quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Câncer e diabetes - Uma relação bem delicada.

Câncer e diabetes são doenças frequentes e com impacto profundo na qualidade de vida dos pacientes. Em muitos casos, podem estar associadas. Diversos estudos epidemiológicos apontam que pessoas diabéticas têm maior risco de desenvolver tumores. No início de setembro, um trabalho publicado no periódico Diabetologia sugeriu que até mesmo o pré-diabetes pode elevar esse risco. Após revisar 16 estudos de diversos países de origem sobre diabetes, pesquisadores concluíram que o risco de câncer aumenta 15% entre pré-diabéticos; e avaliando entre pacientes com índice glicêmico elevado, somado ao sobrepeso ou obesidade, o número salta para 22%.

Mas como exatamente o câncer está relacionado ao diabetes, mais especificamente o diabetes tipo 2? Dr. Felipe Coimbra, Diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo, explica que essa conexão ainda não foi estabelecida precisamente, mas que existem grandes hipóteses a respeito. A primeira propõe que tanto o câncer quanto o diabetes ou o pré-diabetes possuem fatores predisponentes em comum, como sedentarismo, sobrepeso e má alimentação. 


A segunda sugere que câncer e diabetes podem ser desencadeados pelos mesmos mecanismos moleculares e genéticos. Já a terceira, ainda pouco estabelecida, sugere que a insulina aplicada por pacientes diabéticos, por ter um efeito "anabolizante", pode estimular o crescimento celular, o que favorece o desenvolvimento de tumores.

"Existe também a hipótese de que outras medicações utilizadas no tratamento do diabetes possam predispor ao câncer, mas trata-se de uma possibilidade bastante remota", esclarece Dr. Felipe. "Hoje, as teorias mais aceitas sugerem que ambas as doenças derivam de fatores causais comuns ou que o diabetes pode predispor ao câncer por causa de alterações hormonais e moleculares ainda não identificadas", continua ele.

O diabetes tipo 2 está relacionado ao desenvolvimento de câncer de pâncreas, fígado, intestino, endométrio e bexiga. No entanto, os tumores de fígado e pâncreas são os mais fortemente associados. "Estudos apontam que diabéticos têm risco duas vezes maior de ter câncer de fígado ou pâncreas e 1,5 vezes maior de ter câncer de intestino, mama e bexiga", conta Dr. Felipe. A associação mais intensa se dá com o câncer pancreático, no qual 70% dos pacientes também têm diabetes, que pode ser tanto a causa como um efeito tardio da doença; o verdadeiro motivo de conexão ainda está em estudo.


Diante de tais números, será que pessoas diabéticas precisam fazer mais exames para detecção de câncer do que outros pacientes? "Ainda não é recomendado que diabéticos façam exames mais vezes ou mais cedo", responde Dr. Felipe, destacando que nesse universo de pacientes é importante a realização de um bom acompanhamento médico, além de reforçar as medidas de prevenção, como alimentação balanceada, controle do peso, prática de exercícios físicos etc. "Muitas vezes, as medidas simples são as que trazem melhores resultados", afirma.


No entanto, o especialista destaca que, caso haja qualquer "descompensação" no diabetes, é importante não se restringir ao tratamento dos sintomas e fazer uma investigação profunda, para verificar se não há possibilidade de câncer ou outros problemas no pâncreas. "Além disso, o câncer é uma doença multifatorial, portanto pacientes diabéticos que possuem outros fatores de risco para a doença, como histórico familiar, tabagismo ou obesidade talvez precisem de um acompanhamento mais constante", finaliza ele.

Fonte - A.C.Camargo

Você cuida do seu pulmão?

Levantar cedo, cumprir uma rotina pesada de horários e tarefas que podem incluir trabalhar, estudar, cuidar da família, sair com os amigos... E haja fôlego para dar conta de tudo. No dia a dia, você já deve ter reparado que nem todo mundo tem a mesma energia para realizar suas atividades. Isso acontece porque cada pessoa, dependendo de como cuida de seu pulmão e também do coração e músculos, apresenta maior ou menor resistência.


Para se movimentar, a pessoa usa os músculos, que precisam do oxigênio absorvido pelo pulmão. Levado ao sangue, esse oxigênio é bombeado pelo coração para todo o organismo. Assim, os sistemas respiratório, cardiovascular e muscular dependem um do outro. "Infelizmente, o respiratório, comandado pelos pulmões, é o que menos tem atenção em relação a cuidados preventivos", alerta Dr. Lúcio Souza dos Santos, pneumologista do A.C.Camargo.

Dificuldade de respirar sem motivo aparente ou depois de um esforço físico, dor de garganta, tosse seca com expectoração de secreção ou sangue e fadiga permanente são alguns dos sinais de alerta de doenças pulmonares. "Nesses casos é preciso procurar um médico pneumologista para avaliação. Não se pode negligenciar os sintomas" recomenda Dr. Lúcio.



Entre os principais vilões das doenças respiratórias estão o tabagismo e a poluição do ar. "Os malefícios das substâncias do cigarro, principal fator de risco para câncer de pulmão, e a baixa qualidade do ar contribuem para o avanço das doenças respiratórias", diz. Dados da Organização mundial da saúde revelam que existem no mundo cerca de 300 milhões de asmáticos, 210 milhões de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica e 100 milhões com distúrbio respiratório do sono. Cuidar da saúde dos pulmões é essencial para prevenir essas doenças.

Barreira contra o inimigo:

Não fume.



Mantenha a casa arejada e limpa.




Evite choques térmicos, como tomar banho quente e sair no frio.


Adote uma alimentação equilibrada.



Beba muita água e sucos de fruta.



Pratique atividade física, sempre precedida de avaliação médica. 



Se tiver animais domésticos, redobre os cuidados de higiene com seu mascote e sua casa para evitar alergia a pelos.





Fonte – A.C.Camargo

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Esporte é vida!

A prática frequente de atividades melhora o sono, o humor e aumenta o nível de energia, além de influenciar na saúde cardiorrespiratória (auxiliando na prevenção da doença cardíaca coronária, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e hipertensão), na saúde metabólica (controlando o diabetes e a obesidade), na saúde musculoesquelética e na prevenção do câncer e da depressão.

Exercícios e prevenção


Estudos mostram que existe uma forte relação entre atividade física e o câncer e que a prática regular contribuiria para diminuir as chances de desenvolvimento de determinados tipos de câncer, especialmente de cólon e mama. "Com a prática regular de atividade física acredita-se que sejam ativados o sistema imunológico, estimulando a produção de interleucina e células 'Natural Killer' e o sistema hormonal, principalmente o estrogênio. Além disso, associado a mudanças no hábito alimentar, promove a diminuição da adiposidade, pois é sabido que a obesidade é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer", afirma a fisioterapeuta.

Pacientes oncológicos


De acordo com National Câncer Institute (NCI) a sensação de fadiga é experimentada por uma grande quantidade de pacientes oncológicos. Entre outras queixas relatam também a diminuição de força muscular e dor, o que exerce um grande impacto em sua qualidade de vida. Visando manter ou desenvolver o movimento livre para a sua função, a fisioterapia no A.C.Camargo Câncer Center realiza a terapia por meio de exercícios denominada cinesioterapia. "Seus efeitos baseiam-se na melhora, restauração e manutenção da força, da resistência à fadiga, da mobilidade e flexibilidade, do relaxamento e da coordenação motora, permitindo restaurar ou melhorar o desempenho funcional dos segmentos corporais comprometidos", comenta Ft. Celena Friedrich.

A fisioterapeuta lembra que a fadiga muitas vezes impede o paciente de iniciar ou mesmo de manter uma atividade física, mas se sabe que o exercício físico pode amenizar esse e outros sintomas. Como cada caso é um caso e o paciente oncológico pode apresentar algumas limitações às atividades físicas, principalmente as de maior intensidade, é importante que as avaliações sejam individuais, condizentes com a patologia e com suas necessidades, sempre buscando seu bem estar e orientadas por profissionais qualificados.

Pós-tratamento


Àqueles que já terminaram o tratamento do câncer a dica que vale é a geral: realizar atividade física sempre que possível, manter uma dieta adequada e balanceada, não esquecendo de relaxar e desfrutar de bons momentos de lazer. Segundo Fta. Celena, o repouso também é parte importante do dia. "O repouso completo é o principal meio fisiológico de restauração de nosso desempenho físico e mental. O tempo e a exposição à escuridão liberam a melatonina que é o hormônio do sono. O efeito da privação de descanso ocasiona prejuízos em nossa coordenação motora e a capacidade de raciocínio fica comprometida, ou seja, o organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas", explica.

Se você se animou após ler todas essas dicas, consulte um educador físico e busque atividades que lhe deem prazer e entusiasmo, sempre seguindo também as orientações médicas.

Tenha disciplina e objetivos: estes são aspectos fundamentais para quem quer atingir bons resultados. Não se esqueça: o primeiro passo é o mais difícil, mas quando os resultados começam surgir muitas pessoas adquirem uma melhor conscientização corporal e disposição para realizar suas atividades diárias.


Fonte – A.C. Camargo

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cuide da saúde dos seus olhos.

Apesar de vivermos em um mundo que exige cada vez mais de nossos olhos, nem sempre cuidamos adequadamente dessa área tão fundamental e sensível. A Dra. Martha Motono Chojniak, Diretora do Departamento de Oftalmologia do A.C.Camargo, afirma que a saúde dos olhos deve ser observada desde o nascimento, para que se possam prevenir e tratar, o mais cedo possível, os problemas que podem surgir ao longo da vida.

Cuide da saúde dos seus olhos.


Confira algumas dicas:

Visite o oftalmologista regularmente. Pessoas que já têm problemas de visão ou que já passaram dos 40 anos devem fazê-lo anualmente;

Não use colírios sem prescrição médica, mesmo aqueles ditos "naturais”.

Lave bem os olhos todos os dias. Essa dica é ainda mais importante para as mulheres, para evitar que substâncias químicas dos produtos de maquiagem atinjam os olhos;

Coceira nos olhos, lacrimejamento ou dificuldade para focalizar imagens podem ser sintomas de doenças simples, como alergias, ou de doenças mais graves. Procure um oftalmologista. Quem trabalha com computador deve, a cada uma hora, fazer um intervalo de cinco minutos e manter uma distância de 50 cm do monitor;

Pessoas sensíveis à luminosidade e aos raios ultravioletas devem usar óculos escuros de boa qualidade;

Quem usa lentes de contato deve dar atenção especial à limpeza e ao uso continuado dentro dos prazos estabelecidos pelo fabricante;

Fique atento às crianças e adolescentes: dor de cabeça e vista cansada podem ser sintomas de doenças nos olhos. Leve-os a um oftalmologista assim que surgirem as primeiras queixas.


Conheça as principais doenças oculares:

Miopia - Dificuldade de enxergar de longe

Hipermetropia - Dificuldade de enxergar de perto

Presbiopia (ou vista cansada) - Dificuldade em enxergar de perto. Ocorre geralmente a partir dos 40 anos, quando o cristalino (a lente natural do olho humano) perde seu poder de refração e de elasticidade.

Astigmatismo - Problema causado devido ao formato irregular da córnea ou do cristalino, fazendo com que os raios luminosos sejam desviados de maneira incorreta, deixando a imagem fora de foco.
Catarata - Causada quando o cristalino perde a transparência, dificultando a visão. É comum a partir dos 50 anos.

Glaucoma - Doença que se caracteriza pela diminuição da drenagem do humor aquoso (substância encontrada dentro do globo ocular), que aumenta a pressão intraocular e causa lesões ao nervo óptico, podendo, se não tratada, levar à cegueira. Ocorre principalmente a partir dos 40 anos. Por ser assintomática em sua fase inicial, é importante medir a pressão ocular todos os anos a partir dessa idade.

Conjuntivite - Inflamação da conjuntiva, membrana que reveste o globo ocular, causada por bactérias ou vírus. A pessoa sente-se incomodada, como se tivesse areia nos olhos, apresentando ainda lacrimejamento, vermelhidão e, por vezes, secreção.

Fonte - Dra. Martha Maria Motono Chojniak - CRM/SP 63175
Especialidade em Oftalmologia - RQE nº 25099
Diretora do Departamento de Oftalmologia

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Como abandonar o cigarro sem entrar em crise.

Hábitos anti-fumo

O primeiro passo é, sem dúvida, decidir firmemente largar o cigarro. Sem essa determinação, nada vai funcionar. Por isso, é preciso estabelecer os motivos para abandonar o vício e, uma vez listados, planejar a data de preferência, um momento tranquilo da vida, longe de estresse. Se você fumar mais de 15 por dia, procurar um médico pode fazer toda a diferença. 

Além disso, é preciso identificar os gatilhos que disparam a vontade de fumar: tem gente que gosta de acender um cigarro depois café, ou quando vai a um barzinho ou depois da relação sexual. Trace estratégias para neutralizar esses momentos.


Mas os brasileiros têm motivos para comemorar. Uma pesquisa recente mostrou que o Brasil é um dos países à frente na luta contra o tabagismo: em 14 anos, o número de fumantes no país caiu 35%. Enquanto em 1989 34,8% dos brasileiros fumavam, esse número desceu para 22,4% em 2003.

Como só uma minoria consegue se manter firme na decisão sem encarar um processo pra lá de doloroso e fracassado a Medicina tem remédios à disposição para ajudar a vencer o desconforto da parada de fumar. Aqui entram drogas à base de nicotina, a bupropiona (um antidepressivo de primeira linha) e a vareniclina, que chegou recentemente. O tratamento costuma durar entre 8 e 12 semanas, mas pode ser prolongado. 

A taxa de sucesso está entre 30% e 60%. Atenção: os remédios nunca devem ser tomados sem orientação médica.

Os medicamentos nicotínicos são os adesivos e o chiclete de nicotina, prescritos de tal forma que a quantidade da droga seja similar à consumida pelo fumante. Gradativamente, essa dose é reduzida. É eficaz e seguro, mas você deve largar o cigarro imediatamente para não haver intoxicação. A bupropiona é muito eficaz, mas o tratamento costuma durar até 12 meses.

Qual programa devo escolher para parar de fumar?

Um programa para parar de fumar deve:

Ter ao menos de 4 a 7 sessões que incluam material de auto-ajuda e terapia

Sessões que durem, no mínimo, de 20 a 30 minutos.

Continuar até duas semanas depois que você parou de fumar

Caber no seu bolso

Muitos programas são de graça ou custam muito pouco, outros custam mais. Fuja de programas que prometam fazer você parar de fumar facilmente ou que anunciem um método secreto, que funciona melhor do que outros. Não se esqueça de que não existe mágica!


O que devo saber sobre a terapia de reposição da nicotina?

Chicletes e pastilhas: liberam a nicotina aos poucos pela boca

Adesivos de nicotina: são fixados na pele e liberam de forma gradual a nicotina da pele para o seu sistema circulatório

Spray nasal de nicotina: é usado como qualquer outro spray nasal

Spray de nicotina: joga um vapor de nicotina pela sua boca e garganta

Como funciona

A terapia de reposição da nicotina ajuda a diminuir a abstinência e o desejo de suprir seu corpo com nicotina. Contém cerca de 1/3 a ½ da quantidade de nicotina contida em um cigarro. As pessoas se tornam dependentes da nicotina porque ela aumenta o nível de certas substâncias químicas, como a dopamina no cérebro. Isso traz certa sensação de prazer e relaxamento, que leva a pessoa a querer fumar mais.

Com os adesivos, pastilhas, sprays ou chicletes de nicotina, o nível de dopamina é mantido no cérebro, por isso os sintomas da abstinência deixam de existir. A diferença é que esses produtos de reposição do nível da nicotina levam mais tempo do que um cigarro para liberar a nicotina no seu corpo. Assim são menos propensos a causar dependência. A terapia de reposição é segura quando usada de forma adequada.

Vale lembrar que a nicotina não é a substância mais prejudicial do cigarro. Alcatrão, monóxido de carbono e outras substâncias químicas do cigarro fazem mal à saúde.


Por que ela é usada

A terapia de reposição da nicotina é usada pela maioria das pessoas que está tentando parar de fumar. É especialmente útil se você tem um forte vício pela nicotina. Mas ela pode não ser adequada se você está grávida ou tem problemas do coração. Consulte seu médico sobre isso. Esse tratamento também não é recomendado para pessoas menores de 18 anos porque esses medicamentos só foram testados em adultos. Os efeitos colaterais em jovens são desconhecidos.

Qual a eficácia desse tratamento?

Usar algumas formas de terapia de reposição da nicotina dobra sua chance de parar de fumar. Todas as formas de reposição da nicotina parecem ser igualmente eficientes quando usadas de forma adequada. Suas chances de parar de fumar aumentam quando você combina uma terapia de reposição da nicotina com um programa completo para parar de fumar, o que inclui estabelecer uma data para o último cigarro, um plano para lidar com as tentações, ter ajuda médica e terapia ou grupos de apoio.

Efeitos colaterais

Todas as formas de reposição da nicotina possuem efeitos colaterais, mas eles variam conforme a modalidade escolhida. Parar de usar repentinamente a reposição de nicotina pode causar os mesmos sintomas que você teria ao parar de fumar. Mas os sintomas são amenizados se você diminuir gradualmente a dose do tratamento aos poucos. É possível alguém se tornar dependente desses tratamentos, mas isso é raro.

Chiclete: gosto ruim, sensação de comichão na língua enquanto é mascado, soluço, náusea, queimação e dor na mandíbula de tanto mascar.

Pastilha: mal-estar no estômago, soluço, azia, dor de cabeça, gases.

Adesivos: erupção cutânea no local onde o adesivo é colocado e problemas para dormir quando se usa um adesivo de 24 horas. Isso pode acontecer porque seu corpo não está acostumado a receber nicotina enquanto você está dormindo. Remover o adesivo às 20h pode ajudar a reduzir os efeitos colaterais.

Spray nasal: sensação de queimação no nariz ou na garganta, que costuma desaparecer com uma semana de uso, nariz escorrendo, olhos lacrimejando e tosse. Afeta principalmente as vias respiratórias. Por isso pode não ser uma boa opção se você tiver problemas respiratórios.
Inalador: tosse, garganta arranhando, estômago revirado. Também pode não ser uma boa ideia se você tiver problemas respiratórios.

Para pensar

Não fume enquanto você estiver fazendo o tratamento de reposição da nicotina. Você pode ter uma overdose, com dor de cabeça, enjoo, náusea, confusão mental e vômito. Quando você tiver terminado a terapia de reposição da nicotina, você terá diminuído em muito sua dependência. Também terá se acostumado a não fumar nos horários habituais. Ao terminar o tratamento, você ainda pode apresentar alguns sintomas de abstinência. Mas eles não vão durar e serão menos intensos.


E se eu voltar a fumar de novo?

Um escorregão é o termo usado quando você fuma de um a dois cigarros depois que deixou de fumar. A maioria das escorregadas ocorre cerca de uma semana depois de a pessoa ter parado de fumar. Mas muitas pessoas voltam a fumar depois de uma escorregada, por isso não se deixe escorregar pensando que você pode parar depois de um cigarro. É comum um escorregão despertar sentimentos negativos, como auto-crítica e depressão. Isso pode trazer a sensação de falta de controle e, possivelmente, a mais escorregões e até ao retorno ao fumo.

Quando você der de cara com uma forte tentação

Reconheça os vários benefícios para a saúde que você tem experimentado. Evite pensar que um cigarro não faz mal. É pouco provável que apenas um cigarro seja suficiente. Lembre-se o quão difícil foi parar e reconheça que você não quer enfrentar esse desafio de novo. Evitar escorregões é a melhor alternativa, mas se não for possível, responda imediatamente a ele. Um escorregão não é uma recaída, mas, se você não estiver preparado, pode levar a uma recaída.

Depois de escorregar, considere.

Reconheça o escorregão como um breve retorno a um velho hábito, uma ação que nada diz sobre seu comportamento futuro. Escorregões não são sinais de fracasso, por isso, não desista. Fale com alguém em quem você confie sobre isso. Dificulte o acesso aos cigarros. Não compre um pacote e não vá a lugares onde seja fácil pedir um cigarro a alguém. Não se deixe acender outro cigarro por pelo menos duas horas. Só aí decida se você realmente precisa dele.

Estabelecendo metas

Um jeito de conseguir atingir seu objetivo é ir estabelecendo pequenas metas. Toda vez que você conquistar uma delas, terá uma sensação de orgulho, o que o ajudará no caminho para livra-se do vício. Estabeleça seus objetivos de forma clara: Escreva-os ou diga a alguém o que você está tentando fazer. Objetivos precisam ter quando, por quanto tempo e o que. Por exemplo: Vou escrever um diário com o meu comportamento sem o cigarro por uma semana.

Recompense-se ao atingir um objetivo: parar de fumar é um processo longo e cada pequeno sucesso merece uma comemoração. Não se puna ao não atingir suas metas. Em vez disso, se dê um agrado ao atingi-las.

Determine seu ritmo: você pode querer ou precisar parar de forma gradual, ao longo de meses ou até de um ano. Estabeleça uma velocidade razoável.

Seja realista: você pode se sentir muito excitado com seu plano para parar de fumar. Tome cuidado para não estabelecer metas que estejam acima daquilo que você pode cumprir. Coloque metas realistas.

Prepare-se para parar

Quando você sente prazer em fumar, é difícil pensar em parar. Estar preparado pode ajudar. Antes de jogar o cigarro fora, prepare-se para uma vida sem nicotina.

Motivação

O que poderia motivá-lo a parar de fumar? Pense nisso. Manter-se saudável é um bom motivo para os adolescentes pararem de fumar. Talvez você queira ter mais o controle de sua vida do que se sentir controlado pelo cigarro.

Riscos

Quais os riscos associados ao fumo? Faça uma lista. Converse sobre isso com o seu médico. Você pode se preocupar com:

Problemas de saúde. Você perde o fôlego quando sobe escadas? Seus sintomas de asma estão piorando? Você está tossindo muito?

Riscos à saúde de longo prazo. Você teme um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC)? E alguma doença pulmonar ou câncer?

Riscos aos outros. Você teme que membros da sua família tenham câncer de pulmão ou doenças do coração? Você já pensou que seus filhos podem começar a fumar por conta do seu exemplo? Você está ciente que seu bebê pode ter morte precoce se você fuma? Talvez seus filhos tenham infecções de ouvido regularmente. Você está consciente que seus filhos possam vir a sofrer de asma?


Recompensas

O que você ganha em parar?

Uma aparência mais jovem e um corpo saudável. Dê um bom exemplo aos outros, especialmente às crianças. Se você fuma, seu filho tem maior tendência a fumar. Se seu filho adolescente fuma, ele tem 1,5 vezes mais chances de parar de fumar se você der o exemplo. Se seu filho nunca fumou durante a adolescência, há maior probabilidade de ele nunca começar a fumar no futuro. Economize dinheiro abandonando as despesas com fumo.

Dificuldades

O que poderia fazê-lo voltar a fumar? Tentações podem ser eventos, lugares ou mesmo pessoas. Você tem o hábito de fumar depois do almoço ou durante o happy hour nas sextas-feiras? Você não pode evitar sempre esses perigos. Mas pode desenvolver uma estratégia para ajudá-lo. Outras barreiras e possíveis soluções incluem:

Abstinência de nicotina. Pessoas que fumam diariamente têm sintomas (como irritabilidade, insônia ou falta de concentração) quando tentam parar de fumar. Há medicações que podem ajudar a controlar esses sintomas. 

Começar um novo hobby e fazer exercícios também pode ser benéfico.

Tentativa fracassada. Se você não conseguiu parar anteriormente, não seja duro consigo mesmo. 

Estudos mostram que cada vez que você para, fica mais forte e aprende mais sobre o que ajuda e atrapalha nesse processo. Muitas pessoas tentam parar muitas vezes antes que isso finalmente aconteça.

Ganhar peso. Você pode engordar quando deixar de fumar. Não tente evitar isso adotando uma dieta rigorosa ao mesmo tempo. Isto tornará o processo ainda mais difícil. Em vez disso, mantenha-se ativo o que ajuda a queimar calorias. Muitos medicamentos que ajudam a parar de fumar também podem contribuir para evitar que você engorde até estar pronto para lidar com os quilos extras.

Depressão. Remédios e terapia podem ajudar a tratar depressão.

Falta de apoio da família ou amigos. Encontrar pessoas que valorizem seus esforços pode aumentar suas chances de parar.

Estresse. O estresse pode levar de volta ao fumo. Aprenda novas maneiras de tratar o estresse para vencer essa dificuldade.

Álcool. Ingerir bebida alcoólica pode aumentar sua vontade de fumar. Você pode tentar beber menos durante as três primeiras semanas sem o cigarro.

Morar com fumante. Se a pessoa decidisse parar também, seria mais fácil para você. Se essa opção não existe, converse com ela para não fumar perto de você.

Sentir falta de hábitos ou rituais ligados ao fumo ou não ser capaz de evitar tentações que o levam a um cigarro ou cachimbo. Uma estratégia que não funciona bem é substituir cigarros por charutos ou cachimbos como um primeiro passo para deixar de fumar. Passar a fumar um cigarro "light" também é outra estratégia errada. 

Esses cigarros "light" não são mais seguros que os cigarros tradicionais.

Adolescentes, especialmente garotas, temem engordar, não se dar bem em eventos sociais ou não ser capazes de contornar situações estressantes se pararem de fumar. Roupas da moda e mais disposição podem aumentar suas chances de se dar bem. Além disso, sentir-se bem fisicamente pode ajudar os adolescentes a lidar com o estresse de uma maneira mais saudável do que por meio do cigarro.

Repetição


Lembre-se sempre por que você quer parar de fumar. Faça uma lista de suas razões para parar e os benefícios futuros. Ponha essa lista na cabeceira da cama, na sua carteira, ou na geladeira. Dê uma olhada nela sempre que puder, durante o período de luta contra o cigarro. Adicione a qualquer momento alguma outra razão ou novo benefício, caso você lembre. 

Se você já tiver tentado parar antes, lembre-se que a maioria das pessoas tenta muitas vezes antes de conseguir pra valer. 

NÃO DESISTA.

Fonte: Minha Vida

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Mitos e Verdades sobre câncer infantil.

câncer infantil em geral desperta diversas dúvidas em pais, cuidadores e familiares. 
Confira a seguir alguns mitos e verdades comuns sobre o assunto.

1. Todo tratamento quimioterápico em crianças faz o cabelo cair?

Mito - Apesar de grande parte dos tratamentos quimioterápicos provocarem queda de cabelo, isso não ocorre necessariamente com todos os pacientes. A queda capilar depende do tipo de tumor e do medicamento utilizado. Doses mais intensas de quimioterapia costumam aumentar o risco desse efeito colateral.

2. A criança em tratamento oncológico não pode ir para a escola?

Mito - Nos períodos em que o paciente estiver clinicamente bem, é permitido frequentar a escola e até mesmo outros locais, como parques. No entanto, deve-se tomar cuidado redobrado quando houver casos de doenças na escola ou na classe do paciente, pois a imunidade da criança em tratamento oncológico é mais baixa.

Muitos pais acreditam que durante o tratamento devem manter os filhos em casa. Mas eles podem sair mantendo-se alguns cuidados, como por exemplo: evitar lugares fechados e aglomerados, como hipermercados e transporte público, devido ao maior risco de contrair alguma infecção.

3. Criança em tratamento quimioterápico não pode comer alimentos crus?

Verdade - Apesar de oferecerem maior concentração de nutrientes, os alimentos crus são mais propensos a conter microrganismos, aumentando o risco de infecções. Por isso, tais alimentos devem ser evitados. O nutricionista que acompanha o tratamento é o profissional ideal para indicar quais frutas e verduras podem ser consumidas.  Também é importante evitar se alimentar em restaurantes, lanchonetes ou outros estabelecimentos, por não ser possível verificar a procedência e a higienização dos produtos.

4. Pacientes pediátricos em tratamento quimioterápico não podem frequentar praia e/ou piscinas?

Verdade - As águas do mar e da piscina são ambientes que oferecem alto risco de contaminação, devido à alta concentração de produtos químicos ou bactérias. Devido à queda na imunidade provocada pelo tratamento, os pacientes oncológicos devem evitar praias e piscinas.

A exposição à luz solar em excesso também pode trazer riscos. Caso uma criança em tratamento quimioterápico precise sair ao ar livre, recomenda-se escolher horários de sol mais ameno (antes das 10h e depois das 16h), o uso de protetor solar e permanecer preferencialmente na sombra.

5. Crianças em tratamento quimioterápico devem ficar longe do animal de estimação?

Mito - O animal não precisa ser retirado da residência de um paciente em tratamento.  Porém, deve-se tomar uma série de cuidados para que o contato da criança com o bicho não ofereça risco de contaminação. O paciente não pode ter contato com os excrementos dos animais, tampouco deixá-lo dormir na mesma cama. Preservar-se de atos como lambidas no rosto, arranhões e mordidas também é importante.

6. O câncer infantil é somente de natureza hereditária?

Mito - Apesar do câncer infantil não estar diretamente associado a fatores como dieta e sedentarismo, não se determina a predisposição genética como o único fator de risco. Pelo contrário, menos de 10% dos pacientes pediátricos tem a hereditariedade como causa da doença. A razão para a maioria dos casos de câncer infantil ainda é desconhecida.

7. Mesmo após a alta do tratamento, o paciente pediátrico precisa continuar o acompanhamento médico ao longo da vida?

Verdade - O cuidado com o paciente pediátrico deve permanecer após a alta para avaliação de possíveis efeitos tardios decorrentes da terapia ou mesmo da possibilidade de recidiva da doença. Esse acompanhamento clínico busca assegurar melhor qualidade de vida para a criança e adolescente ao longo de sua vida.

Fonte – A.C. Camargo - Dra. Cecília Maria Lima da Costa - CRM 77799
Diretora do Departamento de Oncologia Pediátrica

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Como ler os rótulos e entender as informações nutricionais dos alimentos.

Todo mundo já sabe que ler os rótulos dos alimentos é muito importante para garantirmos a qualidade do produto comprado, não é mesmo?

Porém, a maioria das pessoas ainda se liga somente na quantidade de calorias descrita na embalagem. Já sabemos que não são apenas as calorias que ditam uma dieta balanceada. Diversos outros componentes determinam o resultado da sua saúde e emagrecimento.

Então galera, o lance é ler tudo! E comparar!

Hoje vou mostrar como checar direitinho o que está escrito nas informações nutricionais dos alimentos.

No nosso país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é o órgão que controla os rótulos dos alimentos. No Brasil todo produto precisa apresentar as informações nutricionais como valor energético, porção, medida caseira e quantidade por porção de carboidratos, proteínas, gorduras, fibras e sódio do alimento.

Vamos ver o significado de cada um deles.


Porção: É a quantidade média do alimento que deve ser consumida, considerando uma dieta saudável e baseada no para consumo daquele alimento. Essas quantidades estipuladas foram definidas por especialistas, levando em consideração o hábito do brasileiro e alimentação saudável. Geralmente, aparece em gramas ou mililitros. Preste bem atenção nesse item, porque os dados presentes no rótulo são sempre para uma porção, que pode ser, por exemplo, duas fatias de pão de forma, ou 50 gramas.

Se você tem o hábito de consumir apenas uma fatia, divida os valores da tabela pela metade.  Tem mais! Quando for comparar produtos similares, veja se as porções são a mesma e considere sempre o mesmo referencial. Por exemplo: vai comparar o requeijão light com o queijo cottage, mas as porções são diferentes? Compare, calculando sempre a mesma porção.

% VD: A sigla significa percentual de valores diários e uma média de consumo calórico para a população brasileira adulta saudável, que é de 2000 kcal. Essa média foi utilizada como referência para os valores diários. É importante saber que as necessidades diárias variam de acordo com alguns parâmetros como a idade a pratica de atividade física e estado de saúde de cada pessoa, ou seja, não é regra e deve ser considerada individualmente.

Cada nutriente apresenta um valor diferente para se calcular o VD (valor diário). Veja os valores de referência:


Atenção: o %VD vai variar conforme a prescrição da dieta também. Como sempre falo, dieta é algo indivualizado que deve ser respeitado. E o %VD foi pesquisado em cima de uma média da população.

Medida caseira: indica a medida normalmente utilizada pelo consumidor para medir alimentos. É uma quantidade padrão que ajuda bastante a entender e comparar as informações nutricionais, pois a maioria das pessoas não tem balança em casa para pesar os alimentos. Por exemplo: fatias, unidades, pote, xícaras, copos, colheres de sopa.


Valor energético: é a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais presentes em uma determinada porção de alimento. Nos rótulos, o valor energético é expresso na forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ).

Carboidratos


Os carboidratos, que muitas vezes aparecem como vilões nas dietas de redução de peso possuem função energética, permitindo ao corpo manter suas atividades vitais. Portanto, não são tão vilões assim. Fazem parte desse grupo os pães, massas, farinhas, frutas, etc.

Proteínas


As proteínas são importantes na construção e reconstrução de nossas células e tecidos. Podem também desempenhar função hormonal e de defesa. As proteínas podem ainda desempenhar papel energético, mas essa não é sua principal função. Elas estão presentes no leite e derivados, ovos, carnes, entre outros.

Gorduras totais


São excelentes fontes de energia e ainda ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. Esse valor apresentado na tabela nos mostra o somatório de todos os tipos de gorduras encontradas no alimento, boas e ruins.  É um item importantíssimo a ser observado para quem visa saúde e boa forma.

Gorduras saturadas


São as encontradas em alimentos de origem animal, como carne, pele de frango, queijos, toucinho, leite integral e manteiga, entre outros. Devemos cuidar muito com o consumo desse tipo de gordura, pois em grandes quantidades pode trazer riscos à saúde.

Gorduras trans


Atenção! Atenção! Fique longe desse tipo de gordura! Ela é encontrada em grandes quantidades em alimentos industrializados, como as margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes, salgadinhos prontos, produtos de panificação, alimentos fritos e lanches salgados que utilizam as gorduras vegetais hidrogenadas na sua preparação. Nosso corpo não precisa desse tipo de gordura e quando consumido em grandes quantidades pode aumentar o risco de doenças do coração.

A ANVISA recomenda que não se consumam mais de 2 gramas desse componente em dia.   Mas fique ligado!  A legislação só exige que sejam registrados valores acima de 0,2 g por porção de gordura trans no alimento, ou seja, qualquer valor abaixo disso pode ser declarado como zero.

Fibra alimentar


Isso sim é coisa boa!  A ingestão de fibras é fundamental para o organismo. Elas ajudam a controlar as taxas de glicemia e de colesterol, melhoram a função intestina e ainda aumentam a nossa saciedade. Então, quanto mais fibras o alimento tiver, melhor para nosso corpo!

Elas estão em vários tipos de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões e cereais integrais. A ingestão diária de 25 gramas de fibras já trazem benefícios à saúde.

Sódio


Presente no sal de cozinha e em grande quantidade nos alimentos industrializados — salgadinhos de pacote, molhos prontos, embutidos. Quando utilizado em excesso, é bastante prejudicial ao nosso corpo, provocando retenção de líquidos e aumento da pressão arterial. 

Devemos estar atentos às altas quantidades de sódio embutidas nos alimentos que compramos. Eu faço assim: quando opto por usar alguma coisa rica em sódio, como sardinha enlatada, por exemplo, eu passo uma água para retirar o excesso (quando possível) e não coloco mais sal no resto do preparo da refeição. Assim garanto um equilíbrio.

Outras dicas:

Sempre foque primeiramente na quantidade de gorduras, sódio e fibras do produto. Esses são itens determinantes quando o assunto é qualidade.

Segundo a ANVISA, os ingredientes do alimento aparecem na ordem decrescente de quantidade. Portanto, se procura um item integral, veja se o primeiro ingrediente é realmente a farinha integral. Tenha atenção especial quando o açúcar e as gorduras constarem no topo da lista.

Pessoas com restrições alimentares precisam estar ainda mais atentas à composição dos alimentos.
Nada adianta você controlar o sódio de um alimento se for encher de sal no preparo dos outros.

Equilibre sua refeição toda.

Prazo de validade: atente-se à data especificada no produto. Compre sempre os mais recentes que estão nas prateleiras. E é verdade! Eles geralmente estão escondidos no fundo, para que os antigos sejam vendidos primeiro. Então! Quero ver todo mundo pegando os produtos lá de trás das gôndolas!

Referências utilizadas ANVISA, Ministério da Saúde do Brasil.

Fonte: Blog da Mimis.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cuidados com o corpo nos dias de calor intenso.

Dias de calor intenso podem causar danos à saúde se não forem tomados os cuidados adequados. "O organismo perde líquidos naturalmente ao longo do dia e esse quadro se agrava nos dias quentes, podendo causar alterações metabólicas", explica a nutricionista Flávia Ferazzo, de Goiânia. A seguir, confira como passar qualquer dia de calorão sem ficar no sufoco!

Hidratação em primeiro lugar


Nos dias quentes, o corpo precisa liberar calor por meio do suor para manter a temperatura corporal - eliminando água e sais minerais. De acordo com a nutricionista Flávia Ferazzo, sem a quantidade de água e sais minerais necessários, a pessoa fica com o metabolismo comprometido, podendo ter mais chances de sofrer lesões musculares, tonturas, cãibras, diminuição do desempenho físico, menor disposição e dificuldades de concentração.

"A sede é um sintoma tardio de falta de água - significa que o nosso corpo já está sofrendo uma pequena desidratação", explica a nutricionista. Por isso, é recomendado beber água aos poucos durante o dia, antes que a sede apareça. Uma dica para saber se seu corpo precisa de líquido é a urina - se for ao banheiro e perceber que ela está com cor escura e odores fortes, você está ingerindo pouca água. A urina deve estar bem clara, quase transparente!

Alimente-se bem


Algumas frutas e vegetais apresentam grandes quantidades de água em sua composição. A melancia, por exemplo, tem mais de 90% do seu peso em água, assim como as folhas verdes. "Outra fonte importante é o leite, que possui mais de 80% de água em sua composição", declara Flávia Ferazzo. Além de serem ricas em líquidos, as frutas e verduras são fonte de potássio, mineral que precisa ser resposto quando há uma produção de suor muito intensa. "Portanto, invista também nos sucos de frutas para repor a água e os sais minerais perdidos em dias quentes", recomenda a nutricionista.

O consumo de gorduras deve ser evitado em dias muito quentes, pois elas não são bem metabolizadas, por conta da perda de líquidos do organismo. O resultado de um almoço cheio de frituras, por exemplo, pode ser uma sensação de mal-estar e desconforto algum tempo depois. 
Exercícios físicos

Durante a atividade física, a pessoa se desidrata e perde muito sódio e potássio. É preciso ingerir líquidos: "Apesar de não fornecer todos os nutrientes que os isotônicos possuem, a água já pode ser suficiente para controlar a temperatura corporal, retardar fadiga, prevenir câimbras e evitar o aumento da frequência cardíaca", conta.

Nos dias quentes, a perda de fluídos no suor é ainda maior e pode variar conforme a intensidade do exercício. Quanto mais intensa e longa for a atividade física, maior deverá ser a quantidade de água ou bebida isotônica ingerida. Confira a dica da nutricionista Flávia Ferazzo para manter a hidratação antes, durante a após a atividade física nos dias quentes:

- Antes do exercício: tome de 400 a 600ml de água no mínimo duas horas antes de iniciar o exercício;

- Durante o exercício: caso o exercício tenha mais de uma hora de duração, tomar de 150ml a 350ml a cada 20 ou 30 minutos;

- Após o exercício: beba o suficiente para matar a sua sede.

Use roupas leves


A dermatologista Sara Bragança, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, explica que o ideal é usar tecidos de algodão e malha - que absorvem o suor - e evitar tecidos sintéticos, que atrapalham a evaporação da transpiração. "Também é importante evitar roupas de cores escuras, que absorvem mais o calor por não refletir a luz solar", conta. Para evitar alergias e outros problemas de pele, procure lavar as roupas sempre que usá-las, sem repeti-las, e não usar peças de outras pessoas.

Para dormir fresquinho


Um dos maiores incômodos dos dias quentes é a hora de dormir, principalmente para pessoas que não têm um ventilador no quarto. A dermatologista Sara Bragança aconselha tomar um banho frio antes de deitar e evitar alimentos como chás e leite quente. "O ideal é usar roupas de dormir frescas, manter o quarto arejado com as janelas abertas e não usar qualquer tipo de cobertor", diz. 

Transpirando demais?


Para manter o efeito do desodorante o dia inteiro, a dermatologista Sara Bragança recomenda aplicar um antitranspirante logo após o banho, pois ele obstrui os ductos das glândulas sudoríparas, reduzindo a produção de suor. Manter axilas e virilha também depiladas ajuda a evaporar o suor e diminuir a proliferação de bactérias, responsáveis pelo mau cheiro. Caso você sofra com suor nos pés, é possível usar talco ou mesmo o antitranspirante usado nas axilas, que funcionará reduzindo a transpiração dessa área também.

Fuja do sol!


A temperatura corporal interna de uma pessoa deve ser de 37ºC, independente do horário do dia. Para que o corpo não perca muito líquidos no esforço de se manter essa temperatura ideal, evite ficar exposto ao sol, principalmente, das 10 às 16 horas.

A exposição excessiva ao sol pode causar hipertermia, que é quando o corpo não consegue mais estabilizar o calor interno. "Nesse estágio, o organismo direciona toda sua energia para tentar dissipar o calor e, assim, algumas células param de funcionar, podendo causar desmaios graves", diz o fisiologista do esporte Daniel Portella, da Secretaria de Esportes de São Caetano do Sul.


Fonte: Minha Vida

Apenas idosos tem AVC? Será mesmo?

O pai do cantor Michael Jackson sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico associado a um quadro de arritmia cardíaca, durante sua visita ao Brasil. Joe Jackson ficou internado durante oito dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.


O empresário norte-americano foi vítima do tipo mais comum de AVC, que é quando uma artéria do cérebro entope. O outro tipo é o hemorrágico, conhecido como derrame, que é quando um vaso se rompe e extravasa sangue para o cérebro. De acordo com a coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Gisele Sampaio Silva, quando o paciente chega a uma unidade hospitalar dentro de 4h30 é possível tratá-lo com um medicamento chamado trombolítico, no caso do isquêmico, que desfaz o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo até o cérebro. Caso isto seja possível, a chance de se ter uma sequela diminui consideravelmente.

"Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas", diz a especialista.

Existem também os pequenos AVCs, chamados de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, explica o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama.
Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento.

"Os cinco principais sinais de que se está tendo um AVC são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura".

Idosos


A doença não afeta exclusivamente pessoas idosas, apesar de ser mais comum em quem tem acima de 55 anos.

"Quando a gente fala em AVC em jovem, nós também apontamos casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro", diz Gama.

Entretanto, segundo Gama, os jovens possuem uma maior neuroplasticidade no cérebro, que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram durante o AVC, fazendo com que o paciente se recupere em até 100%.


Segundo os especialistas, a melhor forma de se combater um AVC é a prevenção. Uma boa dieta, associada com exercícios físicos, o controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol e do triglicerídeo diminuem as chances de o indivíduo ter a doença.

 "Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro", afirma Gama.

Fonte: UOL

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Será que a sua alimentação protege os seus rins?

Os rins são um dos órgãos mais importantes de nosso corpo. Seu trabalho é prevenir muitas enfermidades e manter um bom funcionamento geral do organismo. Entre suas funções mais importantes está a eliminação, por meio da urina, de toxinas contidas no sangue e de resíduos que nosso corpo não necessita.

Muitos fatores podem adoecer nossos rins e, como consequência, começamos a ter certas doenças renais que, inclusive, podem se converter em algo grave. Por isso, é muito importante ter hábitos saudáveis para manter uma boa saúde dos órgãos e assim garantir que suas funções sucedam sem nenhum problema.

Um dos fatores que mais influenciam na saúde renal é a alimentação. Apesar de existirem alimentos que podem afetar a saúde dos rins, por sorte, também há alimentos que ajudam a fortificá-los e a deixá-los saudáveis. A seguir, vamos indicar quais alimentos devem ser incluídos na sua dieta, caso você queira fortalecer os rins.

Beterraba


A beterraba é um alimento repleto de propriedades diuréticas e desintoxicantes bastante favoráveis à saúde renal. Por ser rico em potássio, esse alimento é recomendável para fortalecer e limpar tanto os rins quanto o fígado e a vesícula biliar.

Para aproveitar seus benefícios é recomendado preparar um suco de beterraba com cenoura ou também se pode incluir nas saladas e diferentes pratos.

 Mirtilos


Os mirtilos são um desintoxicante renal, que também possuem efeito limpador da bexiga. Suas propriedades fortalecem o funcionamento dos rins e previne infecções, já que evitam o desenvolvimento de bactérias.

Recomenda-se beber suco de mirtilos preferencialmente antes do café da manhã.

 Cereais integrais


Conhecidos por ser uma grande fonte de fibra, esses alimentos também promovem a eliminação de toxinas e resíduos Os cereais ajudam a diminuir a retenção de líquidos e graças a tal ação, acabam por desintoxicar os rins.

Aipo


Alimento formado por água, sais minerais e vitaminas como Alfa-tocoferol ou vitamina E, betacaroteno, ou provitamina A, vitamina C, folatos, entre outros. Por apresentar compostos e propriedades diuréticas, é recomendado para limpar naturalmente os rins e promover a eliminação de resíduos. Pode ser preparada como suco, infusão ou inclui-lo em saladas.

Cebola


Rica em flavonoides, especialmente um chamado quercetina, a cebola é um poderoso antioxidante que favorece órgãos como os rins e o coração. Com suas propriedades também regula o metabolismo e ajuda a eliminar as toxinas que o corpo não necessita.

Morangos


Os morangos são poderosos antioxidantes que ajudam a proteger as estruturas do corpo celular e previnem os danos oxidativos. Incluir mais morangos na dieta favorece a saúde dos rins, evita as inflamações e ajuda a limpá-lo naturalmente, dado que promovem a eliminação de resíduos do organismo.

Melancia


A melancia é um dos melhores alimentos para fortalecer os rins e combater enfermidades das vias urinarias. Esta fruta, além de ser deliciosa, é composta por 93% de água e contêm somente 20 calorias a cada 100 gramas. É, ademais, um potente antioxidante e uma fonte rica de vitaminas e sais minerais como o potássio e o magnésio. Grande aliada dos rins, a melancia é recomendada para tratar e prevenir incômodos como cistite, litíase renal, uretrite e retenção de líquidos.

Abacaxi


O abacaxi é um dos diuréticos mais poderosos e por suas propriedades é um grande aliado ao fortalecer os rins. Essa exótica fruta é uma fonte rica de vitamina C, potássio e enzimas bromelina que, juntas, ajudam a combater as infecções, diminuem a inflamação, estimulam a digestão e reduzem o risco de sofrer de cálculos renais.

Batatas


As batatas são um alimento cheio de vitaminas e minerais que ajudam a prevenir e a tratar os cálculos renais. A iguaria é conhecida por ser uma fonte de amido, potássio, magnésio, cálcio, fósforo, vitaminas B, vitamina C, componentes que atuam poderosamente para fortalecer os rins, dissolver os cálculos renais e purificar esse importante órgão.

Para consumi-la é recomendável ferver as batatas com casca ou preparar uma bebida com sua casca. Também é possível comer a casca crua ou assada.

Agrião


O agrião tem propriedades diuréticas que o tornam um bom remédio para limpar os rins. A planta previne e evita a formação de pedras nos rins e na vesícula, combate a retenção de líquidos e favorece a eliminação de toxinas. Para consumi-la, a melhor forma é extrair o suco do agrião e beber sem adição de açúcar.

Fonte: Melhor com Saúde