sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Câncer de colo de útero: um alerta para a população feminina


Janeiro já começou e traz com ele um tema muito importante: a conscientização sobre o câncer de colo de útero, tipo de tumor que ocupa o segundo lugar no ranking dos cânceres femininos no mundo, só perdendo para o de mama. No Brasil está em terceiro lugar, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

De acordo com a Dra. Neila Speck, ginecologista e professora do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), esse tipo de câncer é tão presente na população feminina porque a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), responsável pelo surgimento da doença, é altamente prevalente na população sexualmente ativa. “80% das mulheres terão contato com esse vírus durante suas vidas, porém a maioria elimina a infecção espontaneamente. Mas 10% delas não eliminam por condições imunológicas individuais e, com isso, a paciente passa a ter o risco de desenvolver lesões pré-cancerosas ou até mesmo o câncer”, adiciona Dra. Neila.

O que é o câncer de colo de útero?


A ginecologista explica que o câncer do colo do útero é um tipo de tumor maligno bastante frequente no Brasil, sendo a terceira causa de câncer entre as mulheres, provocado pelo papilomavírus humano (HPV). Determinados tipos de HPV, conhecidos como oncogênicos (cancerígenos), provocam esse tumor quando a infecção persiste por mais de 15 anos e a imunidade não teve capacidade de eliminar esse agente. Em fase inicial, a doença é assintomática. Porém, quando avançada, pode provocar sangramento irregular e/ou na relação sexual, corrimento com mau cheiro e dor no baixo ventre.

Segundo Dra. Neila, os fatores de risco para o câncer de colo de útero incluem: início sexual precoce, multiplicidade de parceiros sexuais, tabagismo, imunossupressão (HIV, transplante de órgãos, uso de corticóide) e outras doenças sexualmente transmissíveis. “A faixa etária de risco é entre 30 a 50 anos, sendo que aos 30 aparecem principalmente as lesões precursoras (pré-cancerígenas). É raro acontecer abaixo dos 25 anos”, adiciona a médica.

Rastreamento do HPV pode apresentar um novo cenário para a prevenção do câncer de colo do útero


Dra. Neila afirma que a prevenção primária desse tipo de câncer seria pela vacinação contra o HPV na qual há proteção contra os dois tipos mais agressivos do vírus (16 e 18). Vale lembrar que o uso da camisinha promove uma prevenção apenas parcial.

Já a outra forma de prevenir o problema é feita pela realização de exames nos quais se detecta o vírus antes dele se manifestar, conhecidos como teste de DNA-HPV ou a realização do exame preventivo (Papanicolaou), que identifica as células doentes produzidas pelo HPV.

Porém, a ginecologista ressalta uma informação importante e pouco conhecida pela população: um terço dos cânceres de colo do útero, por exemplo, ocorre em mulheres com exame de Papanicolau sem alteração. “O exame de Papanicolaou pode apresentar falhas em torno de 25% e, dependendo da qualidade do laboratório, em até 50%. É um exame que precisa ser repetido com uma certa frequência para que se detecte a alteração, caso não tenha sido diagnosticado na primeira vez. É um procedimento que depende de um profissional qualificado para uma boa interpretação. Já o teste do DNA-HPV é completamente automatizado, não necessita de interpretação humana, quem identifica a presença ou não do vírus é uma máquina, o que lhe confere uma sensibilidade muito alta no diagnóstico das lesões pré-cancerígenas. E, ao menor sinal de doença, ela é tratada, o que confere cura de 95% nos casos das lesões precursoras e impedindo a evolução para o câncer”.

O teste de DNA-HPV é o primeiro e único teste nos Estados Unidos indicado para o rastreio primário na identificação de mulheres com 25 anos ou mais portadoras do HPV de alto risco e que estão susceptíveis a desenvolver o câncer de colo do útero. Isso porque, com o avanço da ciência e da tecnologia molecular, é possível realizar a análise da amostra de células do colo do útero para identificar a presença do DNA do vírus HPV. No Brasil, o teste já pode ser solicitado durante as visitas periódicas ao ginecologista para auxiliar na detecção do vírus e evitar suas complicações.

Esse exame é o único teste aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) que permite identificar os HPV 16 e 18, além de detectar outros 12 genotipos de HPV de alto risco em uma única análise. No Brasil, é disponibilizado na maioria dos laboratórios de análises clínicas, além de estar no roll de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ao identificar as mulheres com maior risco de desenvolver o câncer de colo do útero, o teste oferece aos profissionais de saúde respostas que auxiliam tomadas de decisões importantes para garantir a saúde de suas pacientes.
“A utilização do teste como um complemento dos exames periódicos femininos é fundamental para identificar a mulher que está em risco de câncer de colo do útero. Apresenta sensibilidade maior que o exame de Papanicolaou, que pode falhar em muitas situações. Vale ressaltar que cerca de pelo menos 14 tipos de HPV são considerados oncogênicos. E por ser assintomática, a infecção coloca milhares de mulheres em risco de desenvolver cânceres na região genital que podem ser evitados, como o câncer de colo do útero. E, infelizmente por questões de custos, o teste de DNA-HPV acaba não sendo tão conhecido”, finaliza Dra Neila.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Projeto ano novo para uma vida mais saudável



Mais um ano chegando, mas algumas resoluções nunca mudam e, emagrecer, está entre elas. Porém, algumas pessoas se preocupam com o excesso de peso só por conta de estética, mas nem imaginam que ele pode estar associado a diversas doenças.

E que tal encarar esse projeto ano novo para dar início a hábitos mais saudáveis e levá-los para a vida toda? Para te ajudar nessa questão, entrevistamos diversos especialistas os quais nos contaram que se alimentar bem e praticar atividades físicas trazem muitas vantagens para a sua saúde que vão muito além da estética.

De olho na alimentação


Todo mundo sabe que para emagrecer um dos pilares é investir em uma boa alimentação, porém, para correr atrás do prejuízo, algumas pessoas acabam cometendo certas loucuras que podem ocasionar muitos malefícios. Dra. Flávia Rezende, médica especialista em endocrinologia explica que há várias complicações envolvidas nessas dietas “malucas” que muitos recorrem para a perda de peso imediata. Uma é o uso indevido de medicamentos para emagrecer, inclusive, sem comprovação científica, que podem prejudicar a saúde, levando à depressão, arritmias cardíacas, trombose, hipertensão, desnutrição. “O paciente ainda poderá se sentir muito frustrado e desestimulado a seguir um programa de emagrecimento”.

A nutricionista Andréa Farah complementa informando que o emagrecimento imediato não faz bem para ninguém. O ideal é contar sempre com refeições regulares e saudáveis. Andréa ainda ressalta que, após um dia de alimentação saudável, com frutas, verduras, legumes, carnes, já é possível sentir os benefícios no corpo, com uma sensação de leveza, já que o organismo começa a eliminar excessos de líquidos e toxinas. “Em longo prazo, essa percepção de leveza e de sentir mais saudável acontece porque o organismo está absorvendo mais vitaminas e minerais por conta da diminuição da ingestão de açúcares e carboidratos simples (pães, massas, arroz entre outros), a produção de insulina se normaliza e os níveis de energia melhoram muito”.

Dra. Flávia destaca que, para quem quer investir em uma alimentação mais saudável, o recomendado é buscar o acompanhamento de um profissional especializado o qual, junto com um médico, ajudará a detectar doenças antes desconhecidas pelo paciente, se houver, e propor um programa de emagrecimento adequado à rotina, necessidade e perfil.

“Uma dieta pode funcionar para uma pessoa, mas não para outra. Uma recomendação que sempre passo para os pacientes é ter hábitos saudáveis, ou seja, evitar alimentos ricos em gorduras como os salgadinhos, frituras, refrigerantes, achocolatados (são ricos em açúcares) e bebidas alcoólicas, produtos industrializados e embutidos; ter uma alimentação rica em carnes magras (frango sem pele, peixe, alcatra, patinho) e em fibras (massas integrais, legumes e verduras); optar por alimentados assados e cozidos; apostar em frutas (de três a seis por dia) de preferência com casca/bagaço; comer leguminosas (grão-de-bico e ervilha), comer um carboidrato por refeição; beber bastante água durante o dia (2 a 3 litros), mas não durante a refeição; e evitar pratos volumosos porque o excesso de nutrientes pode virar gordura corporal”, adiciona a endocrinologista.

Andréa salienta que, para todos aqueles que querem eliminar peso, junto com um nutricionista, é importante procurar um educador físico, para que se tenha um plano de exercício adequado a idade e estilo de vida. “Temos que ter equilíbrio e disciplina sempre. Se você começa uma reeducação alimentar e está regrado fazendo tudo certinho e de repente dá uma ‘escorregada’, não desanime, levante e continue, não pare. Procure sempre um profissional antes de começar qualquer dieta. E se você quer comer melhor, comece descascando mais e desembalando menos”.

Os perigos da obesidade


De acordo com Priscilla Olim de Andrade Mattar, endocrinologista e gerente de grupo médico da Novo Nordisk, a obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica que necessita de tratamento de longo prazo. “O excesso de peso aumenta as chances de desenvolver mais de 20 patologias, entre elas o diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol alto, doenças do coração, artrite e problemas nas articulações, apneia do sono (dificuldades para respirar enquanto dorme) e alguns tipos de câncer, além de impactar na expectativa de vida”.

Priscilla ainda chama a atenção para a prevalência global do problema que cresceu de forma significativa nos últimos 30 anos. De acordo com a OMS, a obesidade atingiu proporções de epidemia, com mais de 1.9 bilhão de adultos com sobrepeso em todo o mundo, dos quais cerca de 600 milhões foram diagnosticados com obesidade (ou seja, IMC ≥30). Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso e desses, 17,9% têm obesidade.

“Estudos indicam que, independentemente do peso inicial, uma perda de 5% a 10% do peso em pessoas com obesidade já traz benefícios expressivos à saúde, incluindo melhoras dos níveis de glicemia sanguínea, da pressão arterial, dos níveis de colesterol e da apneia obstrutiva do sono e da qualidade de vida relacionada à saúde. Esse dado é importante para quebrar o paradigma de que, quando um indivíduo está com excesso de peso, é necessário perder 50kg de uma única vez. Estabelecer metas reais de perda de peso (começando com 5kg, depois 10kg, depois mais 5kg) já traz benefícios para a saúde e, por ser mais ‘palpável’, há mais chances do paciente ter sucesso. Vale lembrar que a obesidade é uma doença e suas causas são complexas e multifatoriais, sendo influenciada por fatores fisiológicos, psicológicos, ambientais, socioeconômicos e genéticos. Por isso, o tratamento da obesidade deve ser individualizado e levar em consideração diversos fatores”, complementa a endocrinologista e gerente de grupo médico da Novo Nordisk.

Benefícios das atividades físicas


Assim como uma boa alimentação, a prática de atividades físicas também traz inúmeros benefícios para a saúde. Segundo Pedro Rotondo Víncula, educador físico do EstudioPass, já é possível sentir alguns efeitos logo no início como o aumento do tônus muscular; redução de medidas, do estresse e da insônia; melhora da autoestima, das funções cognitivas e da socialização. Já em longo prazo, os benefícios são muito maiores:

- Diminuição da gordura corporal;
- Aumento da massa muscular;
- Aumento da força muscular;
- Aumento da densidade óssea;
- Aumento da flexibilidade;
- Diminuição da frequência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo;
- Aumento da potência aeróbica;
- Aumento da ventilação pulmonar;
- Diminuição da pressão arterial;
- Melhora do perfil lipídico;
- Melhora da sensibilidade à insulina.

E para os sedentários que estão empolgados com a virada do ano e já querem partir para os exercícios para correr atrás do tempo perdido, o educador físico dá um alerta: “A escolha uma atividade física inadequada para atingir os objetivos a curtíssimo prazo, sem que o indivíduo conheça seus limites e histórico clínico, pode acarretar em possíveis lesões e frustrações. A melhor opção é procurar um profissional de educação física e realizar os exames e avaliações recomendadas para a escolha da melhor atividade de acordo com o perfil corporal. Caso a pessoa possua alguma doença cardiorrespiratória ou lesão crônica, um médico deve ser consultado”.

Pedro ainda lista as vantagens que a prática de exercícios físicos regulares, e não só no início do ano, trazem para a saúde:

- Mudança positiva na autopercepção e bem-estar;
- Melhoria na autoconfiança e da consciência;
- Mudança positiva no humor;
- Alívio da tensão e de sentimentos como a depressão e a ansiedade;
- Influência na amenização da tensão pré-menstrual;
- Aumento da sensação de bem-estar mental, do estado de prontidão, da energia e na habilidade de lidar com a atividade diária;

E ainda tem mais, o educador físico conta que se mexer ainda ajuda a controlar e até prevenir doenças como o diabetes e a hipertensão, por exemplo. “O diabetes é um problema que não tem cura, mas pode ser tratado e prevenido. A atividade física é importantíssima no controle, pois melhora a capacidade da insulina de transportar a glicose para as células e, ao praticar exercícios, o corpo necessita de glicose para gerar energia e assim a taxa de glicose no sangue diminui. Já as pessoas que apresentam hipertensão devem praticar atividades físicas regularmente, mas desde que façam partes de programas monitorados por profissionais, sendo sempre submetidos à avaliação clínica prévia”, afirma Pedro.

A redução de dores na coluna também entra na lista de benefícios, já que as atividades físicas são aliados importantes tanto para quem já sofre com o problema quanto para ajudar a prevenir. “O fortalecimento dos músculos abdominais e paravertebrais, além dos exercícios de alongamento para membros superiores e inferiores, promovem o equilíbrio adequado para a redução das dores e melhora da qualidade de vida”, adiciona o educador físico.

Aline Barbosa, fisioterapeuta e consultora em fisioterapia musculoesquelética, comenta que a má postura é a principal causa de problemas de coluna. Isso ocorre porque o corpo é uma estrutura que sofre remodelação com os hábitos repetidos, ou seja, sentar errado causa deformação no tecido articular levando a dores e até compressões neurais. “Sentar em boa postura é uma solução simples e fácil. Se o indivíduo possui dificuldade com essa habilidade, vale procurar um fisioterapeuta para ensinar no processo de reeducação. E dependendo do período que se passou sentando errado, será necessário trabalhar os tecidos com técnica específica e, com o tempo, capacitar a pessoa a essa mudança”.

E para quem quiser manter os exercícios físicos para o resto da vida e não só nos primeiros meses do ano, a dica dada pela fisioterapeuta é que a pessoa sinta prazer na atividade realizada. “Escolha aquilo que combina com sua personalidade. Atualmente temos várias opções, busque por algo que te faz bem, assim aumenta a chance de resistir até durante o inverno. Também vale contratar um personal trainer, pois esse profissional estimula o aluno por meio de técnicas específicas. O sistema de saúde no Brasil é baseado na crença da doença. Minha sugestão é abrir os olhos para um estilo de vida mais preventivo. Alimentação saudável, atividade física e pensamento positivo. Somos corpo, mente e espírito. A manutenção precisa ser completa”, finaliza Aline.

E com essa matéria encerramos as postagens de 2016. A equipe da Singular Medicamentos Especiais deseja para você e sua família um ano novo cheio de realizações. Até 2017!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Doenças de verão: conheça as principais e previna-se!


O mês de dezembro representa uma das épocas mais legais do ano: verão, festas de fim de ano, férias. Mas também é nesse período, por conta da saída da rotina, que a saúde pode ser prejudicada com os problemas típicos da temporada.

Por isso, conversamos com o Dr. José Ribamar Branco, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, que nos contou quais são as doenças mais comuns do verão e como preveni-las.

Insolação


Ocorre com a exposição prolongada a ambientes quentes e secos, envolvendo geralmente contato direto com a luz solar. Para evitá-la, a recomendação do médico é consumir cerca de três litros de água por dia e aplicar o protetor solar antes de se expor ao sol, repassando, se possível, a cada duas horas, sempre com a pele seca.

Desidratação


Na desidratação o corpo perde, de forma excessiva, líquidos e sais minerais (mais de 2,5 litros de água por dia) por meio da saliva, suor, urina e fezes. Esse problema pode acontecer pela transpiração, diarreia ou vômitos. “Para prevenir a desidratação, é importante consumir líquidos frescos, alimentos leves, vestir-se com roupas leves e ficar, preferencialmente, em ambientes com sombra e arejados”, salienta o infectologista.

Micoses


As micoses, infecções dermatológicas causadas pela proliferação de fungos em algumas partes do corpo, também são comuns na estação. As partes afetadas são geralmente as mais quentes e úmidas, que oferecem as condições ideais para a reprodução dos fungos. O verão favorece esse processo, pois a temperatura corporal tende a aumentar, além das pessoas frequentarem mais os ambientes molhados. Uma forma de evitar as micoses, segundo Dr. José, é manter todas as dobras do corpo higienizadas e secas, não compartilhar toalhas e calçados com terceiros, não vestir sapatos fechados em dias muito quentes e não andar descalço em ambientes públicos.

Dengue, chikungunya e zica


De acordo com o infectologista, as três doenças são virais e transmitidas pelo Aedes aegypti, mosquito que se reproduz preferencialmente em ambientes quentes e úmidos, característicos do verão. É preciso estar duas vezes mais atento a febres, manchas e dores no corpo, que podem ser sintomas das patologias. Como prevenção, é fundamental acabar com todo o foco de reprodução do mosquito. Além disso, o uso de repelentes contra insetos também pode evitar as picadas que possam transmitir o vírus.

Intoxicação alimentar


Também chamadas de infecções gastrointestinais, podem ter origem bacteriana ou viral e normalmente são originadas por conta da ingestão de comidas mal conservadas ou mal higienizadas. Portanto, todo cuidado é pouco na hora de comer fora de casa.

Conjuntivite


A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana que reveste o globo ocular. Segundo Dr. José, a doença pode ter como origem agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Durante o verão, a mais comum é a bacteriana, uma vez que as bactérias causadoras se propagam na água. Caso aconteça a contaminação, o importante é não compartilhar objetos de higiene pessoal, não coçar os olhos e lavar as mãos e rosto com frequência.

Além de seguir as dicas de higiene e cuidados detalhados acima, o infectologista ressalta que é fundamental buscar cuidados médicos, sempre evitando a automedicação, caso os sintomas dessas ou de outras patologias apareçam e se intensifiquem.

“A alta incidência solar, falta de higiene e de saneamento são os principais responsáveis pelo aumento dos casos dessas doenças. O calor e a umidade facilitam a proliferação dos vírus e bactérias responsáveis por essas enfermidades. Com isso em vista, tanto a higiene pessoal quanto alimentar merecem atenção redobrada nessa época do ano”, finaliza Dr. José.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Dezembro Laranja: cuidado com os danos causados pelo sol


O verão é uma das melhores épocas para se divertir com a família. Porém, nesse período, a exposição solar é maior e tomar cuidado com o excesso de sol é fundamental para evitar diversos problemas, principalmente o câncer de pele.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o fotodano gerado pelo sol é a principal causa do envelhecimento cutâneo. A exposição excessiva pode causar sardas, rugas, melasma, queimaduras e evoluir para a mais perigosa consequência que é o câncer de pele.

Para alertar a população sobre a prevenção do câncer de pele, a SBD promove o Dezembro Laranja. A campanha chama a atenção para esse tipo da doença que é o mais incidente no país, com 176 mil novos casos ao ano.

O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Gabriel Gontijo, afirma o quanto é importante fazer consultas periódicas com um dermatologista associado à SBD e ainda reforça a necessidade de se adotar medidas simples de fotoproteção como usar filtro solar, chapéu, óculos e, ainda, evitar o excesso ao sol ficando atento aos horários mais adequados para a exposição: antes das 10h e depois das 16h.

O que você precisa saber sobre o câncer de pele


A dermatologista do Instituto de Oncologia Santa Paula (IOSP), Mônica de Mello, explica que o câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil e sua prevalência cresce anualmente. Ele responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no país e está dividido em dois tipos: melanoma e não melanoma. “O excesso de exposição ao sol é a principal causa da doença, uma vez que a radiação ultravioleta é a maior responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos. Se detectado precocemente, pode ser curado com facilidade”.

Segundo a SBD, o câncer de pele pode assemelhar-se a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Vale lembrar que somente um exame clínico realizado por um médico especializado ou uma biópsia pode diagnosticar o problema, mas é fundamental estar sempre de olho em alguns sintomas como:

- Lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;

- Pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;

- Mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia ainda informa que a regra do ABCDE ajuda na suspeita de uma lesão maligna alertando que um dermatologista deve ser procurado.

A = lesão assimétrica

B = bordas irregulares

C = alteração de cor

D = diâmetro maior que 6 mm

E = evolução ou modificação da lesão

Prevenção é o melhor remédio


Para prevenir esse tipo de câncer é preciso evitar a exposição excessiva ao sol e proteger-se da radiação UV seja qual for o fototipo da pele já que a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta. Conforme informações da SBD, os grupos de maior risco são os do fototipo I e II: pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além deles, pessoas que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.

Quer curtir o verão com muito mais saúde? Siga as recomendações da SBD e fique longe desse tipo de câncer e de outros males que o excesso de sol pode causar:

- Usar chapéus, camisetas e protetores solares;

- Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão);

- Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material;

- Usar filtros solares diariamente e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço. Na Singular Medicamentos você encontra as principais marcas de protetores solares do mercado, confira e aproveite;

- Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas;

- Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo;

- Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Aids: previna-se e fique longe dessa doença que já afeta quase 37 milhões de pessoas no mundo


Estabelecido em 1988 e lembrado mundialmente em 1º de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids é uma oportunidade para as pessoas em todo o mundo lutar contra o HIV e mostrar o seu apoio para aqueles que vivem com o vírus.

Para o médico infectologista e coordenador do PrEP Brasil, no Hospital das Clínicas da USP, Dr. Ricardo Vasconcelos, é sempre muito importante conversar sobre o HIV e sua prevenção para que o assunto deixe se ser motivo de constrangimento. Segundo o infectologista, o HIV pode infectar pessoas de qualquer grupo social e é somente mantendo-se atualizado e atento às medidas de prevenção disponíveis que é possível ficar livre desse vírus. “Falando abertamente e sem julgamento sobre esse tema podemos também lutar contra o maior inimigo da saúde e do sucesso nessa doença que é o preconceito. O preconceito é fruto da desinformação e pode tanto atrapalhar muito a vida de um paciente que vive com HIV quanto aumentar a vulnerabilidade de quem ainda não foi infectado. Faz parte da luta contra o HIV enfrentar o preconceito que existe com os soropositivos”.

De acordo com Dr. Ricardo, a Aids é a doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Quando uma pessoa se infecta e não se trata, aos poucos tem suas defesas do corpo destruídas e, dentro de alguns anos, se torna vulnerável a diversas doenças chamadas de infecções oportunistas, problemas esses que não desenvolveriam se o indivíduo estivesse com sua imunidade funcionando bem. “Depois de infectada, por anos a pessoa vai viver com o vírus sem nenhum sintoma ou doença, fase denominada apenas de soropositiva. Somente quando a imunidade estiver acometida, depois de anos, quando surgirem as infecções oportunistas, é que dizemos que o paciente desenvolveu a Aids”.

Formas de contágio


Segundo Dr. Ricardo, no Brasil, mais de 90% dos novos casos de infecção por HIV são transmitidos por via sexual desprotegida. Porém existem outras duas maneiras de se contrair essa infecção: a primeira delas é a partir de uma gestante com HIV para o bebê que está em sua barriga, chamada de transmissão vertical. Já a outra forma, denominada transmissão parenteral, se dá pelo contato com sangue ou tecidos contaminados como no caso de uma transfusão de sangue doado por um indivíduo que vive com HIV, pelo compartilhamento de seringas de drogas injetáveis, de agulhas ou equipamentos de tatuagem ou piercing não esterilizados adequadamente ou ao se transplantar um órgão ou tecido de um doador soropositivo. “Atualmente temos quase 37 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo e, desses, quase 800.000 estão no Brasil”.

O médico ainda explica que o diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de sorologias que identificam anticorpos positivos para esse vírus no sangue de um indivíduo. Esses exames podem ser feitos em laboratórios e na forma de testes rápidos em centros de testagem do sistema público da saúde. “Em breve teremos no Brasil os autotestes que poderão ser feitos em casa pelo próprio usuário, utilizando-se a saliva. Vale ressaltar que os exames de HIV devem ser feitos a cada 3 a 6 meses por todos aqueles que têm vida sexual ativa e que passam por alguma situação com risco de transmissão como uma relação sexual desprotegida com uma parceria casual ou de sorologia desconhecida”

Principais sintomas


O infectologista salienta que, ao se infectar com o HIV, pode-se ou não apresentar imediatamente os sintomas. Ao sentir alguma coisa, os sinais são semelhantes a uma virose comum como febre, cansaço, dor de garganta, gânglios aumentados e manchas na pele. Segundo Dr. Ricardo, essas manifestações se resolvem espontaneamente e se inicia um período que pode durar anos em que não existe nenhum sintoma muito característico ou algo que faça a pessoa procurar um médico. “Nessa fase dizemos que o indivíduo é apenas um soropositivo, sem o problema. Somente quando o vírus tiver destruído as defesas do paciente e começarem a surgir as doenças oportunistas é que aparecerão os sinais. São comuns nesse estágio o emagrecimento, diarreia, tosse, cansaço, gânglios aumentados, dor de cabeça, manchas na pele e fraqueza, e é nessa etapa que dizemos que a pessoa desenvolveu a Aids”.

Estou com HIV e agora?


Dr. Ricardo alerta que, ao descobrir que se está com HIV, o indivíduo deve buscar por um médico infectologista ou algum serviço de saúde que faça o atendimento desse tipo de demanda. A recomendação é que se inicie o mais rapidamente possível o acompanhamento com exames periódicos e com o uso da terapia antirretroviral. “Quando esses medicamentos são tomados de maneira adequada, não existe progressão da infecção para a Aids, fazendo com que a pessoa passe a vida inteira com saúde, sem doenças oportunistas e ainda por cima reduzindo significativamente as chances de transmissão do seu vírus”.


Uso do preservativo: melhor forma de prevenção


Para se evitar a transmissão sexual do HIV, que é a forma mais frequente no Brasil, a principal recomendação é o uso de preservativo nas relações sexuais, principalmente com parcerias casuais ou de sorologias desconhecidas.

“Se por um acaso, em um acidente, o preservativo rompeu ou não foi utilizado, o indivíduo pode usar, em até 72 horas da relação sexual, a Profilaxia Pós Exposição (PEP). Trata-se de um esquema de medicamentos que é tomado por 28 dias com o objetivo de reduzir significativamente o risco de contrair o HIV naquele acidente. A PEP pode ser obtida com um médico infectologista ou em algum serviço do sistema público de saúde que faça esse atendimento. Já, se uma pessoa não consegue só com a camisinha se proteger do HIV e tem com frequência relações desprotegidas, pode usar a Profilaxia Pré Exposição (PrEP). Trata-se do uso diário de um medicamento que diminui significativamente o risco de infecção pelo HIV. A PrEP pode ser obtida com um médico infectologista e, em breve, teremos a estratégia disponível também pelo sistema público de saúde”, finaliza Dr. Ricardo.

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Outras fontes consultadas: Organização Mundial da Saúde (OMS).

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Câncer de próstata X doenças cardiovasculares


Você sabia que cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata possuem doenças cardiovasculares associadas (1)?

Dra. Ariane Macedo, cardiologista e vice-presidente do Grupo de Estudos em Cardio-Oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica que tanto o câncer de próstata quanto os problemas cardíacos compartilham alguns fatores de risco em comum como, por exemplo, o tabagismo, sedentarismo, obesidade, alimentação inadequada. Além disso, a terapia de bloqueio hormonal, um dos tratamentos utilizados para o câncer de próstata em estágio avançado, juntamente com todos esses fatores citados pela médica, pode ocasionar problemas no coração em pacientes que já tenham a doença cardiovascular mesmo que oculta e sem sintomas.

“Quando temos um homem com câncer de próstata cujo tratamento indicado é a terapia de bloqueio hormonal, precisamos nos preocupar com os riscos cardíacos já que esse indivíduo pode ter alguma doença cardíaca oculta que, caso não for cuidada, pode evoluir com complicações durante o tratamento do câncer, tendo que por vezes suspendê-lo, o que não é ideal”, salienta a médica.

Alerta para os pacientes e para os médicos


Por conta desse significativo número de homens com câncer de próstata com doenças cardiovasculares associadas, Dra. Ariane conta que o grupo de cardio-oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) tem feito um alerta aos médicos, principalmente aos urologistas e oncologistas, e, também, aos pacientes, sobre a importância de uma avaliação cardiológica para evitar problemas durante o tratamento do câncer.

“Quando identificamos uma pessoa com maior risco cardíaco, estudamos junto com os urologistas e oncologistas outras alternativas também de bloqueio hormonal. Hoje, alguns estudos têm mostrado que já existem terapias que fazem o bloqueio da testosterona de forma potencialmente mais segura com relação ao risco cardiovascular, portanto podemos optar, em alguns casos, por esse tipo de tratamento. Há pesquisas em andamento nos EUA e Canadá que estão avaliando de maneira prospectiva, que é quando acompanhamos o indivíduo desde o início e ao longo de todo o tratamento para verificar se realmente existe essa segurança maior em relação ao risco cardíaco. O ideal é sempre fazer essa avaliação para verificar como está o coração do paciente e discutir com os médicos envolvidos a melhor estratégia. E, além disso, ainda tratar em paralelo o problema cardíaco, bem como outras patologias que o homem possuir”, afirma a cardiologista.

Opção de tratamento


Estima-se que cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata possuam doenças cardíacas associadas (1). E, nesses casos, estudos mostram que o tratamento hormonal antagonista (degarelix) – um bloqueador dos receptores de GnRH – demonstrou a redução do risco de eventos cardiovasculares em 56% quando comparado às terapias agonistas através de uma metanálise.

O degarelix, administrado como monoterapia, atua por meio do bloqueio direto da testosterona, fazendo com que o nível de supressão seja atingido dentro de um prazo de três dias após o início do tratamento (2,3), ao contrário dos agonistas que demoram, em média, de três a quatro semanas para suprimir a testosterona. (4, 5, 6)

“O tratamento com o bloqueador degarelix proporciona diversos benefícios aos pacientes, como supressão rápida da testosterona e não ocorrência do flare clínico, ou seja, picos de hormônios que causam dores ósseas, compressão medular e outros comprometimentos de saúde resultantes do câncer de próstata avançado”, explica João Carvalho, urologista do Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ).

Dra. Ariane finaliza informando que é muito importante lembrar que tanto o câncer de próstata quanto os problemas no coração são frequentes e prevalentes e a ideia do acompanhamento cardiológico é totalmente preventivo. “O que nós queremos é que a terapia hormonal flua e o que o paciente se cure do câncer, mas também não podemos deixá-lo sofrer um evento cardíaco que comprometa sua vida e o seu tratamento oncológico. Vale lembrar que as doenças cardíacas são as que mais matam no mundo”, adiciona a médica.

E essa foi a última matéria do nosso Especial Novembro Azul. Esperamos que vocês tenham gostado e se informado um pouco mais sobre esse tema tão importante para a saúde masculina.

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Outras fontes consultadas: Ferring Pharmaceuticals.
Referências – Fornecidas pela Ferring Pharmaceuticals
1. Albertsen PA, Klotz L, Tombal B, et al. Cardiovascular Morbidity Associated with Gonadotropin Releasing Hormone Agonists and an Antagonist. Eur Urol 2014;65(3):565-73. PMID: 24210090
2. Klotz L, Boccon-Gibod L, Shore ND, et al. The efficacy and safety of degarelix: a 12-month, comparative, randomized, open-label, parallel-group phase III study in patients with prostate cancer. BJU Int 2008;102 (11):1531-8. PMID: 19035858
3. AWMSG secretariat assessment report (full submission). Advice No. 4112. Degarelix (Firmagon)80mg and 120mg injection (based on evidence submitted by Ferring Pharmaceuticals (UK) on 6 July 2012). Disponível em: http://www.awmsg.org/awmsgonline/app/appraisalinfo/755. Acesso em 24/02/2015
4. Rick FC, Block NL, Schally AV. An update on the use of degarelix in the treatment of advanced hormone-dependent prostate cancer. Onco Target and Therapies 2013;6:391-402. PMID: 23620672
5. European Medicines Agency. Assessment Report for Firmagon. Doc.Ref: EMEA/CHMP/635761/2008. Disponível em: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Public_assessment_report/human/000986/WC500023256.pdf. Acesso em 24/02/2015
6. AWMSG secretariat assessment report (full submission). Advice No. 4112. Degarelix (Firmagon) 80mg and 120mg injection (based on evidence submitted by Ferring Pharmaceuticals (UK) on 6 July 2012). Disponível em: http://www.awmsg.org/awmsgonline/app/appraisalinfo/755. Acesso em 24/02/2015

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Câncer de próstata: vencer o preconceito salva vidas


Apesar do esclarecimento de grande parte da população sobre a importância da prevenção do câncer de próstata, o exame de toque retal ainda é um assunto que incomoda alguns homens.

Para o Dr. Gustavo Carvalhal, membro do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), uma das coisas que também impede o homem de consultar o médico muitas vezes é o medo de fazer o exame de toque retal. “Alguns homens acreditam que ao mexer na região anal vai interferir na sua sexualidade ou até mesmo machucar, mas não é nada disso. Esse é um procedimento simples, rápido e indolor como escutar o coração ou olhar a garganta. Ele é importante, pois pelo intestino conseguimos palpar bem a zona periférica da próstata que é onde os cânceres normalmente surgem. Faz parte da avaliação do paciente”.

O médico explica que o toque retal é bem menos específico e sensível do que o exame de sangue (antígeno prostático específico - PSA), porém existem situações que o PSA não vai alterar e pode ser possível fazer o diagnóstico de algum tumor pelo toque retal. “Do ponto de vista de acurácia, o exame de sangue é superior. O PSA é capaz de diagnosticar tumores que não trazem alteração no toque retal em uma quantidade de vezes muito grande. Porém os dois devem ser feitos sempre juntos, pois 1 em cada 5 câncer não vão alterar o PSA nos primeiros anos e o toque retal pode mostrar essas alterações”.

Dr. Renato Prado Costa, médico responsável pelo setor de urologia do Hospital Amaral Carvalho, complementa informando que o PSA trouxe uma revolução nas possibilidades do diagnóstico precoce do câncer de próstata, porém afirma que há uma confusão entre as pessoas em achar que só porque há a possibilidade de fazer esse exame não é preciso se submeter ao toque retal. “Isso não é verdade, a prevenção constitui-se com o toque retal mais a coleta do PSA”.

Como é realizado o exame de toque retal


O urologista do Hospital Amaral Carvalho informa que o exame de toque retal é muito simples sendo realizado no próprio consultório com o uso de luvas e lubrificante. “Esse procedimento não demora sequer um minuto e, junto com a dosagem do PSA, fazemos a avaliação. Quando os dois estão normais é marcado o retorno do paciente após um ano, intervalo desejável para fazer a prevenção”.

Dr. Gustavo ainda ressalta que o toque retal é capaz de diagnosticar outras coisas como a prostatite, que é uma inflamação na próstata ou até mesmo para avaliar o tamanho da glândula.

Deixar o preconceito de lado salva vidas


O médico da SBU explica que hoje as pessoas estão vivendo cada vez mais e isso dá oportunidade para que esses tumores, que não eram tão comuns, começarem a aparecer no organismo dos indivíduos. “A prevenção da doença por meio do exame de sangue (PSA) e de toque é fundamental para evitarmos uma morte por esse tipo de tumor que, no Brasil, ainda é a segunda causa de mortalidade por câncer. O homem precisa saber que a realização do exame de próstata não é nada doloroso, que é simples de ser realizado e que se houver alguma alteração, será feita uma biópsia para descobrir se há a doença e qual a sua gravidade. Vale lembrar que nem todo câncer de próstata vai precisar de tratamento em um primeiro momento, alguns casos só acompanhamos”.

Para o Dr. Renato a questão do diagnóstico precoce permite fazer tratamentos menos agressivos, com elevadas taxas de curabilidade. “O câncer de próstata quando diagnosticado em fases iniciais, temos praticamente 98% de chance em curá-lo”, finaliza o urologista.

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