sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA: VOCÊ SABE AS DIFERENÇAS?


O vilão do verão tem nome e sobrenome: Aedes aegypti. O mosquito é um velho conhecido dos brasileiros, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre as três doenças que ele pode transmitir: dengue, zika e chikungunya e, enfermidades com sintomas parecidos, mas com consequências diferentes.
O calor e o grande volume de chuvas tendem a agravar o problema porque aumenta o número de reservatórios potenciais para o mosquito. A temperatura ideal para proliferação é acima dos 30°C e a chuva também ajuda, uma vez que o Aedes coloca ovos em água limpa e parada.
Segundo o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde*, em 2016 foram registrados 1.496.282 casos prováveis de dengue, 265.554 casos prováveis de febre de chikungunya e 214.193 casos prováveis de febre pelo vírus zika no país.

Dengue, Zika e Chikungunya: entendendo as diferenças

Para tirar suas dúvidas, entrevistamos a diretora médica da Sanofi Pasteur, Dra. Sheila Homsani, que nos explicou as diferenças entre a dengue, zika e chikungunya.
“Das três doenças, a dengue é a mais comum. Trata-se de um grande problema de saúde pública que já apresenta mais de 1 milhão de casos nos últimos anos. Também é a responsável pelo maior número de óbitos”.
Dengue
A dengue é uma patologia infecciosa causada por vírus e transmitida por meio da picada do mosquito fêmea. Um indivíduo pode ser infectado pelos quatro sorotipos (1, 2, 3 e 4) que podem causar a forma grave da doença.
Com relação aos sintomas, a diretora médica explica que hoje existem a dengue clássica com ou sem sinais de alarme que devem chamar a atenção para a possibilidade de uma evolução mais grave.
A dengue clássica tem como sintomas febre alta acima de 38 graus, náusea, vômito, vermelhidão na pele e dores musculares. Já na dengue com sinais de alarme, o paciente apresenta os sintomas da clássica acompanhados de dor abdominal, vômito persistente, acumulo de líquidos, inchaço, sangramentos, fadiga ou sonolência. Na dengue grave, por sua vez, o quadro piora e o indivíduo pode ter queda muito importante da pressão arterial e ter sangramento e, assim, evoluir para o choque e disfunção de órgãos.
“Infelizmente, existem casos em que a pessoa já começa com a forma grave. A complexidade e gravidade do problema dependem da interação entre o paciente, o vetor (mosquito) e o próprio vírus. Por isso, aos primeiros sintomas é fundamental procurar um médico. Em hipótese alguma, sob a suspeita de dengue, o paciente deve tomar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, porque esse princípio ativo pode facilitar o sangramento”.
Dra. Sheila ressalta que, antes do lançamento da vacina contra a dengue da Sanofi Pasteur, em julho de 2016, a única forma de prevenção da doença era o controle ao vetor, evitando o acúmulo de água e a proliferação dos ovos do mosquito transmissor, além do uso de inseticidas, larvicidas e repelentes. Agora, o país conta com uma nova ferramenta de combate à dengue, por meio da vacinação.
No Brasil, a vacina contra dengue da Sanofi Pasteur, a primeira aprovada do mundo, está disponível  para a população de 9 a 45 anos em clínicas particulares. Por enquanto, o Paraná é o único estado que oferece a proteção em um programa público de vacinação.
A vacina protege contra os quatro tipos da dengue (1, 2, 3 e 4) que circulam de forma imprevisível pelo mundo e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para indivíduos entre 9 e 45 anos. Segundo a médica, a vacina contra dengue não é indicada para gestantes e, também, para mulheres que estejam amamentando, indivíduos com doença aguda ou febril moderada/grave, assim como imunocomprometidos. Dra. Sheila ainda ressalta que a vacina da Sanofi Pasteur é contra a dengue e não previne outras patologias transmitidas pelo Aedes aegypti.
“Quem já contraiu dengue pode se imunizar e, inclusive, a vacina possui eficácia superior nesse grupo, protegendo 82% dos casos. Atualmente, no Brasil, 70% da população acometida por dengue está entre 9 e 45 anos, justamente a faixa etária contemplada pela vacina, formada por pessoas que circulam bastante. Portanto, ela ainda pode reduzir  a transmissão, uma vez que o mosquito, ao picar um indivíduo protegido, não transmitirá a doença e, também, protege aqueles que já foram anteriormente expostos à dengue, assim como aqueles que nunca tiveram o problema”.
A médica afirma que não existe tratamento para a dengue e cuida-se apenas dos sintomas com antitérmico. Além disso, a correta hidratação é fundamental.
Chikungunya
Assim como a dengue, a chikungunya é uma doença infecciosa transmitida por vírus pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes Albopictus.
Entre os sintomas estão a febre alta repentina, dor no corpo e na cabeça, diarreia, manchas avermelhadas na pele e fortes dores nas articulações.   A chikungunya também não tem tratamento e, como a dengue, é importante que seja feito repouso e boa hidratação, além do uso de analgésicos e antitérmicos.
Dra. Sheila informa que ainda não há vacina para a chikungunya.
Zika
A zika também é um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, além do Aedes Albopictus e outros Aedes.
Os sintomas mais frequentes da zika são a febre baixa, dor no corpo e na cabeça, diarreia, conjuntivite, erupção na pele e coceira. Segundo a diretora médica, a questão do tratamento é mais uma semelhança entre a dengue, zika e chikungunya: utiliza-se somente remédios para aliviar os sintomas.
Dra. Sheila conta que, em maio do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e a microcefalia a partir do resultado de exames realizados em uma bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. “Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença da zika. O vírus passou a ser causa confirmada de uma série de alterações neurológicas em bebês, que ocorrem ainda na barriga da mãe infectada. Descobriu-se que podem ocorrer danos mesmo que não haja microcefalia”.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sanofi Pasteur e o Walter Reed Army Institute of Research, dos Estados Unidos, assinaram, em outubro de 2016, um acordo sobre princípios de colaboração para acelerar o desenvolvimento e o registro de uma vacina contra o vírus zika. O acordo define princípios para a colaboração entre as instituições para que os três institutos, juntos, utilizem todas as expertises existentes, chegando a uma vacina para a zika. Porém, ainda não há prazo para a conclusão da pesquisa.

Dengue, Zika e Chikungunya: prevenção

Dr. Sheila finaliza informando o quanto é importante combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti para prevenir a dengue, zika e chikungunya . “A população deve estar atenta para eliminar água parada dos criadouros, como caixas d’água, galões, pneus e vasos de planta”.
Quer mais dicas para evitar a proliferação do mosquito e prevenir a dengue, zika e chikungunya? Torne as ações abaixo um hábito em seu dia a dia.
  • Encha de areia até a borda os pratinhos dos vasos de plantas;
  • Descarte adequadamente todo objeto que possa acumular água. Potes, latas, garrafas vazias e pneus devem ser encaminhados para reciclagem;
  • Atenção às tampas que lacram refrigerantes e água, por exemplo. Uma pequena tampa pode acumular água e ser o reservatório perfeito para o mosquito.O ideal é descartá-la;
  • Coloque o lixo em sacos plásticos e deixe-os fora do alcance de animais;
  • Mantenha lixeiras sempre bem fechadas;
  • Mantenha a caixa d’água bem tampada;
  • Remova tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;
  • Não deixe água da chuva acumular na laje ou outros locais;
  • Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos: a água deve ser trocada diariamente;        
  • Mantenha piscinas adequadamente limpas e tratadas;            
  • Atenção especial ao sair de férias: evite o acúmulo de água parada em casa durante a ausência (especialmente em vasos de plantas, banheiros, ralos e outros itens da casa).

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*Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde - Volume 48 - nº 02 – 2016 – Monitoramento dos casos de dengue, febre de chikungunya e febre pelo vírus Zika até a Semana Epidemiológica 51, 2016.http://singularmedicamentos.com.br/blog/dengue-zika-e-chikungunya-voce-sabe-as-diferencas

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

TRANSTORNOS ALIMENTARES: OS PERIGOS DA BUSCA PELO CORPO PERFEITO



Em tempos de ano novo, verão, carnaval chegando, a busca pelo corpo perfeito se torna mais frequente, porém pode se tornar perigosa e causar transtornos alimentares.
De acordo com Dra. Maria Alice Fontes, psicóloga, doutora em saúde mental pela UNIFESP e diretora da Clínica Plenamente, a causa dos transtornos alimentares está ligada, principalmente, aos aspectos socioculturais, mas não se pode descartar os fatores biológico, psicológicos e familiares.
“A pressão cultural por manter-se magro, seja apenas para atender à um padrão estético ou pela exigência de certas profissões, aliada à presença de uma baixa autoestima, tornam o indivíduo mais propenso à desenvolver um quadro de anorexia ou bulimia”, adiciona Dra. Maria Alice.
Quanto aos aspectos biológicos, segundo a psicóloga, sabe-se que o neurotransmissor chamado serotonina pode afetar o apetite, bem como o humor e o controle dos impulsos. “Algumas pesquisas buscam investigar como os transtornos alimentares podem alterar os níveis de serotonina no cérebro e, também, a maneira que o sistema nervoso projeta informações para o corpo sobre a fome e a saciedade. Por exemplo, a maioria das mulheres apresenta melhora do humor e do sentimento de bem-estar depois de comerem, porém para outras com anorexia, o não comer é que desencadeia a melhora do humor e do bem-estar”.  

O que são os transtornos alimentares?

Dra. Maria Alice explica que os transtornos alimentares são caracterizados por perturbações no comportamento alimentar, podendo levar ao emagrecimento extremo (caquexia, devido à inadequada redução da alimentação), à obesidade (causada pela ingestão de grandes quantidades de comida) ou outros problemas físicos. “Os principais tipos de transtornos alimentares são a anorexia nervosa e a bulimia nervosa e ambos têm características comuns: uma intensa preocupação como o peso e o medo excessivo de engordar, uma percepção distorcida da forma corporal e a autoavaliação baseada no peso e na forma física”.  

Tipos de transtornos alimentares 

A seguir, Dra. Maria Alice nos conta um pouco sobre alguns tipos de transtornos alimentares.

Anorexia
A anorexia é um dos tipos de transtornos alimentares se caracteriza principalmente pela recusa do indivíduo em manter um peso mínimo esperado para a idade e a altura (menos de 85%) por meio da restrição do comportamento alimentar, pelo temor excessivo em ganhar peso e pela distorção da percepção da imagem corporal. 
A perda do peso é obtida pela redução intensa da dieta alimentar. Geralmente, no início são restritos apenas os alimentos considerados calóricos, porém com o progresso da doença, observa-se uma dieta extremamente limitada. 
O medo de engordar não é compensado pela intensa perda de peso, havendo um aumento dessa preocupação à medida que o peso real diminui. Algumas pessoas acreditam estar acima do peso de uma forma geral, outras se preocupam com a gordura em partes específicas do corpo. Nesse sentido, é muito comum o indivíduo se pesar com frequência, medir obsessivamente as partes do corpo ou usar insistentemente um espelho para verificar as áreas que percebe estarem gordas. 
A autoestima da pessoa anoréxica está relacionada à forma corporal e ao peso. Sendo assim, a perda de peso é vista como uma conquista e autodisciplina, enquanto o ganho de peso é considerado um fracasso do autocontrole. Apesar de alguns indivíduos reconhecerem que estão magros, eles desconsideram as implicações que esse estado pode levar a saúde. 
A amenorréia (ausência de pelo menos três ciclos menstruais) é um importante indicador fisiológico da anorexia nervosa. Em meninas pré-púberes a menarca pode ser retardada devido à doença. 
“Muitos são os problemas fisiológicos decorrentes da anorexia nervosa e que podem levar o indivíduo a morte. O índice de mortalidade entre pessoas com anorexia é 12 vezes maior do que o número de mortes causadas por todas as outras doenças na população feminina entre 15 e 24 anos de idade. As causas de morte são as complicações decorrentes da anorexia nervosa como infecções importantes, alterações metabólicas devido à desnutrição, desequilíbrio eletrolítico e suicídio”. 
Bulimia
Esse quadro é caracterizado por compulsões alimentares periódicas (ingestão de uma grande quantidade de comida em um curto espaço de tempo), seguidas de métodos compensatórios inadequados (vômitos autoinduzidos, uso inadequado de laxantes ou diuréticos, prática de exercícios em excesso) para evitar o ganho de peso. Assim como na anorexia nervosa, o indivíduo bulímico apresenta uma autoavaliação baseada na forma física e no peso corporal. 
“Para se estabelecer o diagnóstico de bulimia nervosa, esses comportamentos devem estar presentes por pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de três meses. Embora haja uma variedade dos tipos de alimentos ingeridos nos ataques de hiperfagia (compulsão alimentar), o mais comum é o consumo de doces ou outros alimentos de alto teor calórico”. 
Segundo a psicóloga, indivíduos acometidos pela bulimia nervosa ocultam seus comportamentos patológicos da família e das pessoas que as cercam e, muitas vezes, se envergonham de seus atos compensatórios. Normalmente, não há perda de peso significativa nos pacientes com bulimia, trazendo portanto, maior dificuldade para a família identificá-la. 
Entre os problemas fisiológicos consequentes dos episódios bulímicos estão o desequilíbrio eletrolítico, perda de potássio, inflamação do esôfago e danos no esmalte dos dentes. 
Transtorno do Comer Compulsivo 
Dra. Maria Alice explica que indivíduos com esse tipo de transtorno apresentam episódios de compulsão alimentar, porém diferentemente da bulimia nervosa, não utilizam métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos e, também, não possuem  a preocupação irracional com o peso e a forma corporal. 
Pessoas com transtorno do comer compulsivo perdem o controle durante os frequentes ataques de binge eating (comer compulsivo) e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis. A maioria é obesa e uma parcela significativa dos indivíduos que fazem controle alimentar e de peso com acompanhamento médico sofrem deste transtorno. 
Para ser estabelecido esse diagnóstico, os ataques de comer compulsivamente devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de seis meses, e obedecer aos seguintes critérios: 
  • Episódios repetidos de bing eating (comer compulsivo);
  • Durante a ocorrência dos episódios, devem estar presentes no mínimo três dos indicadores abaixo:
    a) Comer muito mais rápido que o normal;
    b) Comer até sentir-se desconfortável fisicamente;
    c) Ingerir grandes quantidades de comida, mesmo estando sem fome;
    d) Comer sozinho por sentir-se envergonhado da quantidade de comida ingerida;
    e) Sentir-se culpado e/ou deprimido após o episódio.*
    * Esses sentimentos podem levar o indivíduo a apresentar novos episódios de binge eating (comer compulsivo), formando-se assim um ciclo.
Obesidade 
A psicóloga conta que, atualmente, sabe-se que alguns indivíduos possuem mais facilidade para acumular gordura do que outras. Essa informação envolve aspectos metabólicos, genéticos, culturais e comportamentais, descartando-se assim a antiga ideia de que o obeso era uma pessoa gulosa, desprovida de controle e de vontade de cuidar de si próprio. 
“Certas doenças endócrinas como o hipotireoidismo ou outros desequilíbrios hormonais, podem colocar o indivíduo sob uma maior propensão a tornar-se obeso, porém esses casos significam apenas 2% do total”. 
Dra. Maria explica, que com relação ao componente emocional da obesidade, estudos revelam que entre os obesos há uma alta incidência (cerca de 75%) de comportamentos de compulsão alimentar. Pacientes obesos com compulsão alimentar apresentam uma propensão maior a desenvolver comorbidades, como transtornos de humor, de ansiedade e de bulimia nervosa, e não apresentam resultados positivos em programas de perda de peso, quando comparados a obesos sem compulsão alimentar. Tal fato mostra que é necessário desenvolver programas diferentes para indivíduos compulsivos e não-compulsivos. 

Tratamentos para os transtornos alimentares

Segundo a psicóloga, o tratamento dos transtornos alimentares busca restaurar o comportamento alimentar adequado e restabelecer o peso considerado normal para a idade e a altura da pessoa. O objetivo é tirar o indivíduo do desequilíbrio clínico que a gravidade dos sintomas pode gerar. Por serem quadros de extrema complexidade, os transtornos alimentares requerem um tratamento realizado por equipe multiprofissional, com psicólogo, nutricionista, médico endocrinologista e psiquiatra”.
Dra. Maria Alice salienta que, com relação ao restabelecimento da saúde mental, o psiquiatra e o psicólogo são os profissionais melhor preparados para realizar a avaliação e traçar estratégias para o tratamento dos transtornos alimentares. “O psiquiatria poderá medicar o paciente de acordo com patologia original e as comorbidades mentais, a fim de resgatar o equilíbrio do humor. Já o trabalho do psicólogo tem o objetivo de tratar as relações do indivíduo, quer seja com sua família, com a sociedade e, principalmente, consigo mesmo. O processo psicoterápico auxilia na recuperação da autoestima, oferecendo um caminho de descoberta das causas dos sintomas, possibilitando o lançamento de estratégias e habilidades para melhor lidar com os desequilíbrios emocionais”, finaliza.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

DOENÇAS REUMÁTICAS TAMBÉM PODEM AFETAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Sempre associadas a pessoas mais velhas, as doenças reumáticas também podem afetar crianças e adolescentes. O diagnóstico precoce e o tratamento específico são fundamentais para combater o problema e oferecer uma melhor qualidade de vida aos pacientes afetados.
Segundo a Dra. Cássia Passarelli, diretora da Sociedade de Pediatria de São Paulo e membro do Departamento de Reumatologia da Sociedade, a patologia mais comum é a artrite idiopática juvenil, além do lúpus, da febre reumática e de outras doenças inflamatórias. “A dor é uma manifestação de que algo está errado. Portanto, se a criança acusar algum incômodo, é imprescindível consultar o pediatra para o devido encaminhamento”, alerta.

Sintomas e diagnóstico

A médica explica que as doenças reumáticas geralmente caracterizam-se por dor e inchaço nas juntas, dificuldade para andar e dor nas pernas. Alguns tipos de doenças reumáticas cursam com febre prolongada e lesões de pele. “São patologias inflamatórias que ocorrem em indivíduos geneticamente predispostos, desencadeadas por processos ambientais desconhecidos”.
Com relação ao diagnóstico, Dra. Cássia ressalta que muitas vezes pode não ser claro, o que leva à confusão com outras doenças e até mesmo com alterações próprias da infância. A médica afirma que, por isso, os pais devem ficar atentos e levar os filhos ao pediatra, que encaminhará ao reumatologista pediatra quando necessário. “Grande parte dessas doenças reumáticas é crônica, porém contamos com tratamento e controle, possibilitando ao paciente uma vida normal ou praticamente normal”.

Principais doenças reumáticas

Conheça as doenças reumáticas mais frequentes em crianças e adolescentes e fique atento aos sintomas.

Artrite Idiopática Juvenil

Causa inflamação nas juntas com duração de pelo menos 6 semanas e com início até os 16 anos de idade. Pode levar à dor, inchaço, vermelhidão, calor, diminuição dos movimentos e deformidades. Outras partes do organismo também podem ser afetadas como coração, olhos, músculos, tendões e pele. Pode durar anos, com períodos de remissão e atividade.

Febre Reumática

Ocorre mais frequentemente a partir de cinco anos de idade e tem origem em uma infecção de garganta causada pela bactéria estreptococo apenas em crianças predispostas. Os sinais mais comuns são febre, fortes dores articulares e lesões de válvulas cardíacas, além do comprometimento neurológico. É considerada uma das principais causas de problemas cardíacos em jovens no Brasil. O tratamento consiste em injeções intramusculares de penicilina.

Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil

É uma doença crônica relacionada a alterações do sistema de defesa do organismo (sistema imunológico). As células que deveriam defender de bactérias, vírus e outros agressores passam a não reconhecer o organismo e atacar o próprio corpo. Em geral, o lúpus evolui em surtos e todos os órgãos podem ser afetados pelo processo inflamatório (pele, rins, articulações, sistema nervoso e sangue, por exemplo). Os pacientes são avaliados e submetidos a exames laboratoriais periodicamente. O tratamento é prolongado e, algumas vezes, requer períodos de hospitalização.
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terça-feira, 8 de agosto de 2017

CÂNCER DE COLO DE ÚTERO: UM ALERTA PARA A POPULAÇÃO FEMININA

Janeiro já começou e traz com ele um tema muito importante: a conscientização sobre o câncer de colo de útero, tipo de tumor que ocupa o segundo lugar no ranking dos cânceres femininos no mundo, só perdendo para o de mama. No Brasil está em terceiro lugar, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). 
De acordo com a Dra. Neila Speck, ginecologista e professora do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), esse tipo de câncer é tão presente na população feminina porque a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), responsável pelo surgimento da doença, é altamente prevalente na população sexualmente ativa. “80% das mulheres terão contato com esse vírus durante suas vidas, porém a maioria elimina a infecção espontaneamente. Mas 10% delas não eliminam por condições imunológicas individuais e, com isso, a paciente passa a ter o risco de desenvolver lesões pré-cancerosas ou até mesmo o câncer”, adiciona Dra. Neila. 

O que é o câncer de colo de útero?

A ginecologista explica que o câncer do colo do útero é um tipo de tumor maligno bastante frequente no Brasil, sendo a terceira causa de câncer entre as mulheres, provocado pelo papilomavírus humano (HPV). Determinados tipos de HPV, conhecidos como oncogênicos (cancerígenos), provocam esse tumor quando a infecção persiste por mais de 15 anos e a imunidade não teve capacidade de eliminar esse agente. Em fase inicial, a doença é assintomática. Porém, quando avançada, pode provocar sangramento irregular e/ou na relação sexual, corrimento com mau cheiro e dor no baixo ventre.
Segundo Dra. Neila, os fatores de risco para o câncer de colo de útero incluem: início sexual precoce, multiplicidade de parceiros sexuais, tabagismo, imunossupressão (HIV, transplante de órgãos, uso de corticóide) e outras doenças sexualmente transmissíveis. “A faixa etária de risco é entre 30 a 50 anos, sendo que aos 30 aparecem principalmente as lesões precursoras (pré-cancerígenas). É raro acontecer abaixo dos 25 anos”, adiciona a médica. 

Rastreamento do HPV pode apresentar um novo cenário para a prevenção do câncer de colo do útero

Dra. Neila afirma que a prevenção primária desse tipo de câncer seria pela vacinação contra o HPV na qual há proteção contra os dois tipos mais agressivos do vírus (16 e 18). Vale lembrar que o uso da camisinha promove uma prevenção apenas parcial.
Já a outra forma de prevenir o problema é feita pela realização de exames nos quais se detecta o vírus antes dele se manifestar, conhecidos como teste de DNA-HPV ou a realização do exame preventivo (Papanicolaou), que identifica as células doentes produzidas pelo HPV.
Porém, a ginecologista ressalta uma informação importante e pouco conhecida pela população: um terço dos cânceres de colo do útero, por exemplo, ocorre em mulheres com exame de Papanicolau sem alteração. “O exame de Papanicolaou pode apresentar falhas em torno de 25% e, dependendo da qualidade do laboratório, em até 50%. É um exame que precisa ser repetido com uma certa frequência para que se detecte a alteração, caso não tenha sido diagnosticado na primeira vez. É um procedimento que depende de um profissional qualificado para uma boa interpretação. Já o teste do DNA-HPV é completamente automatizado, não necessita de interpretação humana, quem identifica a presença ou não do vírus é uma máquina, o que lhe confere uma sensibilidade muito alta no diagnóstico das lesões pré-cancerígenas. E, ao menor sinal de doença, ela é tratada, o que confere cura de 95% nos casos das lesões precursoras e impedindo a evolução para o câncer”. 
O teste de DNA-HPV é o primeiro e único teste nos Estados Unidos indicado para o rastreio primário na identificação de mulheres com 25 anos ou mais portadoras do HPV de alto risco e que estão susceptíveis a desenvolver o câncer de colo do útero. Isso porque, com o avanço da ciência e da tecnologia molecular, é possível realizar a análise da amostra de células do colo do útero para identificar a presença do DNA do vírus HPV. No Brasil, o teste já pode ser solicitado durante as visitas periódicas ao ginecologista para auxiliar na detecção do vírus e evitar suas complicações. 
Esse exame é o único teste aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) que permite identificar os HPV 16 e 18, além de detectar outros 12 genotipos de HPV de alto risco em uma única análise. No Brasil, é disponibilizado na maioria dos laboratórios de análises clínicas, além de estar no roll de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ao identificar as mulheres com maior risco de desenvolver o câncer de colo do útero, o teste oferece aos profissionais de saúde respostas que auxiliam tomadas de decisões importantes para garantir a saúde de suas pacientes. 
“A utilização do teste como um complemento dos exames periódicos femininos é fundamental para identificar a mulher que está em risco de câncer de colo do útero. Apresenta sensibilidade maior que o exame de Papanicolaou, que pode falhar em muitas situações. Vale ressaltar que cerca de pelo menos 14 tipos de HPV são considerados oncogênicos. E por ser assintomática, a infecção coloca milhares de mulheres em risco de desenvolver cânceres na região genital que podem ser evitados, como o câncer de colo do útero. E, infelizmente por questões de custos, o teste de DNA-HPV acaba não sendo tão conhecido”, finaliza Dra Neila. 
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CÂNCER DE PRÓSTATA X SEXUALIDADE

Muitas dúvidas rondam os pacientes com câncer de próstata principalmente quando o assunto é a vida sexual após o surgimento da doença. Para sanar todos os seus questionamentos sobre o tema, entrevistamos o Dr. Gustavo Carvalhal, membro do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

De acordo com Dr. Gustavo, o câncer de próstata é o tumor maligno mais comum na população masculina depois câncer de pele e que pode afetar profundamente a sexualidade do homem. 

Segundo o médico, ao ser diagnosticado, o paciente se sente preocupado com o que pode acontecer já que o câncer de próstata pode progredir e ser letal, afetando o psicológico. Além disso, os tratamentos utilizados para tentar a cura da doença podem afetar de maneira importante a sexualidade masculina como, por exemplo, a prostatectomia (independente da técnica) que pode deixar isquêmicos os nervos do pênis causando uma disfunção erétil e a radioterapia, já que a radiação na pelve pode prejudicar a inervação que também vai até o órgão masculino e provocar a impotência. 

Dr. Gustavo ressalta que nos casos dos homens que estão tratando um câncer na próstata já avançado e com metástase, uma parte fundamental do tratamento é o uso do bloqueio hormonal, para inibir a ação da testosterona, que pode levar a perda da libido e da ereção. “Os tratamentos para esse tipo de câncer podem vir acompanhados de disfunções na área da ereção, mas existem alternativas para reverter esses quadros em todas as situações”. 

Tratamentos para disfunção erétil nos casos de câncer de próstata


O médico explica que existem diversas maneiras de tratar a disfunção erétil associada ao tratamento do câncer de próstata. Uma delas é o uso das medicações orais que facilitam a ereção. Para os pacientes que não respondem a terapia oral, é possível fazer o uso de medicações injetáveis (intracavernosas) que produzem a ereção no momento que são aplicadas. E quando as alternativas medicamentosas não funcionam, ainda existe a opção da colocação de uma prótese peniana que deixa o homem pronto para ter relação sexual. “É essencial saber que a prótese só é indicada em último caso quando a pessoa não responde aos demais tratamentos. A maioria das situações conseguimos reverter com medicamentos”. 

Dr. Gustavo ainda ressalta uma questão muito importante: o diagnóstico do câncer de próstata não significa que o paciente terá que necessariamente tratá-lo. O médico explica que grande parte dos tumores encontrados são de baixo risco de progressão (40%), ou seja, a doença está em seu estágio inicial e pode levar anos para progredir. “Nesses casos, o tratamento sugerido no começo é somente o acompanhamento com os exames de PSA, toque retal e ressonâncias para não deixar o problema avançar. Só iremos tratar realmente os tumores que tiverem potencial de evoluir clinicamente. Ao descobrir o câncer de próstata não quer dizer que o homem necessariamente vai ter que passar por algum tratamento mais agressivo ou que vai ter uma alteração na sua função sexual”. 

O médico conta que muitas vezes os pacientes acham que ao descobrirem um câncer de próstata ficarão impotentes. “O fundamental é saber que o diagnóstico pode salvar vidas. Vale lembrar que, em um primeiro momento, pode ser que o problema não precise ser tratado e, se houver necessidade, o tratamento não estará necessariamente associado as alterações na sexualidade. E sempre temos condições de reverter complicações eventuais nessa área. O homem pode ter atividade sexual até o fim de sua vida”, finaliza Dr. Gustavo.

http://singularmedicamentos.com.br/blog/cancer-de-prostata-x-sexualidade

Fique de olho no nosso blog. Ao longo desse mês teremos várias matérias sobre o câncer de próstata.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Câncer de colo de útero: um alerta para a população feminina


Janeiro já começou e traz com ele um tema muito importante: a conscientização sobre o câncer de colo de útero, tipo de tumor que ocupa o segundo lugar no ranking dos cânceres femininos no mundo, só perdendo para o de mama. No Brasil está em terceiro lugar, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

De acordo com a Dra. Neila Speck, ginecologista e professora do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), esse tipo de câncer é tão presente na população feminina porque a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), responsável pelo surgimento da doença, é altamente prevalente na população sexualmente ativa. “80% das mulheres terão contato com esse vírus durante suas vidas, porém a maioria elimina a infecção espontaneamente. Mas 10% delas não eliminam por condições imunológicas individuais e, com isso, a paciente passa a ter o risco de desenvolver lesões pré-cancerosas ou até mesmo o câncer”, adiciona Dra. Neila.

O que é o câncer de colo de útero?


A ginecologista explica que o câncer do colo do útero é um tipo de tumor maligno bastante frequente no Brasil, sendo a terceira causa de câncer entre as mulheres, provocado pelo papilomavírus humano (HPV). Determinados tipos de HPV, conhecidos como oncogênicos (cancerígenos), provocam esse tumor quando a infecção persiste por mais de 15 anos e a imunidade não teve capacidade de eliminar esse agente. Em fase inicial, a doença é assintomática. Porém, quando avançada, pode provocar sangramento irregular e/ou na relação sexual, corrimento com mau cheiro e dor no baixo ventre.

Segundo Dra. Neila, os fatores de risco para o câncer de colo de útero incluem: início sexual precoce, multiplicidade de parceiros sexuais, tabagismo, imunossupressão (HIV, transplante de órgãos, uso de corticóide) e outras doenças sexualmente transmissíveis. “A faixa etária de risco é entre 30 a 50 anos, sendo que aos 30 aparecem principalmente as lesões precursoras (pré-cancerígenas). É raro acontecer abaixo dos 25 anos”, adiciona a médica.

Rastreamento do HPV pode apresentar um novo cenário para a prevenção do câncer de colo do útero


Dra. Neila afirma que a prevenção primária desse tipo de câncer seria pela vacinação contra o HPV na qual há proteção contra os dois tipos mais agressivos do vírus (16 e 18). Vale lembrar que o uso da camisinha promove uma prevenção apenas parcial.

Já a outra forma de prevenir o problema é feita pela realização de exames nos quais se detecta o vírus antes dele se manifestar, conhecidos como teste de DNA-HPV ou a realização do exame preventivo (Papanicolaou), que identifica as células doentes produzidas pelo HPV.

Porém, a ginecologista ressalta uma informação importante e pouco conhecida pela população: um terço dos cânceres de colo do útero, por exemplo, ocorre em mulheres com exame de Papanicolau sem alteração. “O exame de Papanicolaou pode apresentar falhas em torno de 25% e, dependendo da qualidade do laboratório, em até 50%. É um exame que precisa ser repetido com uma certa frequência para que se detecte a alteração, caso não tenha sido diagnosticado na primeira vez. É um procedimento que depende de um profissional qualificado para uma boa interpretação. Já o teste do DNA-HPV é completamente automatizado, não necessita de interpretação humana, quem identifica a presença ou não do vírus é uma máquina, o que lhe confere uma sensibilidade muito alta no diagnóstico das lesões pré-cancerígenas. E, ao menor sinal de doença, ela é tratada, o que confere cura de 95% nos casos das lesões precursoras e impedindo a evolução para o câncer”.

O teste de DNA-HPV é o primeiro e único teste nos Estados Unidos indicado para o rastreio primário na identificação de mulheres com 25 anos ou mais portadoras do HPV de alto risco e que estão susceptíveis a desenvolver o câncer de colo do útero. Isso porque, com o avanço da ciência e da tecnologia molecular, é possível realizar a análise da amostra de células do colo do útero para identificar a presença do DNA do vírus HPV. No Brasil, o teste já pode ser solicitado durante as visitas periódicas ao ginecologista para auxiliar na detecção do vírus e evitar suas complicações.

Esse exame é o único teste aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) que permite identificar os HPV 16 e 18, além de detectar outros 12 genotipos de HPV de alto risco em uma única análise. No Brasil, é disponibilizado na maioria dos laboratórios de análises clínicas, além de estar no roll de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ao identificar as mulheres com maior risco de desenvolver o câncer de colo do útero, o teste oferece aos profissionais de saúde respostas que auxiliam tomadas de decisões importantes para garantir a saúde de suas pacientes.
“A utilização do teste como um complemento dos exames periódicos femininos é fundamental para identificar a mulher que está em risco de câncer de colo do útero. Apresenta sensibilidade maior que o exame de Papanicolaou, que pode falhar em muitas situações. Vale ressaltar que cerca de pelo menos 14 tipos de HPV são considerados oncogênicos. E por ser assintomática, a infecção coloca milhares de mulheres em risco de desenvolver cânceres na região genital que podem ser evitados, como o câncer de colo do útero. E, infelizmente por questões de custos, o teste de DNA-HPV acaba não sendo tão conhecido”, finaliza Dra Neila.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Projeto ano novo para uma vida mais saudável



Mais um ano chegando, mas algumas resoluções nunca mudam e, emagrecer, está entre elas. Porém, algumas pessoas se preocupam com o excesso de peso só por conta de estética, mas nem imaginam que ele pode estar associado a diversas doenças.

E que tal encarar esse projeto ano novo para dar início a hábitos mais saudáveis e levá-los para a vida toda? Para te ajudar nessa questão, entrevistamos diversos especialistas os quais nos contaram que se alimentar bem e praticar atividades físicas trazem muitas vantagens para a sua saúde que vão muito além da estética.

De olho na alimentação


Todo mundo sabe que para emagrecer um dos pilares é investir em uma boa alimentação, porém, para correr atrás do prejuízo, algumas pessoas acabam cometendo certas loucuras que podem ocasionar muitos malefícios. Dra. Flávia Rezende, médica especialista em endocrinologia explica que há várias complicações envolvidas nessas dietas “malucas” que muitos recorrem para a perda de peso imediata. Uma é o uso indevido de medicamentos para emagrecer, inclusive, sem comprovação científica, que podem prejudicar a saúde, levando à depressão, arritmias cardíacas, trombose, hipertensão, desnutrição. “O paciente ainda poderá se sentir muito frustrado e desestimulado a seguir um programa de emagrecimento”.

A nutricionista Andréa Farah complementa informando que o emagrecimento imediato não faz bem para ninguém. O ideal é contar sempre com refeições regulares e saudáveis. Andréa ainda ressalta que, após um dia de alimentação saudável, com frutas, verduras, legumes, carnes, já é possível sentir os benefícios no corpo, com uma sensação de leveza, já que o organismo começa a eliminar excessos de líquidos e toxinas. “Em longo prazo, essa percepção de leveza e de sentir mais saudável acontece porque o organismo está absorvendo mais vitaminas e minerais por conta da diminuição da ingestão de açúcares e carboidratos simples (pães, massas, arroz entre outros), a produção de insulina se normaliza e os níveis de energia melhoram muito”.

Dra. Flávia destaca que, para quem quer investir em uma alimentação mais saudável, o recomendado é buscar o acompanhamento de um profissional especializado o qual, junto com um médico, ajudará a detectar doenças antes desconhecidas pelo paciente, se houver, e propor um programa de emagrecimento adequado à rotina, necessidade e perfil.

“Uma dieta pode funcionar para uma pessoa, mas não para outra. Uma recomendação que sempre passo para os pacientes é ter hábitos saudáveis, ou seja, evitar alimentos ricos em gorduras como os salgadinhos, frituras, refrigerantes, achocolatados (são ricos em açúcares) e bebidas alcoólicas, produtos industrializados e embutidos; ter uma alimentação rica em carnes magras (frango sem pele, peixe, alcatra, patinho) e em fibras (massas integrais, legumes e verduras); optar por alimentados assados e cozidos; apostar em frutas (de três a seis por dia) de preferência com casca/bagaço; comer leguminosas (grão-de-bico e ervilha), comer um carboidrato por refeição; beber bastante água durante o dia (2 a 3 litros), mas não durante a refeição; e evitar pratos volumosos porque o excesso de nutrientes pode virar gordura corporal”, adiciona a endocrinologista.

Andréa salienta que, para todos aqueles que querem eliminar peso, junto com um nutricionista, é importante procurar um educador físico, para que se tenha um plano de exercício adequado a idade e estilo de vida. “Temos que ter equilíbrio e disciplina sempre. Se você começa uma reeducação alimentar e está regrado fazendo tudo certinho e de repente dá uma ‘escorregada’, não desanime, levante e continue, não pare. Procure sempre um profissional antes de começar qualquer dieta. E se você quer comer melhor, comece descascando mais e desembalando menos”.

Os perigos da obesidade


De acordo com Priscilla Olim de Andrade Mattar, endocrinologista e gerente de grupo médico da Novo Nordisk, a obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica que necessita de tratamento de longo prazo. “O excesso de peso aumenta as chances de desenvolver mais de 20 patologias, entre elas o diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol alto, doenças do coração, artrite e problemas nas articulações, apneia do sono (dificuldades para respirar enquanto dorme) e alguns tipos de câncer, além de impactar na expectativa de vida”.

Priscilla ainda chama a atenção para a prevalência global do problema que cresceu de forma significativa nos últimos 30 anos. De acordo com a OMS, a obesidade atingiu proporções de epidemia, com mais de 1.9 bilhão de adultos com sobrepeso em todo o mundo, dos quais cerca de 600 milhões foram diagnosticados com obesidade (ou seja, IMC ≥30). Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso e desses, 17,9% têm obesidade.

“Estudos indicam que, independentemente do peso inicial, uma perda de 5% a 10% do peso em pessoas com obesidade já traz benefícios expressivos à saúde, incluindo melhoras dos níveis de glicemia sanguínea, da pressão arterial, dos níveis de colesterol e da apneia obstrutiva do sono e da qualidade de vida relacionada à saúde. Esse dado é importante para quebrar o paradigma de que, quando um indivíduo está com excesso de peso, é necessário perder 50kg de uma única vez. Estabelecer metas reais de perda de peso (começando com 5kg, depois 10kg, depois mais 5kg) já traz benefícios para a saúde e, por ser mais ‘palpável’, há mais chances do paciente ter sucesso. Vale lembrar que a obesidade é uma doença e suas causas são complexas e multifatoriais, sendo influenciada por fatores fisiológicos, psicológicos, ambientais, socioeconômicos e genéticos. Por isso, o tratamento da obesidade deve ser individualizado e levar em consideração diversos fatores”, complementa a endocrinologista e gerente de grupo médico da Novo Nordisk.

Benefícios das atividades físicas


Assim como uma boa alimentação, a prática de atividades físicas também traz inúmeros benefícios para a saúde. Segundo Pedro Rotondo Víncula, educador físico do EstudioPass, já é possível sentir alguns efeitos logo no início como o aumento do tônus muscular; redução de medidas, do estresse e da insônia; melhora da autoestima, das funções cognitivas e da socialização. Já em longo prazo, os benefícios são muito maiores:

- Diminuição da gordura corporal;
- Aumento da massa muscular;
- Aumento da força muscular;
- Aumento da densidade óssea;
- Aumento da flexibilidade;
- Diminuição da frequência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo;
- Aumento da potência aeróbica;
- Aumento da ventilação pulmonar;
- Diminuição da pressão arterial;
- Melhora do perfil lipídico;
- Melhora da sensibilidade à insulina.

E para os sedentários que estão empolgados com a virada do ano e já querem partir para os exercícios para correr atrás do tempo perdido, o educador físico dá um alerta: “A escolha uma atividade física inadequada para atingir os objetivos a curtíssimo prazo, sem que o indivíduo conheça seus limites e histórico clínico, pode acarretar em possíveis lesões e frustrações. A melhor opção é procurar um profissional de educação física e realizar os exames e avaliações recomendadas para a escolha da melhor atividade de acordo com o perfil corporal. Caso a pessoa possua alguma doença cardiorrespiratória ou lesão crônica, um médico deve ser consultado”.

Pedro ainda lista as vantagens que a prática de exercícios físicos regulares, e não só no início do ano, trazem para a saúde:

- Mudança positiva na autopercepção e bem-estar;
- Melhoria na autoconfiança e da consciência;
- Mudança positiva no humor;
- Alívio da tensão e de sentimentos como a depressão e a ansiedade;
- Influência na amenização da tensão pré-menstrual;
- Aumento da sensação de bem-estar mental, do estado de prontidão, da energia e na habilidade de lidar com a atividade diária;

E ainda tem mais, o educador físico conta que se mexer ainda ajuda a controlar e até prevenir doenças como o diabetes e a hipertensão, por exemplo. “O diabetes é um problema que não tem cura, mas pode ser tratado e prevenido. A atividade física é importantíssima no controle, pois melhora a capacidade da insulina de transportar a glicose para as células e, ao praticar exercícios, o corpo necessita de glicose para gerar energia e assim a taxa de glicose no sangue diminui. Já as pessoas que apresentam hipertensão devem praticar atividades físicas regularmente, mas desde que façam partes de programas monitorados por profissionais, sendo sempre submetidos à avaliação clínica prévia”, afirma Pedro.

A redução de dores na coluna também entra na lista de benefícios, já que as atividades físicas são aliados importantes tanto para quem já sofre com o problema quanto para ajudar a prevenir. “O fortalecimento dos músculos abdominais e paravertebrais, além dos exercícios de alongamento para membros superiores e inferiores, promovem o equilíbrio adequado para a redução das dores e melhora da qualidade de vida”, adiciona o educador físico.

Aline Barbosa, fisioterapeuta e consultora em fisioterapia musculoesquelética, comenta que a má postura é a principal causa de problemas de coluna. Isso ocorre porque o corpo é uma estrutura que sofre remodelação com os hábitos repetidos, ou seja, sentar errado causa deformação no tecido articular levando a dores e até compressões neurais. “Sentar em boa postura é uma solução simples e fácil. Se o indivíduo possui dificuldade com essa habilidade, vale procurar um fisioterapeuta para ensinar no processo de reeducação. E dependendo do período que se passou sentando errado, será necessário trabalhar os tecidos com técnica específica e, com o tempo, capacitar a pessoa a essa mudança”.

E para quem quiser manter os exercícios físicos para o resto da vida e não só nos primeiros meses do ano, a dica dada pela fisioterapeuta é que a pessoa sinta prazer na atividade realizada. “Escolha aquilo que combina com sua personalidade. Atualmente temos várias opções, busque por algo que te faz bem, assim aumenta a chance de resistir até durante o inverno. Também vale contratar um personal trainer, pois esse profissional estimula o aluno por meio de técnicas específicas. O sistema de saúde no Brasil é baseado na crença da doença. Minha sugestão é abrir os olhos para um estilo de vida mais preventivo. Alimentação saudável, atividade física e pensamento positivo. Somos corpo, mente e espírito. A manutenção precisa ser completa”, finaliza Aline.

E com essa matéria encerramos as postagens de 2016. A equipe da Singular Medicamentos Especiais deseja para você e sua família um ano novo cheio de realizações. Até 2017!