quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Afinal, o câncer de mama tem cura?

Todo o câncer de mama é tratável, mas nem todos são curáveis. A depender da fase em que o tumor foi diagnosticado (o que chamamos de estadiamento) o médico ou médica utilizará estratégias diferentes para melhor tratar o paciente. A depender do estadiamento, o foco do tratamento oncológico poderá ser com intuito curativo ou paliativo.

O tratamento com intuito curativo: se aplica quando os tumores estão localizados na mama e até mesmo com metástase axilar (metástase regional), mas que não atingiram outros órgãos (metástase sistêmica).
Nesta circunstância o foco é curar o paciente, e o médico utilizará o tratamento oncológico máximo. Cirurgia é o tratamento principal, no entanto, quimioterapia e radioterapia são os tratamentos utilizados a depender do grau de necessidade e da indicação médica (nem todos os pacientes vão precisar de todas as modalidades acima mencionadas de tratamento).

Já o tratamento com intuito paliativo: é a estratégia utilizada para os pacientes que apresentam doença metastática sistêmica (espalhamento pelo sangue das células tumorais originadas da mama para outros órgãos com: ossos, pulmão, pleura, fígado, etc.).

Nesta fase dificilmente a doença poderá ser curada efetivamente, mas poderá ser muito bem controlada. Fator muito importante neste tópico é o volume de doença que o paciente tem, ou seja, o grau de contaminação dos órgãos envolvidos (o que chamamos de carga tumoral). Como exemplo podemos citar: o número de nódulos metastáticos presentes, o tamanho destes nódulos, o número de locais acometidos (fígado isolado; fígado + pulmão; fígado + pulmão + osso) e a condição clínica do paciente. 

Quanto menor a carga tumoral melhor será o controle deste paciente. Nestes casos, o foco primordial do tratamento é aumentar a sobrevida, reduzir os sintomas (dor, falta de ar, perda de apetite, perda de peso) e melhora/preservar a qualidade de vida dos pacientes.

Ou seja, mesmo para os pacientes com doença em fase metastática sistêmica temos tratamento a oferecer. O foco aqui é cronificar a doença permitindo que a paciente viva o maior tempo e da melhor forma possível.


Quando um câncer está curado?

Este assunto é bastante controverso. Antes havia a ideia do "número mágico" de cinco anos após o tratamento, o que, muitas vezes, esta relacionada com término da hormonioterapia (que em geral dura cinco anos). É verdade que a maioria das recidivas ocorre nos cinco primeiros anos após o tratamento, mas nos dias de hoje entendemos que o tumor de mama pode apresentar recidivas tardias (após cinco ou mesmo 10 anos do tratamento inicial) na dependência do tipo biológico do tumor.

Logo, este número de cinco anos já não pode ser aplicado nos dias de hoje de forma rigorosa, necessitando sim um controle médico periódico por toda a vida, ao menos uma vez ao ano após este período de cinco anos. Reforçamos que este controle médico anual já é o mínimo que uma mulher após os 40 anos de idade necessita realizar com o mastologista/cirurgião oncologista (mesmo sem diagnóstico prévio de câncer) conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

Bem, mas as pacientes não precisam viver com o fantasma da possibilidade de recidiva pela vida toda, uma vez que esse medo impedirá o pleno objetivo do tratamento médico que é que os pacientes vivam bem. O nosso entendimento atual é que o paciente deve se sentir curado logo após o término do tratamento cirúrgico e término da quimioterapia/radioterapia, uma vez que não mais exista evidência de doença. 


Ou seja, o paciente deve tão logo quanto possível aproveitar toda a plenitude de sua vida já na fase pós-tratamento, e não esperar os cinco anos para começar a aproveitar a vida novamente. Mas deve sempre manter um estreito controle médico.

Caso o tumor retorne algum dia (recidiva), a depender se esta recidiva ocorreu na mama, na axila ou em algum outro órgão, o tratamento seria reiniciado valendo as estratégias de tratamento comentadas no inicio do texto.

O câncer de mama, assim como todos os demais tumores, terá sua maior chance de cura quanto mais precocemente for diagnosticado, ou seja, quanto menor for o tamanho do nódulo mamário no momento do diagnóstico, associado à ausência de metástase nos gânglios da axila e ausência de metástase nos demais órgãos.

Outro critério cada mais vez em destaque é o subtipo do câncer de mama. Nem todos os tumores de mama são iguais. Existem tumorais mais agressivos e tumores menos agressivos, é o que chamamos de comportamento biológico do tumor. Para tumores de comportamento biológico menos agressivo as chances de cura serão maiores, e para aqueles de comportamento biológico mais agressivo as chances de cura serão menores.

Evitando a recidiva

Os principais cuidados para o tumor não voltar (recidiva) consistem em, primordialmente, realizar o tratamento médico correto e adequado (cirurgia, quimioterapia e/ou hormonioterapia, radioterapia, etc.) na dependência da indicação médica. Ou seja, é o grau de adesão do paciente ao tratamento oncológico. A paciente não deve abandonar o tratamento no meio, deve se envolver com o tratamento e seguir as recomendações médicas.

Os principais fatores relacionados à redução do risco de recorrência tumoral, associado à realização do tratamento oncológico acima mencionados são:

Controle adequado de peso, uma vez que pacientes com obesidade apresentam mais recidivas que pacientes magras:

Prática de atividade física regular

Alimentação adequada

Hábitos saudáveis de vida

Não utilização de anticoncepcional oral ou de terapia de reposição hormonal

Redução ou parada do consumo de bebida alcoólica

Redução ou parada do tabagismo.

Chamamos aqui a atenção para a gravidez. A gravidez já foi tida anteriormente como um fator que piorava a sobrevida das pacientes que tiveram câncer de mama, mas hoje em dia já é vista como algo possível e sem piora na sobrevida das pacientes. 

Para aquelas pacientes que desejam fortemente engravidar após o tratamento do câncer de mama, será necessária uma conversa muito específica com seu médico ou médica para entender o risco primário da doença voltar (baseado no estadiamento inicial) e a suspensão da hormonioterapia para aquelas que estão utilizando esta modalidade de tratamento.

Para isso, será necessária uma avaliação multidisciplinar envolvendo mastologia/cirurgião oncologista, oncologista clínico e ginecologista/obstetra.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

7 orientações para reduzir morte por câncer de mama.

Entre as orientações, o instituto estabelece que toda mulher com diagnóstico de câncer de mama deve iniciar seu tratamento no prazo máximo de três meses. Além disso, o texto afirma que mulheres diagnosticadas com a doença devem ser acompanhadas por uma equipe multidisciplinar especializada, com médicos, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta.

As recomendações ocorrem em meio ao Outubro Rosa, um movimento realizado no mundo inteiro que busca chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama. Segundo o Inca, esse tipo da doença é o responsável pela morte de 12.000 mulheres por ano no Brasil - e também o que mais mata a população feminina em todo o país, com exceção da região Norte.

Embora as sete recomendações divulgadas não tenham força de lei, o Inca argumenta que, se elas forem seguidas pelas secretarias municipais e estaduais de saúde e pelos consultórios particulares, têm potencial para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida das pacientes com tumores de mama.

As medidas se somam às que foram lançadas em 2010, que tiveram o foco em ações de prevenção, detecção precoce e informação de qualidade.

Toda a mulher com diagnóstico de câncer de mama confirmado deve iniciar seu tratamento o mais breve possível, não ultrapassando o prazo máximo de 3 meses.


Estudos científicos mostram que atraso superior a três meses entre o diagnóstico e o início do tratamento do câncer de mama comprometem a expectativa de vida da mulher (sobrevida).

Quando indicado, o tratamento complementar de quimioterapia ou hormonioterapia deve ser iniciado no máximo em 60 dias e o de radioterapia no máximo em 120 dias.


O prazo para o início do tratamento complementar é um componente crítico no cuidado do paciente com câncer de mama. Atrasos no início do tratamento complementar aumentam o risco de recorrência local da doença e diminuem a sobrevida. Em algumas situações de tratamento com quimioterapia, a radioterapia pode ocorrer apos os 120 dias.

Toda mulher com câncer mama deve ter seu diagnóstico complementado com a avaliação do receptor hormonal.


Os receptores hormonais são proteínas que se ligam aos hormônios mediando seus efeitos celulares. A avaliação é feita no material da biópsia que medirá um percentual dos receptores nas células tumorais. A dosagem desses receptores permite identificar as mulheres que irão se beneficiar do tratamento complementar chamado hormonioterapia. A presença de receptores hormonais nos tumores de mama é alta na população e aumenta com a idade.

Toda mulher com câncer de mama deve ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar especializada que inclua médicos (cirurgião, oncologista clínico e um radioterapeuta), enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta.


O câncer de mama é uma doença complexa cujo tratamento requer a cooperação de diferentes profissionais e saberes. A experiência mundial aponta que serviços que oferecem uma abordagem multidisciplinar e multiprofissional têm melhor desempenho no tratamento do câncer de mama.

Toda mulher com câncer de mama deve receber cuidados em um ambiente que acolha suas expectativas e respeite sua autonomia, dignidade e confidencialidade.


Acolher as mulheres em suas necessidades nas diferentes etapas do tratamento, por meio de abordagem humanizada que respeite seus direitos, possibilita um melhor enfrentamento da doença.

Todo hospital que trata câncer de mama deve ter Registro de Câncer em atividade.


Os Registros Hospitalares de Câncer coletam informações essenciais para acompanhar, monitorar e avaliar a qualidade do tratamento oferecido à mulher. As informações dos Registros subsidiam a implementação de políticas e ações de melhoria contínua na busca de padrões de excelência no tratamento.

Toda mulher com câncer de mama tem direito aos cuidados paliativos para o adequado controle dos sintomas e suporte social, espiritual e psicológico.


O câncer é uma doença que fragiliza seu portador e familiares em diferentes dimensões da vida. O suporte social, espiritual e psicológico para os pacientes e familiares fortalece os sujeitos para o enfrentamento da doença.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Câncer de mama - Como conviver quais cuidados ter.

Mastectomia


Uma mastectomia demora entre duas e três horas. Contudo, esse tempo pode variar em função do tipo de câncer. Depois da cirurgia, você provavelmente ficará no hospital durante uma ou duas noites, período que também poderá variar de mulher para mulher. Os médicos e as enfermeiras acompanharão sua recuperação. Você poderá receber também a visita de nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos ou assistentes sociais. Todos esses profissionais compõem a equipe multiprofissional que vai lhe acompanhar para uma melhor recuperação.

Ao acordar após a cirurgia, você verá um curativo sobre a área do seio. Talvez você tenha também um ou mais drenos no seu seio ou na área sob os braços. Eles permanecerão nesse lugar durante, mais ou menos, uma semana, mas esse tempo pode variar para mais ou para menos, dependendo de sua recuperação. Os drenos removem fluidos que se acumulam enquanto você se recupera. Eles devem ser mantidos sempre presos à roupa e esvaziados duas vezes ao dia. Fique atenta às mudanças na característica do líquido que sai do dreno.

O local operado e a outra mama devem ser examinados com frequência.

As mulheres ficam surpresas ao sentir pouca dor no seio após a cirurgia; porém, pode haver sensações diferentes, como falta de sensibilidade, formigamento ou sensação de puxada na área sob os braços.
Converse com seu médico sobre como se cuidar após a cirurgia. Antes de deixar o hospital, você deverá receber instruções sobre como proceder no período de recuperação. Caso o seu médico não lhe dê essas orientações, sugerimos que você lhe pergunte o seguinte:


 Como cuidar do corpo:

• Como cuidar da ferida e fazer curativo.
• Como cuidar dos drenos.
• Como perceber se você tem uma infecção.
• Que remédios tomar (incluindo analgésicos) e com que frequência.
• A quem recorrer se precisar de ajuda rápida.

Como voltar à vida normal:

• O que comer e o que não comer.
• Que atividades você poderá fazer e quais não.
• Em que momento você poderá retornar ao trabalho.
• Caso você trabalhe, lembre-se de solicitar ao seu médico o atestado de internação e o pedido de afastamento para a sua recuperação. Consulte, também, onde esses documentos deverão ser entregues.

Como acostumar-se a seu corpo após a cirurgia:

• Quando e como começar a usar o braço.
• Quando e como exercitar o braço para evitar que seus movimentos fiquem comprometidos.
• Quando você poderá usar uma prótese mamária (um acessório com formato de seio que pode ser usado sob a roupa).
• Como lidar com os sentimentos que poderão surgir neste momento da sua vida.
•Lembre-se: você precisará de ajuda no período de recuperação. Procure se organizar para contar com o apoio de familiares e amigos no período pós-operatório.
• Como entrar em contato com grupos de apoio ou outras organizações que podem ajudar você no processo de tratamento e recuperação.

Cirurgia conservadora
 

Uma cirurgia conservadora, também chamada de cirurgia de conservação da mama (ou cirurgia com conservação mamária), demora em torno de uma hora, mas esse tempo pode variar em função do tipo de câncer. Em muitos casos, você poderá ser submetida a uma cirurgia conservadora sem precisar pernoitar no hospital.

Talvez você precise ficar com um dreno sob o braço após a cirurgia conservadora. O dreno, em geral, é retirado antes que você saia do hospital. Às vezes, o dreno precisa ficar durante mais tempo e poderá ser removido em sua consulta de seguimento com seu médico.

Você precisará de radioterapia complementar em toda a mama após a cirurgia conservadora. Se estiver sendo tratada com quimioterapia, seu médico pode querer que você fique aguardando para receber radioterapia. A maioria dos médicos vai querer que você movimente o braço logo depois da cirurgia, para estimular a recuperação.

Efeitos colaterais


Os efeitos colaterais ou efeitos adversos são sintomas indesejados ou problemas que acontecem por causa do tratamento.

A maioria dos tratamentos para o câncer causa efeitos colaterais porque esses tratamentos precisam ser potentes o bastante para matar as células cancerosas, o que acaba por danificar também as células saudáveis. Conforme as células saudáveis vão sendo danificadas, você poderá se sentir doente, sem energia e até perder o cabelo. 

A maioria desses efeitos colaterais desaparece depois que o tratamento termina.

Existem formas de ajudar a prevenir ou deter alguns dos efeitos colaterais. Informe-se com o seu médico sobre:

• Os possíveis efeitos colaterais do tratamento.
• A probabilidade de você sofrer efeitos colaterais.
• O que pode ser feito para prevenir os efeitos colaterais ou lidar com eles.
• Porquanto tempo durarão esses efeitos colaterais?
• Os efeitos colaterais desaparecerão depois do término do tratamento?
Os médicos falam com frequência sobre efeitos colaterais comuns e raros.

Efeitos colaterais comuns

• Dor de estômago.
• Perda de apetite.
• Mudança nos hábitos alimentares.
• Perda de cabelo.
• Sensação de cansaço.
• Boca seca ou dolorida.
• Hematomas ou sangramentos.
• Aparecimento de novas infecções.
 
Efeitos colaterais raros

• Dano ao coração, fígado e rins.
• Perda auditiva.
• Dano aos nervos das mãos, pés e pernas.
• Risco deter um segundo câncer.

Cansaço


Algumas pessoas que fazem tratamento contra o câncer sentem-se realmente cansadas.

O que acontece

Os tratamentos contra o câncer realmente podem fazê-la sentir-se muito cansada. Esta sensação, chamada fadiga, é o efeito colateral mais comum do tratamento de câncer. A fadiga é diferente da sensação de não ter dormido o suficiente. É como se seu cérebro, corpo e emoções estivessem cansados. A fadiga pode ocorrer no início da quimioterapia ou da radioterapia, podendo, até mesmo, demorar algumas semanas para que você sinta o mal-estar.

O que você pode fazer

Se você se sentir cansada, tente seguir os seguintes passos:

• Cuide-se.
• Durma bastante.
• Alimente-se bem.
• Peça ao seu médico remédios que possam lhe ajudar.
• Ingira líquidos, especialmente água e sucos.
• Faça exercícios, se possível. Isto poderá lhe dar mais energia.

Estabeleça limites

• Não se force a fazer mais do que você se sente capaz. Respeite seu ritmo e seus limites.
• Decidir quais são as coisas mais importantes para você fazer. Descanse bastante e guarde sua energia para essas coisas.
• Seja paciente e respeite seu ritmo e suas limitações. Elas são temporárias e gradativamente as coisas tendem a se normalizar.
• Deixe que outras pessoas a ajudem. Não queira fazer tudo sozinha.


Linfedema

O linfedema é um inchaço do braço. Pode começar após alguns tratamentos que afetam os nódulos linfáticos localizados debaixo do seu braço.

O que acontece: O linfedema é um acúmulo de líquidos que causam inchaço do braço. A quantidade de inchaço varia de mulher para mulher. Algumas mulheres podem apresentar um inchaço que faz com que os anéis fiquem apertados nos dedos. Em outras mulheres, o braço pode inchar até o dobro do tamanho normal.

O linfedema pode começar logo após a cirurgia ou radioterapia, ou surgir meses ou anos depois. O mais frequente é que apareça de forma lenta. Ocorre em mulheres que tiveram os nódulos linfáticos removidos durante a cirurgia ou que receberam radioterapia na área dos nódulos linfáticos. Aproximadamente, uma em cada cinco mulheres com câncer de mama terá linfedema.

Como diminuir as chances de ter linfedema

•Tente evitar as infecções. Faça os exames de sangue e aplique injeções no braço não afetado pela cirurgia. Mantenha a pele limpa e proteja-a quando tiver cortes ou queimaduras. Use luvas quando fizer alguma atividade que possa machucar suas mãos.

• Tente evitar queimaduras. Proteja seu braço das queimaduras de sol. Use luvas para forno quando estiver cozinhando. Evite respingos de comida que estiver no fogo ou no micro-ondas. Não tome banho quente de banheira e não vá a saunas. O calor pode causar retenção de líquido.

• Tente evitar roupas ou outros itens que apertem ou pressionem o braço ou o ombro afetado.

Evite ouso de correntes ao levar bolsas. Tire a sua pressão no braço não afetado (ou na coxa quando ambos os braços estão fragilizados). Quando fizer viagens aéreas, use uma manga elástica (uma bandagem feita sob medida colocada ao redor do braço para reduzir o inchaço) para proteger-se contra mudanças na pressão. Fale com seu médico ou fisioterapeuta se você deve usar ou não a manga elástica.

• Tente evitar esforços musculares. Continue fazendo suas atividades diárias normais com o braço afetado, mas não exagere. Faça exercícios, mas não sobrecarregue o braço. Fale com o seu médico ou fisioterapeuta sobre o nível de atividade adequado para você.

O que você pode fazer: Se passou por uma cirurgia de nódulos linfáticos ou radioterapia nos nódulos linfáticos (área embaixo dos braços), procure por sinais de linfedema. Observe a parte superior de seu corpo na frente de um espelho a cada duas semanas. Converse com seu médico se notar qualquer um destes sinais:

• Sensação de inchaço ou de aperto no braço.
•Impressão de que o braço do lado do corpo em que seu câncer foi tratado parece maior do que o outro.
• Fraqueza no braço ou dificuldade para movê-lo tão bem quanto antes.
• Mudanças na pele, como se ela perdesse elasticidade.

É possível que você tenha outros efeitos colaterais. Pergunte ao seu médico sobre eles.


Após a quimioterapia, talvez você tenha dificuldade para pensar ou lembrar-se das coisas. Você também poderá ter feridas na boca. Pergunte ao seu médico sobre o que fazer com esses efeitos colaterais. Outros efeitos colaterais possíveis são os seguintes:

• Mudanças na pele e no seio. A radioterapia pode fazer com que sua pele fique mais grossa, mais vermelha (como após uma queimadura de sol) ou causar alterações no tamanho de seu seio. Essas mudanças geralmente desaparecem entre seis e doze semanas após o tratamento. A quimioterapia pode fazer sua pele ficar vermelha, ressecada, com coceira ou descamação.

• Perda de cabelo em qualquer parte do corpo e não somente na cabeça. A perda de cabelo por causa da quimioterapia pode ocorrer dias ou semanas após o início do tratamento. Tudo depende da forma com que seu organismo reagirá a ela. Após a quimioterapia, seu cabelo voltará a crescer.

• Adoecimento mais fácil. Alguns tratamentos podem debilitar seu corpo e fazer que você adoeça, sangre ou tenha hematomas mais facilmente do que antes.

• Ondas de calor, alterações vaginais e outros efeitos da terapia hormonal. Outros possíveis efeitos adversos são: secura e/ou prurido vaginal, períodos menstruais irregulares, dor de cabeça, náusea, erupção cutânea, fadiga e ganho de peso.

• Mudanças nos hábitos de evacuação. Você poderá ter prisão de ventre ou diarreia no período de tratamento com quimioterapia.

• Maiores chances de ter outro câncer. É muito raro, mas às vezes o tratamento pode facilitar o crescimento de outro câncer no corpo. Se isso acontecer, serão vários anos após o tratamento de câncer de mama.

Fonte: batalhadoras.org.br

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Os direitos do paciente com câncer.

Os portadores de qualquer tipo de câncer gozam de uma série de benefícios assegurados por lei, como saque integral do FGTS, auxílio-doença e isenção de IPVA, entre outros.

E você? Conhece os direitos do paciente com câncer?

Conheça-os: 

É fundamental conhecer os direitos do paciente com câncer porque eles podem amenizar algumas dificuldades, principalmente do ponto de vista financeiro, já que diversos cuidados essenciais ao longo do tratamento representam uma elevação dos gastos mensais e, consequentemente, uma redução do orçamento familiar.

A seguir, uma lista com a descrição dos principais direitos do cidadão com câncer.

Direitos do paciente

Amparo Assistencial ao Idoso e ao Deficiente (LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social):


Renda Mensal Vitalícia/Amparo Assistencial ao Deficiente/LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social (Lei 8.742/93). É o benefício que garante um salário-mínimo mensal ao portador de câncer com deficiência física, incapacitado para o trabalho, ou ao idoso com idade mínima de 67 anos que não exerça atividade remunerada. É preciso comprovar a impossibilidade de garantir seu sustento e que sua família também não tem essa condição, bem como que o deficiente físico não está vinculado a nenhum regime de previdência social. É necessário, ainda, fazer um cálculo para verificar se a pessoa se caracteriza como beneficiário desse amparo assistencial. Quando a renda mensal familiar (de todos os familiares residentes no mesmo endereço), dividida pelo número de familiares, for inferior a um quarto (25%) do salário-mínimo, o benefício pode ser pleiteado.

Aposentadoria por invalidez:



De acordo com a Previdência Social, possui direito ao benefício o segurado que for considerado incapaz de trabalhar e não esteja sujeito à reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta o sustento, independentemente de estar recebendo ou não o auxílio-doença. Além de outros casos, o portador de câncer terá direito ao benefício, independentemente do pagamento de 12 contribuições, desde que tenha a qualidade de segurado, isto é, que seja inscrito no Regime Geral de Previdência Social (INSS). Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência Social, já tiver doença ou lesão que geraria o benefício, a não ser quando a incapacidade resultar no agravamento da enfermidade.

Auxílio-doença:
 


Têm direito ao benefício mensal os pacientes inscritos no Regime Geral de Previdência Social (INSS), quando ficam temporariamente incapazes para o trabalho, condição que deve ser comprovada por exames realizados pela perícia médica do INSS. O portador de câncer tem direito ao auxílio-doença, desde que fique impossibilitado de trabalhar para seu sustento. No caso do contribuinte individual (empresário, profissionais liberais, trabalhadores por conta própria, entre outros), a Previdência paga todo o período da doença ou do acidente (desde que o trabalhador tenha requerido o benefício).

FGTS:



Os pacientes com câncer podem sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Na fase sintomática da doença, o trabalhador cadastrado no FGTS que tiver neoplasia maligna (câncer) ou que tenha dependente portador de câncer poderá fazer esse saque. O valor recebido será o saldo de todas as contas pertencentes ao trabalhador, inclusive a conta do atual contrato de trabalho. No caso de motivo de incapacidade relacionado ao câncer, persistindo os sintomas da doença, o saque na conta poderá ser efetuado enquanto houver saldo, sempre que forem apresentados os documentos necessários. O paciente pode aproveite para requerer a liberação do PIS/PASEP juntamente com a liberação do FGTS. São basicamente os mesmos documentos e a solicitação é feita na mesma unidade da Caixa Econômica Federal (CEF).

Isenção de imposto de renda na aposentadoria:
 


Os portadores de câncer (neoplasia maligna) estão isentos do Imposto de Renda relativo aos rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, inclusive as complementações (RIR/1999, art. 39, XXXIII; IN/SRF 15, de 2001, art. 5º, XII). Mesmo os rendimentos de aposentadoria ou pensão recebidos acumuladamente não sofrem tributação, ficando isenta a pessoa acometida de câncer que recebeu os referidos rendimentos (Lei 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV). A isenção do Imposto de Renda aplica-se nos proventos de aposentadoria ou reforma aos portadores de doenças graves, mesmo quando a doença tenha sido identificada após a aposentadoria.


Isenção de impostos como ICMS, IPI e IPVA na compra de veículos adaptados:



Os pacientes com câncer são isentos destes impostos quando apresentarem deficiência física (nos membros superiores ou inferiores), que o impeça de dirigir veículos comuns. Também podem pedir baixa de isenção para o IPVA.

PIS:


Podem realizar saque do PIS, na Caixa Econômica Federal (CEF), o trabalhador cadastrado que tiver câncer ou pessoas cujo dependente seja portador da doença. O trabalhador receberá o saldo total de quotas e rendimentos.


Quitação do financiamento da casa própria:

Pacientes com invalidez total e permanente por conta do câncer possuem direito à quitação, desde que estejam inaptos para o trabalho e que a doença tenha sido adquirida após a assinatura do contrato de compra do imóvel. Ao pagar as parcelas do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o proprietário também paga um seguro que lhe garante a quitação do imóvel em caso de invalidez ou morte. Em caso de invalidez, o seguro quita o valor correspondente ao que o interessado se comprometeu a pagar por meio do financiamento. A instituição financeira que efetuou o financiamento do imóvel deverá encaminhar os documentos necessários à seguradora responsável pelo seguro. 


Trata-se de um seguro obrigatório pago juntamente com as parcelas de quitação, na aquisição da casa própria por meio de financiamento vinculado ao SFH, objetivando amenizar ou liquidar o saldo devedor do imóvel financiado nos casos de aposentadoria por invalidez ou morte do mutuário. A quitação do imóvel ocorrerá quando da morte do mutuário ou da aposentadoria por invalidez permanente, decorrentes de qualquer diagnóstico (inclusive câncer), sendo que o início da doença deverá ser posterior à assinatura do contrato para o financiamento.

Transporte coletivo gratuito:


Alguns municípios dão direito à passagem livre nos transportes coletivos.

Para maiores informações acesse o site do: Inca.

Ela teve câncer, mas agora, deseja ser mãe...

O tema é atualíssimo, pois o câncer - em escala mundial - vem atingindo cada vez mais mulheres mais jovens, com menos de 40 anos e em idade reprodutiva.



Estima-se também que nos EUA, sejam registrados anualmente cerca de 70 mil casos de câncer entre pessoas de 19 a 39 anos. No Brasil, não há dados por faixa etária que mostrem a realidade dos jovens com câncer em todo o país. A Fundação Oncocentro de São Paulo contabilizou 23.138 novos casos em pessoas com 19 a 39 anos de 2000 a 2007, em 63 hospitais estaduais que têm atendimento oncológico.

Como o registro é parcial e não considera o setor privado, os números podem ser muito maiores. Há a suspeita de que a incidência de alguns tipos de câncer esteja realmente aumentando entre os jovens e que isso tenha a ver com fatores genéticos e ambientais, como alimentação e sedentarismo.

Acompanhando o mesmo perfil da magnitude observada no mundo, o câncer de mama é um dos que têm acometido cada vez mais mulheres jovens no Brasil. Apesar de o pico do número de casos ainda estar entre 45 e 50 anos, dados também da Oncocentro mostram que o câncer de mama é o segundo mais frequente entre os 19 e os 39 anos, com 3.554 casos de 2000 a 2007. No primeiro lugar do ranking da Oncocentro, está o câncer de colo do útero, com 5.071 mulheres diagnosticadas no mesmo período. 

O aumento desse tipo de tumor está diretamente ligado a aspectos ambientais, pois é causado pelo HPV, vírus sexualmente transmissível que pode gerar alterações no útero. Como essas alterações demoram, em média, de 15 a 20 anos para gerar um câncer, a doença costuma ocorrer em mulheres de 35 a 45 anos, ainda na idade reprodutiva.

Quando o câncer afeta uma paciente jovem - apesar de o adulto jovem receber melhor os tratamentos contra o câncer - é preciso observar algumas peculiaridades dessa fase da vida, antes de iniciar o tratamento oncológico. A preservação da fertilidade é um fator muito importante nos tratamentos de mulheres mais jovens.

Muitas pacientes ainda não tiveram filhos e alguns medicamentos podem prejudicar o seu sistema reprodutivo. Dependendo do tipo de tumor é possível combinar remédios menos invasivos. Mas, se for impossível preservar a fertilidade destas pacientes, as técnicas de reprodução humana assistida podem auxiliar estas mulheres.

Pesquisas americanas apontam que a preservação da fertilidade é a maior preocupação das jovens com câncer de mama. Em, aproximadamente 29% das vezes, esta preocupação influencia na decisão terapêutica a ser adotada. Por isto, é cada vez mais importante a atuação conjunta do especialista em reprodução humana com o oncologista, o ginecologista e o mastologista, visando preservar e restaurar a fertilidade desta paciente.

Potenciais efeitos do tratamento do câncer em mulheres jovens:

- Interferência no funcionamento do hipotálamo e da hipófise;

- Perda da função uterina normal;

- Destruição total ou parcial da reserva de óvulos no ovário, ocasionando falência ovariana imediata ou em tempo variável;

- Dificuldade de predizer o potencial reprodutivo futuro.

Reprodução assistida e câncer

Hoje, os tratamentos da Reprodução Humana Assistida permitem tanto a preservação da fertilidade da paciente com câncer, quanto a obtenção da gestação, após o tratamento oncológico. Em cada caso, a equipe multidisciplinar que atende esta jovem paciente definirá a melhor opção terapêutica.


Para preservar a capacidade reprodutiva das pacientes com câncer, é possível:

- Congelar óvulos, pois a infertilidade causada pelo tratamento da doença pode ser permanente. O óvulo pode ser congelado por vários anos. Depois da cura do câncer, a fertilização será feita com o esperma do homem que será o pai. A técnica ainda apresenta poucos resultados positivos no mundo. As condições para gravidez com óvulos congelados, atualmente, atingem 20%;

- Congelar pré-embriões. O congelamento de pré-embriões sempre gerou uma discussão social muito fervorosa, principalmente devido a questões éticas e religiosas. O embrião também pode se manter congelado por um tempo indefinido, mas muitas religiões consideram que a vida se inicia no momento da concepção. O embrião, portanto, é tratado como um ser vivo. Seu eventual descarte pode ser considerado uma conduta anti-ética. Uma outra dificuldade do congelamento de pré-embriões é que, se a mulher quiser implantá-los, terá de pedir autorização ao pai, ou seja, ao parceiro que fecundou o óvulo;

- Congelar fragmentos do ovário, que posteriormente, podem ser transplantados novamente para a paciente ou submetidos a uma técnica laboratorial de amadurecimento in vitro. Ao se submeter à quimioterapia ou/e à radioterapia, os folículos dos ovários da paciente portadora de câncer serão destruídos e não se recomporão mais. 

Por isso, o especialista em Reprodução Humana Assistida faz a retirada de uma parte superficial destes órgãos, antes da mulher se submeter a estes tratamentos. Esses fragmentos podem ser reimplantados mais tarde e a mulher passará a ovular novamente. Poderão se beneficiar do congelamento de fragmentos do ovário mulheres com câncer de mama, de colo de útero, e ainda, leucemia, linfoma e sarcomas.


Para obter a gestação, após o tratamento oncológico, é possível:


- Empregar altas doses de gonadotrofinas. As gonadotrofinas são drogas feitas a partir de hormônios retirados da urina da mulher na menopausa. Essas substâncias são largamente utilizadas nos procedimentos de fertilização in vitro e fazem com que a mulher produza uma quantidade maior de óvulos;

- Recorrer à ovodoação. No Brasil, a Resolução CFM Nº 1358/92 regulamenta que a doação deverá ser gratuita e a identidade dos doadores mantida em segredo. Uma análise desta regulamentação revela que do ponto vista ético, o fundamental seria a preservação do anonimato entre receptores e doadores. O processo de ovodoação se dá por meio da fertilização in vitro. A doadora deverá passar por um processo de indução da ovulação indicado para o bebê de proveta. 

Paralelamente, a receptora recebe hormônios que preparam o endométrio para receber os embriões. Enquanto os óvulos se desenvolvem na doadora, o endométrio da receptora fica mais espesso, a cada dia. Quando os óvulos da doadora forem aspirados, parte deles serão encaminhados para a receptora, sendo fertilizados com o sêmen do próprio marido. Em seguida, os embriões são transferidos para cada uma das pacientes;

- Fazer a doação temporária do útero. Mais conhecida como barriga de aluguel , esta alternativa terapêutica que também é regulada pela Resolução CFM Nº 1358/92 - prevê que a doação temporária de útero não poderá ter caráter lucrativo ou comercial e as doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética.

Fonte: minhavida.com.br

Cenoura é a nova vedete contra o câncer de mama!

A menopausa causa temor entre as mulheres, e não só pelas transformações hormonais. Os riscos de câncer de mama, por exemplo, também crescem a partir desta fase: não à toa, a mamografia precisa ser feita anualmente a partir dos 40 anos de idade. Mas, além dos exames preventivos, a dieta também pode ajudar a afastar esse tipo de tumor.


Adicionar porções diárias de cenoura nas refeições é a dica mais recente dos médicos no combate à doença. A indicação é resultado de uma pesquisa realizada recentemente. Os médicos descobriram que o poder dos nutrientes presentes nos vegetais alaranjados, ajuda as células a permanecerem saudáveis por mais tempo a novidade foi anunciada após um acompanhamento rigoroso de 12 mil pacientes, 5.700 com diagnóstico de câncer de mama e 6.300 mulheres saudáveis, para controle.

"Por causa do betacaroteno, a cenoura une diversos benefícios à saúde: atua como antioxidante, beneficiando a visão noturna, aumenta a imunidade, dá elasticidade à pele, brilho aos cabelos e fortalece as unhas, além de atuar no metabolismo de gorduras", afirma a nutricionista Roberta Stella.

Mas os cuidados precisam começar antes da menopausa os nutrientes não têm efeito quando a menstruação já foi, definitivamente, interrompida, de acordo com a pesquisa. Comer, pelo menos, duas porções diárias de alimentos ricos em caroteno diminui em até 17% os riscos de câncer de mama.
 

A notícia é um alento, principalmente, quando se tem em vista as principais causas relacionadas, atualmente, ao câncer de mama: a idade da primeira menstruação, fatores genéticos ou o nascimento do primeiro filho. Enquanto nenhum desses elementos pode ser alterado, a dieta pode ser adaptada a padrões mais saudáveis a qualquer instante.

Curiosidades: Trabalhar à noite pode aumentar risco de câncer de mama.

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é responsável pela morte de milhares de mulheres todos os anos. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estão previstos mais de 52 mil novos casos no Brasil neste ano. Um possível fator de risco que pode estar contribuindo com esse número é trabalhar no período noturno, aponta um novo estudo publicado recentemente.


Para chegar a essa conclusão, uma equipe acompanhou três mil mulheres durante três anos. Das participantes, 11% trabalhavam ou já haviam trabalhado de noite. Os pesquisadores observaram, então, o impacto da vida profissional das voluntárias sobre a sua saúde.

Os resultados mostraram que a chance de desenvolver câncer de mama foi 30% maior entre as mulheres que trabalhavam ou haviam trabalhado no período noturno do que aquelas que nunca haviam trabalhado à noite. O risco se mostrou ainda maior entre as participantes que trabalhavam em turnos variados, sendo de um a três dias no período noturno. 


Outra descoberta foi o aumento do risco entre as mulheres que haviam trabalhado de noite antes da primeira gravidez, explicado pelo fato de que as células mamárias podem ser mais vulneráveis antes da primeira gestação.

Para os autores do estudo, uma possível explicação seria o fato de o trabalho no período noturno atrapalhar o ritmo circadiano, ou seja, período no qual se baseia o ciclo biológico do ser humano. Ele regula funções desde a digestão até o estado de vigília e é fundamental para o bom funcionamento do organismo. Suspeita-se, assim, que a alteração desse ritmo leve à disfunções que poderiam gerar um câncer.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os sete principais alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama.

Em teoria, todo mundo deveria seguir uma dieta balanceada com muitas frutas, verduras, legumes e grãos formando um prato bastante colorido. Na prática, entretanto, as coisas funcionam de forma bem diferente e a maioria das pessoas só percebe a importância dos bons hábitos alimentares quando aparece alguma doença. Entre elas, o câncer de mama. Segundo a nutricionista Débora, mudanças na alimentação acontecem logo após a primeira consulta.


"Isso acontece não porque as condições de saúde exigem tratamento especial, mas porque, na maioria das vezes, faltam nutrientes essenciais que ajudariam na prevenção desse tipo de câncer", afirma. Se você acha que anda com as refeições meio sem graça, veja as dicas das especialistas para colocar mais cor no seu prato e reforçar a saúde.

Frutas Vermelhas


"Frutas vermelhas, como framboesa e amora, contêm anticancerígenos chamados antocianinas que retardam o crescimento de células pré malígnas e evitam a formação de novos vasos sanguíneos, que podem alimentar um tumor", explica a nutricionista. Esses alimentos também são ótimas fontes de vitamina C, flavonóides e fibras, essências ao funcionamento do organismo.

Cenoura

Uma pesquisa revelou que a cenoura é um alimento eficaz na prevenção contra o câncer de mama. A descoberta surgiu após o acompanhamento de 12 mil mulheres, 5.700 com câncer de mama e 6.300 saudáveis, que serviram como grupo de controle. Após terem sua dieta controlada, constatou-se que consumir duas porções do vegetal todos os dias reduz o risco de desenvolver a doença em até 17%. 

Segundo a nutricionista Débora, isso acontece graças ao beta caroteno, que protege o DNA contra a oxidação, evitando a formação de radicais livres. De acordo com o estudo, entretanto, tal porcentagem só pode ser atribuída a mulheres na pré menopausa.

Uva


De acordo com Débora, estudos já mostraram que flavonóides, presentes na uva, podem retardar o crescimento de células malignas no organismo. A especialista alerta, entretanto, para que os adoradores de vinho tinto não abusem da bebida com a alegação de que ele faz bem para a saúde. O excesso de álcool prejudica todo o metabolismo e pode ser vir de gatilho a outras doenças, além de fragilizar a imunidade.

Romã

Um estudo mostrou que romãs podem ajudar na prevenção contra o câncer de mama. Eles analisaram a interação dos compostos do fruto com a enzima aromatase, responsável pela produção de estrogênio e fundamental para o surgimento de células cancerígenas. Concluíram, então, que o fruto inibe sua ação.

Brócolis


"Por meio do estímulo das enzimas do corpo, o sulforano, presente nos brócolis, elimina substâncias que podem originar células cancerígenas no corpo", aponta Daniela. Outros vegetais que também produzem esse efeito são a couve-flor e o repolho. Recomenda-se o consumo de meia xícara de chá do alimento por dia.

Especiarias


Pesquisadores afirmam que especiarias, como pimenta preta e curry, podem atuar na diminuição do aparecimento de células cancerígenas sem danificar as células saudáveis da mama. De acordo com Daniela Cyrulin, o efeito se dá pelos polifenois, antioxidantes que possuem ação antiinflamatória.

Soja

Soja e derivados, como leite de soja e tofu, contêm nutrientes em sua composição chamados fitoestrogênio. Ele é similar ao hormônio estrogênio natural, produzido pelo corpo feminino a partir da adolescência e, por isso, ocorre uma competição entre ambos dentro do nosso organismo. "Essa disputa interfere em enzimas importantes para o desenvolvimento de células cancerígenas", afirma a nutricionista Débora.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Passe longe do câncer de mama com 11 hábitos saudáveis.

O câncer de mama é o tumor que mais mata mulheres no Brasil - mais 10 mil óbitos por ano, segundo o Ministério da Saúde. A maneira mais popular para a detecção precoce desse câncer é o autoexame de toque.

Já a mamografia e o ultrassom de mama são os exames mais precisos, que podem diagnosticar o tumor na mama. "O rastreamento mais viável para reverter esse quadro é a mamografia. Ela consegue encontrar tumores menores do que um centímetro. Nesse estágio, 95% dos casos são tratáveis", explica o oncologista do Hospital Albert Einstein.

Além do diagnóstico precoce, existem hábitos que ajudam a evitar o desenvolvimento dessa doença.
Confiram agora quais são eles e aumente a sua proteção.


Exercícios


Um estudo realizado apontou que adolescentes praticantes de exercícios físicos intensos diminuem as chances de sofrer de câncer de mama na fase adulta em até 23%. Nessa análise, a prática de atividade física deveria começar por volta dos 12 anos e durar por pelo menos dez anos para que a proteção contra a doença seja notada. Os pesquisadores relatam que isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio relacionado ao risco de câncer.


Amamentação


Além de trazer inúmeros benefícios para o bebê, a amamentação mantém a saúde das mamães em dia. Segundo um estudo, mulheres que amamentam os seus filhos por, pelo menos, seis meses têm 5% menos chances de desenvolver câncer de mama.

Ômega 3


Pesquisadores mostraram que óleo de peixe pode diminuir em até 32% as chances de câncer de mama. Isso acontece pela ação antioxidante do ômega 3, ácido graxo encontrado em abundância nos óleos de peixe.

Estresse


O estresse está entre os fatores de risco para câncer de mama. "Alguns estudos mostraram que as mulheres que vivem uma rotina muito agitada e estressante têm quase o dobro de chances de desenvolver a doença", explica o especialista.

Ainda não se sabe muito bem porque o estresse aumenta as chances de câncer de mama, mas a relação entre os dois é bastante evidente. Técnicas de respiração, meditação e relaxamento, praticadas em Tai Chi e ioga, ajudam a controlar o estresse e a ansiedade.

Soja


“Alguns estudos observaram que a incidência de câncer de mama é menor em países asiáticos e descobriram que o consumo de soja e seus derivados, comum nesses países, ajuda na prevenção da doença”, diz o médico.

Segundo o especialista, isso se deve ao fato de a soja ser rica em estrógenos vegetais, um tipo de isoflavona que tem características bastante parecidas com o estrógeno, mas que não aumenta a proliferação de células mamárias, fator que aumenta as chances de câncer de mama.  

Longe do Álcool


De acordo com o médico Arthur Guerra, coordenador do Curso Médico da Faculdade de Medicina do ABC, o consumo de apenas 14 gramas de álcool por dia pode aumentar as chances de câncer de mama em 30%.

"O mecanismo de ação pelo qual o consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama ainda permanece desconhecido, mas sabemos que o álcool influencia as vias de sinalização do estrógeno, hormônio fortemente associado ao câncer de mama", explica.


Peso sob controle


Ao atingir a menopausa, mulheres com sobrepeso ou obesidade correm mais risco de desenvolver câncer de mama. E mais: o excesso de peso ainda aumenta as chances do câncer agir de forma mais agressiva. Um dos principais hormônios produzidos pelo tecido adiposo (formado por gorduras) é o estrógeno. Esse hormônio provoca a reprodução celular que, se for descontrolada, pode causar câncer de mama.

De olho no histórico familiar


A maioria das mulheres devem começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas, para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar mais cedo. "Se um parente próximo teve câncer de mama aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos, por exemplo", ratificou o especialista.

Atenção a outros sintomas.


Muitas mulheres não sabem, mas a aparição de caroço ou nódulo no seio não é o único sintoma da doença. "Além do caroço, outros sintomas como alterações na auréola e a presença de secreções podem ser um sinal de câncer de mama", diz o mastologista. Ao notar um ou mais desses sintomas, a mulher deve procurar rapidamente um profissional e perguntar se é preciso fazer mamografia.

Dieta rica em vegetais


Mulheres que consomem vegetais com frequência têm até 45% menos chances de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado recentemente. Alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes são ricos em aminoácidos com um papel importante na prevenção e tratamento de câncer de mama.

Cuidado com a reposição hormonal


Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Segundo o especialista, tal reposição - principalmente de esteroides, como estrógeno e progesterona - pode aumentar as chances de câncer de mama. "Está comprovado que o uso de reposição hormonal aumenta claramente o risco das mulheres desenvolverem esse tipo de câncer. Por isso, o uso de estrogênios em mulheres deve ser evitado", explica o especialista.

Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário.
Como alternativa à reposição hormonal, o especialista indica que a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada ajudam a controlar o aumento de peso e evitar doenças vasculares e osteoporose, principais preocupações das pessoas que entram nesse período feminino. "Com essas medidas, normalmente não é preciso fazer reposição hormonal de estrógeno ou progesterona", explicou.

Café


Tomar até cinco xícaras de café por dia tem um fator de proteção contra uma forma agressiva de câncer de mama, segundo um estudo recente. Os cientistas afirmam que as mulheres que tem esse hábito podem ficar até 57% mais protegidas. Mas é preciso tomar cuidado com o consumo excessivo de café, ainda mais se você tiver hipertensão ou sofrer de insônia. Por isso, consulte a opinião do seu médico antes de aumentar o consumo dessa bebida.