segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Você está sempre com fome? A culpa pode ser da frutose.

Os resultados de uma nova pesquisa sugerem que a frutose pode ser mais prejudicial do que a glicose, já que provoca uma reação no cérebro que aumenta o apetite e faz com que o indivíduo coma mais açúcar.
A frutose é um tipo de açúcar obtido de frutas, mel e xarope de milho que, por ter um gosto mais doce, vem sendo amplamente utilizado para adoçar produtos industrializados, como sucos e refrigerantes.

O novo estudo analisou o efeito desses dois tipos de açúcar sobre o cérebro de 24 indivíduos de 16 a 25 anos. Cada participante tomou uma mistura de água com glicose ou de água com frutose. A quantidade de açúcar ingerida pelos voluntários foi semelhante a que estava presente em um copo de alguma bebida adocicada artificialmente.

Em seguida, a equipe realizou exames de ressonância magnética no cérebro dos participantes enquanto mostrava a eles imagens de alimentos como bolos e chocolates. Os voluntários deveriam dizer qual era a intensidade da fome que sentiam naquele momento.

Confira como o açúcar pode te deixar doente

Memória


Consumir altas quantias de frutose diariamente pode prejudicar o aprendizado e a memória. No estudo, ratos que ingeriram xarope de milho rico em frutose (encontrada em produtos industrializados, como refrigerantes, condimentos e comidas de bebê) tiveram prejuízo na memória e queda no número de sinapses cerebrais. Essa queda nas sinapses acabou por deixar o cérebro mais lento. A boa notícia é que a ingestão de alimentos com ácidos graxos ômega-3 protege contra os danos causados pelo açúcar.

Miopia


Quando ingerimos muito açúcar, os níveis de glicose no sangue disparam. Para conter esse aumento desmedido, o corpo lança insulina no sangue. Assim, uma hiperglicemia acaba gerando uma hiperinsulimia. Segundo o pesquisador do Instituto de Ciências Evolutivas da Universidade de Montpellier, repetidas hiperinsulimias têm respostas fisiológicas prejudiciais ao organismo. E uma delas afeta diretamente a maneira como você enxerga. 

Dados médicos relacionam essas elevações drásticas e constantes da insulina à desregulação do crescimento dos eixos óticos oculares (local do olho por onde entra a luz que chega à retina), uma das causa da miopia. O açúcar também, em quantidade elevada no sangue, deixa os líquidos dos olhos mais densos, o que desidrata o cristalino e também pode levar à miopia.


Síndrome metabólica


A síndrome se caracteriza por níveis de triglicerídeos elevados (um tipo de gordura que em alta concentração é prejudicial), baixo nível de colesterol HDL (considerado o colesterol "bom"), hipertensão arterial, resistência aos efeitos da insulina e, glicemia. Todas essas condições são problemas que contribuem para doenças cardiovasculares. 

De acordo um artigo, a síndrome metabólica pode ser o resultado da ingestão de uma alimentação com alto índice glicêmico, particularmente de frutose. Segundo o artigo, estudos anteriores em animais já haviam demonstrado que a exposição do fígado a quantias elevadas de frutose leva a um acúmulo de triglicerídeos.

Um famoso artigo aponta ainda que o consumo excessivo de açúcar está relacionado com a presença de altos índices de triglicerídeos e baixos níveis de HDL. No estudo, os voluntários que ingeriram as maiores quantidades de açúcar apresentaram os níveis mais elevados de colesterol. Segundo a Associação Americana do Coração, o consumo excessivo de açúcar é um fator de risco, sendo apontado, inclusive, como uma das possíveis causas para a epidemia de obesidade.

Hipertensão


Ingerir bebidas açucaradas em excesso pode elevar os riscos de pressão alta. De acordo com uma pesquisa, consumir mais de 355 mililitros de suco de fruta com açúcar ou de refrigerantes pode aumentar a pressão sanguínea em até 1,6 milímetros de mercúrio (mmhg, unidade padrão de medida da pressão arterial).

Publicada recentemente, a pesquisa não conseguiu descobrir qual o mecanismo exato de ação do açúcar na pressão. Uma das hipóteses levantada pelos cientistas, no entanto, é de que, quando presente em grandes quantidades no sangue, o açúcar desequilibra o tônus do vaso sanguíneo, além de desregular os níveis de sal – aumentando, assim, a pressão.

Gota


Bebidas ricas em frutose como refrigerantes e suco de laranja, podem aumentar os riscos de gota em mulheres na menopausa, em função do aumento nos níveis de ácido úrico. A gota é uma condição causada pelos depósitos de cristais de urato de sódio, que se acumulam nas articulações. Isso acontece quando há níveis altos de ácido úrico no sangue. Segundo pesquisa, o consumo de uma dose de refrigerante por dia aumentou em 74% as chances da doença em mulheres já predispostas ao problema.

Derrame


Pesquisadores descobriram que o consumo elevado de refrigerantes açucarados está associado com riscos mais elevados de derrame. O açúcar presente nas bebidas pode levar ao aumento dos índices de glicose e insulina no sangue, o que, com o tempo, pode levar à intolerância à glicose, resistência à insulina e inflamações. Essas mudanças fisiológicas influenciam na arteriosclerose, na estabilidade das plaquetas no sangue e na trombose – três importantes fatores de risco para o derrame isquêmico (derrame causado pela interrupção do fornecimento de sangue ao cérebro).

Câncer


Segundo estudo, índices elevados de açúcar no sangue estão associados ao aumento nos riscos de câncer colorretal em mulheres. Na pesquisa, aquelas mulheres que tinham os níveis mais elevados de açúcar no sangue apresentaram duas vezes mais chances de desenvolver o câncer.

Acne


Além do stress e dos hormônios, o açúcar também pode ser considerado um dos vilões para o aparecimento de acnes. Segundo pesquisas, ao elevar o índice glicêmico do corpo, a ingestão em excesso de açúcar afeta a produção da insulina e do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1). 

O desequilíbrio acaba promovendo uma produção em demasia de androgênios, e, por consequência, o aparecimento da acne. Estudo publicado recentemente aponta que uma dieta com baixo índice glicêmico (pouco açúcar) ajuda a melhorar o aspecto da acne por mais tempo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Os cinco males relacionados ao envelhecimento que ameaçam o bem-estar.

Recentemente o IBGE divulgou os dados de longevidade do brasileiro: 74,9 anos, quase quatro anos a mais que na última década. A idade avançada, entretanto, trouxe a carga das doenças crônicas. Diabetes, hipertensão ou câncer deixaram de ser sentenças de morte e são contidas com medicamentos e tratamentos.
"Transformamos doenças que, antes nos matavam, em males crônicos e isso possibilitou que vivêssemos mais. O segundo passo é trazer qualidade de vida para quem vive com esses males”, explica o professor de bioética da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). "Esse é o grande desafio da medicina atual."

Com métodos de prevenção de fatores de risco e o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos nos últimos 50 anos, é possível controlar e combater as doenças relacionadas ao envelhecimento. No entanto, algumas delas são profundamente incapacitantes, como o Alzheimer, que promove a perda de memória e declínio cognitivo, ou o câncer, que exige exames e cuidados constantes.

 O limite entre os males que a medicina é capaz de superar e aqueles que ainda são um desafio está, além do investimento em estudos, prevenção e mudança de hábitos, na qualidade de vida que as terapias de combate proporcionam. "Envelhecer não é um processo de deterioração. É apenas uma nova fase, com seus limites e possibilidades, que deve ser enfrentada com os cuidados que exigem. A questão mais importante, hoje é olhar essa fase como uma época em que se deve viver bem", afirma o especialista.

As doenças que desafiam a longevidade saudável:

Alzheimer

 

As demências são caracterizadas por uma perda progressiva de diversas funções cognitivas, como perda da memória, capacidade de compreensão e de expressão. A forma mais comum de demência senil é o Alzheimer, doença que consiste no depósito de placas de proteínas beta-amiloides e proteínas tau no cérebro. O acúmulo dessas placas tem sido apontado pelos pesquisadores como um dos responsáveis pelas alterações cerebrais da doença, que levaria ao declínio da cognição. 

A estimativa da OMS é que as pessoas que exibem a condição devem saltar das atuais 44 milhões para 135 milhões em 2050, de acordo com os dados da OMS. A prevalência aumenta de 5% a 8% em pessoas com 60 anos e dobra a cada 5 a 9 anos. A probabilidade é que, aos 95 anos, 175 idosos em cada 1.000 tenham a doença. Atualmente, é feito o controle dos sintomas, com medicamentos que melhoram as funções cerebrais e buscam retardar o aparecimento da doença. 

Os médicos também buscam prevenir seu aparecimento, indicando o combate da obesidade, diabetes e hipertensão, que são alguns dos fatores de risco, além de recomendar atividades que representem desafios cognitivos, como aprender novas línguas. As evidências sugerem, entretanto, que o Alzheimer é uma deformação de um processo natural de envelhecimento do organismo o que faria com que, em alguns anos, a condição possa ser controlada como uma doença crônica.

Câncer


A incidência de muitos tipos de câncer aumenta com a idade, particularmente depois dos 60 anos, e de acordo com a OMS deve crescer 69% até 2030. As estimativas dos cientistas demonstram que o risco de câncer de mama é de cerca de 1 em 400 em uma mulher de 30 anos, enquanto aos 70 anos é de 1 para 9. Dados da ONG Câncer Research mostram que, na Grã-Bretanha, a incidência de câncer masculino aumenta de 116 por 100 000 na faixa etária dos 40 anos, para 3.398 por 100 000 após os 85 anos. 

Isso acontece porque a doença está ligada ao processo biológico de reprodução das nossas células. Às vezes, o crescimento descontrolado das células cancerosas tem origem numa mutação causada por um agente cancerígeno. No entanto, em muitas outras situações, a causa parece ser uma mutação aleatória, ocorrida no processo normal de cópia de genes quando nossas células se reproduzem. As células se dividem, inevitavelmente mutações se acumulam sobre mutações e, a longo prazo, talvez seja impossível desconectar o câncer de nossos corpos. 

Além de cirurgias, quimioterapias e radioterapias, os médicos indicam a dieta equilibrada, com consumo moderado de álcool e combate ao fumo, além de atividades físicas, como algumas das maneiras de evitar o aparecimento de tumores.

Diabetes


Em todo o mundo, 347 milhões de pessoas convivem com diabetes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 2012, estima-se que 1,5 milhões de mortes foram causadas pela doença. O mal crônico ocorre quando a insulina, hormônio que regula a quantidade de açúcar no sangue, não é suficientemente produzida ou aproveitada pelo corpo. O diabetes tipo 2, causada por obesidade, sedentarismo e alto consumo de açúcar, atualmente corresponde a 90% de todos os casos da doença. Sua prevalência aumenta com a idade. 

De acordo com os dados oficiais americanos, a doença atinge 2,4% das pessoas entre 20 e 39 anos, enquanto 21,6% dos que tem mais de 65 anos apresentam a doença. Em idosos, a previsão é que a doença cresça 96% até 2030. Com o tempo, a enfermidade deteriora a saúde cardíaca, dos vasos sanguíneos, olhos, fígado e nervos. Combatida com medicamentos que regulam a insulina e atitudes que diminuem os fatores de risco, como atividade física e redução do açúcar da dieta, os diabéticos podem evitar seus sintomas. De acordo com os dados da OMS, metade dos diabéticos morre por doenças cardiovasculares.

Doenças cardiovasculares


Hipertensão, doenças cardíacas e arteriosclerose aumentaram junto com a longevidade em todo o mundo. A probabilidade de pessoas com 65 a 74 anos ter alguma doença cardíaca é de duas a quatro vezes maiores que entre o grupo de 40 a 64 anos. Com o acesso a medicamentos e a diminuição da exposição a fatores de risco, como a alimentação gordurosa, a mortalidade devido a infartos caiu pela metade entre 1980 e 2000, nos Estados Unidos. Quase três quartos dessas mortes foram evitadas em pessoas com mais de 65 anos. Caracterizada como uma doença crônica – ou seja, uma vez diagnosticada acompanhará o paciente por toda a vida – os males cardiovasculares representavam cerca de 30% de todas as mortes em 2008. A melhor maneira de combater essas doenças é evitar o sedentarismo e ter uma dieta rica em vegetais.

Osteoporose e osteoartrite



Essas duas doenças, que afetam os ossos, estão ligadas às dores crônicas que afetam os mais velhos, como dores nas costas ou articulações. De acordo com dados da Fundação Internacional da Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), uma em cada três mulheres com mais de 50 anos terá osteoporose. Em todo o mundo, 10% a 20% de todas as pessoas com mais de 60 anos têm alguma problema relacionado à artrite, de acordo com estimativas da OMS. Sendo doenças progressivas que atacam os ossos, elas pioram com a idade. 

A osteoporose, que deixa os ossos suscetíveis a fraturas dolorosas e de difícil tratamento, é mais prevalente em mulheres que em homens, pois, depois da menopausa, o hormônio feminino estrogênio, que ajuda a fixar o cálcio nos ossos, cai bruscamente. As duas doenças podem ser prevenidas com a prática de exercícios físicos, manutenção de bons níveis de cálcio ou diminuição do fumo e consumo de álcool. A única forma de aliviar os sintomas da artrite é o uso de analgésicos e anti-inflamatórios.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Dez fatos importantes que você precisa saber sobre a obesidade.

Como nação, estamos ficando mais gordos, a ponto de ser um problema. Mas por quê? Quais são as implicações? Para começar, é mais difícil de tratar depois dos cinco anos de idade e está levando à falência do Sistema de Saúde.

Quase dois terços da população estão acima do peso

Hoje, ser gordo é quase normal.

Mas, estudos mostram que não percebemos isso uma vez que aconteceu gradualmente e nos acostumamos a ver pessoas com sobrepeso. Um quarto de todos nós, estamos realmente obesos, a obesidade é definida como um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais. O IMC não é a melhor ferramenta para todas as pessoas.

Os homens estão mais gordos do que as mulheres (67% dos homens e 57% das mulheres estão acima do peso ou obesos, no Reino Unido, de acordo com um estudo do Instituto de Metrologia da Saúde e Avaliação, em Seattle). Áreas desfavorecidas socioeconomicamente tendem a ter taxas mais elevadas de pessoas acima do peso, mas nenhum grupo de renda está excluído. Existe um efeito na comunidade: você está mais propenso a ter sobrepeso se os seus amigos e vizinhos estão com sobrepeso e você enxerga isso como algo normal.

A obesidade encurta nosso tempo de vida


Obesidade moderada (IMC 30 a 35) diminui a expectativa de vida de 2 a 4 anos, enquanto que a obesidade mórbida (IMC 40 a 45) de uma década, de acordo com um estudo publicado na revista Lancet em 2009. Hoje, isso é mais susceptível de afetar as crianças; mais de um quinto das crianças de 5 anos e um terço das crianças de 11 anos estão acima do peso ou obesas. "A obesidade é tal que esta geração de crianças pode ser a primeira na história, dos Estados Unidos, a viver menos saudável e menos tempo do que seus pais", disse o diretor do programa de obesidade do Hospital Infantil de Boston e um dos autores de um artigo. A proporção de crianças com excesso de peso nos EUA e o Reino Unido é semelhante.

A obesidade pode levar o Sistema de Saúde à falência


O Sistema de Saúde Americano gasta 20 bilhões de reais por ano em doenças, como acidentes vasculares e diabetes, que estão associadas à obesidade. Em algumas décadas, está previsto um gasto de 60 bilhões de reais. O diabetes tipo 2 é um enorme problema sendo que 10% do orçamento do Sistema de Saúde já se destinam à doença. Estar acima do peso é a principal causa e os números seguem aumentado, passando de 1,4 milhões, em 1996, para mais de 3 milhões hoje, com um aumento previsto para 5 milhões em 2025.

Um estudo recente mostrou que um terço da população está à beira de diabetes tipo 2, com os níveis de glicose no sangue classificados como pré-diabetes. “Se este aumento de pré-diabetes e diabetes não for abordado agora, é possível que destrua o sistema de saúde”, disse Barbara Young, presidente-executiva da Diabetes UK”. O secretário de Estado está tentando resolver muitos dos problemas existentes, por exemplo, o número de pessoas que chega às emergências de hospitais, cerca de uma em cada seis pessoas, tem diabetes. Isso causa um enorme impacto no Sistema de Saúde e tende a crescer".

O diabetes tipo 2 é oneroso em todos os sentidos, além de complicações como cegueira e amputação, faz que a pessoa seja cinco vezes mais propensa a ter um infarto ou um acidente vascular cerebral.

É uma luta injusta


O governo gasta 56 milhões de reais por ano em seu programa anti-obesidade. A indústria alimentar gasta mais de 4 bilhões de reais por ano em marketing no Reino Unido.

A indústria alimentícia nos observa. Hoje, a tecnologia permite que os pesquisadores possam acompanhar os movimentos dos olhos dos compradores, registrando com precisão quais as prateleiras de supermercados observam e o que mantém a sua atenção. Não é só a embalagem brilhante com frases alegres, mas em qual gôndola e corredor o produto se encontra. As empresas de alimentos pagam para ter sua mercadoria visível, o que responde por 30% das vendas dos supermercados. Nós não temos o controle de nossas compras, como gostaríamos de acreditar. Vamos com boas intenções, mas saímos com grandes garrafas de refrigerantes e pacotes de biscoitos.

Obesidade estourou nos anos 80


Mas, não foi registrado pelo governo da época. Em 1982, McDonald’s mudou sua sede para Finchley, região do eleitorado de Margaret Thatcher. Três anos depois ela se tornou primeira-ministra. Ela inaugurou o prédio em 1983 e o visitou novamente em 1989, no 10º aniversário de sua eleição, oportunidade em que parabenizou a empresa pelos empregos que tinha criado e seu sucesso econômico.

Lanchar é um comportamento recém-criado


Lanchar era praticamente desconhecido antes da segunda guerra mundial, de acordo com Barry Popkin, professor de nutrição da Universidade da Carolina do Norte. Agora, é uma grande causa da obesidade e considerado um setor de crescimento importante para a indústria de alimentos e bebidas. Popkin publicou um estudo mostrando que crianças norte-americanas estão comendo quase que de forma contínua, três lanches por dia, além de suas refeições normais.

A indústria alimentícia se comporta hoje como a indústria do tabaco no passado


Os críticos dizem que a indústria alimentícia paga especialistas, para publicar trabalhos científicos que apoiem suas ideias, tentando desvirtuar as evidências contrárias, como parte de sua participação no programa de Responsabilidade do Governo, que tenta tornar seus produtos mais saudáveis.

A indústria alimentícia e os políticos que a apoiam dizem que não existe má alimentação. Há um elemento de verdade nisso. Uma barra de chocolate (comercializada como saudável e que proporciona energia diz no seu slogan: "Um Mars© ao dia ajuda no trabalho, no descanso e na diversão") por si só não fará nenhum mal. No entanto, lanches doces todo dia, mais bebidas açucaradas e salgadinhos, antes de um cheeseburguer com batatas fritas, contribuirão para doenças do coração.

Um grande número de cientistas aconselham à indústria de alimentos a investir em pesquisa, uma vez que estão focados no micro, e não na imagem macro. Os membros da British Nutrition Foundation incluem Coca-Cola©, Kellogg’s©, Mondelez (proprietário da Cadbury), Nestlé©, PepsiCo©, a Tate & Lyle, a Associated British Foods e Unilever©. O presidente da comissão de investigação nutricional sobre carboidratos, incluindo o açúcar, é o Professor Ian Macdonald, da Universidade de Nottingham, que é conselheiro da Coca-Cola© e da Mars©.

O cérebro, e não o estômago, diz quando parar de comer.


A fome está na mente. A Dra. Suzanne Higgs, da Universidade de Birmingham realizou uma experiência notável para provar isso. Sua equipe ofereceu a um grupo de amnésicos um almoço de sanduíches e bolos. Quando todos terminaram de comer, eles voltaram 10 minutos depois para almoçar. Um grupo de controle de pessoas sem problemas de memória recusou o almoço. O grupo amnésico comeu em dobro.

Quando comemos em frente à televisão ou ao computador no trabalho, não estamos dando ao almoço ou jantar uma atenção completa. O cérebro não registra a quantidade de comida ingerida e não nos deixa sentirmos satisfeitos. Higgs está trabalhando em um aplicativo de celular para que as pessoas possam tirar fotos de suas refeições e lanches, como um lembrete de que eles realmente comeram o suficiente.

Após os cinco anos de idade já podem ser tarde para intervir


O estudo sobre diabetes com 300 crianças, em Devon, mostrou que elas já tinham ganho entre 70 e 90% de seu excesso de peso antes da escola primária. É muito mais difícil se livrar do peso do que adquiri-lo ainda criança. Alguns especialistas acham que, se quisermos prevenir a obesidade, vamos ter que encontrar maneiras de ajudar os pais a partir de, ou mesmo antes, do nascimento de seu bebê.

Acreditamos que a obesidade está nos adultos que comem frango frito e batatas fritas. Mas, a maioria dos bebês no Reino Unido são superalimentados, conforme publicação de 2013 da comissão governamental da Diet and Nutrition Survey of Infants and Young Children. 75% das crianças com idades entre 4 e 18 meses consomem mais calorias do que elas precisam a partir de leite em pó e alimentos sólidos. 

Bebês amamentados podem ser vistos como magros em comparação com crianças alimentadas com mamadeira, sendo na verdade os que estão com o peso normal. Bebês grandes e corados, ao contrário da antiga crença, não são bebês saudáveis. O crescimento paulatino é o melhor. Crianças com baixo peso ao nascer não devem ser superalimentadas em uma tentativa de ajudá-las a alcançar o peso de outras crianças.
Os que pensam que as crianças estão engordando porque ficam tempo demais em frente à televisão estão equivocados. Outra constatação de um estudo foi que a inatividade não leva à obesidade - a obesidade leva à inatividade. Crianças com excesso desejam correr menos. Surpreendente, das 300 crianças acompanhadas dos 5 aos 12 anos, três desenvolveram diabetes antes do fim do estudo e 55 tinham níveis sanguíneos elevados de glicose, o que sugeria que elas estavam à beira da doença.

Crianças obesas precisam cada vez de mais cuidados


Assistir muita TV não causa obesidade - é a obesidade que faz com que as crianças se tornem parte do sofá.

Os médicos e assistentes sociais se encontram num dilema. Crianças obesas podem ter pais carinhosos (possivelmente também obesos), sem sucesso para diminuir o peso de seus filhos (ou o seu próprio). "Como a obesidade continua sendo extremamente difícil de tratar para os profissionais de saúde, é incorreto criticar os pais por não obter êxito, se eles se envolverem de forma adequada com o tratamento", disse o Dr. Russell Viner, do Instituto de Saúde da Criança, que, juntamente com os seus colegas propuseram uma ação no British Medical Journal, em 2010.

Fuja de sete perigos que ameaçam seu verão.

Para alguns, não pode faltar uma cerveja gelada. Para outros, o essencial mesmo é uma porção de fritas. E aí é que se encontra o perigo. Segundo Daniel Portella, da Secretaria de Esportes d de São Caetano do Sul, o consumo de bebidas alcoólicas e frituras oferecem riscos extras no verão. "O álcool, por exemplo, acelera o processo de desidratação natural do corpo", explica o profissional. E os perigos não param aí: se você quer aproveitar os dias de calor sem passar por desconfortos, veja as dicas dos especialistas e evite as principais ameaças ao seu bem-estar nesta época.

Álcool


Segundo o fisiologista e pesquisador do Centro de Estudos da Medicina da Atividade Física e do Esporte, o problema não está no consumo das bebidas alcoólicas, mas nos exageros. "Álcool e bebidas à base de cafeína são altamente diuréticos e aceleram a desidratação natural do corpo, já mais intensa quando está calor". Ele recomenda, se você estiver bebendo, alternar as doses de álcool com um copo de água.

Frituras


"Com o aumento da perda de líquidos, causada pelo calor excessivo, as gorduras não são bem metabolizadas. Por isso, você pode sentir sensação de mal-estar e desconforto", explica Daniel. Além disso, o consumo de frituras acontece junto à ingestão de bebidas alcoólicas, o problema piora. "O álcool altera o controle de liberação da bile, fluido que auxilia na digestão de gorduras", explica o especialista.

Sal


Uma porção de fritas e sal. Salada e mais sal para temperar - sem contar o sal que já vem embutido nos alimentos. Resultado: pernas e pés inchados. Segundo Raul Santo, isso acontece porque o sódio, presente no sal, favorece a retenção de líquidos no corpo. "Até certa quantidade ele é benéfico, mas grande parte das pessoas exagera e não se lembra de que o sal consumido não é somente aquele visivelmente acrescentado aos alimentos", afirma. No calor, a situação complica ainda mais: os vasos ficam dilatados, dificultando o retorno do sangue principalmente dos membros inferiores.


Overtraining


"Overtraining é a prática excessiva de exercícios e pode prejudicar até quem está acostumado a treinar regularmente”, afirma Raul. Segundo ele, quem se exercita demais pode apresentar problemas como dificuldade para dormir, falta de disposição e irritabilidade. No calor forte, típico do verão, há ainda o perigo de desmaio, devido à queda de pressão; risco de insolação, caso o treino seja feito sob o sol da tarde; desidratação e hipertermia, quando a temperatura corporal fica muito elevada.

Superexposição solar


A temperatura corporal interna de uma pessoa deve ser de 37º C, independente do horário do dia. Por isso, ficar exposto ao sol, principalmente entre 10h e 16h, pode causar hipertermia, quando o corpo não consegue mais estabilizar o calor interno. "Nesse estágio, o organismo direciona toda sua energia para tentar dissipar o calor e, assim, algumas células param de funcionar, podendo causar desmaios graves", diz Daniel Portella.

Baixa ingestão de líquido


Desidratação, a perda de líquidos pelo organismo, age de forma similar à insolação. "Ela atrapalha o funcionamento de algumas células essenciais para a manutenção da vida, podendo gerar desde um pequeno mal-estar até desmaios", esclarece Daniel. Por isso, ande sempre com uma garrafinha de água e crie o hábito de dar pequenos goles de tempos em tempos. Não espere sentir sede para se hidratar - nesse estágio, o corpo já está sofrendo com a falta de líquidos.

Alimentos mal conservados


Se existe algo que pode estragar de vez suas férias, a intoxicação alimentar está na lista. Isso porque o alimento contaminado ou mal conservado que você consumiu precisará ser eliminado por vômito ou diarreia. "Além disso, dependendo do estado do alimento, ele pode conter bactérias bastante perigosas à saúde e até causar a morte nos casos mais graves", afirma Raul. Se você desconfiar de intoxicação, não pense duas vezes: procure imediatamente um pronto-socorro e se hidrate intensivamente. Para prevenção, evite alimentos de origem duvidosa, prefira consumir frutas e sanduíches que você mesmo comprou ou preparou manteve em mochilas térmicas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Antioxidantes - Os nossos amigos contra o câncer.

Toda vez que nós inalamos o oxigênio presente no ar que respiramos, ele faz o seguinte trajeto: penetra pelos nossos pulmões e, através do sangue, chega até o interior de nossas células.

O que acontece com esse oxigênio a partir daí? Bem, este oxigênio é utilizado para a respiração celular, isto mesmo, nossas células também "respiram", seus "pulmões" são chamados de mitocôndrias, e graças a isto nós conseguimos produzir energia e sobreviver na natureza. Por isso, somos chamados de seres aeróbicos e só continuamos vivos pela presença do oxigênio em nossas células.


Porém, após este processo de respiração celular ocorrer, aproximadamente 2% deste oxigênio é transformado em um grupo de substâncias chamado de espécies reativas tóxicas do oxigênio, também conhecidas como radicais livres. Como o próprio nome sugere, elas podem "intoxicar" nossas células? Infelizmente sim, pois estes radicais livres podem atacar as membranas das células e causar um estrago chamado de peroxidação lipídica que eu compararia a "enferrujar" (oxidar) as células, prejudicando o funcionamento delas. Mas, fique calmo, pois como diz o ditado, Deus dá o frio conforme o cobertor. 

Dentro das nossas células também temos a capacidade de produzir um antídoto para anular os efeitos danosos destes famigerados radicais livres. Estes heróis que nos protegem são chamados de enzimas antioxidantes que anulam os efeitos destes vilões. Mas, a matéria prima que nossas células necessitam para a produção destas enzimas protetoras são alguns nutrientes específicos, sendo eles: vitamina C, vitamina E, selênio, manganês, cobre zinco, riboflavina, betacaroteno, compostos bioativos (polifenóis, flavonoides, carotenoides, glicosinolatos) e outros menos importantes.

O que pode ocorrer se houver um desequilíbrio entre a produção exagerada de radicais livres e uma produção menor de enzimas antioxidantes?  

A preocupação da ciência com esta possibilidade é tão grande que surgiu uma área de estudo específica para compreender melhor este tema, chamada de Oxidologia, que estuda as causas e os efeitos da "oxidação" excessiva das nossas células (tecnicamente conhecido como stress oxidativo) e suas repercussões na saúde humana. 

E sabe quais as conclusões? 

Vamos enumerá-las abaixo: 

1) Aceleração da velocidade de envelhecimento celular.

2) Ataque ao DNA das células levando ao risco aumentado de câncer.

3) Oxidação excessiva do colesterol, que, quando oxidado, aumenta a chance de entupir nossos vasos sanguíneos e aumentar a incidência de doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e derrames cerebrais.

4) Degeneração de uma região do globo ocular chamada de mácula, aumentando o risco de perda da visão progressiva, mais comum em idosos (Degeneração Macular).

5) Oxidação excessiva dos neurônios podendo aumentar o risco de doenças degenerativas cerebrais como Alzheimer e Parkinson.

Sem querer ser alarmista vou jogar mais uma lenha nesta fogueira: não só o oxigênio que entra nas nossas células leva a produção dos radicais livres. Outros fatores também podem elevar a produção dos mesmos, de maneira secundária: irradiações ionizantes, infecções, diabetes descompensado, Síndrome Metabólica, intoxicações por metais tóxicos (chumbo, alumínio, mercúrio, arsênico, cádmio, etc.), agrotóxicos, tabagismo, excesso de atividade física, alimentação excessiva em gorduras (inclusive a trans.) e açucares simples. 


Fica a questão: se eu me exponho a um somatório de vários fatores desencadeadores da elevação dos radicais livres dentro do meu organismo como me defender dos estragos dos seus excessos? Obviamente aumentando a oferta de matéria prima para que nossas células aumentem a produção das enzimas antioxidantes (os heróis citados acima no texto) e temos então uma chance de diminuir o stress oxidativo que tanto nos deixa vulneráveis. 

Aonde encontrá-las? 

Veja como é fácil: 

Vitamina C: laranja, limão, tangerina, acerola, goiaba, kiwi, camu-camu.

Vitamina E: óleos vegetais (azeite extra virgem, canola, linhaça, entre outros), gérmen de trigo, abacate, óleos de peixe, gema de ovo.

Selênio: oleaginosas (castanhas, amêndoas, avelãs, amendoins), peixes como salmão.

Manganês: cereais integrais, legumes, castanhas.

Zinco: carnes magras, aves e peixes, ostras, iogurtes desnatados, cereais integrais, germe de trigo.
Cobre: nozes, frutas secas, cereais, leguminosas (ervilha, soja, grão-de-bico, feijões, lentilhas).
Betacarotenos: cenoura, tomate, manga, abóbora, gema de ovo.

Compostos bioativos: alface, agrião, rúcula, couve, espinafre, berinjela, mirtilo, uva roxa, cenoura, tomate, cúrcuma, chá verde, brócolis, alho, alho-poró, cebola, cogumelos comestíveis, maçã (com casca), pó de cacau, acelga, beterraba, salsinha, pimentão vermelho, couve-flor, entre outros.

Fica também um alerta: doses altas de antioxidantes podem fazer efeito contrário, ou seja, se tornam pró-oxidantes, e o tiro sai pela culatra. Se entupir de cápsulas de vitaminas e minerais em doses altas acreditando ficar protegido pode ser uma grande ilusão e piorar sua saúde. Temos os alimentos corretos. Basta saber utilizá-los a nosso favor. 

Qual o ponto de equilíbrio? 

Evite os fatores (modificáveis) que desencadeiam o aumento do stress oxidativo (vide acima) e tenha uma alimentação adequada em antioxidantes. Faça atividade física leve a moderada regularmente, sob supervisão profissional e visite seu médico periodicamente para avaliar sua saúde e fazer exames de rotina. Essas medidas costumam ser infalíveis, sendo a prevenção ainda o melhor remédio. Siga a dieta do bom senso. 

Você sabe quais são os erros que está cometendo para emagrecer?

Fazer dietas rigorosas demais


Regimes restritivos estão fadados a terminar um dia, mas quem sofre com obesidade ou sobrepeso terá que lidar com esse problema para sempre. Dietas que restringem nutrientes essenciais, como carboidratos, proteínas ou gorduras, além de não funcionarem a longo prazo, são prejudiciais à saúde, já que as refeições deixam de ser balanceadas. "O ideal é um planejamento alimentar pensado para cada pessoa, pois cada um tem organismo, genética e rotina diferentes", explica o endocrinologista Bruno.

Ter obsessão com a balança


Ansiedade e desânimo podem ser alguns dos sentimentos provocados quando uma pessoa se pesa frequentemente. Uma perda de peso saudável é progressiva e lenta, então não vale à pena criar expectativas quanto a resultados a todo o momento. Aqueles que seguem uma alimentação saudável e praticam exercícios físicos podem não diminuir o peso na balança, mas estão emagrecendo, já que estão substituindo gordura por massa magra. "Além disso, as pessoas não devem se iludir quando perdem peso sem fazer exercícios físicos, pois muitas vezes perderam massa magra, e não gordura", explica.

Não procurar acompanhamento profissional


A reeducação alimentar, a escolha da medicação e a prática de exercícios devem ser acompanhados por médicos, nutricionistas e educadores físicos. Quem dispensa os profissionais corre risco de não conseguir emagrecer, prejudicar a saúde e sofrer contusões, por exemplo.
Traçar objetivos impossíveis


Quem pretende emagrecer muito e em pouco tempo pode se decepcionar e acabar desistindo de conseguir um objetivo saudável e mais acessível. Segundo o médico endocrinologista Alfredo Halpern, o ideal é que se perca de meio a um quilo por semana, e não mais do que isso. Para Geloneze, ter uma perda exorbitante de peso é extremamente difícil, e manter tal resultado é impossível.
Ignorar o fator genético


Quem tem uma genética que facilita o ganho de peso não deve se acomodar com essa situação, mas deve levá-la em consideração quando pretende perder peso. "Cada um deve querer emagrecer de acordo com a sua estrutura e nunca comparar o seu peso com o de alguém com tendência a ser magro", explica o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles. Segundo os médicos, pessoas com obesidade de grau I ou II que perdem 10% de seu peso, entre 3 e 6 meses, já têm grandes melhoras em problemas cardiovasculares e diabetes, por exemplo.
Pular refeições


Quem deixa de comer durante o dia, ou terá um problema de desnutrição ou não conseguirá manter a restrição alimentar até a noite. Então, somando fome, ansiedade e o estresse acumulado do dia-a-dia, aquele que pulou refeições comerá pior, em maior quantidade e mais rápido à noite, um período do dia em que o organismo está programado para armazenar, e não gastar, energia. Além disso, os médicos afirmam que pular refeições não emagrece. Mesmo em busca da perda de peso, todos devem comer de 3 a 5 vezes ao dia.
Contar somente com os remédios


As medicações devem ser receitadas por um médico e encaradas como coadjuvantes do processo de emagrecimento, e não como protagonistas. Elas devem complementar uma alimentação correta e prática de atividades físicas.
Relaxar depois de emagrecer


Uma pessoa que tem tendência a ganhar peso nunca deixará de ser assim, mesmo depois de emagrecer. Então, ela deve se conformar com o fato de que terá que se controlar para o resto da vida. Alcançar a perda de peso ideal não é motivo para deixar de praticar atividade física, comer corretamente e frequentar um médico. Segundo Halpern, as pessoas não devem se acostumar a ganhar um ou dois quilos, mesmo depois de ter emagrecido vinte.
Exagerar nas atividades físicas


Quem sempre foi sedentário ou está desacostumado a fazer exercícios físicos deve começar aos poucos com as atividades. Caminhadas regulares são as práticas mais indicadas para quem está começando. Iniciar as atividades com esportes violentos ou que exijam muito do corpo pode causar lesões e interromper precocemente algo que deveria ser progressivo. Além disso, é perigoso para pessoas com obesidade que geralmente apresentam problemas cardiovasculares.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Você sabia que o excesso de peso causa meio milhão de casos de câncer por ano?

Pesquisadores utilizaram dados de 184 países para calcular quantos casos de câncer poderiam ser atribuídos ao excesso de peso e ao aumento do índice de massa corpórea (IMC) desde 1982. A conclusão foi de que um quarto (118.000) dos novos diagnósticos de câncer em 2012 foi causado pelo aumento do IMC e, portanto, poderia ter sido evitado.

Gênero — O sobrepeso e a obesidade causaram 345 000 novos casos de câncer no sexo feminino em 2012. Quase três quartos deles são de câncer de mama pós-menopausa, de endométrio e de cólon. No sexo masculino, dos 136 000 casos, dois terços são de cólon e de rim. 

No caso das mulheres, os países com mais casos de câncer associados ao excesso na balança são Barbados (12,7%), República Checa (12%) e Porto Rico (11,6%). Entre os homens, os maiores índices são da República Checa (5,5%), Jordânia (4,5%), Argentina (4,5%), Grã-Bretanha e Malta (4,4%).

No estudo, o Brasil é enquadrado em uma categoria intermediária: de 3,9 a 6,6% dos tumores em mulheres e de 1 a 2% em homens têm relação com o peso acima do normal. Os índices são semelhantes ao de nações como Peru, Irã e África do Sul.

Países ricos — Mais de dois terços (64%) dos diagnósticos atribuídos ao excesso de peso ocorreram na América do Norte e na Europa. Em países desenvolvidos, 8% dos tumores em mulheres e 3% nos homens são atribuídos ao sobrepeso e à obesidade, comparado com 1,5% dos cânceres em mulheres e 0,3% em homens nos países pobres. “Os casos de câncer associados ao sobrepeso e à obesidade são mais altos em lugares ricos, mas esses efeitos já são visíveis também em algumas nações em desenvolvimento”, afirmou a coautora do estudo.

Confira o nosso guia rápido de prevenção contra o câncer:

Álcool


Tipos de câncer que poda causar: Boca, esôfago, estômago, fígado, laringe, mama e pâncreas.

Como se prevenir: Evitar o consumo exagerado de bebida alcoólica, nunca ultrapassando duas doses ao dia.

Tabagismo


Tipos de câncer que poda causar: Ana, bexiga, bucal, colo do útero, esôfago, estômago, laringe, pâncreas e pulmão.

Como se prevenir: Não fumar derivados do tabaco e evitar ficar em ambientes com a presença de fumaça de cigarros.

Obesidade

Tipos de câncer que poda causar: Colorretal, mama, esôfago, próstata e rim.

Como se prevenir: Diminuir e manter o peso de forma saudável, praticando atividades físicas e se alimentando de maneira correta sob a supervisão de um médico.

Exposição ao sol

Tipos de câncer que poda causar: Pele e bucal (lábios).

Como se prevenir: Evitar a exposição ao sol entre as 10 e 16 horas e usar protetor solar com fator de proteção de no mínimo 15, além de chapéus e óculos escuros.

Carne vermelha

Tipos de câncer que poda causar: Colorretal, estômago e pâncreas.

Como se prevenir: Não consumir carne vermelha em excesso, especialmente se for carne processada. Estudos recomendam a ingestão de até 70 gramas do alimento por dia, o equivalente a meio bife.

HPV


Tipos de câncer que poda causar: Colo do útero, ânus, pênis, garganta e boca.

Como se prevenir: O uso de preservativo diminui o risco de contaminação do vírus pela relação sexual, e a vacina contra o HPV oferece proteção contra algumas variantes do vírus.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Saiba porque você deve comer de 3 em 3 horas.

Quando o assunto é reeducação alimentar, logo vem em mente uma das principais regras básicas citadas, a de comer de 3 em 3 horas. Mas será que comer de 3 em 3 horas é realmente importante? Emagrece ou engorda?

Comer de 3 em 3 horas emagrece!

É uma prática bastante questionada, surgem diversas teorias sobre o tema, a maioria são desculpas do tipo, "não tenho tempo para se alimentar com tanta frequência, não tenho local, comer mais é engordar mais" (Óbvio que se comer um sanduíche com refrigerante a cada 3 horas irá engordar mesmo)...

Mas a grande verdade é que comer de 3 em 3 horas trás sim muitos benefícios.

Então vamos explicar quais são os benefícios:

Comer de 3 em 3 horas Acelera seu Metabolismo


Toda vez que você comer algo, estará gastando calorias na hora em que tiver digerindo os alimentos.
“O gasto é maior imediatamente depois da refeição, quando o corpo começa o processo da digestão”, comenta a nutricionista Gisele. Ou seja, comer de 3 em 3 horas obriga o seu organismo a reiniciar a digestão de 5 a 6 vezes por dia, queimando mais calorias e consequentemente fazendo você perder peso.

Comer de 3 em 3 horas ajuda você a não chegar à próxima refeição com fome


Comer de 3 em 3 horas faz você perder peso sem passar fome, pois você acaba comendo antes de ficar com vontade de comer novamente.

O endocrinologista Dr. Tércio Rocha comentou a sobre essa vantagem: “Quando nos satisfazemos com porções menores, economizamos calorias e mantemos equilibrados os níveis de insulina. Se você consome um prato enorme, produz muita insulina. E, em excesso, esse hormônio engorda e dá mais fome”.
Ou seja, quando você espera ficar com fome para depois comer seu corpo já está em estado de alerta e é ai que surge aquele famoso “pratão de pedreiro”.

Comer de 3 em 3 horas ajuda ganhar músculos e queimar gordura


Após 3 horas da sua última refeição, o organismo termina o processo da digestão. Os excessos são estocados na forma de gordura e seu corpo passa a procurar força nos músculos. Se você comer antes disso acontecer, a gordura é eliminada e os músculos permanecem. E, como os músculos são queimadores de energia, ajudam a manter o metabolismo acelerado e o seu corpo em dia. Existem também alguns alimentos específicos que ajudam a ganhar massa muscular.

Comer a cada 3 horas mantém a barriga sequinha




Quando você está com fome é a mesma coisa que tivesse com um nível alto de stress e seu corpo produz uma quantidade grande de cortisol. Estudos mostram que uma quantidade elevada desse hormônio está ligada aos estoques de gordura localizada no abdômen.

Comer de 3 em 3 horas de maneira correta


Não vai adiantar em nada comer “besteiras” ou comer muito de 3 em 3 horas. A ideia é ter pelo menos 6 refeições diárias e que sejam alimentados equilibrados e balanceados. Exageros sempre devem ser evitados, como comer besteiras na hora do lanche.