terça-feira, 29 de abril de 2014

Guia saudável pra você que se alimenta diariamente nos restaurantes por quilo.

Nós reunimos 12 dicas para perder peso comendo no quilo.

Basta saber fazer a escolha certa:

As tentações que são oferecidas pelos restaurantes por quilo prejudicam qualquer dieta. Mas com determinação é possível resistir a elas e ainda emagrecer.

Confira as 12 dicas dadas pela nutricionista Adriana Gomes.

Prato


Em geral, o de restaurante por quilo é maior que o de casa. Para não errar na quantidade, o ideal é não deixar que a comida ocupe mais espaço do que uma mão aberta ou então comer no prato de sobremesa.

Truque


Capriche na salada e nos legumes. Além de nutritivos, o volume deles no prato dá a impressão de que se está comendo bastante. "Varie a combinação de folhas e legumes", diz Adriana.

Pule estes


Além das conservas, queijos e pratos com maionese são gordos e tem muito sódio, o que leva à retenção de líquido. Um golpe para a sua dieta!

Tempero


Evite usar molhos prontos para dar sabor à salada. Use só uma colher (sopa) de azeite, um pouco de vinagre e uma pitadinha de sal.

Arroz


Coma até três colheres (sopa) do tipo integral. "Tem fibras, que demoram mais para ser digeridas, prolongam a saciedade e, por isso, driblam a fome."

Menos é mais


Prefira meia concha de feijão simples em vez de grãos em caldos temperados, que são bem mais gordos.

Frituras, não!


Em vez de empanados ou fritos, opte por carne, frango ou peixe grelhado ou assado. "O filé não pode ter gordura nem ser maior que a palma da sua mão", diz Adriana. E esqueça as carnes embutidas (linguiça).

Compare



A carne de panela com molho, apesar de mais calórica que um filé grelhado, é mais saudável do que o estrogonofe, que tem creme de leite. Resista!

Massas


Reserve só uma refeição da semana para elas. Opte por opções sem recheio. Uma quantidade equivalente à sua mão fechada é o suficiente. Escolha molho bolonhesa, que são menos calóricos. Não se esqueça de colocar no prato proteína e salada.

Acompanhamento


Há uma grande diferença entre creme de milho e couve refogada. Além de deixar a refeição mais cara porque pesa, o creme de leite usado no molho é muito calórico.

Substitua


Cheia de queijo, a omelete preparada nos restaurantes pode ter muito óleo. "Prefira dois ovos cozidos. Pode comer a gema", afirma Adriana.

Tentações


Se não conseguir fazer vista grossa à batata frita e aos pastéis, cometa esse pecado só uma vez na semana. "Mas coma no máximo oito palitos de batata e nada mais de carboidrato", alerta a nutricionista.

Aprenda controlar os estragos da hipertensão com a alimentação.

A cada dois minutos, uma pessoa morre por conta dos males cardiovasculares no Brasil.

Por trás do número indiscutivelmente alarmante, muitas vezes se esconde a hipertensão, um problema pra lá de traiçoeiro, porque é capaz de permanecer anos sem dar sinais. Ainda bem que, detectada precocemente, a situação não exige medidas drásticas. Muito pelo contrário: elas podem ser saborosas, como pesquisas recentes têm comprovado ao relacionar certos alimentos a um menor aperto nos vasos sanguíneos.

Destacamos oito companheiros nessa empreitada. Eles vão garantir que ela seja bem menos árdua!

Suco de beterraba


Em estudos anteriores, cientistas da Universidade Queen Mary, no Reino Unido, mostraram que essa receita conseguiu derrubar a pressão em indivíduos que não penavam com o problema. Agora, notaram que o benefício é até mais expressivo em quem já tem hipertensão. Dos 15 pacientes que participaram da nova análise, aqueles que tomaram 250 mililitros de suco de beterraba viram a pressão sistólica despencar cerca de 10 mmHg. Isso significa que, se uma pessoa tem pressão de 140 por 90 mmHg, ao tomar o refresco a medida cairia para 130 por 90 mmHg.

Dica: na investigação, o refresco foi feito com duas beterrabas. Se preferir, você pode usar o vegetal em sanduíches e saladas. "É melhor optar pelo alimento cru porque o cozimento causa perdas nutricionais", aconselha a nutricionista Regina Pereira. "Há evidências de que o excesso de nitrato é tóxico", salienta.

Clara de ovo


Ao contrário da gema, essa parte do alimento não tem colesterol. Só que essa não é sua única vantagem. Eles descobriram que a clara tem boas doses de um peptídeo capaz de inibir uma enzima cuja tarefa é formar a angiotensina substância que contribui para o estreitamento dos vasos e a elevação da pressão. A ação seria similar à do captopril, medicamento usado com a mesma finalidade. Infelizmente, a análise não se dedicou a avaliar a melhor forma de consumo ovos ou cápsulas com o peptídeo? De qualquer maneira, a revelação empolga. "Quanto mais natural for o tratamento, melhor", opinou o cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (Incor).

Dica: Dá para fazer ovo mexido só com a clara ou usá-la em uma omelete com legumes. Mas atenção: apesar de não haver restrição de consumo, ela tem muita proteína. O exagero diário pode, portanto, sobrecarregar os rins.

Chocolate


Uma revisão de 20 trabalhos científicos, com mais de 800 participantes, concluiu que o doce contendo de 50 a 85% de cacau faz a pressão cair cerca de 3 mmHg. Basta se deliciar com um quadrado ou, no máximo, uma barrinha. "Os flavonoides do cacau propiciam a formação de óxido nítrico, que, por sua vez, relaxa os vasos sanguíneos", descreveu a diretora de pesquisa do Instituto Nacional de Medicina Integrativa, em Melbourne, na Austrália. Segundo ela, os resultados reforçam as evidências de que uma dieta rica nessas substâncias que também estão no chá-verde, no vinho e nas frutas vermelhas protege o coração.

Dica: Os trunfos do chocolate são decorrentes da presença de cacau, visto em abundância na versão amarga. Por isso, maneire nos chocolates ao leite e branco, pobres no ingrediente que derruba a pressão.

Uva-passa


Vem do Centro de Pesquisa em Aterosclerose e Metabolismo de Louisville, nos Estados Unidos, um experimento que associou a ingestão de passas a uma redução na pressão de pessoas no principio da hipertensão. "Isso talvez seja mérito dos antioxidantes detectados na casca do alimento", supõe Heno Lopes. Em análise na também americana Universidade de Connecticut, a uva natural, sem ser desidratada, se mostrou igualmente benéfica. "Demos aos voluntários dois copos da fruta fresca por dia", contou a cientista de alimentos da instituição.

Dica: a fruta in natura tem mais água do que as passas. Estas são menores, o que pode culminar no consumo exagerado. O perigo é que em 100 gramas há 270 calorias. Moral da história: pare na segunda colher de sopa.

Nozes


A relação entre elas e o controle da hipertensão ainda gera bafafá. No entanto, em um recente ensaio clínico com mais de 7 mil pessoas, o uso das nozes e de outras oleaginosas, como amêndoas e avelãs, ajudou, sim, a evitar os picos de pressão. Cabe frisar que toda essa turma seguia a dieta mediterrânea, abastecida de outros itens saudáveis.

Leguminosas


Experts da Universidade de Toronto, no Canadá, recrutaram portadores de diabete do tipo 2 para comer uma xícara diária de leguminosas, a exemplo do feijão ou seja, nenhum sacrifício. Surpreendentemente, a intervenção não só melhorou os níveis de açúcar correndo pelo sangue como também aliviou as artérias tensionadas. "O feijão possui baixo índice glicêmico, prevenindo os picos de glicose. Com isso, também fica mais fácil controlar a pressão", raciocina a nutricionista Camila, do Hospital do Coração, na capital paulista.
Dica: ao preparar o feijão, abra mão de temperos industrializados, lotados de sódio. Experimente refogá-lo com alho e cebola e também adicionar ervas.

Chá-verde


De fato, a bebida é abastecida de muitos aliados contra a hipertensão. A prova está na tese de doutorado de Lívia Nogueira, apresentada no programa de pós-graduação de Fisiopatologia Clínica e Experimental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Depois de dar três cápsulas do extrato o equivalente a três xícaras de chá a mulheres quase hipertensas todos os dias, por quatro semanas, ela observou uma baixa significativa na pressão arterial. "O ponto positivo é que o chá tem poucas calorias", analisou o coordenador Antônio.

Só que goles em demasia podem ser tóxicos para o fígado. Logo, nada de trocar xícaras por jarras.

Dica: Quem é muito sensível à cafeína, outra substância do chá-verde, deve recusá-lo à noite para não ter o sono prejudicado. Tem mais: evite bebê-lo muito perto das grandes refeições, pois ele atrapalha a absorção de ferro. Por fim, para garantir o total aproveitamento dos desses compostos, consuma após o preparo, quente ou gelado.

Iogurte


Um curioso elo foi apontado por pesquisadores nos Estados Unidos. Após avaliar os hábitos alimentares de 2 mil pessoas por 15 anos, eles perceberam que consumir potinhos de 200 gramas de iogurte com baixo índice de gordura a cada três dias poderia reduzir em 31% o risco de desenvolver hipertensão. Para a nutricionista Regina Pereira, a explicação está no cálcio. "Na sua ausência, há aumento na concentração de vitamina D. Isso sinaliza para o corpo que é preciso preservar o pouco cálcio que resta", informa. O problema é que, aí, ele adere à parede dos vasos, gerando um aumento da pressão lá dentro. Para escapar de desastrosas consequências, é só caprichar na ingestão de lácteos magros.

Dica: "em vez de simplesmente acrescentar o iogurte à dieta, é importante que ele substitua algum item calórico ou pouco saudável", ensinou a pesquisadora da Universidade Tufts.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Conheça as 11 causas comuns para a tontura.

Anemia


Quando o corpo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina — proteína que transporta oxigênio no sangue — a pessoa pode ter tontura, entre outros sintomas, se não houver tratamento.

Gripe


Pode obstruir a cavidade nasal. Com o nariz congestionado, outras áreas são afetadas e podem trazer consequências diretas ao labirinto, causando a tontura.

Enxaqueca


As dores de cabeça podem vir acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz. Em alguns casos, a enxaqueca pode vir junto com tontura.

Síndrome metabólica


Problemas como diabetes ou colesterol alto também podem causar tonturas. No caso do colesterol, por exemplo, há um engrossamento do sangue que prejudica a oxigenação do labirinto — fazendo com que o sintoma ocorra.

Transtornos de ansiedade


Sintomas como respiração ofegante, taquicardia e tontura podem ser sintomas de uma crise de ansiedade.

Distúrbios hormonais


A menopausa ou distúrbios na tireoide comprometem o labirinto. Nesse caso, a tontura pode não ser permanente, mas recorrente.

Distúrbios neurológicos


Entre 10 e 15% das tonturas tem origem neurológica, como os tumores que envolvam o próprio labirinto ou os nervos que saem dele, além de doenças degenerativas.

Lesões


Uma pancada forte na cabeça pode afetar o labirinto. Um trauma acústico também - por exemplo, se uma pessoa ficar próxima de uma caixa acústica potente poderá ter tontura. 

Medicamentos


Alguns medicamentos têm a tontura como efeito colateral. Por isso, é importante questionar o médico sobre as reações adversas dos remédios.

Distúrbios na visão


Problemas visuais, como distúrbios de refração (como miopia, hipermetropia, astigmatismo), e alterações na pressão intraocular podem dar a falsa sensação de movimento, causando tontura.

Doenças cardiovasculares


Arritmias, hipertensão e alterações dos vasos que levam o sangue para o ouvido, como é o caso da aterosclerose, alteram o fluxo de sangue que vai até o labirinto.

11 passos para uma gravidez saudável.

Medicamentos


"Qualquer remédio, mesmo aqueles que parecem inofensivos, como anti-inflamatórios, devem passar pela análise do obstetra", diz o ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein.

Confira os medicamentos que merecem mais atenção:

Antidepressivos: O uso desse tipo de medicamento durante e, principalmente, na reta final da gravidez duplica as chances de gerar filhos com problemas de hipertensão pulmonar persistente, uma doença rara que eleva a pressão no pulmão e provoca dificuldades na respiração, cansaço e tosse. Essa foi o que constatou um estudo desenvolvido na Suécia. 

Anti-inflamatórios: Uma pesquisa relacionou o uso de anti-inflamatórios no início da gravidez a 2,4 maiores riscos de aborto espontâneo. O perigo não foi associado ao uso da aspirina. A explicação seria a de que esses anti-inflamatórios afetam a produção de prostaglandina, um ácido graxo que tem sua produção declinada no útero no início da gravidez. Assim, eles alterariam os níveis normais do ácido nessa fase. O maior problema é utilizá-los durante o terceiro trimestre de gestação, quando termina a formação do feto. 

"Os anti-inflamatórios podem ter um impacto negativo no fechamento de canais do sistema cardiorrespiratório fetal. Isto é, eles podem causar problemas cardiológicos no bebê” disse Alberto.

Peso


Peso demais ou peso de menos pode prejudicar a gestação, por reduzir a oferta de nutrientes e oxigênio ao bebê. "O ganho de peso planejado contribui para a boa evolução do cérebro do feto, além de manter a mãe longe da diabetes gestacional e da doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG)", completou Alberto.
Obesidade durante a gestação pode dobrar as chances de o bebê morrer antes de um ano de vida. A morte seria causada por problemas relacionados ao sobrepeso, como hipertensão e diabetes gestacional. Segundo os dados desse estudo, o risco de vida dos filhos de mulheres com obesidade era de dezesseis mortes para cada 1 000 nascimentos (1,6%). Já entre aquelas que tinham o peso considerado normal, o risco era de nove mortes para cada 1 000 nascimentos (0.9%). 

Outro estudo constatou que filhos de mulheres obesas e fumantes têm maiores riscos de sofrer problemas cardíacos. Segundo os pesquisadores, gestantes que apresentavam esses dois fatores tiveram 2,5 mais chances de gerar filhos com doenças congênitas do coração, comparadas às que eram fumantes ou às que estavam acima do peso.

Suplementação


Ferro: A deficiência deste mineral é a mais comum no mundo e a principal causa de anemia na gravidez. Um estudo da Universidade Harvard descobriu que grávidas que fazem o uso de suplementos diários de ferro de até 66 miligramas têm menores riscos de darem à luz a bebês com baixo peso. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que as gestantes façam o uso de 60 miligramas de ferro todos os dias. 

Vitamina D e cálcio: A falta de vitamina D prejudica a absorção de cálcio pelo organismo e pode fazer com que grávidas tenham filhos com baixo peso. Segundo uma pesquisa, gestantes com menores índices da vitamina no primeiro trimestre da gravidez (ou até a 14ª semana) apresentam duas vezes mais risco de parir bebês com baixo peso, comparadas àquelas com níveis mais altos do nutriente.

Ácido fólico: Segundo um estudo realizado nos Estados Unidos, a suplementação em 400 microgramas diárias no nutriente, que também chamado de vitamina B9, durante o período compreendido entre quatro semanas antes da concepção e oito semanas após o início da gestação reduz em 40% as chances de o filho ter autismo.

Hipertensão


A hipertensão durante a gravidez (chamada de doença hipertensiva específica da gravidez) é maléfica não só para a gestante, mas para o bebê — a enfermidade afeta habilidades de pensamento, raciocínio e aprendizagem da criança em toda a sua vida. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita pela Universidade de Helsinki, na Finlândia. O impacto negativo seria consequência da mudança de ambiente do útero quando a pressão arterial está elevada, afetando o período pré-natal. Os cientistas constataram que os problemas de cognição apresentados até na velhice podem ter sido originários dessa fase. "Dieta controlada e hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas duas ou três vezes por semana, podem minimizar os efeitos maléficos dessa doença, já que sua causa não é comprovada", finalizou Alberto.

Diabetes gestacional


O diabetes gestacional, que aparece durante a gestação e some depois do parto, pode afetar o pâncreas do bebê e predispor mãe e filho ao diabetes no futuro. Além disso, a doença está relacionada ao risco da mãe desenvolver doenças cardíacas na meia-idade. O estudo, que durou vinte anos, descobriu que o diabetes gestacional pode ser um fator de risco para o aparecimento da aterosclerose, caracterizada pelo entupimento dos vasos sanguíneos, e pode causar infarto e AVC.

Atividades físicas


Grávidas que se mantêm em movimento geram bebês com cérebros mais desenvolvidos. Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, acompanharam a atividade cerebral de recém-nascidos até completarem doze dias de vida. Segundo eles, gestantes que praticavam ao menos 20 minutos de atividades cardiovasculares de intensidade moderada, como a caminhada, três vezes por semana a partir do segundo trimestre de gravidez tiveram filhos com o cérebro mais desenvolvido do que as mães sedentárias.

A recomendação é que se pratique exercício duas ou três vezes por semana, e que sejam de baixo impacto nas articulações e não obriguem a grávida a fazer um grande esforço no abdômen. As atividades mais recomendadas são hidroginástica, ioga, pilates e caminhada, sempre com acompanhamento de um profissional.

Álcool


O consumo de bebida alcoólica, mesmo pequeno, é ligado ao parto prematuro, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha. O risco do parto antes da 37ª semana de gestação foi duas vezes maior nas grávidas que beberam mais do que duas doses de álcool por semana no primeiro trimestre de gravidez, comparadas às que não beberam nenhuma gota. 

Outro estudo revelou que o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez pode levar à depressão durante e após a gestação. A média de consumo de álcool relatado na pesquisa foi de quase catorze doses (ou 163,7 gramas) durante os nove meses de gravidez, índice considerado alto — já que o que é recomendado é a abstinência total durante esse período.

Alimentação


Manter uma boa dieta durante toda a vida é essencial, principalmente durante a gravidez. Seguir dietas extremamente restritivas no início da gravidez, porém, pode comprometer o desenvolvimento cerebral do feto. A carência de nutrientes e de calorias nesse período reduz a formação das conexões entre as células e das divisões celulares do bebê. Além disso, regimes drásticos podem afetar as sinapses entre as células cerebrais do feto, o que altera os genes e causa problemas comportamentais na criança.

Tabagismo


A cada tragada da mãe, o feto recebe uma enxurrada de mais de 4 300 substâncias tóxicas que a placenta não consegue filtrar. "Seria como se o bebê ficasse numa câmara de gás", explicou Alberto. O cigarro, em qualquer quantidade, é contraindicado durante a gestação.

Uma pesquisa feita pelo Centro Médico da Universidade Erasmus, na Holanda, constatou que o tabagismo pode causar deficiência no desenvolvimento cerebral do bebê, por provocar o estreitamento das veias da gestante e, assim, dificultar a chegada de nutrientes e oxigênio ao feto. Segundo os cientistas, o bebê poderá ter problemas comportamentais e emocionais na infância, como depressão e ansiedade.

Já um estudo publicado no periódico "Environmental Health Perspectives" constatou que gestantes tabagistas são mais propensas a terem filhos com transtornos do espectro autista. Dentre as participantes que geraram bebês com o problema, 11% fumaram durante a gestação. 

Além disso, um estudo mostrou que fumar durante a gestação aumenta em quatro vezes as chances de gravidez fora do útero — a chamada gravidez ectópia. A cotinina, uma substância presente no cigarro, aumenta a concentração da proteína PROKR1 nas trompas de falópio. Isso impede a contração dos músculos das trompas, o que dificulta a transição do óvulo para o útero.

Vacinas


Os anticorpos — principalmente os tipo Imunoglobulina G, que protege contra a rubéola — atravessam a placenta e passam de mãe para filho. Por isso é tão importante que a mulher se vacinar contra varicela, hepatite B, tríplice viral (tétano, difteria e coqueluche) e gripe, esta última durante a gestação.
A vacina contra a gripe, oferecida pelo SUS, é de extrema importância para as grávidas, já que a mulher tem o sistema imune mais enfraquecido no período e pode manifestar a doença com maior intensidade. Além disso, um estudo concluiu que filhos de gestantes imunizadas contra a gripe têm 48% menos chances de contrair o vírus nos seis primeiros meses de vida.

Stress


A chegada de uma nova fase da vida pode elevar o nível de stress de gestantes, quadro que libera o hormônio adrenalina e aciona as glândulas suprarrenais. Esses fatores causam um estreitamento nos vasos da placenta, o que reduz a oferta de nutrientes ao feto. Além disso, o stress pode prejudicar o sono, a dieta e as atividades diárias. "Este conjunto de fatores pode levar ao parto prematuro, que é aquele que ocorre antes da 37ª semana de gestação", finalizou o ginecologista Eduardo.

Mais café, menos diabetes?

Um estudo da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes revelou que aumentar em uma xícara e meia o consumo de café em um período de quatro anos ajuda a reduzir em 11% o risco de diabetes.

Há muito tempo se associava uma incidência menor do diabetes tipo 2 com o consumo de chá e café, e os cientistas observaram esta relação de perto.

Os autores determinaram que as pessoas que aumentaram o consumo de café em mais de uma xícara por dia durante quatro anos apresentavam um risco 11% menor de contrair diabetes tipo 2 com relação àquelas que não modificaram seus hábitos de consumo.


Ao contrário, os pacientes que reduziram o consumo de café em pelo menos uma xícara apresentaram um risco de desenvolver diabetes tipo 2 superior a 17%. Não foi detectado um impacto do consumo de chá e café “descafeinado” no risco de diabetes.

Aqueles que mantiveram um nível elevado de consumo de café, de 3 xícaras de café ou mais, apresentaram um risco de diabetes ainda menor, 37% inferior ao de consumidores moderados, que consomem uma xícara ou menos por dia.

"As mudanças nos hábitos de consumo de café parecem impactar o risco de diabetes em um prazo relativamente curto. Nossas pesquisas confirmam estudos prospectivos anteriores segundo os quais um consumo maior de café era associado a um risco menor de diabetes tipo 2", afirmaram os autores.

Conhecendo os sintomas e os tratamentos da dengue.

O Ministério da Saúde divulgou dados pra lá de animadores: no primeiro bimestre, o número de casos de dengue diminuiu 80% em relação ao mesmo período de 2013. Porém as notícias recentes demonstram que não há motivo para comemorar. A zona oeste da cidade de São Paulo e alguns municípios do interior paulista, como Campinas, por exemplo, têm registrado um aumento das ocorrências da infecção provocada pelo vírus transmitido pelo mosquito.

Os especialistas acham que o motivo seja a falta de chuva na região Sudeste. "Sabe-se que nos locais onde não há abastecimento regular de água as pessoas passam a armazená-la e isso pode se tornar um foco do mosquito", analisou o coordenador do Núcleo de Medicina Ivo Castelo Branco.

Ele lembra que os casos da doença também devem aumentar em outras partes do país, como o Nordeste, já que é no inverno que as chuvas se intensificam por lá. 

 
Por isso, não importa em que época ou lugar onde você mora, fique de olho:

O que é a dengue: É doença infecciosa causada por um vírus transmitido pela picada do Aedes aegypt, mosquito que se multiplica em depósitos de água parada. No mundo todo existem, oficialmente, cinco tipos de vírus da dengue no Brasil, porém, circulam apenas quatro.

Como identificar os sintomas: "Febre, dores de cabeça, atrás dos olhos, nos músculos, além de um cansaço intenso", enumera Thaís Guimarães, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Os sinais costumam aparecer de sete a quinze dias após a picada sendo a febre e a dor de cabeça os primeiros e podem durar até uma semana.

Como saber se é mesmo dengue: Já que os sintomas podem ser confundidos com os de uma gripe forte, procure um médico o quanto antes. Ele pedirá testes de laboratório para se certificar. Podem ser feitos exames de sangue para detectar anticorpos contra o vírus ou o chamado teste rápido, que mede, também por meio de amostras sanguíneas, a presença de uma proteína encontrada durante a fase aguda da infecção.

O tratamento: Como não há uma vacina, não existe uma forma específica de combater o vírus. Por isso, são receitados medicamentos apenas para acabar com os sintomas. Além disso, é preciso ficar de repouso até que a febre e as dores diminuam e tomar bastante líquido para evitar a desidratação.


E a dengue hemorrágica? Esse tipo da doença, comum em pessoas que são infectadas mais de uma vez, é conhecido por causar sangramentos. Isso pode ocorrer tanto em lugares que não são tão perigosos, como a gengiva, quanto em áreas delicadas, a exemplo do cérebro e do intestino.

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da versão clássica. Contudo, os sinais de que a doença está se agravando tendem a se manifestar de três a cinco dias após a febre passar. "Desmaios, dor de barriga intensa ou tosse seca são indícios de que o quadro está evoluindo para uma dengue grave", diz Castelo Branco. Nesse caso, deve-se procurar ajuda o quanto antes. Além de receitar remédios para aplacar a febre e as dores, o médico tentará conter a hemorragia e recomendará a ingestão de muita água para manter a pressão sanguínea sob controle. Só que aqui, o tratamento é feito no hospital, não em casa.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Confira como a musculação pode ajudar na fibromialgia.

Incômodos constantes, fadiga e rigidez muscular faz parte do cotidiano de quem tem fibromialgia, até porque ainda não existe um tratamento realmente efetivo para silenciá-la. Mas uma revisão do Instituto Cochrane revela que visitar a academia pode ao menos diminuir várias de suas terríveis manifestações.

Após interpretar dados de cinco pesquisas, os cientistas notaram que levantar peso de duas a três vezes por semana resulta em uma melhora geral na qualidade de vida dos pacientes. "Esse tipo de atividade deixa a pessoa mais resistente às dores e ainda reduz a ansiedade e a depressão, consequências típicas da doença", explicou uma das autoras da investigação e fisioterapeuta da Universidade de Saskatchewan, no Canadá. 

Mas a prática deve ser feita com moderação. "O excesso de qualquer prática esportiva tende a piorar as dores típicas da fibromialgia", contrapôs. Para não se arrepender depois, o ideal é começar com pesos bem leves e, orientado por um especialista, aumentar a intensidade aos poucos.

As vantagens da musculação

Diminuição do nível do incômodo


Os voluntários que suavam a camisa sentiam, em uma escala de 0 a 10, sentir dois pontos a menos de dor do que os sedentários.

Menos regiões doloridas



Segundo o artigo, quem malha tem um número menor de áreas do corpo hipersensibilizadas.

Ganho de força e autonomia

Por deixarem a musculatura em forma, os exercícios resistidos facilitam diversas tarefas do dia a dia.

Bem-estar

Afora contornar os efeitos do distúrbio, as atividades físicas liberam no cérebro substâncias que trazem a sensação de prazer.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Guia prático de prevenção ao câncer.

Álcool


Tipos de câncer que poda causar: Boca, esôfago, estômago, fígado, laringe, mama e pâncreas.

Como se prevenir: Evitar o consumo exagerado de bebida alcoólica, nunca ultrapassando duas doses ao dia.

Tabagismo


Tipos de câncer que poda causar: Ana, bexiga, bucal, colo do útero, esôfago, estômago, laringe, pâncreas e pulmão.

Como se prevenir: Não fumar derivados do tabaco e evitar ficar em ambientes com a presença de fumaça de cigarros.

Obesidade


Tipos de câncer que poda causar: Colorretal, mama, esôfago, próstata e rim.

Como se prevenir: Diminuir e manter o peso de forma saudável, praticando atividades físicas e se alimentando de maneira correta sob a supervisão de um médico.

Exposição ao sol


Tipos de câncer que poda causar: Pele e bucal (lábios).

Como se prevenir: Evitar a exposição ao sol entre as 10 e 16 horas e usar protetor solar com fator de proteção de no mínimo 15, além de chapéus e óculos escuros.

Carne vermelha


Tipos de câncer que poda causar: Colorretal, estômago e pâncreas.

Como se prevenir: Não consumir carne vermelha em excesso, especialmente se for carne processada. Estudos recomendam a ingestão de até 70 gramas do alimento por dia, o equivalente a meio bife.

Papiloma vírus humano (HPV)


Tipos de câncer que poda causar: Colo do útero, ânus, pênis, garganta e boca.

Como se prevenir: O uso de preservativo diminui o risco de contaminação do vírus pela relação sexual, e a vacina contra o HPV oferece proteção contra algumas variantes do vírus.