sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Fique atento a 10 alimentos perigosos!


Provocar náuseas e algumas vezes até mesmo a morte não é exclusividade de iguarias asiáticas e africanas, como cobras, sapos e certos peixes. Alimentos menos raros também podem causar sérios danos à saúde.

Olhar a data de vencimento do produto, por exemplo, nem sempre garante uma refeição segura. Muitas plantas e frutos do mar contêm toxinas naturais que são eliminadas somente através do preparo correto. Por isso, na hora de cozinhar, todo cuidado é pouco para que o agradável jantar não se transforme em uma noite no hospital ou uma tragédia maior.

Alimentos considerados comuns na rotina do ser humano podem representar um grande risco. A batata, por exemplo, pode causar problemas motores se consumida em uma fase envelhecida. Já um pacote de amendoim, só de ser aberto, pode causar uma parada respiratória a quem tem alergia. 

Alergia a camarão pode surgir de repente?



A alergia a frutos do mar é uma das mais comuns entre adultos e, entre elas, o campeão de ocorrências é o camarão. A alergista, Ariana Campos afirmou que as reações podem surgir a partir dos seis anos e aparecer sem a pessoa esperar: "Ela pode estar acostumada a comer camarão desde criança e, um dia, vai para praia, come e tem uma reação grave". Yang explica que isso acontece porque o corpo se torna mais sensível a uma proteína que não consome diariamente. "Quando eu como um alimento todos os dias, como leite, ovo, eu não dou tempo para o meu corpo se sensibilizar porque eu o estou tolerando no dia a dia". Como o camarão é ingerido mais esporadicamente, o organismo não tem tempo para se acostumar, desenvolvendo uma alergia.

As reações para quem não tolera esse alimento são marcas vermelhas na pele, inchaço nos lábios, náusea e vômito. As mais graves resultam em problemas respiratórios, como tosse, falta de ar, inchaço na glote, queda na pressão arterial e até uma parada respiratória. O camarão libera partículas de proteínas que ficam no ar, na pessoa que comeu ou que o preparou, portanto só o contato pode desencadear reações.

Abrir o pacote de amendoim pode gerar reações alérgicas?


A alergista afirmou também que um caso pouco frequente no Brasil, mas no topo da lista das causas de reações alérgicas nos Estados Unidos, é o amendoim. A paixão pela manteiga de amendoim pode se transformar em pesadelo para crianças e adultos norte-americanos. Assim como o camarão, o organismo se sensibiliza ao amendoim por não ter contato com ele diariamente.

A alergia é mais comum nos EUA pela maior exposição ao alimento, que, de acordo com Ariana, é bastante precoce. O amendoim pode levar à queda da pressão arterial e a uma parada respiratória, e pode liberar proteínas alergênicas no ar. A diretora da ASBAI conta que é por isso que em muitos voos nos EUA se proibiu a distribuição de saquinhos de amendoim aos passageiros. "Só de abrir a pessoa já pode ter uma reação", ressalta.

Contudo, segundo o engenheiro de alimentos e assessor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e derivados, foram realizados levantamentos envolvendo três especialistas em alergologia, apontam que no Brasil "o assunto ainda é tratado sem relevância devido a pouca ocorrência de casos". Atualmente, o amendoim não se encontra entre os principais alimentos causadores de alergia no País.

Baiacu pode levar à morte instantânea?


A iguaria é considerada um dos alimentos mais perigosos para os humanos. A toxina denominada de tetrodoxina se concentra na pele, gônodas e nas vísceras do animal. O principal cuidado deve ser tomado para que ela não contamine a carne do peixe no momento em que ele é preparado. O vice-presidente da Associação dos Profissionais de Cozinha do Brasil relata que no Japão, onde o alimento é mais consumido, existem mestres treinados para prepará-lo. E são poucos que arriscam a vida para servir um prato tão caro. No Japão, a iguaria custa em média 20 mil ienes ou cerca de R$ 515. "O chefe que limpou e preparou o peixe tem que comer antes, para que o cliente tenha certeza de que a carne não está contaminada", conta.

A professora do curso de Nutrição e Gastronomia Marla Lemos afirma que, antes de comer o baiacu, chamado no Japão de fogu, o consumidor precisa assinar um termo declarando estar ciente dos perigos. O motivo para tanta precaução, explica Marla, é que a ingestão da toxina pode provocar uma paralisação da musculatura, levando a uma parada respiratória: "As pessoas, às vezes, morrem na frente do prato. Ela é bem perigosa." Por isso, a recomendação da professora é nunca comer o peixe.

Alguns ouriços-do-mar podem causar paralisia em membros do corpo?
 

O chef Marcelo Pinheiro afirma que o ouriço-do-mar é muito saboroso, mas seu preparo exige cuidado redobrado. Além dos espinhos poderem causar machucado nas mãos, eles podem também eliminar peçonha. O diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Marcelo Szpilman, explica que a peçonha é diferente do veneno, pois esta é uma substância "estritamente animal, que é produzida por uma glândula e é inoculada por um aparato natural do animal" - no caso dos ouriços, os espinhos e o órgão pedicelária.

O biólogo lembra que os ouriços brasileiros não são perigosos, somente as espécies do indo-pacífico. Se um cozinheiro, ao manipular o animal mesmo já morto, se espetar, uma paralisia local pode ser desenvolvida no membro atingido. "Pode haver um necrose local, dor, febre, infecção", relata Szpilman. Pinheiro conta que já fez pratos com esta espécie de ouriço, mas sempre com muito cuidado: "Para trabalhar com o ouriço, tem que usar um pegador especial e uma luva. Ele é realmente bem perigoso".

Mandioca mal preparada pode fazer mal?


O engano é comum, mas a mandioca que é usada para fazer o aipim, seja frito ou cozido, não é a mesma que resulta na farinha. Esta é a chamada mandioca brava, que antes de ser consumida, precisa ser fervida a uma temperatura de 70ºC. A professora Marla Lemos explicou também que a mandioca brava contém cianeto de hidrogênio (HCN), uma toxina termolábil e volátil, por isso é liberada pelo cozimento, por fervura e pelo processo de fabricação da farinha.

Marla explica que, se a mandioca for ingerida sem passar por isso, pode provocar problemas gastrointestinais - vômitos, náuseas, diarreia - e distúrbios neurológicos, como convulsões, dilatação da pupila e até coma. Sonolência e irritação da mucosa respiratória também são sintomas comuns que podem aparecer. A professora ressalta que o alimento é bastante consumido na Bahia e outras regiões do nordeste do Brasil.

Toxina nas batatas pode causar problemas motores?


Ver batatas com a casca esverdeada é algo comum em supermercados e nas cozinhas de muitas casas. O que parece inofensivo pode resultar em sérios distúrbios neurológicos. A toxina presente neste caso é a solanina, um glicoalcalóide, que, segundo estudos, pode ter seu surgimento associado ao mecanismo de defesa da planta contra a ação de insetos e microrganismos. A professora explicou que a toxina aparece quando a batata fica muito tempo exposta à luz e por seu envelhecimento. Ela não é eliminada pelo cozimento nem pela fritura do alimento.

Se por um descuido ou desconhecimento a pessoa acabar ingerindo uma batata já esverdeada, ela pode ter problemas digestivos, neurológicos, como descontrole das habilidades motoras, facilidade de queda, convulsões e, em alguns casos, irregularidades cardíacas. Marla lembra que a folha da batata contém ainda maior concentração dessa toxina, portanto não deve ser usada para fazer chás, apesar de ser um costume em algumas populações.

Atum mal conservado pode levar à sufocação?


Para serem consumidos in natura ou serem levados para a industrialização, o atum e a sardinha devem ter sido conservados em uma temperatura certa. Estudos afirmaram que esses peixes têm uma bactéria que pode produzir a chamada estamina se estiverem a uma temperatura acima de 5ºC. O também professor Marcos Luiz, diz que esse agente tóxico é inodoro, sem gosto e não pode ser visto a olho nu, por isso é muito difícil para o consumidor notar que o tenha ingerido.

Se isso acontecer, a pessoa pode apresentar náuseas, dores de cabeça e abdominais, tontura, queimação na garganta, urticária e dificuldade para deglutir. "O grande problema é o fechamento da glote, a pessoa pode sufocar e morrer", afirma Marla. Quando os primeiros sintomas aparecerem, a pessoa deve ser atendida com rapidez para que eles não se agravem. Marcos explica que, no setor industrial, existem programas de monitoramento para que os peixes que serão enlatados não estejam contaminados.

Amêndoas cruas podem ser fatais?


Não somente os pratos principais representam perigo. Também os aperitivos podem causar reações graves. A professora afirmou que a castanha de caju, por exemplo, contém uma toxina chamada urushiol, que pode provocar inflamações na pele. Já a amêndoa amarga contém cianeto. Plantas que têm concentrações maiores que 20mg a cada 100g de produto são consideradas de alto risco. A amêndoa ultrapassa esse limite: 100g de amêndoa amarga contém 25mg de ácido cianídrico.

Uma intoxicação aguda por causa do alimento pode provocar convulsões e levar à morte devido a um bloqueio respiratório. Mas mantenha a calma. A presença destas toxinas é eliminada através do cozimento dos alimentos, como normalmente são consumidas as castanhas e as amêndoas. Alguns caroços e sementes também têm cianeto presente, como a maçã, a ameixa e o pêssego.

Ostras podem causar parada respiratória?


As ostras podem ser deliciosas e tidas como um prato muito fino. Mas deve-se ter certeza de que o ambiente em que estavam antes de chegar ao restaurante era apropriado. A mesma coisa acontece com os mexilhões. O professor do curso de Ciências Biológicas da Universidade do Vale do Itajaí, Marcos Luiz explicou que esses frutos do mar podem se contaminar por uma toxina produzida pelas algas marinhas, a maré vermelha. Por isso, é preciso fazer um monitoramento da água onde estão esses animais antes de capturá-los.

"Como é muito difícil controlar tudo quando o cultivo é todo no mar, se faz o monitoramento antes de eles serem consumidos", afirma Marcos. Essas toxinas são diarreicas e neurológicas, mas também podem levar à paralisia e, com isso, a uma parada respiratória. Apesar de saborosa e atraente, deve-se tomar diversas precauções para que o consumidor não tenha nenhum destes problemas na mesa do restaurante.

Você conhece os alimentos que causam inchaço na barriga?



O inchaço abdominal é uma queixa comum, especialmente entre as mulheres. O problema pode ter várias causas, sendo as mais frequentes a prisão de ventre e a digestão de determinados alimentos.

A nutricionista Ingrid explica que a prisão de ventre independe da faixa etária e do sexo e gera um excesso de produção de gases, causado pela fermentação de bactérias intestinais.

Alguns dos alimentos, como o feijão, cerveja, leite, milho, brócolis, repolho, couve-flor, cebola, alho, entre outros, são mais fermentativos e causam gases.

Ingrid explica que é preciso, portanto, melhorar o funcionamento do intestino para reduzir a quantidade de gases. A ingestão de alimentos integrais, frutas e folhas, além de 2 litros de água diários são medidas simples, mas eficazes no combate ao problema.


Alho


 Brócolis

 
Cebola


Couve-flor


Repolho


Farinhas integrais


Milho


 Leite desnatado



Cerveja


 Feijão




Para quem sofre de má-digestão, a recomendação da nutricionista é evitar os alimentos gordurosos, não exagerar nas porções de carnes, embutidos, leites e derivados, além de dar preferência às frutas e hortaliças.

“O abacaxi é uma boa opção de sobremesa, pois na fruta há presença da enzima bromelina, que auxilia na digestão. Chás como angélica, espinheira-santa, anis e erva-doce também ajudam na digestão. Para o período menstrual, chás de mentrasto, poejo e agoniada também podem auxiliar”, recomenda Ingrid.

“Pessoas que trataram uma infecção intestinal com antibióticos podem levar um bom tempo para normalizar a flora intestinal e ficarem menos propensas à produção exagerada de gases”, diz Ingrid, ressaltando que, ao longo do tempo, tudo se normaliza.

“É preciso seguir uma alimentação adequada, recolonizar o intestino com as chamadas bactérias boas, e adequar fibras e água na alimentação”, orientou.

A outra nutricionista, Carolina, especialista em Nutrição Esportiva, explica que nunca é normal sentir desconforto abdominal e inchaço. “Se isto ocorre com frequência, é um sinal que o organismo não está com a digestão e o intestino em dia, e a causa deve ser investigada”. 

Vale lembrar que, se o inchaço não for resolvido com a alimentação, uma ajuda médica é indispensável.

“Ele pode ser causado por outras situações, como retenção de líquidos, frequente na mulher em período menstrual, e até problemas mais sérios, como insuficiência hepática, doenças inflamatórias intestinais, câncer e outros”, explica Ingrid.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O que influencia no nosso odor?



Nosso organismo produz odores no decorrer do dia que são totalmente naturais – e, diferente do que pode parecer, não são desagradáveis. Contudo, uma série de fatores externos, como tipo de roupa que vestimos, a alimentação e até mesmo o clima, podem alterar os odores que exalamos. Isso por que o suor proveniente das glândulas do corpo, resultante de um processo natural de regulação térmica da pele, sofre impactos relacionados à nossa rotina, o que torna algumas regiões como as axilas e a virilha, mais propensas à proliferação de bactérias, esta sim culpada pelos odores desagradáveis.

Entre as principais condições que podem contribuir para o surgimento de odores desagradáveis, estão: Nossos hábitos alimentares, a higiene pessoal, os tecidos das roupas, dentre outros. 

Confira algumas dicas que podem ajudar a afastar de vez os vilões causadores do mau odor.

Roupas: Entre as principais causas do aparecimento do suor está o uso de roupas muito apertadas que evitam a ventilação. Nos dias mais quentes, a dica é usar roupas confeccionadas à base de fibras naturais, como o algodão e linho, por exemplo. As cores claras e modelos mais larguinhos não absorvem tanto o calor e favorecem a ventilação da pele.

Materiais mais grossos, pesados e sintéticos, como poliéster e nylon, dificultam a transpiração da pele. E quanto mais fechado for o tecido, mais difícil será para o corpo se resfriar, fazendo com que o abafamento favoreça a proliferação de bactérias e, consequentemente, o surgimento de odores indesejáveis.

Alimentação: O que você come também pode influenciar diretamente no odor do corpo. Essa influência pode ser percebida durante o processo de metabolização do alimento até a eliminação dele pelo organismo. Dietas ricas em proteínas aumentam a probabilidade de liberação dos odores corporais, e alimentos ricos em enxofre, como o alho, a cebola, e também a pimenta, são grandes responsáveis por darem ao suor um odor forte e causar o mau hálito.

Produtos termogênicos, riquíssimos em carboidratos, elevam a temperatura do corpo e também fazem com que o metabolismo se acelere na digestão, fazendo com que a pessoa acabe suando mais.

Higiene pessoal: O banho não é importante apenas para garantir odor agradável, ele serve para auxiliar o corpo a se livrar de fungos e bactérias que causam doenças ao organismo. Da mesma forma, é importante fazer uma higiene íntima correta, utilizando produtos próprios para a região.

E não podemos esquecer que a boca também libera odores. Escovar os dentes com frequência é a garantia de uma boa saúde bucal e, consequentemente, de um hálito agradável.