quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

5 estratégias práticas para controlar o seu colesterol.

Pare de fumar


O tabagismo em si não eleva os níveis de colesterol ruim no sangue. Porém, componentes como a nicotina deterioram as paredes das artérias, de modo que fica mais fácil o colesterol se fixar nelas. "O cigarro acelera e agrava o processo de formação de placas de gordura", diz Marcelo Paiva.

Eleve a ingestão de fibras


As fibras ajudam a diminuir a absorção intestinal das gorduras, matéria-prima do colesterol. "Esse mecanismo faz com que o organismo excrete mais gordura do que absorve e ajuda a controlar os níveis de colesterol ruim no corpo", afirma Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Um estudo mostrou que ingerir três quartos de xícara de chá por dia de leguminosas — como feijão, lentilha e grão-de-bico —, ricas em fibra, pode diminuir em 5% as taxas de colesterol ruim. Outras boas fontes do nutriente são aveia, chia e caqui.
Pratique exercícios físicos


A prática de atividades física acelera o metabolismo e, consequentemente, incentiva a ação das enzimas que elevam a concentração de colesterol bom no sangue. Indiretamente, o exercício reduz o nível de colesterol ruim e protege as artérias. O ideal é praticar pelo menos 30 minutos de atividade física três vezes por semana.

Evite alimentos ricos em gordura saturada


Carnes gordas (como a picanha), leite integral, queijo amarelo, presunto e manteiga são exemplos de alimentos ricos em gordura saturada. "Esse tipo de gordura é o que tem a maior concentração de colesterol ruim em sua composição", diz o cardiologista do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Prefira as versões menos gordurosas desses alimentos, como carnes brancas e leite desnatado.

Consuma ômega-3


O ômega-3 é um ácido graxo que tem função anti-inflamatória. Ele diminui o risco de placas de gordura, formadas pelo colesterol alto, inflamarem e causarem coágulos. Além disso, o nutriente reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL). O ômega-3 pode ser encontrado em peixes, principalmente na sardinha e no salmão. Não por acaso, um estudo comprovou que a dieta do mediterrâneo, que é rica nesse ácido graxo, pode reduzir os níveis de colesterol no sangue.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Os perigos da desidratação interna.

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, 24,8 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos do Estado vítimas da desidratação.

Somente em 2013, último dado consolidado, foram 9.043 internações por desidratação, das quais 37% eram crianças ou adolescentes com menos de 14 anos. As crianças de um a quatro anos de idade são as mais atingidas. Em 2013 houve 1.453 internações nessa faixa etária.

No verão, período de maior calor, os cuidados devem ser redobrados para evitar a desidratação, que é uma condição potencialmente grave, caracterizada pela baixa concentração de água e sais minerais no corpo.

Alguns fatores contribuem para as crianças serem mais suscetíveis à desidratação. Dentre eles está a ocorrência de doenças que provocam diarreia e vômitos. “Crianças menores acometidas por estes males sofrem uma grande perda de líquido. Além disso, não se costuma ingerir muito líquido por conta própria, o que agrava a situação”, afirma Leonardo, do Hospital Estadual de Diadema.

Além de oferecer líquidos várias vezes ao dia às crianças, os adultos devem ficar atentos à exposição solar prolongada no verão em horários inapropriados (entre 9h e 16h), outro fator de risco.

Segundo o médico, os sintomas da desidratação são sede exagerada, olhos fundos, boca e pele seca, ausência de lágrimas e diminuição do suor. Nos bebês, os sinais são a moleira afundada e irritabilidade, além da diminuição da urina. Dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e aumento da frequência cardíaca também podem estar associados a episódios de desidratação.

“Nos casos mais graves podem aparecer outros sintomas, como diminuição da pressão, convulsões e choque, que, sem tratamento, podem levar até a morte”, explica Leonardo.

Principais dicas para prevenir a desidratação (em crianças e adultos):

- Ingerir pelo menos 2 litros de água ou outros líquidos (como sucos) por dia. No caso de crianças ou idosos, sempre verificar se estão ingerindo água.


- Não praticar exercícios físicos nas horas mais quentes do dia.

- Usar roupas leves, para diminuir a perda de líquido pelo suor.

- Como a diarreia é uma causa importante de desidratação, certifique-se de que os alimentos consumidos foram bem lavados e preparados adequadamente. Alimentar-se corretamente, com alimentos leves e saudáveis, é fundamental.

- No caso do aumento das perdas de líquido (como na diarreia) a ingestão de líquidos, como água, sucos naturais e água de coco, é importante. O soro caseiro também é uma boa opção. Ele é composto de 1 litro de água filtrada ou fervida, uma colher rasa de chá de sal e duas colheres rasas de sopa de açúcar. Outra possibilidade é usar o soro para hidratação, disponibilizado em unidades básicas de saúde e farmácias.


Alimentos ricos em água:


 Abobrinha: 96%
 

Alface: 95%


 Chuchu: 95%


 Pepino: 95%


 Rabanete: 95%


 Nabo: 94%


Tomate: 94%


 Couve-flor: 92%


 Melancia: 92%
 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

As doenças silenciosas que atrapalham a fertilidade feminina e masculina.

Existem problemas com poucos sintomas ou sinais difusos que atrasam o sonho de engravidar; doenças acometem tanto mulheres como homens.

Um casal que está há mais de um ano tentando engravidar e não consegue entra para o grupo daqueles que devem ter a saúde investigada para descobrir problemas relacionados à fertilidade. Algumas doenças e problemas silenciosos acabam minando o desejo de ser mãe ou pai, mas a boa notícia é que para a maioria há tratamento.

O ginecologista Renato de Oliveira, da Criogênesis, explica que 30% dos problemas de infertilidade são por causa de problemas do casal, 30% por problemas femininos, 30% por problemas masculinos e 10% por causas desconhecidas. Nesse grupo, para as mulheres, entra a endometriose, endometrite crônica, síndrome dos ovários policísticos, doença inflamatória pélvica, além da obesidade, tabagismo e uso de drogas.

Para os homens, a obesidade, tabagismo e uso de drogas também comprometem a qualidade do sêmen. Mas o grande responsável para a infertilidade masculina, segundo Oliveira, é a varicocele. 40% dos casos estão relacionados às varizes nos testículos. Além disso, há a prostatite crônica que pode causar perda na qualidade do sêmen.

Confira as doenças que mais atingem homens e mulheres quando o assunto é infertilidade:

Endometriose 


Entenda a doença

O endométrio é o revestimento do útero. Quando esse revestimento sai para fora da cavidade uterina e se aloja nas trompas, intestinos, ovários e bexiga, por exemplo, é o que se chama de endometriose. Com a menstruação mensal, o endométrio fica mais espesso para que o óvulo fecundado possa ser implantado ali. Quando não há fecundação, parte do endométrio se descama e é expelido. Em determinados casos, um pouco desse sangue acaba migrando fora do seu caminho habitual – que é para fora do corpo – e acaba caindo nos ovários ou até mesmo na cavidade abdominal. É o que se chama de endometriose. 

Causas do problema

Não há causas estabelecidas, apenas sabe-se que a mulher que tem casos na família, como a mãe e irmã, tem chances maiores de desenvolver a doença.

Sintomas da endometriose

As mulheres se queixam mais de cólicas menstruais, dor antes da menstruação e também nas relações sexuais, dor crônica na região pélvica, fadiga e exaustão.

Como prevenir

Por não se saber exatamente a razão do surgimento da endometriose, pouco se sabe também como prevenir. No entanto, parece que o consumo de álcool e café pode estar associado com o aumento do risco ou até mesmo com a piora da doença. Fazer atividades físicas, porém, ajuda a reduzir os sintomas. Consultar um ginecologista para avaliação periódica é fundamental.

Como tratar

É possível tratar a endometriose com medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios, tratamentos hormonais e até com cirurgia. Nesse caso, faz-se uso de um procedimento chamado laparoscopia. É possível eliminar apenas os focos da doença ou complicações, como cistos. Em casos mais graves, é necessária a remoção dos órgãos pélvicos afetados pela enfermidade.

Endometrite crônica 


Entenda a doença 

Embora completamente diferente da endometriose, também trata-se de uma inflamação que acomete o endométrio, o revestimento do útero.

Causas do problema 

Há várias razões, como infecção pela clamídia, ureaplama ou micoplasma. Além disso, pode ser uma decorrência da doença inflamatória pélvica, salpingite, lesões e danos durante um parto ou aborto. 

Sintomas da endometrite crônica 

Geralmente a endometrite crônica não dá sintomas; A infertilidade, portanto, pode ser um daqueles sintomas silenciosos. Algumas pessoas podem relatar um desconforto pélvico leve, como uma sensação de peso no baixo ventre. O diagnóstico vem por meio da vídeo-histeroscopia...

Como prevenir

Como a doença normalmente não provoca sintomas, a prevenção é usar preservativo nas relações sexuais.

Como tratar

Antibióticos orais ou intravenosos é o tratamento de escolha dos médicos.

Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ou Infecção Pélvica


Entenda a doença 

A DIP é causada por uma bactéria, a chlamydia trachomatis, e pode atingir tanto mulheres como homens.

Sintomas da DIP 

Para os homens, o sintoma é um corrimento claro, em pouca quantidade, pelo canal da uretra. Esse corrimento é acompanhado por dor e desconforto na hora de urinar. Os sintomas principais são dor pélvica, sangramento, constipação, crescimento da barriga, mal estar e febre. A doença pode evoluir para prostatite crônica, interferindo na qualidade dos espermatozoides.

Já nas mulheres, além do pequeno corrimento, pode acontecer um sangramento discreto fora do período menstrual. Além disso, dor para urinar e dor nas relações sexuais. A doença pode complicar e exigir internação imediata. As consequências da DIP é a esterilidade, dor pélvica crônica e gravidez tubária.

Como prevenir
 
A DIP é uma doença sexualmente transmissível (DST), portanto a prevenção é usar preservativo nas relações sexuais.

Como tratar

Por ser causada por bactéria, é tratada com antibióticos. Em casos mais severos, uma cirurgia para retirada da trompa ou ovários comprometidos se faz necessária.

Prostatite crônica 


Causas da doença

A prostratite é uma inflamação crônica na próstata, geralmente causada por bactérias. Fungos ou parasitas também podem provocar a doença. Os microorganismos mais envolvidos no problema são Chlamydia, Ureaplama ou Micoplasma.

Sintomas da prostratite crônica

Febre, tremores e dor ao urinar são comuns nessa doença. Mas nem sempre os sintomas são claros.

Como prevenir

Novamente, por ser uma DST, a prevenção é usar preservativo na relação sexual. 

Como tratar

Antibióticos, para eliminar as bactérias e analgésicos para aliviar a dor.

Varicocele 


Entenda a doença - a varicocele nada mais é do que varizes no testículo, ou seja, veias tortuosas e dilatadas na região. O resultado do problema é a piora da qualidade do sêmen e até mesmo a infertilidade. 

Causas do problema

É genético.

Sintomas da varicocele

Na grande parte das vezes, não apresenta sintomas além da dilatação das veias dos testículos. Em alguns casos, no entanto, pode provocar dor e desconforto. 

Prevenção 

Por ser uma doença genética, não há prevenção. 

Tratamento

Caso o homem tenha dor ou infertilidade por causa da varicocele, uma pequena cirurgia pode ser necessária. Por meio de dois pequenos cortes na região pubiana, a ligadura das veias varicosas é feita.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sente muita dificuldade em acordar cedo? Essa matéria é pra você!

Quando o despertador toca no início da manhã, parece mais um instrumento sonoro de tortura. O sono é intenso e a cama aconchegante. O mundo conspira para que você feche os olhos novamente e continue dormindo. Mas é claro que você não pode.

Para 20% da população mundial, ser um "pássaro madrugador" não é um problema. Para o restante, pode ser difícil ou muito difícil acordar cedo, já que existem os matutinos, intermediários e vespertinos. Conseguir fazer com que o trabalho renda em horários em que o cérebro gostaria de estar descansando é sempre um desafio.


Mantenha o despertador longe da cama, assim você será obrigado a levantar para desligá-lo, impedindo os "só mais 5 minutinhos".


Durma com a janela aberta, de modo em que, quando amanhecer, o corpo consiga entender que já está claro. Isso ajuda em um despertar menos doloroso, pois o corpo barra a produção de melatonina, hormônio que ajuda a adormecer.


Beba água logo pela manhã; ingerir esse líquido ajuda a ativar o metabolismo e mandar o sono embora.


Planeje um bom café da manhã. Isso poderá ser motivacional para levantar da cama.


Mantenha-se longe do celular ou TV. A luz atrapalha o sono e o despertar no dia seguinte fica mais complicado.


Ler um livro na hora de dormir ajuda a adormecer mais rápido, consequentemente a ter um sono mais tranquilo e não sofrer na hora de acordar.


Atividade física leve ao despertar ajuda a mandar o sono embora. Em contrapartida, atividade física vigorosa antes de dormir atrapalha o sono.


Evite beber antes de dormir. Isso pode dar azia e, consequentemente, fazer você acordar várias vezes durante a noite ou não ter um sono repousante. As consequências aparecem pela manhã, com o reflexo de um corpo cansado.


Procure deixar sua manhã livre de compromissos muito complicados ou que exijam muita atenção; não é o melhor horário de concentração para quem é vespertino.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Você sabia que o sedentarismo mata mais que a obesidade?

O número de mortes relacionadas ao sedentarismo é duas vezes maior do que as ligadas à obesidade, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Inglaterra, publicada recentemente. O estudo ainda constatou que caminhar 20 minutos por dia pode reduzir a mortalidade em pessoas com menos de 65 anos, uma vez que diminui o risco de desenvolvimento de doenças do coração e câncer.


Para entender a ligação entre sedentarismo, morte prematura e obesidade, os pesquisadores analisaram dados de 334.161 europeus. Eles mediram altura, peso, circunferência abdominal e frequência de atividade física das pessoas ao longo de doze anos.

As conclusões — O estudo relata que apenas um quarto dos participantes era sedentário, isto é, não praticava nenhuma atividade física ou de recreação. Os pesquisadores também visualizaram que fazer 20 minutos de caminhada por dia pode reduzir o risco de morte prematura em 16 a 30%. O impacto é maior nos indivíduos com peso normal, mas também foi observado em pessoas com alto índice de massa corpórea.


De acordo com os autores, 337.000 das 9.2 milhões de mortes na Europa foram atribuídas à obesidade e o dobro desse número, 676.000, ao sedentarismo.

“Um pouco de atividade física diária já beneficia a saúde. A prática de exercícios físicos deve ser uma parte importante da nossa vida diária”, diz Ulf Ekelund, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Cambridge.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Você sabe o que é necessário para prevenir o infarto?

Controlar os níveis de colesterol


Um dos principais fatores para evitar acúmulo de gordura na parede das artérias (a chamada aterosclerose) é controlar os níveis de colesterol. Enquanto o colesterol ruim (LDL) deposita gordura na parede das artérias, o colesterol bom (HDL) leva o excesso de gordura para o fígado, de onde ele será eliminado pelo intestino.

Taxas saudáveis de LDL e HDL evitam a formação de placas de gordura, que causam coágulos. “A aterosclerose diminui o calibre do vaso e pode levar até à obstrução do fluxo sanguíneo. Ou ela pode criar uma fissura que exponha o núcleo da placa de gordura. Essa parte, ao entrar em contato com o sangue, origina o coágulo”, explica o cardiologista Cesar Jardim.

Seguir uma dieta pobre em gordura saturada e rica em fibras, praticar atividade física e parar de fumar são medidas que ajudam no controle do colesterol.

Praticar atividade física


De acordo com o cardiologista José Renato, a atividade física é uma das medidas isoladas mais benéficas para a prevenção do infarto. Hormônios liberados pelo organismo depois do exercício, como a endorfina, relaxam a parede das artérias. A pressão arterial cai, a taxa de glicose diminui e o índice do colesterol bom, que elimina o excesso do colesterol ruim no organismo, se eleva. A recomendação é praticar 30 minutos de atividade física como corrida, caminhada e natação no mínimo três vezes por semana.

Não fumar


Substâncias presentes no cigarro, como a nicotina, facilitam a coagulação sanguínea e fazem as placas de gordura se lesionarem com mais facilidade. “O cigarro funciona como uma gasolina para a aterosclerose se formar e se romper”, explicou o cardiologista.


Controlar o diabetes



Altas taxas de açúcar no sangue facilitam a formação das placas de gordura na artéria que, por sua vez, podem ocasionar um coágulo. Isso acontece porque o diabetes enrijece a parede interna do vaso (endotélio), ao alterar seu metabolismo. “Além disso, a síndrome desregula o nível de colesterol no sangue, outro fator que favorece a formação de coágulos e a ocorrência do infarto”, explica Marcelo José de Carvalho Cantarelli.

Evitar o stress


Quando o organismo está submetido ao stress contínuo, libera uma grande quantidade de noradrenalina, um neurotransmissor que contrai os vasos e favorece a coagulação. “O stress crônico aumenta os níveis de pressão arterial e de glicemia, por exemplo, fatores que elevam o risco de infarto”, afirma cardiologista José Renato, do Hospital Samaritano de São Paulo.

Controlar a hipertensão


A hipertensão pode causar lesões nas paredes internas das artérias e torná-las menos elásticas e mais predispostas ao endurecimento. “Esse processo aumenta o risco de infarto por facilitar o depósito de gordura no vaso e, consequentemente, o desenvolvimento da aterosclerose”, diz Cesar Jardim.

Manter o peso ideal


A obesidade pode levar ao desenvolvimento de hipertensão e diabetes, fatores de risco para o infarto. Por isso, é preciso monitorar a balança. O cálculo do índice de massa corpórea (IMC), medida que relaciona altura, peso e taxa de gordura, ajuda a determinar se o indivíduo está com o peso ideal.


Tomar cuidado ao associar anticoncepcionais e tabagismo


O infarto costuma ser associado ao sexo masculino. A incidência do problema, no entanto, é cada vez maior entre o feminino. Há 30 anos, havia dez homens infartados para cada mulher. Hoje, essa relação é de três homens para cada mulher. Uma das razões é a combinação entre anticoncepcional e tabagismo. O medicamento facilita a coagulação sanguínea, assim como o cigarro. “Os dois fatores somados aumentam o risco de infarto também em mulheres jovens”, diz Marcelo José de Carvalho Cantarelli.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Recupere os estragos causados pela alimentação nas festas de final de ano.

A nutricionista Roberta Stella quer ajudar você a recuperar a boa forma e, por isso, separou algumas dicas para pôr em prática desde já. Elas trazem resultado imediato e valem para os dias de preguiça em casa e também para os passeios e viagens.

Não faça restrições excessivas


O exagero nas comemorações do final de ano não deve ser compensado por dias e dias de uma excessiva restrição. O resultado poderá ser o oposto do que o desejado caso você não suporte a fome. O ideal é, nas refeições principais (café da manhã, almoço e jantar), consumir alimentos com maior volume e menor quantidade energética como frutas, legumes, verduras, além de cereais integrais (por exemplo, arroz integral).

Dessa maneira, o organismo irá receber o alerta de saciedade, levando à interrupção da ação de se alimentar. Além disso, esses alimentos são ricos em fibras, fazendo com que o esvaziamento gástrico ocorra lentamente. Roberta Stella, nutricionista dá a dica: estipule horários para pequenos lanches entre as refeições principais, isso evita ficar beliscando.

Faça um diário alimentar


Na primeira semana do ano, faça um diário alimentar. Anote tudo o que você come e a hora em que isso acontece. Sabendo identificar os períodos de maior fome e os erros alimentares, ficará mais fácil reorganizar a alimentação.

Anotar os alimentos consumidos é uma rotina diária fundamental para o emagrecimento. É com ela que você observa como está se alimentando e percebe seus erros e acertos. Esta é a base de reeducação alimentar. É com esse controle que você passa a fazer adaptações em sua alimentação e aprende a ter uma alimentação saudável mesmo comendo o que gosta.

Fracione sua alimentação


Faça pequenos lanches entre as refeições principais. Opte por frutas, biscoitos integrais, barrinhas de cereais ou iogurtes desnatados. Os lanches mais fracionados não fazem mal nenhum à saúde nem à dieta e até podem, dependendo da pessoa, estimular o metabolismo e reduzir o apetite da próxima refeição, porém, deve-se prestar atenção as calorias ingeridas, nesses intervalos: "precisam ser alimentos que matem a fome sem acabar com a sua dieta", explica a nutricionista Anita Sachs, professora de nutrição da Unifesp.  

Tenha uma dieta equilibrada


A relação entre ingerir carboidratos após as 18 horas e ganhar peso não passa de mito. Entretanto, é importante que os alimentos estejam bem distribuídos durante o dia, evitando uma elevada concentração no período noturno, principalmente se você vai dormir logo após o jantar.

Faça substituições inteligentes


O uso de massas integrais dá mais saciedade que alimentos feitos com farinha branca ou com muito açúcar. Isso se deve ao índice glicêmico. Alimentos com alto índice glicêmico (acima de 70) estimulam uma liberação muito grande de insulina. Já opções com baixo índice glicêmico, até 50, evitam a liberação de insulina. "A grande liberação de insulina dá uma saciedade temporária, mas, depois de um curto período de tempo, a fome volta ainda maior", aponta Roberto Navarro. "Por isso, troque alimento de alto índice glicêmico por alimentos de baixo índice glicêmico".

Exemplos: em de sorvete de massa, tome um picolé de frutas e use molho de tomates no lugar de molho branco. Substitua os alimentos tradicionais por outros com menos teor de gorduras. Leites desnatados, iogurtes light, queijos brancos são as melhores opções.

Leia o rótulo


Compare os rótulos dos alimentos para verificar se a substituição do integral pelo light vale a pena. A restrição de calorias é o princípio básico de quem deseja emagrecer. A restrição calórica é necessária para que haja o emagrecimento. Entretanto, é importante conciliar uma alimentação com baixas calorias com uma elevada qualidade nutricional dos alimentos. Não é correto, por exemplo, ingerir doces, bolos, tortas diariamente, mesmo estando dentro da quantidade calórica necessária para a eliminação de peso. Faça preparações que não acrescentam muitas calorias aos alimentos como, grelhados, cozidos e assados.

Pratique exercícios


A atividade física favorece a eliminação de peso. Faça exercícios diariamente. Quanto mais intensa a atividade, mais calorias você queima e é mais fácil manter o peso sob controle. Algumas dicas da personal trainner especialista do Minha Vida Teresa Maria Passarella são: vá pelas escadas ao invés do elevador, leve seu cachorro para passear, caminhe durante a pausa de seu almoço, levante-se no intervalo da TV, ou melhor, movimente-se o máximo que puder, pois ao longo do dia, você verá que gastou mais calorias do que imagina.