sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O Câncer é Contagioso?

Uma pessoa saudável não pode "pegar" câncer de alguém com a doença. Não existem evidências de que o contato próximo ou ações como sexo, beijar, tocar, compartilhar refeições ou respirar o mesmo ar pode passar o câncer de uma pessoa para outra.

As células cancerosas de uma pessoa são incapazes de viver no corpo de outra pessoa saudável. O sistema imunológico de uma pessoa saudável reconhece as células estranhas e as destrói, incluindo as células cancerígenas.

Transplante de Órgãos


Existem casos em que um órgão transplantado de um paciente com câncer provocou a doença na pessoa que recebeu o órgão. Mas, existe um fator importante que torna isso possível, as pessoas que recebem transplantes de órgãos tomam medicamentos que debilitam seu sistema imunológico. Isto deve ser feito para que seu sistema imunológico não ataque e destrua o órgão transplantado. Esta parece ser a principal razão para que o órgão transplantado possa, em casos raros, causar o câncer para o receptor do órgão. Os doadores de órgãos são cuidadosamente selecionados para evitar que isso aconteça.

Ainda assim, estudos recentes mostram que o câncer é mais comum em pessoas que recebem transplantes de órgãos sólidos do que em pessoas que não foram transplantadas, mesmo quando o doador não tem câncer. Isto ocorre, como foi mencionado acima, devido aos medicamentos para reduzir o risco de rejeição do transplante. Estes medicamentos diminuem a resposta imune, tornando o sistema imunológico incapaz de reconhecer e atacar as células pré-cancerígenas e os vírus que podem causar o câncer.

Gravidez


Se uma mulher tem câncer durante a gravidez, a doença raramente afeta diretamente o feto. Alguns tipos de câncer podem se disseminar da mãe para a placenta, mas a maioria dos cânceres não atinge o feto. Em alguns casos muito raros, diagnosticou-se melanoma na placenta e feto.

Infecções


Os germes, principalmente as bactérias e os vírus, podem ser transmitidos de uma pessoa para outra por contato sexual, beijo, toque e compartilhamento de alimentos. Alguns podem até mesmo ser transmitidos apenas por respirar o mesmo ar. Os germes são muito mais propensos a serem uma ameaça aos pacientes com câncer do que a uma pessoa saudável. Isso ocorre porque as pessoas com câncer, muitas vezes têm o sistema imunológico debilitado, e podem não ser capazes de combater as infecções.

Germes e o Risco de Câncer

Existem alguns germes que podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento de certos tipos de câncer. Isso faz com que algumas pessoas pensem erroneamente, que o câncer é contagioso.

Vírus


Alguns tipos de câncer são encontrados com mais frequência em pessoas infectadas com determinados vírus, por exemplo:

Certos tipos de vírus do papiloma humano (HPV) estão ligados ao câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e alguns tipos de câncer de boca, garganta e cabeça e pescoço. Mas fumar, beber e outros fatores também aumentam o risco desses tipos de câncer.

O vírus Epstein-Barr está relacionado ao câncer de nasofaringe, linfoma gástrico, linfoma de Hodgkin e linfoma de Burkitt.

Os vírus da hepatite B e C aumentam o risco de câncer de fígado.

O vírus do herpes humano tipo 8 ou vírus herpes Kaposi, está ligado ao sarcoma de Kaposi. A maioria das pessoas com HHV-8 não desenvolvem o sarcoma de Kaposi, a menos que também estejam infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS. O vírus T-linfotrópico humano 1 (HTLV-1) está relacionado com determinados tipos de leucemia linfocítica e linfoma não Hodgkin.

O câncer invasivo de colo do útero, sarcoma de Kaposi e determinados linfomas são muito mais comuns em pessoas que tem o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS. Em muitos casos de cânceres relacionados com o HIV, outros vírus, como o HHV-8 ou HPV desempenham também um papel importante no desenvolvimento do câncer.

Estes vírus podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, geralmente através do sangue ou de relações sexuais. Entretanto, a infecção com o vírus sozinha não transmite câncer. Um sistema imunológico enfraquecido, outras infecções, outros fatores de risco e outros problemas de saúde permitem que o câncer se desenvolva mais rapidamente.

Bactérias

As bactérias também podem causar câncer. O Helicobacter pylori é uma bactéria comum, conhecido por estar associado a determinados tipos de câncer de estômago. Infecção a longo prazo com essa bactéria pode danificar a camada interna do estômago e aumentar o risco de câncer de estômago.

Parasitas

Os parasitas que podem viver no interior do corpo humano, também podem aumentar o risco de alguns tipos de câncer. Alguns parasitas estão relacionados ao câncer de bexiga, vias biliares e possivelmente também com outros tipos de câncer.

Alterações no DNA

A maioria dos cânceres não é causada por agentes infecciosos. O câncer se desenvolve devido as mutações que ocorrem no DNA de uma pessoa. Essas alterações podem ser herdadas ou adquiridas durante a vida. Algumas alterações acontecem sem razão conhecida, enquanto outras são devido a exposições ambientais, como a radiação ultravioleta proveniente do sol ou fumaça de cigarro. Alguns vírus são conhecidos por causar mutações diretamente no DNA, que podem se transformar em câncer.

Câncer não é uma Doença Contagiosa!

Se o câncer fosse uma doença contagiosa, haveria epidemias de câncer, assim como temos epidemias de gripe – o câncer se disseminaria como o sarampo, a poliomielite ou o resfriado comum. Seria de se esperar um alto índice de câncer entre as famílias e amigos de pacientes com a doença e entre os profissionais de saúde devido a sua exposição à doença. Entretanto, este não é o caso.

O fato de que o câncer possa acontecer com mais frequência em determinadas famílias, isso não significa que os membros da família terão câncer porque foi transmitido do familiar com a doença. Existem outras razões para isso acontecer:

Membros da mesma família compartilham os mesmos genes.

As famílias podem ter estilos de vida pouco saudáveis e similares, como, por exemplo, dieta e tabagismo.

Membros de uma mesma família podem estar expostos ao mesmo agente causador de câncer.


Pacientes com Câncer

Nos dias de hoje, familiares, amigos e colegas de trabalho de pessoas com câncer, às vezes, se afastam quando ficam sabendo da doença. Em função disso, as pessoas com câncer, podem se isolar e ficar sozinhas.

Você não tem que ficar longe de alguém com câncer, pois você não pegará a doença. Não tenha medo de visitar uma pessoa com câncer. Eles precisam de suas visitas e de seu apoio.

Fonte: Oncoguia

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Colonoscopia.

É um dos exames mais realizados porque além de detectar o câncer colorretal, também pode encontrar pólipos que podem ser removidos antes de se transformarem em câncer.

Vamos explicar agora os 7 itens que você precisa saber sobre o exame:

As pessoas que não tem fatores de risco identificados devem começar a fazer exames regulares aos 50 anos. Aqueles com histórico familiar ou outros fatores de risco para pólipos ou câncer, como doença inflamatória do intestino, devem conversar com seus médicos para estabelecerem o inicio dos exames de rastreamento mais precocemente ou realiza-los com mais frequência.


A colonoscopia é um dos exames mais realizados porque não só pode diagnosticar o câncer colorretal, como também pode encontrar pólipos que podem ser removidos antes de se transformarem em câncer. Saber  em que consiste o exame pode diminuir o medo ou o receio de fazer uma colonoscopia e ajudar na preparação necessária.

O QUE É?

É um exame que permite ao médico observar todo o interior do cólon e do reto para procurar pólipos ou sinais de câncer. Pólipos são formações arredondadas que ao longo do tempo podem se tornar câncer. Neste exame é utilizado um colonoscópio, tubo flexível, com uma pequena câmera de vídeo na extremidade, que está conectada a um monitor para visualização do interior do cólon. 

Instrumentos especiais podem ser passados através do aparelho para remover pequenos pólipos ou até mesmo coletar amostras de tecido, se necessário.

O QUE É PREPARAÇÃO INTESTINAL?

É o processo realizado para a limpeza do cólon, de modo que o revestimento das paredes internas do cólon e do reto possa ser visualizado com clareza durante o exame. A preparação pode incluir uma dieta especial, uso de laxantes na véspera do exame, alguns medicamentos e ás vezes enemas que farão você ir várias vezes ao banheiro. Em alguns casos será solicitado que não tome nenhum medicamento até uma semana antes do exame.


ONDE É FEITA A COLONOSCOPIA?

Pode ser realizada em clínicas de diagnóstico, consultório médico ou hospital.

O QUE ESPERAR DO EXAME?

O exame dura cerca de 30 minutos, podendo demorar mais se um pólipo é encontrado e removido. Antes do inicio do processo os pacientes são sedados para que o desconforto diminua. Durante o exame você estará acordado, mas não estará ciente do que está acontecendo e pode não se lembrar do procedimento quando terminar. Por conta disso, recomenda-se ir acompanhado por um familiar ou amigo. É importante que após o exame, você planeje passar o resto do dia em casa devido ao efeito dos medicamentos.

COLONOSCOPIA DÓI?

A maioria das pessoas não sente dor alguma durante o exame, mas podem apresentar-se cólicas ou desconforto após o termino do procedimento por causa do ar que é injetado durante o exame. A injeção de ar é feita para possibilitar a melhor observação do cólon e reto.


O QUE ACONTECE SE ACHAREM ALGUMA COISA?

Se um pólipo pequeno é encontrado durante a colonoscopia, seu médico provavelmente irá removê-lo durante o exame. Se o pólipo é grande demais para ser removido, ou se você tem alguma lesão suspeita de ser câncer, o médico realizará uma biópsia. O resultado da biópsia determinará necessária a realização de exames complementares e o inicio do tratamento contra o câncer.


COM QUE FREQUÊNCIA DEVE SER FEITA COLONOSCOPIA?

No caso de não ter sido encontrada nenhuma lesão pode ser realizada outra colonoscopia após 10 anos da primeira. Se foi achada uma lesão à frequência pode ser muito menor e em alguns casos pode ser necessário iniciar tratamento.

Fonte: Oncoguia

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mitos sobre o HIV

Quando os primeiros casos da AIDS surgiram, no início dos anos 1980, ninguém sabia exatamente do que se tratava. Como a maioria das vítimas era de homens homossexuais, a "doença misteriosa" rapidamente ficou conhecida como a "peste gay". Depois, quando perceberam que não eram só gays que adoeciam, passaram a colocar a culpa também nos haitianos, hemofílicos e usuários de drogas. Mas não demorou muito para que as pessoas percebessem, enfim, que o local de origem ou a orientação sexual não eram "pré-requisitos" para contrair o vírus. Hoje, 35 anos após o começo da epidemia, sabe-se que o HIV pode atingir a todos e todas, sem distinção de gênero, classe, raça, origem ou orientação sexual.

Apesar disso, muitos pré-conceitos ainda resistem sobre as pessoas que vivem com o vírus. Mesmo hoje, superado o pior momento da epidemia e com avanços na medicina que permitem ao soropositivo viver bem e com saúde, diversos equívocos que sobreviveram ao tempo ainda fazem com que os portadores do HIV não consigam falar sobre isso abertamente, com medo de não conseguirem emprego ou dos amigos e familiares se afastarem.


Confira quais são esses preconceitos:

Quem tem HIV é "aidético"

O termo "aidético" já caiu em desuso há algum tempo. No entanto, ele ainda é muito usado de forma pejorativa. Além disso, ele também dá a entender que HIV e Aids são a mesma coisa, e não são. HIV é o vírus e Aids, a doença. Só tem Aids as pessoas soropositivas que desenvolvem os sintomas da doença, que incluem deficiências imunológicas, já que o vírus começa a destruir as células de defesa, deixando o corpo vulnerável a todo tipo de doença. Quem tem HIV - o chamado soropositivo ou HIV-positivo - não necessariamente desenvolverá Aids, desde que siga corretamente o tratamento. Hoje, ele é feito com medicamentos antirretrovirais, que inibem a ação do HIV no organismo e impedem que ele ataque o sistema imunológico. Esse estágio da infecção, que costuma demorar de dois a dez anos após a exposição ao HIV sem tratamento, é conhecido como Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Portanto, quem é soropositivo não tem a aparência magra, doente e com manchas no corpo. Essa é a imagem que se tem da Aids. Hoje, com as opções de tratamento existentes, é muito difícil encontrar alguém que tenha HIV com essas características.

Transei com um soropositivo, então com certeza estou infectado

Isso também não é verdade. Poucos sabem, mas é muito mais difícil ser infectado pelo HIV com um soropositivo do que com uma pessoa que desconhece sua sorologia. Isso porque, graças ao tratamento, a carga viral de muitas pessoas que vivem com o vírus está indetectável, ou seja, com menos de 40 cópias de vírus por mililitro de sangue. Isso é insuficiente para que não haja a transmissão. Para se ter uma ideia, se um soropositivo com carga viral indetectável há pelo menos um ano fizer o teste de HIV, o resultado tem muitas chances de ser negativo.

Estudos internacionais já mostraram que um soropositivo em tratamento e há seis meses com a carga viral suprimida tem 96% menos chances de transmitir o vírus durante o ato sexual. Essa, que foi eleita a descoberta científica do ano em 2011 pela revista Science, é também um dos mais importantes passos contra a discriminação de soropositivos e um salto na qualidade de vida de quem vive com HIV.


Soropositivos tendem a ficar mais vezes afastados do trabalho

Quando recebe o diagnóstico de HIV, muitas vezes a pessoa já sai do consultório médico com os antirretrovirais em mãos. Seguindo o tratamento corretamente, o vírus não se manifesta no organismo, a carga viral permanece baixa, o número de CD4 no sangue - que são as células de defesa preferidas como "alvo" do HIV - fica alto e a pessoa jamais manifestará quaisquer sintomas relacionados à Aids.

Portanto, o soropositivo em tratamento pode, sim, ficar afastado do trabalho, mas não pelos motivos comumentemente relacionados ao HIV, mas sim por razões que levam qualquer pessoa a se ausentar, como uma virose, gripe ou conjuntivite.

Para Ricardo Vasconcelos, infectologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), é recomendável que os pacientes com HIV passem por consultas médicas regularmente para que o médico possa avaliar se o tratamento está fazendo efeito e se a carga viral e o índice de CD4 permanecem estáveis. "Um paciente que esteja com a imunidade baixa ou com alguma doença oportunista deve voltar mais vezes ao médico, mas hoje em dia, com o tratamento, é cada vez mais raro ver soropositivos desenvolvendo Aids", explica. "O paciente com carga viral indetectável e nível de CD4 bom só precisa retornar duas vezes ao ano".

Soropositivos não podem ter filhos

Quando a infecção acontece de mãe para filho, é o que os médicos chamam de ?transmissão vertical?. Ela pode ocorrer de três maneiras distintas: durante a gestação, na hora do parto ou, ainda, na amamentação. Sem tratamento, mulheres com HIV têm de 15 a 45% de chance de transmitir o vírus para a criança. Com o auxílio dos medicamentos antirretrovirais, porém, esse risco pode ser reduzido a apenas 1%.

O pré-natal antecipado e o aumento no número de cesáreas necessárias são duas medidas que passaram a ser adotadas em todo o mundo com o objetivo de frear a transmissão vertical de HIV. Além disso, o Ministério da Saúde passou a recomendar a suspensão total do aleitamento materno por mães soropositivas. As ações têm mostrado bons resultados. De 2009 a 2013, o número de novas infecções por HIV em crianças - cuja maioria se dá pela transmissão vertical - caiu drasticamente 43% em todo o mundo, ainda que o índice tenha se mantido alto em alguns países da África, onde o tratamento é mais difícil. Ainda segundo o Ministério, todos os anos ocorrem cerca de 12 mil novos casos de transmissão vertical no Brasil. Mas os médicos estão otimistas: recentemente, Cuba tornou-se o primeiro país do mundo a zerar a transmissão de mãe para filho, tanto de HIV quanto de sífilis.


HIV se transmite também pelo beijo ou suor

Mito antigo, porém que ainda resiste no imaginário popular. O HIV é transmitido por meio da troca de fluidos corporais, porém saliva e suor não são uns deles. Apenas sangue, sêmen, secreções genitais e leite materno possuem concentração de vírus suficiente para infectar outra pessoa. Portanto, nunca é demais lembrar que as únicas formas de transmissão do HIV são: relações sexuais desprotegidas - anal, oral ou vaginal -, transfusão de sangue, compartilhamento de seringas ou de mãe para filho (transmissão vertical). Não se pode contrair HIV por nenhum outro meio que não sejam esses.

Soropositivos eventualmente morrerão de Aids

Graças aos avanços no tratamento, hoje quem tem o HIV pode morrer de velhice. Antigamente, quando não havia medicamentos eficientes para barrar a ação do vírus, o soropositivo eventualmente desenvolvia a Aids e padecia em decorrência das infecções oportunistas, principalmente pneumonia, tuberculose e sarcoma de Kaposi - um tipo muito raro de câncer de pele. Hoje, no entanto, os medicamentos antirretrovirais disponíveis impedem que o HIV se multiplique e espalhe pela corrente sanguínea, freando a replicação do RNA viral. Com isso, o vírus permanece adormecido dentro do organismo e, caso o tratamento seja seguido à risca, pode nunca se manifestar.

Somente homossexuais e profissionais do sexo contraem HIV

Apesar de no começo da epidemia a maioria das vítimas da Aids terem sido homens homossexuais, foi-se o tempo em que a doença era chamada de "peste gay". No entanto, muitas pessoas ainda relacionam a síndrome com a falsa ideia de que somente rapazes gays possam se infectar com o HIV. Isso não é verdade. Hoje, sabe-se que qualquer pessoa, seja ela homem ou mulher, hetero ou homossexual, está sujeita a contrair o vírus. Caiu a noção de "grupo de risco" e adotou-se o chamado "comportamento de risco", que é manter relações sexuais desprotegidas e compartilhar seringas sem esterilização, por exemplo.

Da mesma forma, ter um número maior de parceiros sexuais pode aumentar a chance de uma pessoa se infectar, mas isso está longe de ser uma regra. Pessoas casadas ou em relacionamentos estáveis também estão sob risco de infecção se mantiverem relações sexuais sem preservativo.


É melhor ter HIV para poder transar sem camisinha sempre

Hoje em dia não se vê mais pessoas morrendo de Aids. Graças ao tratamento, quem é soropositivo pode ter uma vida boa e saudável, sem nunca manifestar um único sintoma. Essa nova realidade trouxe alívio para milhões de pessoas ao redor do mundo que hoje vivem com o vírus. Ao mesmo tempo, porém, os avanços da medicina parece ter alimentado a crença de que, já que é possível tratar e viver bem com HIV, a melhor solução é infectar-se de uma vez para poder fazer sexo sem camisinha sem preocupações. Isso, no entanto, é uma grande mentira.

Primeiro porque o HIV não é a única doença sexualmente transmissível que existe. Outras infecções, como HPV, gonorreia, sífilis e clamídia estão circulando por aí e a incidência não é baixa. Segundo porque os medicamentos antirretrovirais usados para tratar HIV podem trazer efeitos colaterais indesejados, como ganho de peso, enjoos, diarreia, entre outros.

Além disso, a carga emocional de uma pessoa que vive com HIV é frequentemente abalada pela discriminação que ainda atinge os soropositivos. Infelizmente, muitas pessoas ainda acreditam que não podem ter contato e muito menos se relacionar afetivamente com uma pessoa que vive com HIV. Fora isso, alguns países, como o Canadá, não permitem que soropositivos estrangeiros viajem a trabalho ou estudo para lá, uma vez que teriam que fazer uso dos medicamentos oferecidos pelo governo local.


Soropositivos são culpados por terem contraído o vírus

Não podemos generalizar o contexto que levou uma pessoa a contrair o vírus HIV, pois existem diversas formas de infecção e mais diversas ainda situações que podem levar ao contágio. Contudo, se culpar por algo que já aconteceu não resolve o problema. Pelo contrário, dificulta o acesso ao tratamento e afeta a qualidade de vida. O importante após o diagnóstico é entender que a partir deste momento o paciente terá a responsabilidade em seguir o tratamento para manter sua saúde em dia.


Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A felicidade de um sonho que se tornou realidade.

Bom dia!

É com muita alegria que hoje, viemos até vocês para compartilhar um pouco de uma história emocionante de pessoas que confiaram no trabalho da Singular Medicamentos Especiais, e hoje vivem a alegria de ver um grande sonho se tornar realidade.

Bom, vamos lá!

Esses são Francielly e Fábio.

Segue mensagem escrita por ela, para toda a equipe da Singular Medicamentos Especiais:

"Olá! Eu não sei se vocês conhecem as histórias de seus clientes e, consequentemente, o quanto vocês ajudam às pessoas. Portanto, eu gostaria de resumir a minha. No dia 4/4/2014 a minha Victoria nasceu, às 25 semanas de gestação, pesando apenas 390g. 

Infelizmente, tão pequena, ela não conseguiu resistir por mais de 36h fora do meu ventre. Com muito medo de reviver tudo numa segunda gestação, 6 meses depois busquei ajuda médica para investigar minha saúde. Foi quando surgiu a suspeita de Trombofilia (que, até então, eu nem imaginava que existia) e, junto, a notícia de que nas gestações seguintes eu teria que fazer um tratamento que poderia custar até R$18.000,00 (em média, R$2.000,00 por mês), que o governo até fornecia em casos raros, mas era muuuito difícil (e demorado) de se conseguir. Sem contar o fato de ser uma injeção (super dolorida) por dia! Fiquei desesperada! Eu e meu marido nunca conseguiríamos economizar R$2.000,00 por mês para ter um filho, o maior sonho das nossas vidas! Foi quando me apresentaram um grupo de Trombofílicas no Facebook, onde descobri a existência da Singular Medicamentos e que "aquele" tratamento tão caro poderia sair bem mais em conta! Era a nossa esperança! Começamos a poupança. Em julho deste ano chegou a maravilhosa notícia da gravidez novamente. E as injeções? Começamos a luta para conseguí-las pelo governo e já fizemos nosso primeiro pedido na Singular Medicamentos! 

Foram algumas caixas de Enoxalow e Versa 40mg (mais de 100 injeções) até que, já com 20 semanas de gestação (aguardando a chegada do Giovanni!), chegou a notícia de que passaríamos a receber do governo. Portanto, eu só tenho a agradecer a vocês, da Singular, por praticarem preços justos e oferecerem bons medicamentos. Com certeza, dessa forma, vocês contribuem muito para a tranquilidade e a felicidade, não só de muitas mães, mas de muitas pessoas. Deus os abençoe sempre! (Um agradecimento especial à Laura e à Renata que me atenderam ao telefone algumas vezes e foram tão competentes e atenciosas!)"

Em resposta a esse depoimento, nós da Singular Medicamentos Especiais não temos palavras que possam demonstrar a satisfação e a imensa felicidade que ficamos ao ler essa mensagem. Sabemos que existe um mercado e relações comerciais, porém, o propósito da Singular vai além. Se dá com resultados como este.

Vidas.

Pessoas realizadas e alegres. Seres humanos que encontraram em nós, uma oportunidade de construir um caminho diferente, um caminho melhor. Estejam cientes que todos os funcionários da empresa se emocionam com cada gesto que recebemos como este. Além de resultados, são valores muito importantes que carregamos para sempre.

O reconhecimento do lado HUMANO.

Que essa família seja muito feliz e abençoada por Deus, bem como todas as que estão lendo essa incrível história.

E você? Tem alguma história para compartilhar conosco?
Faça como a Francielly! Alegria compartilhada é alegria redobrada! Até a próxima!

*Todas as imagens e declarações foram postadas em comum acordo com os envolvidos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O estilo de vida após o câncer de próstata

Você não pode mudar o fato de você ter tido câncer de próstata, mas pode mudar o seu modo de vida. Faça escolhas saudáveis, sinta-se bem, reveja seus objetivos, encare a vida de uma nova forma.

Faça Escolhas Saudáveis

O diagnóstico de câncer de próstata faz com que a maioria dos pacientes passe a ver a vida sob outra perspectiva. Muitos começam a se preocupar com a saúde, tentam alimentar-se melhor, levar uma vida menos sedentária, tentam diminuir o consumo de álcool ou param de fumar. Não se estresse com pequenas coisas. É o momento de reavaliar a vida e fazer mudanças. Se preocupe com sua saúde.

Alimente-se Bem

Comer bem pode ser difícil para qualquer pessoa, mas pode ser ainda mais difícil durante e após o tratamento do câncer de próstata. Tente não se preocupar com a mudança no paladar ou o possível ganho de peso devido ao tratamento.


Durante o Tratamento - Se você está perdendo peso ou tem dificuldade para comer nesse período, faça o melhor que puder. Coma o que lhe agrada, o que conseguir e quando conseguir. Você pode determinar que nessa fase o melhor é fazer pequenas refeições a cada 2 a 3 horas até se sentir melhor. Este não é o momento para restringir sua dieta. Tenha em mente que estes problemas geralmente melhoram com o tempo. Você poderá ser encaminhado a um nutricionista que pode sugerir algumas opções sobre como combater alguns dos efeitos colaterais do tratamento.

Após o Tratamento - Você pode precisar fazer pequenas refeições várias vezes ao dia. Se você tem dificuldades para se alimentar, procure mudar seus hábitos alimentares. Coma menos e mais vezes por dia. As coisas tendem a melhorar com o tempo. Se você sentir necessidade procure um nutricionista.

Alguns pacientes apresentam náuseas, diarreia, sudorese e ondas de calor após as refeições, o que é conhecido como síndrome de dumping. Entretanto, melhoram com o tempo.

Alguns pacientes podem precisar de suplementos nutricionais para garantir que estão recebendo a nutrição necessária. Outros precisam usar uma sonda de alimentação para impedir a perda de peso e melhorar a nutrição.

Uma das melhores coisas a se fazer agora é reorganizar seus hábitos alimentares. Opte por alimentos mais saudáveis e tente manter um peso adequado. Você se surpreenderá com os benefícios que isso irá lhe trazer.


Exercícios, Cansaço e Repouso

A sensação de estar sempre cansado pode ser comum após o tratamento. Porém é um tipo de cansaço diferente, que não melhora após um período de descanso. É uma espécie de fadiga e uma das maneiras de reduzir essa sensação é justamente buscar se exercitar, mesmo sendo difícil. Comece aos poucos, no seu ritmo, e vá aumentando os exercícios conforme vá se sentindo com mais disposição. Converse com seu médico sobre o melhor momento para iniciar a prática de exercícios, pode também consultar um fisioterapeuta especializado que poderá lhe orientar de maneira adequada.

Benefícios da atividade física:

Melhora o condicionamento cardiovascular.
Aliado a uma boa dieta, ajuda na perda de peso.
Melhora a musculatura.
Reduz a fadiga.
Pode diminuir a ansiedade e depressão.
Pode fazer com que você se sinta mais feliz e melhor consigo mesmo.
Reduz as chances de um novo câncer.

A longo prazo, sabe-se que a prática regular de atividade física ajuda a diminuir o risco de alguns tipos de câncer, além de ter outros benefícios para a saúde.

Recidiva

A maioria dos pacientes quer saber o que podem fazer para diminuir ou até mesmo evitar que a doença volte. Embora estas mudanças possam ajudar na prevenção, não há como garantir a sua eficácia. No entanto, pode ser interessante tomar algumas medidas que possam ajudar a reduzir esse risco.

Parar de fumar é algo que ajuda não só a evitar o risco de um novo câncer, como, também, aumentar o tempo de vida, mesmo daqueles que já tem metástase.


Ter uma dieta rica em frutas e legumes e manter um peso adequado também estão ligados a um menor risco de câncer de próstata, mas, novamente, não se sabe se esses tipos de mudanças afetam o risco de recidiva da doença. No entanto, sabe-se que essas mudanças podem ter efeitos positivos sobre a saúde que podem se estender além do risco de câncer.

Fonte: Instituto OncoGuia

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Vasectomia x Câncer de Próstata

A mais recente pesquisa sobre a relação entre a vasectomia e o câncer de próstata foi realizada, recentemente, pelo Instituto Americano do Câncer e pela Associação Americana de Urologia, e o que já era consenso entre as autoridades no assunto, foi comprovado mais uma vez: a vasectomia não foi associada ao aumento do risco de câncer de próstata. A pesquisa reuniu uma seleção criteriosa de 10 grandes estudos, com mais de 7 mil pacientes vasectomisados e 430 mil participantes não vasectomisados, americanos e europeus.

Um breve entendimento do trato genital masculino: os espermatozoides são produzidos nos testículos e são capacitados em um órgão que se localizada atrás do testículo, o epidídimo. Quando por excitação sexual ocorre o orgasmo, os espermatozoides caminham pelos ductos deferentes até a uretra prostática. 


O líquido seminal é composto por duas glândulas que produzem sêmen, a próstata e a vesícula seminal, sendo que os espermatozoides se juntam a estas secreções glandulares na uretra prostática. A partir daí, o sêmen é eliminado por contrações que se iniciam no colo vesical, localizado na próstata (junto a bexiga) até a uretra. Portanto, a sensação do orgasmo masculino ocorre por contrações sequenciais que acontecem da uretra prostática até a uretra distal, expulsando em jatos o sêmen.

A vasectomia é uma cirurgia que visa obstruir o ducto deferente, impedindo a passagem do espermatozoide. Normalmente é feita com anestesia local por abordagem na bolsa testicular, com uma ou duas pequenas incisões. Este ducto é seccionado (dividido por um corte com bisturi) e uma ligadura com fio cirúrgico é realizada para obstruí-lo. Desta forma, interrompe-se a passagem dos espermatozoides, eliminando-os do sêmen. O homem então, passa a ejacular durante o orgasmo, sem espermatozoides. O detalhe, porém, é que o volume dos espermatozoides corresponde a menos de 1% do sêmen, não havendo, portanto, percepção do paciente com relação à diminuição do volume ejaculado após a vasectomia.

Em alguns casos especiais, como em pacientes com bolsa testicular pequena, a abordagem aos ductos deferentes é mais difícil e o urologista pode usar outra via para realizar a vasectomia. Nestes casos pode-se operar sob anestesia geral realizando uma pequena incisão na virilha de cada lado para se atingir o cordão espermático e seccionar o ducto deferente, tornado o homem estéril.


Confirmação por espermograma

Após a cirurgia, a esterilidade deve ser confirmada por espermograma, exame realizado após dois meses da vasectomia. É recomendável que o casal use algum método contraceptivo até esta prova final da esterilidade. E o paciente deve ficar pelo menos uma semana sem ejacular após a cirurgia.
A vasectomia é eficiente em mais de 99% das vezes, porém, há casos em que a técnica pode falhar. Casos como esses são raros, mas podem acontecer quando ocorre uma passagem mínima de espermatozoides entre os cotos dos deferentes seccionados. O pior de tudo é que o marido pode realizar um espermograma e confirmar a azoospermia, ou seja, a ausência de espermatozoides no sêmen. Neste caso, a vasectomia deverá ser refeita, é claro.

São mistérios vistos raramente na vida do urologista. O risco de gravidez após vasectomia é de aproximadamente 1 em 2.000 para os homens que têm azoospermia ou com - raros espermatozoides imóveis no espermograma pós-vasectomia. Os médicos devem conhecer estes fatos para não criar maior constrangimento familiar.


A reversão da vasectomia também não interfere com a próstata

A reversão não parece interferir em aumento ou diminuição do risco para se desenvolver o câncer de próstata, os fatores de risco mais importantes ainda são idade, etnia e hereditariedade.


O sucesso do procedimento de reversão, quando possível, é maior que 90% nos homens que se submeteram a vasectomia em até 10 anos. Por esta razão deve-se discutir com o casal a intenção da vasectomia antes da sua realização. Hoje é muito importante que o médico discuta com seu paciente em que consiste a cirurgia, quais são as etapas e as possíveis complicações relacionadas ao ato operatório. 

Vale lembrar que neste procedimento o médico deverá conversar com o casal, para que ambos entendam o caráter permanente da vasectomia. Hoje existem normas para que o casal passe em avaliação psicológica para que, então, a cirurgia possa ser realizada depois de três meses. O casal deve estar absolutamente consciente dos prós e contras do procedimento. Antes da cirurgia o consentimento informado deve ser assinado pelo paciente.

Fonte: Oncoguia

Preconceito x Saúde - O exame de toque.

O preconceito que ronda o temido exame de toque, essencial para a prevenção do câncer de próstata, ainda é visto com receio por grande parte dos homens. Mas será que ele é realmente um bicho de sete cabeças? De acordo com os especialistas, o teste, que deve ser realizado por homens acima de 40 anos, dura no máximo 15 segundos, é simples e praticamente indolor, além de não afetar em nada a masculinidade deles.

Para acabar de vez com o preconceito e incentivar a procura por um médico, o Minha Vida conversou com dois especialistas, que explicam como um único exame é capaz de salvar vidas. "Hoje, as chances de cura do câncer de próstata são enormes. 


A maioria dos casos que resulta em óbito acontece devido a um diagnóstico totalmente tardio", explica o urologista Evandro Cunha, do Hospital Urológico de Brasília. "É a partir do exame de toque que o urologista pode analisar se a próstata apresenta alguma irregularidade", alerta. Em geral, o câncer de próstata demora cerca de quatro anos para se manifestar, ou seja, o organismo leva um tempão para dar sinais de que algo não vai bem. Daí a importância de fazer o exame preventivo uma vez por ano. Portanto, quanto mais cedo for identificada uma anormalidade, mais eficiente será o tratamento.

E, ao contrário das mulheres, os homens ainda apresentam muita resistência na hora da realização dos exames. "Diferente do público feminino, que tem por costume realizar os exames ginecológicos anualmente, os homens ainda são resistentes aos exames preventivos", diz o oncologista Cid Buarque de Gusmão. "O exame de toque retal, apesar de ser o mais simples, é o que apresenta mais barreiras para sua realização, em virtude de problemas culturais. Mas é importante salientar que as complicações provenientes de uma doença certamente serão bem mais desagradáveis", ressalta.

Ainda não se sente confortável para enfrentar uma consulta? Preparamos, junto com os especialistas, algumas dicas para você se sentir tranquilo na hora da visita ao seu médico.

Confira:

Pense na sua saúde

De acordo com Evandro Cunha, uma das melhores técnicas para não se sentir desconfortável é pensar na sua saúde e bem-estar. "Quando o homem visa cuidar da saúde, ele esquece todos os preconceitos que envolvem o exame de toque. Isso porque, uma vida saudável vale muito mais que um simples exame", alerta.

Nada de outro mundo

A atitude de cuidar da saúde é uma característica de homens muito bem resolvidos
Está pensando que o exame é demorado e complicado? Pode esquecer. "O exame de toque leva de 10 a 15 segundos. A única coisa que o especialista faz é introduzir o dedo na região retal (canal que liga o ânus ao reto) para verificar se existe alguma alteração na próstata", explica Evandro Cunha. O exame físico dá informações sobre o volume, consistência, presença de irregularidades, limites, sensibilidade e mobilidade da próstata. "Se o órgão está inchado, o que é um sintoma anormal, o dedo não chega a ser introduzido por inteiro", explica.


Esqueça a dor

O exame é a forma mais segura de diagnosticar o câncer de próstata

Agora, se o problema para não enfrentar o exame de toque é o medo da dor, ele não tem motivo para existir. "Claro que não podemos medir a dor de alguém. Mas eu posso afirmar que, durante o exame, não existe nenhuma ameaça dolorosa. O que o paciente pode sentir é um incômodo durante os segundos em que o exame é realizado", diz Cunha.

Experimente uma dose de bom humor

Para aumentar o nível de conforto durante a consulta com seu urologista, uma dica é somar uma boa dose de bom humor e deixar as tensões de lado. "Quando o paciente está seguro e bem humorado, a consulta flui muito melhor. Com um pouco de descontração tudo fica mais fácil e simples, até mesmo o exame de toque", diz o urologista do Hospital Urológico de Brasília.


Pense que será rápido

Não consegue perder o receio do exame? Pense que serão apenas 15 segundos! "Outra dica para quem está muito nervoso, é lembrar que o exame é rápido. Na maioria dos casos o homem espera algo complicado e doloroso, mas isso não existe", afirma o oncologista Cid Buarque de Gusmão.

Converse com sua mulher

Sua esposa (mãe ou amiga) pode ser uma boa companheira na hora de te ajudar a tomar a decisão certa. "As mulheres estão mais acostumadas a enfrentar esses tipos de exames. Então, costumam dar força para os homens ao explicar que nada é tão complicado quanto parece", acrescenta Evandro Cunha.

Já ouviu falar que este exame fere sua masculinidade? O médico é categórico na hora da resposta. "Esse papo é recheado de preconceito e totalmente infantil. Um simples exame é incapaz de tirar a masculinidade de um homem. Muito pelo contrário, a atitude de cuidar da saúde é uma característica de homens muito bem resolvidos", ressalta o urologista.


Experimente um ano de tranquilidade

O indicado é que o exame de toque seja realizado, no mínimo, uma vez por ano. "Depois de 15 segundos, o homem pode se sentir tranquilo (e prevenido). Claro que as visitas aos urologistas devem ser mais frequentes, mas em relação ao exame, ele pode se despreocupar", ressalta Evandro Cunha.


Fonte: Minha Vida

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Obesidade e câncer de mama

Obesas correm risco 40% maior de desenvolver algum câncer relacionado ao peso em comparação com mulheres saudáveis. Os principais tumores ligados ao excesso de peso são: intestino, mama pós-menopausa, vesícula biliar, útero, rim, pâncreas e de esôfago. O dado foi divulgado nesta terça-feira pela Cancer Research UK, uma ONG britânica que realiza pesquisas com o intuito de combater o câncer.


De acordo com a ONG, de cada 1 000 mulheres obesas, 274 serão diagnosticadas, durante sua vida, com um câncer ligado ao sobrepeso. Quando comparadas a 1 000 mulheres de peso saudável, 194 desenvolverão os mesmos tipos de tumor. Este levantamento foi baseado em diversos estudos e dados oficiais sobre a incidência de câncer, obesidade e a relação entre eles na Grã-Bretanha.

Existem diferentes maneiras pelas quais a obesidade pode aumentar os riscos de câncer em mulheres.

Uma das mais apontadas é a produção de hormônios pelas células adiposas, como o estrogênio. 

Acredita-se que este hormônio seja o combustível do desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como mama e útero. Outra possibilidade é que o excesso de gordura cause múltiplos efeitos no metabolismo de outras células, podendo elevar o nível de radicais livres e danificar o DNA celular.



Prevenção - "Ajudar as pessoas a entender como elas podem reduzir seus riscos de desenvolver câncer continua a ser crucial na luta contra a doença", afirma Julie Sharp, chefe do setor de informações para saúde da Cancer Research UK. Ela lembra que a probabilidade de uma pessoa ter um tumor é uma combinação de vários fatores, como genética, ambiente e envelhecimento. "Embora não possamos comandar alguns desses aspectos, é preciso agir sobre aqueles que controlamos, a exemplo de não fumar, ter alimentação e peso saudáveis e beber moderadamente. "

Fonte: Veja Online

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Alimentos podem aumentar o risco de câncer de mama.

Maus hábitos alimentares estão diretamente relacionados com essa estatística. A vida moderna, cada vez mais agitada, dificultou o velho (e bom) hábito de preparar os próprios alimentos e deu lugar aos alimentos prontos para consumo ou de fácil preparo.

O nutricionista Fábio Gomes, do INCA, explica que muitos alimentos possuem fatores mutagênicos, ou seja, lesam as células humanas e alteram o material genético que existe dentro dela. "Esse processo leva a uma multiplicação celular muito maior do que o normal e, em consequência, pode aparecer um tumor". Muitos desses alimentos não apresentam qualquer benefício à saúde e podem ser facilmente riscados do cardápio.

Confira agora quais são e modere no consumo dos alimentos que predispõem a doença.

Carnes processadas


Linguiça, salsicha, bacon e até o peito de peru contêm quantidades consideráveis de nitritos e nitratos. Essas substâncias, em contato com o estômago, viram nitrosaminas, substâncias consideradas mutagênicas, capazes de promover mutação do material genético.

"A multiplicação celular passa a ser desordenada devido ao dano causado ao material genético da célula. Esse processo leva à formação de tumores, principalmente do trato gastrointestinal", explica Fábio Gomes.

A recomendação do especialista é evitar esses alimentos, que não contribuem em nada com a saúde.

Refrigerantes


A bebida gaseificada, além de conter muito sal em forma de sódio, possui adoçantes associados ao aparecimento de câncer. O ciclamato de sódio, por exemplo, é proibido nos Estados Unidos, mas ainda é utilizado no Brasil, principalmente em refrigerantes "zero". "Essa substância aumenta o risco de aparecimento de câncer no trato urinário", conta Fábio Gomes.

Quanto aos adoçantes que podem ser adicionados à comida ou à bebida, o nutricionista diz que ainda não há comprovação científica. "O ideal é que o adoçante seja usado de forma equilibrada, pois é um produto destinado a pessoas com diabetes e não deve ser consumido em excesso pela população em geral", aponta.

Alimentos gordurosos


Fábio Gomes explica que não é exatamente a gordura a principal responsável pelo aparecimento de câncer, e sim a quantidade de calorias que ela agrega ao alimento. A comida muito gordurosa é densamente calórica, ou seja, tem mais que 225 calorias a cada 100 gramas do alimento. "Por esses alimentos geralmente serem pobres em nutrientes, é preciso ingeri-los em grandes quantidades para obter saciedade, o que leva ao superconsumo", conta o nutricionista do INCA.

Em excesso, esses alimentos provocam obesidade, que é fator de risco para câncer de pâncreas, vesícula biliar, esôfago, mama e rins. A célula de gordura libera substâncias inflamatórias, principalmente hormônios que levam a alterações no DNA e na reprodução celular, como o estrogênio, a insulina e um chamado de fator de crescimento tumoral. 

Alimentos ricos em sal


"Se ingerido em quantidade maior do que cinco gramas por dia, o sal pode lesar as células que estão na parede do estômago", explica o nutricionista Vinicius Trevisani, do Instituto do Câncer de São Paulo. Essa agressão gera alterações celulares que podem levar ao aparecimento de tumores.

Procure evitar alimentos ricos em sal ou mesmo aqueles que usam sal para aumentar o tempo de conservação, como os congelados e os comprados prontos que só precisam ser aquecidos.

Entram nessa lista: carne seca, bacalhau, refrigerantes, pizzas congeladas, iscas de frango empanadas congeladas, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote, entre outros.

Churrasco


Na fumaça do carvão há dois componentes cancerígenos: o alcatrão e o hidrocarboneto policíclico aromático. "Ambos estão presentes na fumaça e impregnam o alimento que é preparado na churrasqueira", explica Fábio Gomes. "Eles também possuem fatores mutagênicos que levam ao aparecimento de tumores."

Preparo com altas temperaturas


Alimentos fritos ou grelhados também incorporam algumas substâncias cancerígenas. Ao colocar o alimento cru em óleo ou chapa muito quentes (com temperatura aproximada de 300 a 400°C), são formadas aminas heterocíclicas - substâncias que contêm fatores mutagênicos e estimulam a formação de tumores.

O nutricionista Fábio recomenda preparar as carnes ensopadas - modo de cozimento em que não há nenhuma formação de aminas-, ou ainda prepará-las no forno. Dessa maneira, a temperatura do alimento aumenta gradualmente e não chega a níveis tão altos. 

Dieta pobre em fibras


O nutricionista Vinicius Trevisani explica que o intestino se beneficia muito pelo consumo adequado de fibras. Elas garantem um bom trânsito intestinal, de modo a eliminar os ácidos biliares secundários, um produto da digestão presente no intestino. Isso evita a agressão às células do intestino e a multiplicação celular descontrolada.

Alimentos com agrotóxicos


Não existe uma forma eficiente de limpar frutas, verduras e legumes dos agrotóxicos. "Muitas vezes, esses conservantes são aplicados nas sementes e passam a fazer parte da composição do alimento", aponta Fábio Gomes. Ele explica que o agrotóxico provoca vários problemas de saúde em quem tem contato direto com esses alimentos, mas ainda está em estudo a sua real contribuição com o aparecimento do câncer.


Como ainda existem dúvidas sobre esses efeitos, o nutricionista orienta evitar opções ricas em agrotóxicos. É melhor consumir alimentos cultivados sem o produto químico, que comprovadamente têm mais vitaminas, minerais e compostos quimiopreventivos. "Estes compostos atuam na proteção e reparação celular frente a uma lesão que pode gerar câncer", afirma.

Fonte: MinhaVida

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Voltando ao trabalho após o Câncer

Voltando ao Trabalho após o Câncer

Se você faz parte do time das pessoas que acaba se afastando do trabalho durante o tratamento do câncer e, após o término opta por voltar a trabalhar, esse texto vai lhe ajudar muito.
Voltar ao trabalho após um período afastado não é uma tarefa simples, mas se você estiver relaxado, confiante e encarar esse retorno como um passo importante na sua recuperação, a volta à rotina será mais fácil e prazerosa.


Saiba que sentir um misto de emoções, como medo, alívio, esperança e talvez até certo constrangimento é normal e pode acontecer sim. Mesmo que você tenha certeza de que está pronto para retornar, você pode se preocupar com o que vai encontrar: indiferença ou apoio? Isso depende particularmente de como você lida com essa situação. Aqui estão algumas sugestões para facilitar a sua volta ao trabalho:

Seja Você Mesmo

Se você é uma pessoa comunicativa, você provavelmente vai querer compartilhar detalhes de sua doença e recuperação com os seus colegas de trabalho. Se você é mais discreto, apenas diga a todos que você está bem. A quantidade de informação que você quer compartilhar depende de como é o ambiente do seu trabalho e o quão a vontade você e os outros estão acostumados com o tema câncer. Pode ser mais fácil caso algum outro funcionário já tenha passado pela mesma situação que você.


Entrando no Ritmo

O mais importante é você sentir confiança e acreditar no seu potencial. Algumas dicas podem ser úteis:

Tão importante quanto se sentir capaz de trabalhar é sentir-se psicologicamente bem. Se julgar necessário, procure ajuda de uma psicóloga.

Avalie a sua disponibilidade para o trabalho e os efeitos colaterais dos medicamentos que você possa ainda estar tomando.

Atualize-se. Participe de congressos e palestras.


Concentre-se no trabalho, mesmo que exija tarefas tediosas. Lembre-se que você deixou de ser um paciente para voltar a ser um trabalhador novamente.

Fonte: OncoGuia

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O silicone e o câncer de mama

Em maio deste ano, o periódico científico British Medical Journal publicou um estudo realizado na Universidade Laval, no Canadá, que sugere que a colocação de próteses de silicone dificulta o diagnóstico precoce do câncer de mama. Os pesquisadores apontam que os implantes podem dificultar a visualização do tecido mamário através de exames de imagem, como a mamografia.



 No entanto, essa pesquisa contém uma série de limitações científicas. A primeira delas está no fato de ser uma conclusão retirada de 12 outros estudos diferentes, publicados nos Estados Unidos, Canadá e Norte da Europa desde 1993. Não é possível conhecer o perfil das participantes (como a idade e o histórico familiar, por exemplo), como era feito o acompanhamento médico dessas mulheres e qual era a periodicidade com que realizavam seus exames de ultrassom e mamografia.

O estudo ideal

 Para que possamos vencer os mitos e obter resultados confiáveis a partir de um estudo, o ideal seria a realização de uma pesquisa com o objetivo específico de analisar mulheres com prótese de silicone.
O estudo deveria abranger duas populações com intuito de fazer uma comparação: uma que não tem prótese e faz o ultrassom e a mamografia todo ano; e outra população com prótese que também faz os exames anualmente. Com esses dois grupos, poderia ser feita uma comparação mais precisa: nível de tumor, incidência de câncer em um grupo e no outro, etc.



 Seria necessário fazer um acompanhamento dessas pacientes que fizeram ultrassom e mamografia regularmente e então receberam o diagnóstico do câncer de mama. A partir daí, deveria ser verificado se o diagnóstico poderia ter sido feito anteriormente e, se sim, o porquê não foi feito.

Silicone dificulta a realização do exame?

 No caso das mulheres que têm próteses de silicone, a dificuldade na realização dos exames é um mito, pois os radiologistas estão muito habituados a analisar essas pacientes e o conhecimento desses profissionais hoje é muito maior do que há um tempo atrás. Os equipamentos, tanto de mamografia quanto de ultrassom, também estão muito mais avançados, proporcionando uma precisão maior nos exames. Quando há dúvida, é feita a ressonância magnética ? exame que garante uma investigação ainda mais detalhada.


Importância dos exames

O ponto mais importante e real que devemos frisar é que tanto as mulheres que têm próteses de silicone como as que não têm façam os exames periódicos das mamas, que são o ultrassom e a mamografia. Esse acompanhamento deve ser feito com o ginecologista, é o médico que deve recomendar quando devem começar a ser feitos os ultrassons de mama anuais, que podem começar desde cedo, e a partir dos 40 anos de idade a mulher deve fazer a mamografia todo ano.

Existem muitas mulheres que não fazem os exames adequados, com a periodicidade adequada e acabam comprometendo sua saúde, descobrindo tardiamente possíveis tumores, por exemplo.
 Pacientes que já possuem histórico familiar de câncer de mama devem ter seus casos avaliados pelo médico. Quanto mais parentes diretos da paciente têm ou tiveram câncer de mama (como mãe, irmã e tias), há uma relação mais preocupante.


Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Namoro e câncer.

Quando e com quem falar

Escolher com quem compartilhar a sua doença é uma decisão muito particular. Alguns pacientes são mais seletivos e só contam para poucas pessoas, enquanto outros acabam compartilhando com mais gente. O mais importante é saber que você não precisa falar sobre o câncer o tempo todo, nem com todo mundo. Apesar do câncer acabar de tornando uma grande parte da sua vida, o câncer não define quem você é.

Mas afinal, qual o momento certo para contar?


Ouça a sua intuição

Você provavelmente vai saber quando for a hora. Pode ser em um jantar ou até mesmo durante uma caminhada. Pode ser espontâneo ou você pode se planejar para contar. Lembre-se, você ser indiferente em relação ao câncer, não significa que o seu parceiro terá o mesmo sentimento sobre isso. No começo, a palavra câncer pode assustar, por isso dê tempo para que ele também processe a informação.

Não espere muito tempo

Sim, existe uma hora certa para compartilhar com o seu namorado a sua doença, mas também não precisa esperar o casamento para contar para o seu parceiro. Quanto mais tarde você contar, maior a chance dele se sentir magoado, traído, e até mesmo com raiva. Relacionamentos saudáveis se baseiam na honestidade e confiança.


Seja honesta

Quando você decidir falar sobre o seu diagnóstico e tratamento, o mais importante é fazê-lo com honestidade. Como você já está percebendo, seu câncer não afetou apenas você, mas também aqueles que te rodeiam. Seu parceiro tem o direito de saber a real situação e gravidade de sua doença e como ela pode afetar a vida de vocês dois.

Esteja preparado para responder as perguntas
                         
Seu namorado ou namorada, provavelmente vai ter um monte de dúvidas em relação a sua doença e sobre como isso afeta você ou ainda, vocês. Algumas das perguntas podem parecer extremas ou exageradas, mas lembre-se: são preocupações válidas e devem ser abordadas. Não tratar o câncer como tabu é muito importante.

Mas sempre ouvi falar que quem tem câncer vai morrer... Você vai morrer?

O que os médicos te falaram? Os médicos acham que você pode sobreviver?

Como é o seu tratamento?

Como você pegou essa doença? É genético?

Quando você vai terminar o tratamento?

Você tem cura?

Essas perguntas são apenas uma pequena amostra do que pode ser abordado durante a conversa. Nem todas as dúvidas surgem de imediato. Dê tempo para que o outro processe a informação. Cada pessoa vai reagir de forma diferente, e cada uma no seu tempo. Sim, pode ser também que ele (a) fique completamente em silêncio e não faça perguntas. Isso pode acontecer e você vai ter que respeitar.


Lidando com a reação do parceiro

Compartilhar a sua doença com alguém que você começou a se relacionar recentemente é uma ótima maneira de eliminar as maçãs podres da fruteira. Algumas pessoas podem se sentir incapazes de estar em um relacionamento com alguém doente e acabar pulando fora. Essa reação geralmente é alimentada pelo medo e pelo preconceito, embora algumas pessoas realmente não saibam como lidar com alguém doente.

Ponto fraco de personalidade ou não, você pode mudar a opinião dos outros a respeito da sua doença. E a última coisa que você precisa agora é de alguém que não te apoie.

Esperamos que seu parceiro seja capaz de aceitar a sua doença e realmente assuma uma postura de apoio e parceria. Talvez ele não consiga ignorar totalmente o fato de você ter um câncer, e isso pode acabar afetando o seu relacionamento. Tente ser o mais honesto e realista possível. Se ele te aceitar, mesmo doente, você provavelmente encontrou alguém que vale a pena seguir em frente.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Câncer e diabetes - Uma relação bem delicada.

Câncer e diabetes são doenças frequentes e com impacto profundo na qualidade de vida dos pacientes. Em muitos casos, podem estar associadas. Diversos estudos epidemiológicos apontam que pessoas diabéticas têm maior risco de desenvolver tumores. No início de setembro, um trabalho publicado no periódico Diabetologia sugeriu que até mesmo o pré-diabetes pode elevar esse risco. Após revisar 16 estudos de diversos países de origem sobre diabetes, pesquisadores concluíram que o risco de câncer aumenta 15% entre pré-diabéticos; e avaliando entre pacientes com índice glicêmico elevado, somado ao sobrepeso ou obesidade, o número salta para 22%.

Mas como exatamente o câncer está relacionado ao diabetes, mais especificamente o diabetes tipo 2? Dr. Felipe Coimbra, Diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo, explica que essa conexão ainda não foi estabelecida precisamente, mas que existem grandes hipóteses a respeito. A primeira propõe que tanto o câncer quanto o diabetes ou o pré-diabetes possuem fatores predisponentes em comum, como sedentarismo, sobrepeso e má alimentação. 


A segunda sugere que câncer e diabetes podem ser desencadeados pelos mesmos mecanismos moleculares e genéticos. Já a terceira, ainda pouco estabelecida, sugere que a insulina aplicada por pacientes diabéticos, por ter um efeito "anabolizante", pode estimular o crescimento celular, o que favorece o desenvolvimento de tumores.

"Existe também a hipótese de que outras medicações utilizadas no tratamento do diabetes possam predispor ao câncer, mas trata-se de uma possibilidade bastante remota", esclarece Dr. Felipe. "Hoje, as teorias mais aceitas sugerem que ambas as doenças derivam de fatores causais comuns ou que o diabetes pode predispor ao câncer por causa de alterações hormonais e moleculares ainda não identificadas", continua ele.

O diabetes tipo 2 está relacionado ao desenvolvimento de câncer de pâncreas, fígado, intestino, endométrio e bexiga. No entanto, os tumores de fígado e pâncreas são os mais fortemente associados. "Estudos apontam que diabéticos têm risco duas vezes maior de ter câncer de fígado ou pâncreas e 1,5 vezes maior de ter câncer de intestino, mama e bexiga", conta Dr. Felipe. A associação mais intensa se dá com o câncer pancreático, no qual 70% dos pacientes também têm diabetes, que pode ser tanto a causa como um efeito tardio da doença; o verdadeiro motivo de conexão ainda está em estudo.


Diante de tais números, será que pessoas diabéticas precisam fazer mais exames para detecção de câncer do que outros pacientes? "Ainda não é recomendado que diabéticos façam exames mais vezes ou mais cedo", responde Dr. Felipe, destacando que nesse universo de pacientes é importante a realização de um bom acompanhamento médico, além de reforçar as medidas de prevenção, como alimentação balanceada, controle do peso, prática de exercícios físicos etc. "Muitas vezes, as medidas simples são as que trazem melhores resultados", afirma.


No entanto, o especialista destaca que, caso haja qualquer "descompensação" no diabetes, é importante não se restringir ao tratamento dos sintomas e fazer uma investigação profunda, para verificar se não há possibilidade de câncer ou outros problemas no pâncreas. "Além disso, o câncer é uma doença multifatorial, portanto pacientes diabéticos que possuem outros fatores de risco para a doença, como histórico familiar, tabagismo ou obesidade talvez precisem de um acompanhamento mais constante", finaliza ele.

Fonte - A.C.Camargo

Você cuida do seu pulmão?

Levantar cedo, cumprir uma rotina pesada de horários e tarefas que podem incluir trabalhar, estudar, cuidar da família, sair com os amigos... E haja fôlego para dar conta de tudo. No dia a dia, você já deve ter reparado que nem todo mundo tem a mesma energia para realizar suas atividades. Isso acontece porque cada pessoa, dependendo de como cuida de seu pulmão e também do coração e músculos, apresenta maior ou menor resistência.


Para se movimentar, a pessoa usa os músculos, que precisam do oxigênio absorvido pelo pulmão. Levado ao sangue, esse oxigênio é bombeado pelo coração para todo o organismo. Assim, os sistemas respiratório, cardiovascular e muscular dependem um do outro. "Infelizmente, o respiratório, comandado pelos pulmões, é o que menos tem atenção em relação a cuidados preventivos", alerta Dr. Lúcio Souza dos Santos, pneumologista do A.C.Camargo.

Dificuldade de respirar sem motivo aparente ou depois de um esforço físico, dor de garganta, tosse seca com expectoração de secreção ou sangue e fadiga permanente são alguns dos sinais de alerta de doenças pulmonares. "Nesses casos é preciso procurar um médico pneumologista para avaliação. Não se pode negligenciar os sintomas" recomenda Dr. Lúcio.



Entre os principais vilões das doenças respiratórias estão o tabagismo e a poluição do ar. "Os malefícios das substâncias do cigarro, principal fator de risco para câncer de pulmão, e a baixa qualidade do ar contribuem para o avanço das doenças respiratórias", diz. Dados da Organização mundial da saúde revelam que existem no mundo cerca de 300 milhões de asmáticos, 210 milhões de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica e 100 milhões com distúrbio respiratório do sono. Cuidar da saúde dos pulmões é essencial para prevenir essas doenças.

Barreira contra o inimigo:

Não fume.



Mantenha a casa arejada e limpa.




Evite choques térmicos, como tomar banho quente e sair no frio.


Adote uma alimentação equilibrada.



Beba muita água e sucos de fruta.



Pratique atividade física, sempre precedida de avaliação médica. 



Se tiver animais domésticos, redobre os cuidados de higiene com seu mascote e sua casa para evitar alergia a pelos.





Fonte – A.C.Camargo