quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Obesidade e câncer de mama

Obesas correm risco 40% maior de desenvolver algum câncer relacionado ao peso em comparação com mulheres saudáveis. Os principais tumores ligados ao excesso de peso são: intestino, mama pós-menopausa, vesícula biliar, útero, rim, pâncreas e de esôfago. O dado foi divulgado nesta terça-feira pela Cancer Research UK, uma ONG britânica que realiza pesquisas com o intuito de combater o câncer.


De acordo com a ONG, de cada 1 000 mulheres obesas, 274 serão diagnosticadas, durante sua vida, com um câncer ligado ao sobrepeso. Quando comparadas a 1 000 mulheres de peso saudável, 194 desenvolverão os mesmos tipos de tumor. Este levantamento foi baseado em diversos estudos e dados oficiais sobre a incidência de câncer, obesidade e a relação entre eles na Grã-Bretanha.

Existem diferentes maneiras pelas quais a obesidade pode aumentar os riscos de câncer em mulheres.

Uma das mais apontadas é a produção de hormônios pelas células adiposas, como o estrogênio. 

Acredita-se que este hormônio seja o combustível do desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como mama e útero. Outra possibilidade é que o excesso de gordura cause múltiplos efeitos no metabolismo de outras células, podendo elevar o nível de radicais livres e danificar o DNA celular.



Prevenção - "Ajudar as pessoas a entender como elas podem reduzir seus riscos de desenvolver câncer continua a ser crucial na luta contra a doença", afirma Julie Sharp, chefe do setor de informações para saúde da Cancer Research UK. Ela lembra que a probabilidade de uma pessoa ter um tumor é uma combinação de vários fatores, como genética, ambiente e envelhecimento. "Embora não possamos comandar alguns desses aspectos, é preciso agir sobre aqueles que controlamos, a exemplo de não fumar, ter alimentação e peso saudáveis e beber moderadamente. "

Fonte: Veja Online

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Alimentos podem aumentar o risco de câncer de mama.

Maus hábitos alimentares estão diretamente relacionados com essa estatística. A vida moderna, cada vez mais agitada, dificultou o velho (e bom) hábito de preparar os próprios alimentos e deu lugar aos alimentos prontos para consumo ou de fácil preparo.

O nutricionista Fábio Gomes, do INCA, explica que muitos alimentos possuem fatores mutagênicos, ou seja, lesam as células humanas e alteram o material genético que existe dentro dela. "Esse processo leva a uma multiplicação celular muito maior do que o normal e, em consequência, pode aparecer um tumor". Muitos desses alimentos não apresentam qualquer benefício à saúde e podem ser facilmente riscados do cardápio.

Confira agora quais são e modere no consumo dos alimentos que predispõem a doença.

Carnes processadas


Linguiça, salsicha, bacon e até o peito de peru contêm quantidades consideráveis de nitritos e nitratos. Essas substâncias, em contato com o estômago, viram nitrosaminas, substâncias consideradas mutagênicas, capazes de promover mutação do material genético.

"A multiplicação celular passa a ser desordenada devido ao dano causado ao material genético da célula. Esse processo leva à formação de tumores, principalmente do trato gastrointestinal", explica Fábio Gomes.

A recomendação do especialista é evitar esses alimentos, que não contribuem em nada com a saúde.

Refrigerantes


A bebida gaseificada, além de conter muito sal em forma de sódio, possui adoçantes associados ao aparecimento de câncer. O ciclamato de sódio, por exemplo, é proibido nos Estados Unidos, mas ainda é utilizado no Brasil, principalmente em refrigerantes "zero". "Essa substância aumenta o risco de aparecimento de câncer no trato urinário", conta Fábio Gomes.

Quanto aos adoçantes que podem ser adicionados à comida ou à bebida, o nutricionista diz que ainda não há comprovação científica. "O ideal é que o adoçante seja usado de forma equilibrada, pois é um produto destinado a pessoas com diabetes e não deve ser consumido em excesso pela população em geral", aponta.

Alimentos gordurosos


Fábio Gomes explica que não é exatamente a gordura a principal responsável pelo aparecimento de câncer, e sim a quantidade de calorias que ela agrega ao alimento. A comida muito gordurosa é densamente calórica, ou seja, tem mais que 225 calorias a cada 100 gramas do alimento. "Por esses alimentos geralmente serem pobres em nutrientes, é preciso ingeri-los em grandes quantidades para obter saciedade, o que leva ao superconsumo", conta o nutricionista do INCA.

Em excesso, esses alimentos provocam obesidade, que é fator de risco para câncer de pâncreas, vesícula biliar, esôfago, mama e rins. A célula de gordura libera substâncias inflamatórias, principalmente hormônios que levam a alterações no DNA e na reprodução celular, como o estrogênio, a insulina e um chamado de fator de crescimento tumoral. 

Alimentos ricos em sal


"Se ingerido em quantidade maior do que cinco gramas por dia, o sal pode lesar as células que estão na parede do estômago", explica o nutricionista Vinicius Trevisani, do Instituto do Câncer de São Paulo. Essa agressão gera alterações celulares que podem levar ao aparecimento de tumores.

Procure evitar alimentos ricos em sal ou mesmo aqueles que usam sal para aumentar o tempo de conservação, como os congelados e os comprados prontos que só precisam ser aquecidos.

Entram nessa lista: carne seca, bacalhau, refrigerantes, pizzas congeladas, iscas de frango empanadas congeladas, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote, entre outros.

Churrasco


Na fumaça do carvão há dois componentes cancerígenos: o alcatrão e o hidrocarboneto policíclico aromático. "Ambos estão presentes na fumaça e impregnam o alimento que é preparado na churrasqueira", explica Fábio Gomes. "Eles também possuem fatores mutagênicos que levam ao aparecimento de tumores."

Preparo com altas temperaturas


Alimentos fritos ou grelhados também incorporam algumas substâncias cancerígenas. Ao colocar o alimento cru em óleo ou chapa muito quentes (com temperatura aproximada de 300 a 400°C), são formadas aminas heterocíclicas - substâncias que contêm fatores mutagênicos e estimulam a formação de tumores.

O nutricionista Fábio recomenda preparar as carnes ensopadas - modo de cozimento em que não há nenhuma formação de aminas-, ou ainda prepará-las no forno. Dessa maneira, a temperatura do alimento aumenta gradualmente e não chega a níveis tão altos. 

Dieta pobre em fibras


O nutricionista Vinicius Trevisani explica que o intestino se beneficia muito pelo consumo adequado de fibras. Elas garantem um bom trânsito intestinal, de modo a eliminar os ácidos biliares secundários, um produto da digestão presente no intestino. Isso evita a agressão às células do intestino e a multiplicação celular descontrolada.

Alimentos com agrotóxicos


Não existe uma forma eficiente de limpar frutas, verduras e legumes dos agrotóxicos. "Muitas vezes, esses conservantes são aplicados nas sementes e passam a fazer parte da composição do alimento", aponta Fábio Gomes. Ele explica que o agrotóxico provoca vários problemas de saúde em quem tem contato direto com esses alimentos, mas ainda está em estudo a sua real contribuição com o aparecimento do câncer.


Como ainda existem dúvidas sobre esses efeitos, o nutricionista orienta evitar opções ricas em agrotóxicos. É melhor consumir alimentos cultivados sem o produto químico, que comprovadamente têm mais vitaminas, minerais e compostos quimiopreventivos. "Estes compostos atuam na proteção e reparação celular frente a uma lesão que pode gerar câncer", afirma.

Fonte: MinhaVida

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Voltando ao trabalho após o Câncer

Voltando ao Trabalho após o Câncer

Se você faz parte do time das pessoas que acaba se afastando do trabalho durante o tratamento do câncer e, após o término opta por voltar a trabalhar, esse texto vai lhe ajudar muito.
Voltar ao trabalho após um período afastado não é uma tarefa simples, mas se você estiver relaxado, confiante e encarar esse retorno como um passo importante na sua recuperação, a volta à rotina será mais fácil e prazerosa.


Saiba que sentir um misto de emoções, como medo, alívio, esperança e talvez até certo constrangimento é normal e pode acontecer sim. Mesmo que você tenha certeza de que está pronto para retornar, você pode se preocupar com o que vai encontrar: indiferença ou apoio? Isso depende particularmente de como você lida com essa situação. Aqui estão algumas sugestões para facilitar a sua volta ao trabalho:

Seja Você Mesmo

Se você é uma pessoa comunicativa, você provavelmente vai querer compartilhar detalhes de sua doença e recuperação com os seus colegas de trabalho. Se você é mais discreto, apenas diga a todos que você está bem. A quantidade de informação que você quer compartilhar depende de como é o ambiente do seu trabalho e o quão a vontade você e os outros estão acostumados com o tema câncer. Pode ser mais fácil caso algum outro funcionário já tenha passado pela mesma situação que você.


Entrando no Ritmo

O mais importante é você sentir confiança e acreditar no seu potencial. Algumas dicas podem ser úteis:

Tão importante quanto se sentir capaz de trabalhar é sentir-se psicologicamente bem. Se julgar necessário, procure ajuda de uma psicóloga.

Avalie a sua disponibilidade para o trabalho e os efeitos colaterais dos medicamentos que você possa ainda estar tomando.

Atualize-se. Participe de congressos e palestras.


Concentre-se no trabalho, mesmo que exija tarefas tediosas. Lembre-se que você deixou de ser um paciente para voltar a ser um trabalhador novamente.

Fonte: OncoGuia

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O silicone e o câncer de mama

Em maio deste ano, o periódico científico British Medical Journal publicou um estudo realizado na Universidade Laval, no Canadá, que sugere que a colocação de próteses de silicone dificulta o diagnóstico precoce do câncer de mama. Os pesquisadores apontam que os implantes podem dificultar a visualização do tecido mamário através de exames de imagem, como a mamografia.



 No entanto, essa pesquisa contém uma série de limitações científicas. A primeira delas está no fato de ser uma conclusão retirada de 12 outros estudos diferentes, publicados nos Estados Unidos, Canadá e Norte da Europa desde 1993. Não é possível conhecer o perfil das participantes (como a idade e o histórico familiar, por exemplo), como era feito o acompanhamento médico dessas mulheres e qual era a periodicidade com que realizavam seus exames de ultrassom e mamografia.

O estudo ideal

 Para que possamos vencer os mitos e obter resultados confiáveis a partir de um estudo, o ideal seria a realização de uma pesquisa com o objetivo específico de analisar mulheres com prótese de silicone.
O estudo deveria abranger duas populações com intuito de fazer uma comparação: uma que não tem prótese e faz o ultrassom e a mamografia todo ano; e outra população com prótese que também faz os exames anualmente. Com esses dois grupos, poderia ser feita uma comparação mais precisa: nível de tumor, incidência de câncer em um grupo e no outro, etc.



 Seria necessário fazer um acompanhamento dessas pacientes que fizeram ultrassom e mamografia regularmente e então receberam o diagnóstico do câncer de mama. A partir daí, deveria ser verificado se o diagnóstico poderia ter sido feito anteriormente e, se sim, o porquê não foi feito.

Silicone dificulta a realização do exame?

 No caso das mulheres que têm próteses de silicone, a dificuldade na realização dos exames é um mito, pois os radiologistas estão muito habituados a analisar essas pacientes e o conhecimento desses profissionais hoje é muito maior do que há um tempo atrás. Os equipamentos, tanto de mamografia quanto de ultrassom, também estão muito mais avançados, proporcionando uma precisão maior nos exames. Quando há dúvida, é feita a ressonância magnética ? exame que garante uma investigação ainda mais detalhada.


Importância dos exames

O ponto mais importante e real que devemos frisar é que tanto as mulheres que têm próteses de silicone como as que não têm façam os exames periódicos das mamas, que são o ultrassom e a mamografia. Esse acompanhamento deve ser feito com o ginecologista, é o médico que deve recomendar quando devem começar a ser feitos os ultrassons de mama anuais, que podem começar desde cedo, e a partir dos 40 anos de idade a mulher deve fazer a mamografia todo ano.

Existem muitas mulheres que não fazem os exames adequados, com a periodicidade adequada e acabam comprometendo sua saúde, descobrindo tardiamente possíveis tumores, por exemplo.
 Pacientes que já possuem histórico familiar de câncer de mama devem ter seus casos avaliados pelo médico. Quanto mais parentes diretos da paciente têm ou tiveram câncer de mama (como mãe, irmã e tias), há uma relação mais preocupante.


Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Namoro e câncer.

Quando e com quem falar

Escolher com quem compartilhar a sua doença é uma decisão muito particular. Alguns pacientes são mais seletivos e só contam para poucas pessoas, enquanto outros acabam compartilhando com mais gente. O mais importante é saber que você não precisa falar sobre o câncer o tempo todo, nem com todo mundo. Apesar do câncer acabar de tornando uma grande parte da sua vida, o câncer não define quem você é.

Mas afinal, qual o momento certo para contar?


Ouça a sua intuição

Você provavelmente vai saber quando for a hora. Pode ser em um jantar ou até mesmo durante uma caminhada. Pode ser espontâneo ou você pode se planejar para contar. Lembre-se, você ser indiferente em relação ao câncer, não significa que o seu parceiro terá o mesmo sentimento sobre isso. No começo, a palavra câncer pode assustar, por isso dê tempo para que ele também processe a informação.

Não espere muito tempo

Sim, existe uma hora certa para compartilhar com o seu namorado a sua doença, mas também não precisa esperar o casamento para contar para o seu parceiro. Quanto mais tarde você contar, maior a chance dele se sentir magoado, traído, e até mesmo com raiva. Relacionamentos saudáveis se baseiam na honestidade e confiança.


Seja honesta

Quando você decidir falar sobre o seu diagnóstico e tratamento, o mais importante é fazê-lo com honestidade. Como você já está percebendo, seu câncer não afetou apenas você, mas também aqueles que te rodeiam. Seu parceiro tem o direito de saber a real situação e gravidade de sua doença e como ela pode afetar a vida de vocês dois.

Esteja preparado para responder as perguntas
                         
Seu namorado ou namorada, provavelmente vai ter um monte de dúvidas em relação a sua doença e sobre como isso afeta você ou ainda, vocês. Algumas das perguntas podem parecer extremas ou exageradas, mas lembre-se: são preocupações válidas e devem ser abordadas. Não tratar o câncer como tabu é muito importante.

Mas sempre ouvi falar que quem tem câncer vai morrer... Você vai morrer?

O que os médicos te falaram? Os médicos acham que você pode sobreviver?

Como é o seu tratamento?

Como você pegou essa doença? É genético?

Quando você vai terminar o tratamento?

Você tem cura?

Essas perguntas são apenas uma pequena amostra do que pode ser abordado durante a conversa. Nem todas as dúvidas surgem de imediato. Dê tempo para que o outro processe a informação. Cada pessoa vai reagir de forma diferente, e cada uma no seu tempo. Sim, pode ser também que ele (a) fique completamente em silêncio e não faça perguntas. Isso pode acontecer e você vai ter que respeitar.


Lidando com a reação do parceiro

Compartilhar a sua doença com alguém que você começou a se relacionar recentemente é uma ótima maneira de eliminar as maçãs podres da fruteira. Algumas pessoas podem se sentir incapazes de estar em um relacionamento com alguém doente e acabar pulando fora. Essa reação geralmente é alimentada pelo medo e pelo preconceito, embora algumas pessoas realmente não saibam como lidar com alguém doente.

Ponto fraco de personalidade ou não, você pode mudar a opinião dos outros a respeito da sua doença. E a última coisa que você precisa agora é de alguém que não te apoie.

Esperamos que seu parceiro seja capaz de aceitar a sua doença e realmente assuma uma postura de apoio e parceria. Talvez ele não consiga ignorar totalmente o fato de você ter um câncer, e isso pode acabar afetando o seu relacionamento. Tente ser o mais honesto e realista possível. Se ele te aceitar, mesmo doente, você provavelmente encontrou alguém que vale a pena seguir em frente.