sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O Câncer é Contagioso?

Uma pessoa saudável não pode "pegar" câncer de alguém com a doença. Não existem evidências de que o contato próximo ou ações como sexo, beijar, tocar, compartilhar refeições ou respirar o mesmo ar pode passar o câncer de uma pessoa para outra.

As células cancerosas de uma pessoa são incapazes de viver no corpo de outra pessoa saudável. O sistema imunológico de uma pessoa saudável reconhece as células estranhas e as destrói, incluindo as células cancerígenas.

Transplante de Órgãos


Existem casos em que um órgão transplantado de um paciente com câncer provocou a doença na pessoa que recebeu o órgão. Mas, existe um fator importante que torna isso possível, as pessoas que recebem transplantes de órgãos tomam medicamentos que debilitam seu sistema imunológico. Isto deve ser feito para que seu sistema imunológico não ataque e destrua o órgão transplantado. Esta parece ser a principal razão para que o órgão transplantado possa, em casos raros, causar o câncer para o receptor do órgão. Os doadores de órgãos são cuidadosamente selecionados para evitar que isso aconteça.

Ainda assim, estudos recentes mostram que o câncer é mais comum em pessoas que recebem transplantes de órgãos sólidos do que em pessoas que não foram transplantadas, mesmo quando o doador não tem câncer. Isto ocorre, como foi mencionado acima, devido aos medicamentos para reduzir o risco de rejeição do transplante. Estes medicamentos diminuem a resposta imune, tornando o sistema imunológico incapaz de reconhecer e atacar as células pré-cancerígenas e os vírus que podem causar o câncer.

Gravidez


Se uma mulher tem câncer durante a gravidez, a doença raramente afeta diretamente o feto. Alguns tipos de câncer podem se disseminar da mãe para a placenta, mas a maioria dos cânceres não atinge o feto. Em alguns casos muito raros, diagnosticou-se melanoma na placenta e feto.

Infecções


Os germes, principalmente as bactérias e os vírus, podem ser transmitidos de uma pessoa para outra por contato sexual, beijo, toque e compartilhamento de alimentos. Alguns podem até mesmo ser transmitidos apenas por respirar o mesmo ar. Os germes são muito mais propensos a serem uma ameaça aos pacientes com câncer do que a uma pessoa saudável. Isso ocorre porque as pessoas com câncer, muitas vezes têm o sistema imunológico debilitado, e podem não ser capazes de combater as infecções.

Germes e o Risco de Câncer

Existem alguns germes que podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento de certos tipos de câncer. Isso faz com que algumas pessoas pensem erroneamente, que o câncer é contagioso.

Vírus


Alguns tipos de câncer são encontrados com mais frequência em pessoas infectadas com determinados vírus, por exemplo:

Certos tipos de vírus do papiloma humano (HPV) estão ligados ao câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e alguns tipos de câncer de boca, garganta e cabeça e pescoço. Mas fumar, beber e outros fatores também aumentam o risco desses tipos de câncer.

O vírus Epstein-Barr está relacionado ao câncer de nasofaringe, linfoma gástrico, linfoma de Hodgkin e linfoma de Burkitt.

Os vírus da hepatite B e C aumentam o risco de câncer de fígado.

O vírus do herpes humano tipo 8 ou vírus herpes Kaposi, está ligado ao sarcoma de Kaposi. A maioria das pessoas com HHV-8 não desenvolvem o sarcoma de Kaposi, a menos que também estejam infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS. O vírus T-linfotrópico humano 1 (HTLV-1) está relacionado com determinados tipos de leucemia linfocítica e linfoma não Hodgkin.

O câncer invasivo de colo do útero, sarcoma de Kaposi e determinados linfomas são muito mais comuns em pessoas que tem o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS. Em muitos casos de cânceres relacionados com o HIV, outros vírus, como o HHV-8 ou HPV desempenham também um papel importante no desenvolvimento do câncer.

Estes vírus podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, geralmente através do sangue ou de relações sexuais. Entretanto, a infecção com o vírus sozinha não transmite câncer. Um sistema imunológico enfraquecido, outras infecções, outros fatores de risco e outros problemas de saúde permitem que o câncer se desenvolva mais rapidamente.

Bactérias

As bactérias também podem causar câncer. O Helicobacter pylori é uma bactéria comum, conhecido por estar associado a determinados tipos de câncer de estômago. Infecção a longo prazo com essa bactéria pode danificar a camada interna do estômago e aumentar o risco de câncer de estômago.

Parasitas

Os parasitas que podem viver no interior do corpo humano, também podem aumentar o risco de alguns tipos de câncer. Alguns parasitas estão relacionados ao câncer de bexiga, vias biliares e possivelmente também com outros tipos de câncer.

Alterações no DNA

A maioria dos cânceres não é causada por agentes infecciosos. O câncer se desenvolve devido as mutações que ocorrem no DNA de uma pessoa. Essas alterações podem ser herdadas ou adquiridas durante a vida. Algumas alterações acontecem sem razão conhecida, enquanto outras são devido a exposições ambientais, como a radiação ultravioleta proveniente do sol ou fumaça de cigarro. Alguns vírus são conhecidos por causar mutações diretamente no DNA, que podem se transformar em câncer.

Câncer não é uma Doença Contagiosa!

Se o câncer fosse uma doença contagiosa, haveria epidemias de câncer, assim como temos epidemias de gripe – o câncer se disseminaria como o sarampo, a poliomielite ou o resfriado comum. Seria de se esperar um alto índice de câncer entre as famílias e amigos de pacientes com a doença e entre os profissionais de saúde devido a sua exposição à doença. Entretanto, este não é o caso.

O fato de que o câncer possa acontecer com mais frequência em determinadas famílias, isso não significa que os membros da família terão câncer porque foi transmitido do familiar com a doença. Existem outras razões para isso acontecer:

Membros da mesma família compartilham os mesmos genes.

As famílias podem ter estilos de vida pouco saudáveis e similares, como, por exemplo, dieta e tabagismo.

Membros de uma mesma família podem estar expostos ao mesmo agente causador de câncer.


Pacientes com Câncer

Nos dias de hoje, familiares, amigos e colegas de trabalho de pessoas com câncer, às vezes, se afastam quando ficam sabendo da doença. Em função disso, as pessoas com câncer, podem se isolar e ficar sozinhas.

Você não tem que ficar longe de alguém com câncer, pois você não pegará a doença. Não tenha medo de visitar uma pessoa com câncer. Eles precisam de suas visitas e de seu apoio.

Fonte: Oncoguia

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Colonoscopia.

É um dos exames mais realizados porque além de detectar o câncer colorretal, também pode encontrar pólipos que podem ser removidos antes de se transformarem em câncer.

Vamos explicar agora os 7 itens que você precisa saber sobre o exame:

As pessoas que não tem fatores de risco identificados devem começar a fazer exames regulares aos 50 anos. Aqueles com histórico familiar ou outros fatores de risco para pólipos ou câncer, como doença inflamatória do intestino, devem conversar com seus médicos para estabelecerem o inicio dos exames de rastreamento mais precocemente ou realiza-los com mais frequência.


A colonoscopia é um dos exames mais realizados porque não só pode diagnosticar o câncer colorretal, como também pode encontrar pólipos que podem ser removidos antes de se transformarem em câncer. Saber  em que consiste o exame pode diminuir o medo ou o receio de fazer uma colonoscopia e ajudar na preparação necessária.

O QUE É?

É um exame que permite ao médico observar todo o interior do cólon e do reto para procurar pólipos ou sinais de câncer. Pólipos são formações arredondadas que ao longo do tempo podem se tornar câncer. Neste exame é utilizado um colonoscópio, tubo flexível, com uma pequena câmera de vídeo na extremidade, que está conectada a um monitor para visualização do interior do cólon. 

Instrumentos especiais podem ser passados através do aparelho para remover pequenos pólipos ou até mesmo coletar amostras de tecido, se necessário.

O QUE É PREPARAÇÃO INTESTINAL?

É o processo realizado para a limpeza do cólon, de modo que o revestimento das paredes internas do cólon e do reto possa ser visualizado com clareza durante o exame. A preparação pode incluir uma dieta especial, uso de laxantes na véspera do exame, alguns medicamentos e ás vezes enemas que farão você ir várias vezes ao banheiro. Em alguns casos será solicitado que não tome nenhum medicamento até uma semana antes do exame.


ONDE É FEITA A COLONOSCOPIA?

Pode ser realizada em clínicas de diagnóstico, consultório médico ou hospital.

O QUE ESPERAR DO EXAME?

O exame dura cerca de 30 minutos, podendo demorar mais se um pólipo é encontrado e removido. Antes do inicio do processo os pacientes são sedados para que o desconforto diminua. Durante o exame você estará acordado, mas não estará ciente do que está acontecendo e pode não se lembrar do procedimento quando terminar. Por conta disso, recomenda-se ir acompanhado por um familiar ou amigo. É importante que após o exame, você planeje passar o resto do dia em casa devido ao efeito dos medicamentos.

COLONOSCOPIA DÓI?

A maioria das pessoas não sente dor alguma durante o exame, mas podem apresentar-se cólicas ou desconforto após o termino do procedimento por causa do ar que é injetado durante o exame. A injeção de ar é feita para possibilitar a melhor observação do cólon e reto.


O QUE ACONTECE SE ACHAREM ALGUMA COISA?

Se um pólipo pequeno é encontrado durante a colonoscopia, seu médico provavelmente irá removê-lo durante o exame. Se o pólipo é grande demais para ser removido, ou se você tem alguma lesão suspeita de ser câncer, o médico realizará uma biópsia. O resultado da biópsia determinará necessária a realização de exames complementares e o inicio do tratamento contra o câncer.


COM QUE FREQUÊNCIA DEVE SER FEITA COLONOSCOPIA?

No caso de não ter sido encontrada nenhuma lesão pode ser realizada outra colonoscopia após 10 anos da primeira. Se foi achada uma lesão à frequência pode ser muito menor e em alguns casos pode ser necessário iniciar tratamento.

Fonte: Oncoguia

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mitos sobre o HIV

Quando os primeiros casos da AIDS surgiram, no início dos anos 1980, ninguém sabia exatamente do que se tratava. Como a maioria das vítimas era de homens homossexuais, a "doença misteriosa" rapidamente ficou conhecida como a "peste gay". Depois, quando perceberam que não eram só gays que adoeciam, passaram a colocar a culpa também nos haitianos, hemofílicos e usuários de drogas. Mas não demorou muito para que as pessoas percebessem, enfim, que o local de origem ou a orientação sexual não eram "pré-requisitos" para contrair o vírus. Hoje, 35 anos após o começo da epidemia, sabe-se que o HIV pode atingir a todos e todas, sem distinção de gênero, classe, raça, origem ou orientação sexual.

Apesar disso, muitos pré-conceitos ainda resistem sobre as pessoas que vivem com o vírus. Mesmo hoje, superado o pior momento da epidemia e com avanços na medicina que permitem ao soropositivo viver bem e com saúde, diversos equívocos que sobreviveram ao tempo ainda fazem com que os portadores do HIV não consigam falar sobre isso abertamente, com medo de não conseguirem emprego ou dos amigos e familiares se afastarem.


Confira quais são esses preconceitos:

Quem tem HIV é "aidético"

O termo "aidético" já caiu em desuso há algum tempo. No entanto, ele ainda é muito usado de forma pejorativa. Além disso, ele também dá a entender que HIV e Aids são a mesma coisa, e não são. HIV é o vírus e Aids, a doença. Só tem Aids as pessoas soropositivas que desenvolvem os sintomas da doença, que incluem deficiências imunológicas, já que o vírus começa a destruir as células de defesa, deixando o corpo vulnerável a todo tipo de doença. Quem tem HIV - o chamado soropositivo ou HIV-positivo - não necessariamente desenvolverá Aids, desde que siga corretamente o tratamento. Hoje, ele é feito com medicamentos antirretrovirais, que inibem a ação do HIV no organismo e impedem que ele ataque o sistema imunológico. Esse estágio da infecção, que costuma demorar de dois a dez anos após a exposição ao HIV sem tratamento, é conhecido como Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Portanto, quem é soropositivo não tem a aparência magra, doente e com manchas no corpo. Essa é a imagem que se tem da Aids. Hoje, com as opções de tratamento existentes, é muito difícil encontrar alguém que tenha HIV com essas características.

Transei com um soropositivo, então com certeza estou infectado

Isso também não é verdade. Poucos sabem, mas é muito mais difícil ser infectado pelo HIV com um soropositivo do que com uma pessoa que desconhece sua sorologia. Isso porque, graças ao tratamento, a carga viral de muitas pessoas que vivem com o vírus está indetectável, ou seja, com menos de 40 cópias de vírus por mililitro de sangue. Isso é insuficiente para que não haja a transmissão. Para se ter uma ideia, se um soropositivo com carga viral indetectável há pelo menos um ano fizer o teste de HIV, o resultado tem muitas chances de ser negativo.

Estudos internacionais já mostraram que um soropositivo em tratamento e há seis meses com a carga viral suprimida tem 96% menos chances de transmitir o vírus durante o ato sexual. Essa, que foi eleita a descoberta científica do ano em 2011 pela revista Science, é também um dos mais importantes passos contra a discriminação de soropositivos e um salto na qualidade de vida de quem vive com HIV.


Soropositivos tendem a ficar mais vezes afastados do trabalho

Quando recebe o diagnóstico de HIV, muitas vezes a pessoa já sai do consultório médico com os antirretrovirais em mãos. Seguindo o tratamento corretamente, o vírus não se manifesta no organismo, a carga viral permanece baixa, o número de CD4 no sangue - que são as células de defesa preferidas como "alvo" do HIV - fica alto e a pessoa jamais manifestará quaisquer sintomas relacionados à Aids.

Portanto, o soropositivo em tratamento pode, sim, ficar afastado do trabalho, mas não pelos motivos comumentemente relacionados ao HIV, mas sim por razões que levam qualquer pessoa a se ausentar, como uma virose, gripe ou conjuntivite.

Para Ricardo Vasconcelos, infectologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), é recomendável que os pacientes com HIV passem por consultas médicas regularmente para que o médico possa avaliar se o tratamento está fazendo efeito e se a carga viral e o índice de CD4 permanecem estáveis. "Um paciente que esteja com a imunidade baixa ou com alguma doença oportunista deve voltar mais vezes ao médico, mas hoje em dia, com o tratamento, é cada vez mais raro ver soropositivos desenvolvendo Aids", explica. "O paciente com carga viral indetectável e nível de CD4 bom só precisa retornar duas vezes ao ano".

Soropositivos não podem ter filhos

Quando a infecção acontece de mãe para filho, é o que os médicos chamam de ?transmissão vertical?. Ela pode ocorrer de três maneiras distintas: durante a gestação, na hora do parto ou, ainda, na amamentação. Sem tratamento, mulheres com HIV têm de 15 a 45% de chance de transmitir o vírus para a criança. Com o auxílio dos medicamentos antirretrovirais, porém, esse risco pode ser reduzido a apenas 1%.

O pré-natal antecipado e o aumento no número de cesáreas necessárias são duas medidas que passaram a ser adotadas em todo o mundo com o objetivo de frear a transmissão vertical de HIV. Além disso, o Ministério da Saúde passou a recomendar a suspensão total do aleitamento materno por mães soropositivas. As ações têm mostrado bons resultados. De 2009 a 2013, o número de novas infecções por HIV em crianças - cuja maioria se dá pela transmissão vertical - caiu drasticamente 43% em todo o mundo, ainda que o índice tenha se mantido alto em alguns países da África, onde o tratamento é mais difícil. Ainda segundo o Ministério, todos os anos ocorrem cerca de 12 mil novos casos de transmissão vertical no Brasil. Mas os médicos estão otimistas: recentemente, Cuba tornou-se o primeiro país do mundo a zerar a transmissão de mãe para filho, tanto de HIV quanto de sífilis.


HIV se transmite também pelo beijo ou suor

Mito antigo, porém que ainda resiste no imaginário popular. O HIV é transmitido por meio da troca de fluidos corporais, porém saliva e suor não são uns deles. Apenas sangue, sêmen, secreções genitais e leite materno possuem concentração de vírus suficiente para infectar outra pessoa. Portanto, nunca é demais lembrar que as únicas formas de transmissão do HIV são: relações sexuais desprotegidas - anal, oral ou vaginal -, transfusão de sangue, compartilhamento de seringas ou de mãe para filho (transmissão vertical). Não se pode contrair HIV por nenhum outro meio que não sejam esses.

Soropositivos eventualmente morrerão de Aids

Graças aos avanços no tratamento, hoje quem tem o HIV pode morrer de velhice. Antigamente, quando não havia medicamentos eficientes para barrar a ação do vírus, o soropositivo eventualmente desenvolvia a Aids e padecia em decorrência das infecções oportunistas, principalmente pneumonia, tuberculose e sarcoma de Kaposi - um tipo muito raro de câncer de pele. Hoje, no entanto, os medicamentos antirretrovirais disponíveis impedem que o HIV se multiplique e espalhe pela corrente sanguínea, freando a replicação do RNA viral. Com isso, o vírus permanece adormecido dentro do organismo e, caso o tratamento seja seguido à risca, pode nunca se manifestar.

Somente homossexuais e profissionais do sexo contraem HIV

Apesar de no começo da epidemia a maioria das vítimas da Aids terem sido homens homossexuais, foi-se o tempo em que a doença era chamada de "peste gay". No entanto, muitas pessoas ainda relacionam a síndrome com a falsa ideia de que somente rapazes gays possam se infectar com o HIV. Isso não é verdade. Hoje, sabe-se que qualquer pessoa, seja ela homem ou mulher, hetero ou homossexual, está sujeita a contrair o vírus. Caiu a noção de "grupo de risco" e adotou-se o chamado "comportamento de risco", que é manter relações sexuais desprotegidas e compartilhar seringas sem esterilização, por exemplo.

Da mesma forma, ter um número maior de parceiros sexuais pode aumentar a chance de uma pessoa se infectar, mas isso está longe de ser uma regra. Pessoas casadas ou em relacionamentos estáveis também estão sob risco de infecção se mantiverem relações sexuais sem preservativo.


É melhor ter HIV para poder transar sem camisinha sempre

Hoje em dia não se vê mais pessoas morrendo de Aids. Graças ao tratamento, quem é soropositivo pode ter uma vida boa e saudável, sem nunca manifestar um único sintoma. Essa nova realidade trouxe alívio para milhões de pessoas ao redor do mundo que hoje vivem com o vírus. Ao mesmo tempo, porém, os avanços da medicina parece ter alimentado a crença de que, já que é possível tratar e viver bem com HIV, a melhor solução é infectar-se de uma vez para poder fazer sexo sem camisinha sem preocupações. Isso, no entanto, é uma grande mentira.

Primeiro porque o HIV não é a única doença sexualmente transmissível que existe. Outras infecções, como HPV, gonorreia, sífilis e clamídia estão circulando por aí e a incidência não é baixa. Segundo porque os medicamentos antirretrovirais usados para tratar HIV podem trazer efeitos colaterais indesejados, como ganho de peso, enjoos, diarreia, entre outros.

Além disso, a carga emocional de uma pessoa que vive com HIV é frequentemente abalada pela discriminação que ainda atinge os soropositivos. Infelizmente, muitas pessoas ainda acreditam que não podem ter contato e muito menos se relacionar afetivamente com uma pessoa que vive com HIV. Fora isso, alguns países, como o Canadá, não permitem que soropositivos estrangeiros viajem a trabalho ou estudo para lá, uma vez que teriam que fazer uso dos medicamentos oferecidos pelo governo local.


Soropositivos são culpados por terem contraído o vírus

Não podemos generalizar o contexto que levou uma pessoa a contrair o vírus HIV, pois existem diversas formas de infecção e mais diversas ainda situações que podem levar ao contágio. Contudo, se culpar por algo que já aconteceu não resolve o problema. Pelo contrário, dificulta o acesso ao tratamento e afeta a qualidade de vida. O importante após o diagnóstico é entender que a partir deste momento o paciente terá a responsabilidade em seguir o tratamento para manter sua saúde em dia.


Fonte: Minha Vida