segunda-feira, 31 de março de 2014

Gestantes: Saibam quais alimentos se deve comer durante a gravidez.

As grávidas, diz a sabedoria popular, devem comer para dois e não por dois. E nada melhor do que uma dieta balanceada para garantir o bem-estar da mãe e o bom desenvolvimento do bebê. A alimentação equilibrada também evita o excesso de peso e desconfortos como cansaço, náuseas, prisão de ventre. Mas você não precisa passar o dia consultando tabelas: basta ficar atenta para que sua alimentação seja a mais variada possível.

Comer bem durante os nove meses da gravidez, é o que ensina o ginecologista e obstetra Jorge Carlos Rezek, significa ter sempre no prato alimentos que forneçam carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais, entre outros nutrientes.

Como nenhum alimento é completo, é fundamental diversificar o cardápio, é o que recomenda a nutricionista Magda Maria Britto. Viviane Laudelino Vieira, nutricionista e mestranda da Faculdade de Saúde Pública da USP, aconselha o consumo diário de um alimento de cada grupo, em refeições ao longo do dia - café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite.

E faça um rodízio entre os alimentos do grupo. "Dessa forma, a gestante obtém toda a gama de nutrientes, sem excessos ou deficiências." Confira os principais grupos nutricionais e as dicas de alimentos que não podem faltar na sua refeição.

Cereais e carboidratos
 


Arroz, farinhas, aveia, milho, biscoitos, pães, massas. Os cereais garantem o suplemento de calorias necessário às gestantes (500 a mais do que as não gestantes), o que ajuda a manter o pique no dia-a-dia, em especial quando a barriga começa a pesar.

Ricos em carboidratos, eles preservam as gorduras e proteínas responsáveis pelo desenvolvimento do bebê. Prefira os cereais integrais, mais fibrosos, que auxiliam no controle dos níveis de glicemia (açúcar no sangue), colesterol e triglicérides.

Ao estimular o bom funcionamento do intestino, eles diminuem o risco de hemorróidas, comuns no final da gravidez ou no pós-parto.

Consumo diário recomendado: de 7 a 11 porções.

Verduras, legumes e frutas


Esses alimentos leves, com pequena quantidade de calorias, não devem constituir uma refeição principal, mas são ideais para complementar o almoço ou jantar.

Também podem ser consumidos naquele lanchinho intermediário, no meio da manhã ou da tarde. A vitamina C, encontrada em muitos alimentos desse grupo, forma o colágeno, que compõe pele, vasos sanguíneos, ossos e cartilagem do bebê.

Opte pelos vegetais crus ou cozidos, no vapor ou com pouca água. Sempre que possível coma as frutas com casca e bagaço.

Consumo diário recomendado: de 4 a 5 porções de hortaliças e de 3 a 5 de frutas.

Leite, queijos, iogurtes, coalhada


As proteínas fornecidas por esses alimentos são consideradas de alto valor biológico porque são aproveitadas em quase 100% pelo organismo. Mas o nutriente de maior destaque nesse grupo é o cálcio, importante componente na formação da estrutura muscular e óssea do bebê.

Prefira as formas mais "magras", como leite e iogurte desnatados ou light, queijo branco, ricota, cottage. Os queijos amarelos (parmesão, provolone, cheddar), além de bastante gordurosos, têm alto teor de sódio - mineral que, se consumido em excesso, pode elevar a pressão arterial e provocar retenção de líquidos e inchaço.

Consumo diário recomendado: de 3 a 4 porções de leite, queijos, iogurtes e coalhada.

Leguminosas: feijão, soja, lentilha, grão-de-bico, ervilha.


Assim como a carne, as leguminosas constituem fontes preciosas de ferro - além de fornecer fibras e proteínas. Mas é bom saber que o organismo não absorve tão bem o ferro de origem vegetal quanto o de origem animal.

Um truque para melhorar a absorção consiste em associar o consumo das leguminosas a um alimento contendo vitamina C na mesma refeição. Assim, com o arroz e feijão, tome um suco de laranja.

A regra também vale para o ferro de origem animal, mas, no caso das leguminosas, é mais importante ainda! Além de melhorar a captação do nutriente, você ganha com a vitamina C, que fortalece as defesas.

Consumo diário recomendado: 1 porção.

Carnes, aves, peixes e ovos


Carne bovina ou suína, frango, peru, sardinha, salmão, ovo de galinha. Entre as propriedades mais importantes da carne está o alto teor de ferro, mineral que dá origem às células do sangue.

Portanto, para evitar anemia durante a gestação, enquanto "divide" seu sangue com o bebê em formação, a mãe precisa repor seu suprimento sanguíneo, aumentando o consumo de alimentos ricos em ferro.

Depois do parto, os obstetras também costumam manter uma dieta reforçada em ferro, por causa do sangue que se perde no momento do nascimento. A carne é, ainda, fonte de proteínas que auxiliam na formação dos músculos e ossos da criança.

Consumo diário recomendado: de 1 a 2 porções.

Arroz integral


Esse é um alimento imprescindível no cardápio da gestante.

Assim como os cereais, tubérculos e raízes, o arroz é uma poderosa fonte de energia, além de ser rico em minerais e vitaminas B1, B2 e E.

Consumido com o feijão, forma uma combinação perfeita, que gera proteínas absorvidas 100% pelo organismo.

Folhas verde-escuras


Rúcula, espinafre, brocólis e couve são campeãs em ácido fólico. Esse nutriente dá origem às células sanguíneas e atua na formação do tubo neural do feto, diminuindo os riscos de defeitos congênitos.
Por isso, muitos obstetras recomendam aumentar o consumo do ácido fólico logo que a mulher decide ter um filho.

Carne vermelha


Saiba que a absorção do ferro obtido de uma fonte animal é muito mais eficiente do que a do ferro extraído dos vegetais. Isso torna a carne vermelha obrigatória no cardápio da gestante.

Escolha cortes magros, como patinho, coxão mole ou duro, alcatra ou lombo, e prefira assados e grelhados em vez de frituras.

Sete dicas para combater a obesidade infantil

Nossas crianças estão ficando cada vez mais gordinhas. O ganho de peso durante a infância se deve, principalmente, ao aumento do consumo de alimentos ricos em carboidratos, refinados e gordurosos. E eles estão por toda a parte: nos shoppings, em restaurantes, parques de diversão.

“Refeições em fast food apresentam pouco valor nutricional, prejudicando o metabolismo. Isso faz a criança engordar. A diminuição na frequência das atividades físicas também contribui para o aumento dessa disfunção”, afirma Flávia Morais, coordenadora da área de nutrição da rede Mundo Verde.

Mas o que fazer para combater a obesidade infantil? 

A prevenção deve ser feita já nos primeiros meses de vida do seu bebê. 

Sete dicas básicas foram elaboradas pela nutricionista Flávia. Confira:

1. O leite materno é o melhor alimento para o bebê nos primeiros seis meses.


2. Após o período de amamentação, é fundamental acostumar a criança a comer alimentos naturais, como frutas ou sucos (de preferência orgânicos e não adoçados), legumes e verduras.


3. O cardápio deve ser diversificado e equilibrado. “Uma dica importante para os casos de rejeição é criar pratos criativos e de boa aceitação com o alimento, como os cremes, as sopas, os suflês, as tortas e os bolos. Chamar as crianças para prepará-los também pode ser um estímulo”, aconselhou também a especialista. 
 

4. A rotina alimentar também é fundamental. A criança deve ter horários bem definidos e comer com calma, em um lugar tranquilo, arejado e limpo. Comer muito rápido, em ambiente barulhento e em frente à televisão pode contribuir para o consumo exagerado de comida, sem a mastigação correta e de maneira pouco prazerosa.


5. O exemplo da família também é importante. A reeducação alimentar deve envolver a família toda. Não adianta os pais insistirem que os filhos se alimentem de maneira saudável, sendo que eles próprios comem comidas de pouco valor nutricional na frente dos pequenos.

6. “A escola também tem a obrigação e o dever de oferecer merendas saudáveis, fortalecendo a atitude de proibição da venda de produtos prejudiciais nas suas cantinas. Converse com a direção da instituição onde seu filho estuda”, diz a nutricionista. E na hora de preparar a lancheira, opte sempre por biscoitos integrais, frutas secas e barras de cereais. Veja aqui mais dicas para montar um lanche nutritivo para seu filho.


7. Guloseimas, salgadinhos, bolachas e doces. As quantidades exageradas de calorias, somadas à ingestão de poucos nutrientes e substâncias químicas prejudiciais geram uma combinação extremamente nociva. Segundo a especialista, não precisa proibir o consumo, apenas evite a compra regular desse tipo de alimento. É permitido, por exemplo, comer um chocolate como sobremesa, mas, no dia seguinte, deve-se sempre optar pela fruta. Converse com a criança e proponha esse acordo.


quinta-feira, 27 de março de 2014

Confira os cuidados com os alimentos que mancham os seus dentes.

O que causa cor aos dentes é a dentina, tecido que está logo abaixo do esmalte dental, que por sua vez é a camada mais externa e protetora. "Indivíduos podem ter os dentes naturalmente escuros ou amarelados e esse fato não parece ser influencia pela ingestão de alimentos e ou bebidas excessivamente coradas", afirmou a cirurgiã-dentista Maristela Lobo, que é especializada em odontologia estética.

Contudo, alguns alimentos podem fazer com que os dentes fiquem manchados ou amarelados. Há dois tipos de alimentos que proporcionam este problema. Os que possuem a sua pigmentação excessiva, como o café e o suco de uva, e aqueles que são muito ácidos, como as frutas cítricas e as bebidas alcoólicas.  

A combinação entre esses dois alimentos acaba favorecendo ainda mais as manchas nos dentes. Entenda por que essas comidas e bebidas podem levar a manchas e cor mais escura dos dentes e saiba o que fazer para prevenir e tratar o problema.

Alimentos que mancham os dentes por conta da sua coloração

Alguns alimentos possuem excesso de pigmentação. "Apesar de não parecer, o esmalte do dente é poroso, quando essas comidas e bebidas são consumidas com frequência e a higienização não é correta os dentes podem ficar manchados", explica o cirurgião-dentista Marcos Moura, presidente da Associação Brasileira de Halitose. 

Veja os principais alimentos que podem causar as manchas nos dentes:

Café


Chá


Açaí



Beterraba


Vinho tinto


Molho de soja (shoyo)


Catchup


Mirtilo (blueberry)


Suco de uva


Refrigerante


Alimentos que mancham os dentes devido à acidez:

Alimentos excessivamente ácidos também favorecem as manchas nos dentes. "Isto porque quando eles são consumidos com frequência fazem com que o ambiente bucal fique ácido que por sua vez potencializa a maior captação de pigmentos por parte dos dentes", diz a cirurgiã-dentista Maristela Lobo, especializada em odontologia estética. 

O ambiente bucal ácido favorece essa maior captação de pigmentos porque leva a desmineralização da superfície do esmalte, ou seja, danifica o esmalte do dente. Isso será corrigido pela própria saliva que realiza a ação remineralizadora devolvendo minerais como o cálcio, fosfato e flúor ao dente.

Quando o esmalte é afetado, o dente fica mais sensível aos pigmentos. "Durante o processo de remineralização pigmentos podem ser incorporados ao dente, principalmente se eles estiverem presentes com frequência na saliva", constata Lobo. Por isso, evite consumir um alimento ácido e logo depois um com pigmentação forte, por exemplo, tomar um suco de limão e depois um cafezinho. 

Alguns alimentos muito ácidos são frutas cítricas, como o limão, a laranja, o kiwi, abacaxi e mexerica, e bebidas alcoólicas. Vitaminas efervescentes também são excessivamente ácidas.

Cuidados após o consumo dos alimentos

Um dos cuidados após ingerir os alimentos com pigmentação muito forte ou muito ácido é fazer um bochecho com água. "Também procure escovar os dentes cerca de 10 a 20 minutos depois da ingestão de alimentos ácidos, assim você evita a abrasão das superfícies desmineralizadas e permite a ação remineralizadora da saliva", diz Lobo. 

Isto significa que dar um tempo irá evitar que a escovação lesione ainda mais o dente que já estava prejudicado pelo ambiente ácido e permitirá que a saliva tenha tempo de corrigir o problema.

Cuidados no dia a dia

Primeiro, é essencial realizar a higiene bucal adequada, escovando os dentes após cada refeição. "Quando isso não acontece, o dente pode perder minerais, o que faz com que a proteção dentária, o esmalte, seja danificada, tornando o dente mais poroso e assim mais suscetível à ação de alimentos pigmentados e que consequentemente mancham os dentes", explica o cirurgião-dentista Alexandre Bussab. 

Procure visitar o dentista de seis em seis meses. Esse profissional irá realizar uma limpeza dental e assim ajudar a prevenir o aparecimento de manchas e polimentos para remover as manchas mais externas.

O clareamento dental

Quando o dente já está manchado ou amarelado uma opção para resolver o problema é o clareamento dental. "O procedimento oferece a possibilidade de clarear os tecidos mais internos do dente por meio da ação oxidante do peróxido de hidrogênio, a qual quebra as moléculas de pigmento em moléculas menores, favorecendo a reflexão de luz. Assim, o dente aparenta ser mais claro", explica Lobo.

Dentes que estão sendo clareados com substâncias à base de peróxido de hidrogênio, ou que passaram por técnicas clareadoras recentemente, ficam transitoriamente mais porosos em sua superfície e, portanto, mais suscetíveis à pigmentação. Por isso, é importante tomar algumas medidas mais rígidas quanto à alimentação durante e após um clareamento.

Cuidados durante e após o clareamento

Durante e após o clareamento é importante que a pessoa evite o cigarro e batom vermelho, isto porque eles também podem manchar os dentes. Além disso, os alimentos excessivamente corados e os ácidos também devem ser evitados e não apenas ter o seu consumo restringido. "As recomendações mais específicas para cada tipo de clareamento são dadas pelo cirurgião-dentista", observa Lobo.

As melhores combinações dos alimentos.

Se souber fazer as combinações certas, você pode multiplicar os benefícios dos alimentos que coloca no prato. A seguir, algumas parcerias de sucesso já comprovado para extrair proveito máximo de cada refeição.

Laranja + feijão


Não é por acaso que a feijoada completa leva laranja. "A fruta é rica em vitamina C, famosa por facilitar a absorção do ferro do feijão", disse Sandra Fernandes, de Vitória.

A explicação é simples: esse mineral, essencial para manter o sistema imunológico em dia e transportar o oxigênio pela corrente sanguínea, necessita de um meio ácido para ser absorvido.

Outro benefício: como a laranja é também antioxidante, seu consumo evita o processo natural de perda de ferro pelo organismo.

Quantidade recomendada: 1 laranja para cada 5 colheres (sopa) de feijão.

Brócolis + azeite


Os benefícios desse vegetal são muitos, com destaque para a melhora na coagulação do sangue e neutralização dos radicais livres. Os brócolis fazem parte do grupo de alimentos ricos em vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). "O que significa que elas dependem da presença de gorduras para ser absorvidas pelo corpo. Por isso, devemos ingerir brócolis na companhia de azeite de oliva extra virgem, óleos vegetais, castanhas ou abacate", recomenda Carlos Basualdo, nutricionista clínico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Quantidade recomendada: 1 colher (sopa) de azeite para cada 3 buquês de brócolis. Agrião, abóbora, espinafre, repolho e couve também se beneficiam dessa combinação.

Arroz + feijão


A junção do arroz e do feijão resulta em uma proteína de alto valor biológico, fornecedora de aminoácidos essenciais que não produzimos naturalmente. Ela ajuda na reparação de tecidos e em funções gerais do organismo.

O arroz contribui com a digestão e a absorção do ferro presente no feijão - a versão integral, repleta de fibras, é ainda melhor. "E a dupla tem baixo índice glicêmico, o que significa que a energia é liberada aos poucos na corrente sanguínea e a sensação de saciedade dura mais tempo", diz Carlos.

Quantidade recomendada: 1 colher grande (daquelas próprias para servir) de arroz para cada 1/2 concha de feijão.

Banana + aveia


A fruta, conhecida por prevenir cãibras, deve ser vista com cautela por quem está de dieta, já que é uma opção calórica e rica em carboidrato.

A boa notícia é que basta salpicar um pouco de aveia para obter benefícios e sua ingestão valer a pena. "O cereal diminui a absorção do carboidrato presente na banana, reduzindo o índice glicêmico", defendeu a nutricionista Sandra Fernandes.

E há outros ganhos com as fibras solúveis adicionadas à fruta: elas auxiliam na manutenção dos níveis saudáveis de colesterol, no bom funcionamento do intestino e na prevenção do câncer de cólon.

Quantidade recomendada: 2 colheres (sopa) rasas de aveia para cada banana.

Alho + salada


"Ele é um bom substituto do sal e dos temperos artificiais, que têm altíssimo teor de sódio", observa o nutricionista Carlos. Vale, portanto, em vez de comprar molhos prontos para salada, fazer o seu em casa e, sempre que possível, procurar adicionar alho.

Além de garantir mais sabor, ele auxilia no controle do colesterol e da pressão arterial. Um benefício extra: tem ação antifúngica e, por isso, ainda pode ajudar a preservar os alimentos mais suscetíveis a contaminações, como é o caso de vegetais crus em geral.

Quantidade recomendada: 1 ou 2 dentes de alho para cada prato de sobremesa de salada.

Salmão + gergelim


"Fontes de ômega 3 e ômega 6, respectivamente, o salmão e o gergelim contêm gorduras essenciais para manter o bom funcionamento do cérebro, reduzir o risco de doenças cardiovasculares e evitar a inflamação do organismo, um dos motivos do sobrepeso", afirma a nutricionista clínica funcional Daniela Jobst, de São Paulo.

O gergelim também é fonte de vitamina E, poderoso antioxidante, e tem a capacidade de aumentar a absorção dos nutrientes presentes no salmão. Na prática, um alimento potencializa a ação do outro.

Quantidade recomendada: 1 colher (chá) de grãos de gergelim para cada posta do peixe.

Pão integral + peito de peru


É uma ótima opção de lanche light que deixa você satisfeita por muito tempo. Proteínas magras, como o peito de peru, prolongam a sensação de saciedade até quando ingeridas com carboidrato refinado. Imagine, então, com integral.

Segundo Carlos Basualdo, isoladamente, o pão branco leva cerca de uma hora para ser digerido. "Como o processo é rápido, para a fome demorar mais a dar as caras ele precisa ser consumido com uma boa fonte de fibras, uma proteína ou até uma gordura boa", diz.

Melhor ainda dar preferência aos pães integrais com amêndoas, castanhas ou nozes na composição.

Quantidade recomendada: 2 fatias de pão integral com 4 fatias de peito de peru.

Banana + canela


A banana entra em cena novamente; desta vez, por ser rica em triptofano, aminoácido que produz serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. "Quando consumida com canela, a liberação dessa substância é potencializada", diz Daniela Jobst. E completa: "A especiaria ainda diminui os níveis de açúcar no sangue, evitando que o organismo armazene-o em forma de gordura".

Também é uma boa pedida no período pré-menstrual, pois reduz a compulsão por doces.

Quantidade recomendada: 1 colher (chá) rasa de canela em pó para cada banana. Uma opção é salpicar a fruta em rodelas com a especiaria e deixar por cerca de um minuto no micro-ondas.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Você gosta de controlar sua alimentação? Cuidado com as calorias líquidas.

Quem gosta de controlar a alimentação, precisa tomar cuidado com o que os especialistas chamam de calorias invisíveis. Concentradas naquilo que você bebe, ganharam esse nome porque são frequentemente ignoradas por quem está fazendo dieta.

“As pessoas se preocupam com aquilo que comem e não atentam ao que estão colocando no copo. Daí a dieta não dá certo e elas não sabem por que”, diz a nutricionista Maria Angelina Souza, de Santa Catarina.
Uma lata de refrigerante contém, em média, 150 calorias. Se uma pessoa tomar uma por dia, na hora do almoço, por exemplo, terá acrescido 1050 calorias à semana, o equivalente a quatro hambúrgueres. 

“Dependendo do que a pessoa consome, a bebida pode representar até 50% do valor calórico de toda a refeição”, alerta a nutricionista Denise da Motta, de São Paulo.

Confira quantas calorias você está ingerindo a mais por dia, sem perceber:

Água de coco verde - 1 copo de 240 ml - 62 kcal


Café com açúcar - 1 xícara de 50 ml - 33 kcal


Caldo de cana - 1 copo de 240 ml - 202 kcal


Refrigerante - 1 lata de 350 ml - 137 kcal


Champanhe - 1 taça de 125 ml - 85 kcal


 Cerveja - 1 lata de 350 ml - 147 kcal


Uísque - 1 dose de 100 ml - 240 kcal


Vinho tinto seco - 1 taça de 125 ml - 107 kcal


E os refrigerantes não são os únicos vilões. Suco de frutas em excesso, principalmente os de caixinha, além de serem ricos em conservantes, têm muitas calorias. Um copo de suco de laranja de caixinha, por exemplo, tem em média 140 calorias.

“No entanto, o natural têm fibras, que reduzem o valor calórico e são benéficas ao organismo”, afirma Angelina. “O melhor mesmo é comer uma laranja. Assim é possível aproveitar todas as fibras e reduzir a ingestão calórica”, recomenda Denise. A opção totalmente saudável e light e indicada pelas especialistas é a água, que pode até ser com gás. Para quem acha a escolha sem graça, Denise dá outras duas opções: suco de limão ou de maracujá.

Mais eficiente

Quando o assunto é perda de peso, cortar os líquidos pode ser mais eficaz do que diminuir a quantidade de alimento. É o que diz um estudo realizado nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que reduzir apenas uma porção do consumo de bebidas açucaradas, como refrigerante ou sucos artificiais, pode emagrecer meio quilo em seis meses. Ao reduzirem as mesmas calorias em alimentos, o emagrecimento foi cinco vezes menor no mesmo período.

terça-feira, 25 de março de 2014

Os aliados e os vilões da saúde do seu coração.

Aliados

Aveia



Incluir esse cereal nas receitas, ora salpicado nas frutas, ora na versão mingau, vai fazer o coração bater mais feliz. A aveia contém betaglucana, que é um tipo de fibra solúvel.

No nosso intestino essa substância se liga à água e forma uma espécie de gel. Assim ajuda a arrastar o excesso de colesterol para fora do organismo, o que contribui para manter longe o perigo do infarto.

Uva roxa


O colorido da fruta denuncia a presença de um grupo de pigmentos batizado como antocianinas. Essa turma tem sido festejada pela sua ação antioxidante e tal mecanismo é importante no combate aos radicais livres, uma tropa de moléculas que, em excesso, está por trás de estragos nas paredes de nossas artérias.

Além de degustar o cacho no dia a dia, vale apostar no suco de uvas integral e sem adição de açúcar.

Oleaginosas


Nozes, avelãs, amêndoas e as brasileiríssimas castanhas de caju e do Pará fazem parte de um grupo chamado pelos especialistas de oleaginosas. Elas concentram tanto os ácidos graxos monoinsaturados, quanto as poli-insaturados, que são reconhecidos como gorduras aliadas da saúde cardiovascular.
Não bastasse, trazem ainda outros ingredientes protetores, caso da vitamina E e do selênio, dois potentes antioxidantes, que - como você já sabe - impedem o acúmulo de colesterol nos vasos.

Peixes ricos em ômega-3
 


Salmão, atum, sardinha são excelentes fornecedores dessa substância benéfica.

Pesquisas mostram que essa gordura diminui o risco de coágulos, o que favorece a boa circulação do sangue e dá um chega pra lá em encrencas como o acidente vascular cerebral, o derrame.

Vilões

Gordura trans


A famigerada substância ainda aparece em algumas tortas, margarinas, sorvetes e biscoitos industrializados. "Este tipo de gordura tem alta relação com o risco cardiovascular, uma vez que aumenta os níveis de LDL e reduz os de HDL", ressalta Bianca.

Se você não lembra, tais siglas representam o mau e o bom colesterol, respectivamente e esse desbalanço favorece a aterosclerose.

Gordura saturada



O nutriente presente nas carnes, no leite, no coco e na manteiga, também interfere com o aumento do colesterol, embora seja menos nocivo do que a gordura trans.

É que a saturada não baixa os teores de HDL, aquele que retira os excessos gordurosos das artérias. Por isso, a recomendação é apreciar suas fontes com moderação, dentro de uma dieta equilibrada.

Açúcar


Doces, sorvetes, bolos e tantas outras delícias costumam carregar muito da substância.

Apesar do açúcar sempre aparecer relacionado ao diabete, estudos revelam que o consumo excessivo pode trazer danos ao coração. O elo se dá por causa do aumento nas taxas de triglicérides, o que pode servir de base para a formação de placas nas artérias. Assim, a parcimônia é bem-vinda.

Trabalha à noite e dorme pouco? Então confira a dieta ideal para você.

O que acontece com seu corpo

A grelina - conhecida como hormônio da fome - está naturalmente nas alturas antes das refeições. Após as garfadas, ela cai, e a xenina, que dá a sensação de plenitude gástrica, dispara. Contudo, estudiosos da Unicamp concluíram que, em quem trabalha à noite, não ocorrem à queda de grelina e a elevação de xenina. Resultado: vontade de comer o tempo todo.

Um cardápio para quem vive à noite

Com o objetivo de impedir que funcionários noturnos beliscassem sem parar, as nutricionistas do Hospital Albert Einstein montaram um programa alimentar com quatro refeições ao dia. 

Veja o que ia ao prato em cada período:

15 horas


Ao acordar, coma uma fruta.
19 horas


Encare esse momento como desjejum. Aposte em um lanche leve, com pão integral, queijo branco, salada...

1 hora


Hora da refeição completa com arroz, feijão, verduras, legumes e uma carne (de boi, frango ou peixe).

6 horas


Antes de dormir, vá de fruta, torrada, com requeijão light e um chocolate quente ou chá de camomila. Evite café para pegar no sono com facilidade.