o ultrassom. Ambos chegam a quase 95% de detecção.

Recente no Brasil, começando a ser utilizada em 2010, o aparelho de mamografia 3D gira em arco em volta da mama fazendo várias imagens com baixa dose de radiação. Essas imagens são reconstruídas em fatias de 1 mm cada. Segundo Dra. Vivian, toda a sobreposição que existe na mamografia comum desaparece, pois a mama é analisada em fatias individuais, facilitando a identificação das alterações de arquitetura, nódulos, definição de contorno e calcificações pequenas que não apareciam na mamografia convencional. “Só com a mudança da tecnologia, tivemos um aumento de 30% na detecção do câncer de mama e o resultado falso-negativo fica em torno de 5 a 8%. Além disso, a mamografia 3D tem como vantagem uma dose menor de radiação e ainda é mais confortável para a mulher, pois é um exame mais rápido que a mamografia convencional”.

Porém, a radiologista ressalta aos médicos a importância de solicitar especificamente pela mamografia 3D por ser um modelo mais recente, além de não ser disponibilizado por todos os laboratórios.

Outra recomendação dada pela Dra. Vivian aos médicos com relação aos exames de câncer de mama é começar o rastreamento das mulheres a partir dos 40 anos, solicitando a mamografia anual, se possível o tipo 3D e em locais em que a mulher tenha acesso, ter um bom histórico clínico da paciente e da família para avaliação de riscos. Com essas informações é possível definir se, além da mamografia, estão indicados ultrassom e ressonância magnética. “No momento da consulta, se o profissional palpar um nódulo, a primeira coisa a se fazer é solicitar um ultrassom. Para nódulos palpáveis sempre se inicia com esse exame, pois é o método mais rápido e acessível. Com o ultrassom, ao achar uma área suspeita, já é possível realizar punção ou biopsia, adiantando o diagnóstico”, finaliza a médica radiologista Dra. Vivian Schivartche.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Conheça mais sobre as doenças vasculares



Você sabia que os problemas vasculares englobam as doenças venosas, arteriais e linfáticas?

Dr. Roberto Sacilotto, diretor científico da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), explica que as artérias são vasos que saem do coração e distribuem o sangue para todo o organismo. O grande vaso que sai do coração chama-se aorta que percorre todo o tórax e abdômen lançando ramos para o intestino, fígado, pâncreas e outros órgãos e posteriormente se divide em artérias ilíacas que distribuem o sangue para os membros inferiores.

Já as veias são vasos que trazem o sangue de volta ao coração, o qual depois bombeia aos pulmões para serem oxigenados. Incluem vasos importantes como as veias femorais, ilíacas e cava. A veia safena, conhecida pelas pontes no coração, é uma veia superficial e acessória que percorre toda a perna e coxa, finalizando na veia femoral.

Os vasos linfáticos são finos e existentes em todo o organismo e que nos membros inferiores e superiores têm a função maior de retirar o líquido e proteínas que se acumulam e devolver ao nível do coração.

Principais doenças vasculares


De acordo com Dr. Roberto, as doenças venosas são as mais comuns destacando-se as varizes de membros inferiores e as tromboses venosas profundas com suas complicações.

Entre as doenças arteriais, o médico chama atenção para os aneurismas de aorta os quais podem surgir no tórax, abdômen ou em ambos os segmentos, os estreitamentos das artérias carótidas, que podem acarretar o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e os estreitamentos das artérias dos membros inferiores os quais podem levar a obstruções e ao aparecimento de necroses ou gangrenas de extremidades muito comum nos pacientes diabéticos.

Já no caso das doenças linfáticas, as principais ocorrem nos membros inferiores que se manifestam com inchaço no tornozelo e nos pés chamados de linfedema.

Dr. Roberto ressalta que o angiologista é o especialista que trata as doenças vasculares clínicas realizando pequenos procedimentos, mas não opera, por exemplo, as varizes, aneurismas ou outras doenças cirúrgicas. Já o cirurgião vascular realiza todos os tipos de cirurgia e, também, trata as patologias. Vale lembrar que a especialidade é conhecida como uma só, denominada Angiologia e Cirurgia Vascular.

Quer saber mais detalhes sobre os vários tipos das doenças vasculares? Fique atento ao blog da Singular Medicamentos Especiais que traremos mais informação sobre o assunto para você.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Setembro Dourado: um alerta para o câncer infantojuvenil


A Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) lançou no dia 1º de setembro a campanha Setembro Dourado, criada para chamar a atenção, por meio de ações preventivas e educativas, para os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil e a importância do seu diagnóstico precoce.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (7% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos para todas as regiões. Estima-se que ocorrerão cerca de 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no país em 2016 e 2017. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos seguidas pelas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.

Para tentar reverter esse prognóstico, as instituições trabalham na divulgação dos principais sinais e sintomas do câncer infantojuvenil. Segundo o INCA, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados, obtendo uma boa qualidade de vida.

Segundo Rilder Campos, presidente do CONIACC, a Confederação e suas filiadas estão realizando mais uma vez o Setembro Dourado como forma de conscientizar a população e desenvolver em todo o Brasil a cultura de detectar precocemente os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil. “Esperamos contar com a colaboração, e mais que isso, com a mobilização de toda a sociedade no sentido de que o câncer em crianças e adolescentes possa ser detectado o mais cedo possível e, assim, que seja alcançada a cura. A gente precisa virar multiplicador, fazer com que a sociedade se mobilize em torno dessa informação. Temos que pensar que qualquer pessoa pode ter o seu filho com câncer, mas que, com o diagnóstico precoce, ele pode se tornar um adulto curado e sem sequelas”, adiciona o presidente.

Entendendo o câncer infantojuvenil


De acordo com a Dra. Fernanda Tibúrcio, médica oncopediatra da Oncomed-BH, o câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais comuns na infância são as leucemias, tumores do sistema nervoso central, tumores abdominais e tumores ósseos.

O presidente do CONIACC acrescenta que os tipos neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (o qual afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e os sarcomas (tumores de partes moles) também podem acometer crianças e adolescentes.

Tanto a Dra. Fernanda quanto Rilder Campos alertam para os principais sinais e sintomas que incluem:
  •  Febre
  •  Palidez repentina
  •  Perda de peso
  •  Fraqueza
  •  Irritabilidade
  •  Manchas roxas na pele
  •  Cefaléia e vômitos
  •  Alterações no equilíbrio e na visão
  •  Dor óssea não relacionada a fraturas, quedas e traumas
  •  Dor abdominal
  •  Massas ou nódulos palpáveis
  •  Dor ou aumento na barriga
  •  Pressão alta
  •  Ínguas ou nódulos, principalmente nas axilas, pescoço e virilha
  •  Mancha branca na pupila (reflexo de olho de gato)
  •  Convulsões
  •  Alteração na fala e no andar
  •  Sangramento em geral

Com relação ao tratamento, a médica oncopediatra informa que é sempre multidisciplinar e requer um grande envolvimento da família. “O tratamento é composto de quimioterapia, cirurgia e radioterapia e deve ser instituído o mais precoce possível para que aumente as chances de cura. E não há exames ou tratamentos preventivos”, finaliza Dra. Fernanda.

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